à janela da cidade
depois de um certo olhar
quarta-feira, 15 de abril de 2026
sexta-feira, 10 de abril de 2026
labirinto de ideias II
decadência no muro do tempo: aparências levantadas
em clima de combates descerrados – misteriosa decadência
abrindo passagens por espaços ocos; além da noite fria – onde o
silêncio
dos corpos calcinados dissolve a vida numa solidão trivializada.
o desejo de serem palavras ordenadas, fixando-se em silêncios
petrificados, onde os corpos calcinados persistem e a vida se
evapora,
dia após dia, no silêncio fatal do teu rosto.
quarta-feira, 8 de abril de 2026
realidades feitas Epopeia III
sexta-feira, 3 de abril de 2026
labirinto de ideias
declínio;
caras erguidas
em guerras abertas - mistério de saída
para grandes espaços.
trivializa a solidão e evapora a vida
onde
o silêncio dos corpos calcinados
entre
terra e mar há portas — frases que se perdem
no
desejo de serem palavra.
em guerras abertas - mistério de saída
para grandes espaços.
trivializa a solidão e evapora a vida
onde o silêncio dos corpos calcinados
entre terra e mar há portas — frases que se perdem
no desejo de serem palavra.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
chave de entendimento do mundo
Gonçalo [M. Tavares] é o único português
que pode voltar a conquistar
o Nobel da Literatura. A sua escrita
é uma chave
de entendimento do mundo.
Luis Osório escritor, jornalista e cronista,
Diário de Noticias, 26.03.05
sexta-feira, 27 de março de 2026
outra vez o vento
outra vez o vento; a infância e as ervas verdes – quase a dessecarem
(recordo tão bem o carvalho do lado esquerdo do caminho;
mesmo encostado ao muro onde a fotossíntese luminosa das pedras
musgosas separava o passado saído do monte do caminho de ensaibro
que me levava á escola!)
silenciosa e despida nas folhas e nos meninos – desfrutando
de uma roda para extrair água do poço; dizem que seco!
o recreio empedrou-se e magoa os corpos.
vestiram- se de cimento e dor ensanguentada por entre o mato também morto
e nós, sentados à beira do que resta,
inventamos um tempo que não se mede em olhares.
quarta-feira, 25 de março de 2026
realidades feitas epopeia II
Estúpida como um tijolo fica a cabeça
do homem
moderno diante do perigo
sem forma e sem causa aparente.
Gonçalo M. Tavares, in O fim dos Estados Unidos
(Relógio d’ Água)
Realidades feitas Epopeia IV
N o hospital não se fala do efeito de estufa, nem de cataclismos longe no espaço ou no tempo. ...
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Sento-me na cidade e ouço O rumor dos ossos e não tenho medo Casimiro de Brito, in Nem senhor nem servo G uimarães aprovou, em r...
