quarta-feira, 22 de abril de 2026

sexta-feira, 17 de abril de 2026

labirinto de ideias III

rostos elevados em clima de guerra aberta: misterioso 

declínio do olhar – sempre pronto a rasgar saídas 

para grandes espaços; ali o silêncio dos corpos calcinados

dissolve o alento na solidão trivializada – entre o silêncio

que aparta terra e mar; tantas portas: frases que perdem o desejo

de serem palavras ordenadas, fixando-se nos silêncios petrificados,

onde os corpos calcinados persistem adormecidos. a vida evapora-se

dia após dia, no silêncio fatal do teu rosto.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Realidades feitas Epopeia IV

No hospital não se fala do efeito
de estufa,
nem de cataclismos longe no espaço
ou no tempo.

                                                                                   Gonçalo M. Tavares, in O fim dos Estados Unidos (Relógio d’ Água)

sexta-feira, 10 de abril de 2026

labirinto de ideias II


decadência no muro do tempo: aparências levantadas
em clima de combates descerrados  – misteriosa decadência
abrindo passagens por espaços ocos; além da noite fria – onde o silêncio
dos corpos calcinados dissolve a vida numa solidão trivializada.
 
entre o silêncio que aparta terra e mar há portas: frases que perdem
o desejo de serem palavras ordenadas, fixando-se em silêncios
petrificados, onde os corpos calcinados persistem e a vida se evapora,
dia após dia, no silêncio fatal do teu rosto.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

realidades feitas Epopeia III

 
Tudo o que está longe de nós 
está perto

de algo ou de alguém.

Gonçalo M. Tavares, in O fim dos Estados Unidos (Relógio d’ Água)

sexta-feira, 3 de abril de 2026

labirinto de ideias

declínio; caras erguidas
em guerras abertas - mistério de saída
para grandes espaços. 
trivializa a solidão e evapora a vida
onde o silêncio dos corpos calcinados
entre terra e mar há portas — frases que se perdem
no desejo de serem palavra.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

chave de entendimento do mundo

 

Gonçalo [M. Tavares] é o único português

que pode voltar a conquistar 

o Nobel da Literatura. A sua escrita 

é uma chave

de entendimento do mundo.

Luis Osório escritor, jornalista e cronista, Diário de Noticias, 26.03.05

fantasias de destruição

  As novas confissões avançam no campo da demência geral do mundo . Gonçalo M. Tavares, E, 21.04.23