Continuamos a pensar na
“natureza” como se fosse algo essencialista que nos é exterior, negando as
ambiguidades das formas de vida.
Timothy Morton,
filósofo do Antropoceno, Ípsilon, 20.05.15
É quarta-feira,
terceiro dia de abertura; de possibilidade de alargar a circulação (um pouco)
mais. E há uma grade no ribeiro; couros invadido pela estupidez humana. Estupidez
disfarçada de atletas ou ciclistas que, zangados por não poderem circular, mergulharam
o equipamento ali colocado nas águas limpos do rio Couros por segurança. É lixo atirado com
raiva por quem se sente controlado e sem vontade de cumprir regras. Seguras e
de segurança para uma sociedade que vai definhando ao sabor dos movimentos certeiro
do monstro feito vírus.
Lixo e ramos que
podiam estar na zona de compostagem parecem, agora, ser os polícias de quem
circula contra as regras de segurança. Mas também estes restos dos cortes da última
tempestade intensa deviam estar arrumados!
Tanto lixo na
horta pedagógica porquê? Que pedagogia haverá por ali? Será que os utilizadores
da horta não sabem que por estes tempos de monstro à solta não se recolhe o
lixo na horta?
Tão agradável
ouvir os ralos, não o ruído dos sinos da torre da igreja; ali ao lado.