Se o mundo está a arder, se as chamas e as altas temperaturas se tornarem um dado estrutural, então há boas razões para dizer que estamos na era do Piroceno.
António Guerreiro, jornalista,
Ípsilon, 25.08.22
António Guerreiro, jornalista,
Ípsilon, 25.08.22
rostos elevados em clima de guerra aberta: misterioso
declínio do olhar – sempre pronto a rasgar saídas
para grandes espaços; ali o silêncio dos corpos calcinados
dissolve o alento na solidão trivializada – entre o silêncio
que aparta terra e mar; tantas portas: frases que perdem o desejo
de serem palavras ordenadas, fixando-se nos silêncios petrificados,
onde os corpos calcinados persistem adormecidos. a vida evapora-se
dia após dia, no silêncio fatal do teu rosto.
decadência no muro do tempo: aparências levantadas
em clima de combates descerrados – misteriosa decadência
abrindo passagens por espaços ocos; além da noite fria – onde o
silêncio
dos corpos calcinados dissolve a vida numa solidão trivializada.
o desejo de serem palavras ordenadas, fixando-se em silêncios
petrificados, onde os corpos calcinados persistem e a vida se
evapora,
dia após dia, no silêncio fatal do teu rosto.
Gonçalo [M. Tavares] é o único português
que pode voltar a conquistar
o Nobel da Literatura. A sua escrita
é uma chave
de entendimento do mundo.
Luis Osório escritor, jornalista e cronista,
Diário de Noticias, 26.03.05
luz que não se apaga; o teu amor não é sopro: é o silêncio onde as palavras aprendem a ficar. olhar que insiste; sentado na demora do ...