à janela da cidade
depois de um certo olhar
quinta-feira, 4 de junho de 2026
Realidades feitas Epopeia IX
sexta-feira, 29 de maio de 2026
o teu amor: luz que não se apaga IV
o
teu amor é um rio secreto que corre dentro de ti
trazendo sede e saciando-a num só gesto. é chama oculta –
e mesmo quando o mundo se fecha –, ele abre uma janela
no coração; quem te guia, quem te devolve a ti mesmo quando te perdes
que
não queima, mas aquece. é sombra fresca
num
deserto de ausências.
o
teu amor tem rosto de estrela, olhar de manhã clara,
não
é apenas quem amas – é também quem te habita,
o
teu amor és tu e é outro, é encontro e é mistério
é
pergunta sem resposta, é eternidade que se renova
em cada instante.
quinta-feira, 28 de maio de 2026
os ratos assustam; é verdade
Aqueles ratos tinham-lhe dado a volta
à cabeça e tudo ficaria melhor
quando tivessem desaparecido.
Alber Camus, in A Peste, (Editora
Livros do Brasil)
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Realidades feitas epopeias VIII
Os ratos assustam; são animais transportadores do diabo a quatro.
Gonçalo M. Tavares, in O fim dos Estados Unidos (Relógio d’ Água)
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Realidades finais?
Antes de o Ocidente cair
a espécie humana estará extinta,
como a morte dos corais e dos oceanos
anuncia em vão.
Clara Ferreira Alves, E (Expresso),
25.06.06
quinta-feira, 21 de maio de 2026
o teu amor: luz que não se apaga III
o
teu amor não tem um só nome; é um sopro
escondido no vento, um olhar que se demora no silêncio
é quem te faz sorrir quando a noite pesa,
é quem o teu coração chama mesmo sem voz,
é quem caminha contigo mesmo quando não está presente.
o teu amor é espelho e horizonte, raízes e asas,
ferida e cura, luz que não se apaga.
onde cabem todas as palavras. o teu amor.
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Realidades feitas Epopeia VII
A América mete motor em tudo;
em parte a gasolina substitui o pensamento.
Gonçalo M. Tavares, in O fim dos Estados Unidos (Relógio d’ Água)
Realidades feitas Epopeia IX
Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in O fim dos Estados Unidos ( Relógio d’ Água )
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Para apanhar o comboio da mudança é preciso chegar a horas à estação. Pedro Lacerda, Expresso ( Economia ), 21.06.25 O que aconteceu ...
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Sento-me na cidade e ouço O rumor dos ossos e não tenho medo Casimiro de Brito, in Nem senhor nem servo G uimarães aprovou, em r...