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sábado, 9 de janeiro de 2021

Caído do céu

Se o escritor tem medo do horror, o melhor é arrumar a caneta. Se o escritor não tem coragem, então dedique-se à criação de galinholas.

Rui Nunes, E, 20.03.07

 

Há realidades na vida de cada um de nós que fazem a diferença; diferenças. E há uma ou outra diferença – há, não se duvide – que é para melhor. Uma realidade que faz a diferença!

E esta verdade que acontece com cada um de nós, estende-se também às instituições ou aos jornais.

É verdade!

 

Quem lê o quinzenário O Conquistador percebe imediatamente que as noticias saídas do município de Guimarães são emanadas do Município de Guimarães Comunicação. Não são, nunca forma (pelo menos nos últimos tempos) textos da redação dos jornais.

 

Se lermos as mesmas notícias em muitos órgãos de comunicação social até parece que houve jornalistas a tratar as notas de imprensa saídas de Santa Clara. Que triste anda o jornalismo por alguns sítios!

E a verdade é que isso acontece em Guimarães, Braga e no Minho.

Dúvidas?

Compare-se os textos publicados nesses órgãos de comunicação social: é copiar/colar.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Andar ao contrário

Já ninguém está sozinho, estamos demasiado ocupados com os nossos telefones. É uma toxicodependência cósmica.

Ian Svenominus, Ípsilon, 20.09.11

 

1. Na Horta Pedagógica de Guimarães é proibida a entrada a animais. Está bem clara a sinalização em mais do que um local daquele espaço fabuloso.

Infelizmente o que tenho visto quando por ali vou correr, e vou com muita regularidade, é que ninguém quer saber da sinalização existente. Ou faz de conta que a não vê. E porque sabe que ninguém lhes chamará à atenção; não tenho memória de por ali ver a Policia. E não estou a pensar na PSP, não!

E depois os problemas naquele espaço de excelência de Guimarães não param de crescer.

Pessoalmente já mais do que uma vez que tive que fugir a alguns cães com os donos a berrarem: "não faz mal, não faz mal"! Mas fazem e eu já senti.

 

2. Daí que, por hoje, o que me traz outra vez ao assunto é o filme que assisti num destes dias. Que filme!

De um lado um cão jovem; cachorro cheio de vida; com uma cor linda (gosto de cães desta cor) e preso numa trela que o dono se vê grego para aguentar – já tive que saltar a uma investida deste animal! Do outro lado duas mulheres e dois cães, sem trela, embora as trelas estivesse na mão das senhoras. O cão que já me saltou atirou- se em salto a fazer lembrar outros voos a um dos cães das senhoras; o maior. Foi o bom e o bonito! Perdão!, foi assustador. Terrível!

O dono do cão, ainda cachorro, berra mais do que uma vez contra as senhoras. Que os seus cães tinham que estar presos numa trela (o dele tinha trela, sim senhor!).e, vai daí não tem mais nada, enfia um valente pontapé no cão das senhoras; o maior. Foi violento o estupor do pontapé! Até a mim me doeu! Ai se uma associação de defesa dos animais visse aquilo! 

2.1. E, depois, é que foi lindo de ver três mulheres atirando tudo para cima do cão ainda cachorro, mas já corpulento como um cavalo!; e do dono do dito.

As mulheres furibundas – berrando em voz alta, que conhecem o dono do cão em questão; o tal animal que foi o cerne da guerra canina na Horta Pedagógica de Guimarães (sublinho as maiúsculas na designação institucional) – berraram bem alto, antes de se afastarem sob a travessia da variante, que vão fazer queixa à polícia.

 

3. Por mim, até parei de correr para admirar aquele momento fílmico digno do melhor realizador do mundo.

Mas não deixei de olhar para a placa; mesmo ao lado: proibido a entrada de animais.

terça-feira, 3 de março de 2015

Fazer de morto

De noite os cabelos crescem tanto que neles se arranca a cabeça
crescem em cada pancada de sangue
Herberto Helder, in Do Mundo *
foto: record.xl.pt
Se quem assiste regularmente às sessões da assembleia municipal (AM) de Guimarães – haveremos de poder fazê-lo todos e em casa, pelos vistos – fizer de conta que Luís Cirilo, o antigo deputado na AR e ex-governador civil de Braga, comanda o grupo parlamentar do PSD na AM vimaranense, poderá dizer, sem medo de errar, que o maior partido da coligação de direita em terras de D. Afonso até sabe intervir nas reuniões da AM.
Infelizmente Luís Cirilo só lá vai às vezes.
E, quando vai, fá-lo de recados estranhos na mão que nada têm a ver com a sua postura habitual sobre as coisas de Guimarães. Necessidades de afirmação, será?
Mesmo assim, Cirilo está a léguas (para muito melhor, obviamente) da melhor forma de César Teixeira, atual líder da bancada laranja na AM de Guimarães.

(um parêntesis para fazer um mea culpa do tamanho do grupo parlamentar do PSD local para dizer que quando, há cinco anos atrás, escrevi que César era uma boa solução para o PSD vimaranense, me enganei redondamente. Afinal, e dando a mão à palmatória, sou obrigado a dar razão ao povo na sua infinita sabedoria: “nem tudo o que luz é ouro”).

Com César Teixeira o PSD de Guimarães perde brilho. O PSD não sabe o que quer, não diz o que sabe (e devia saber); não fala do que deve, mesmo que o seu líder parlamentar vá fazendo um esforço para, por vezes – às vezes –, dizer que o seu partido tudo faze por Guimarães.
E César, olhando na vertical do púlpito que sustenta os seus papéis e os seus olhares (sempre pomposos), baixando-se em direção ao chão que pisa, nada diz. Repete-se; vê-se perdido para esgotar o tempo (como na última sexta-feira) do seu partido e, quando devia responder, pergunta para não responder; porque nunca tem respostas, apenas perguntas pouco entendíveis.
O PSD de Guimarães, também na AM, precisa de outra liderança. E Guimarães e os vimaranenses querem ganhar.

* sou um incondicional leitor da poesia de Herberto Helder. Há imensos anos. Muito antes de ouvir falar, como ouvi na última sexta-feira na Plataforma das Artes em envelhecimentos apressados. O poeta sabe bem o que diz. E com ele deixa que as pancadas sejam silenciosas. 

sábado, 5 de abril de 2014

O PSD de Guimarães

PS é fã do PSD por executar as nossas propostas, diz André Lima (O Comércio de Guimarães, 14.04.02), após a sua reeleição como líder dos social democratas vimaranenses.

Não vejo necessidade de nenhum comentário a tal afirmação do último candidato laranja a engrossar a lista dos candidatos autárquicos derrotados em Guimarães, não fosse ela uma tentativa bombástica de dizer aos militantes laranja que está vivo. O que não significa que todos os militantes do PSD de Guimarães concordem com André Lima, obviamente. Ou que queiram saber para alguma coisa das suas palavras; sejam elas proferidas em que circunstâncias for. Pelo menos a julgar por aqueles – e são alguns (há até um ou outro com responsabilidades profissionais fortes na administração pública) – que questionam, para já em surdina, “para onde vai” o PSD local, que é como quem diz, qual será o rumo que os social democratas de Guimarães terão com André Lima.

E acredito que um ou outro – mais por cá – se mantém muito atento ao que aí vem; brevemente.

Realidades feitas Epopeia IX

  Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  ( Relógio d’ Água )