sábado, 11 de julho de 2020

Os vírus da destruição


Nunca imaginei a pandemia a dar cabo da vida, a minha, a vossa, a do planeta.Clara Ferreira Alves, E, 20.05.09

O vírus que atravessa os nossos dias separou os bons dos maus?
Os religiosos dos não religiosos?
Os defensores do ambiente dos destruidores de florestas e da vida sobre a terra?

Sabemos isso quando percebemos que o vírus continuará connosco – mesmo que muitos, por exemplo, teimem em fazer barulhos de motos a qualquer hora da noite. A circular a grandes velocidades – para nos puxar pelas orelhas. Ou obrigar a meter uma máquina respiratória dentro de nós.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

A (nossa) crise voltou *


O que se espera dos governantes, pois são os líderes, é que saibam liderar e que informem as populações.

Alfredo Oliveira, editorial, Reflexo, junho 2020

 

Realidades de que não gosto; não gosto mesmo: entre os anos de 2011 – ano dos últimos censos em Portugal – e 2019 o território vimaranense perdeu 3,63% de população.

Caramba! É um bocado, não é?

As explicações serão muitas; não duvido, mas não entendo que o antigo território vimaranense – ou uma parte significativa do atual município de Vizela tenha aumentado a sua população.

 

Nota de rodapé – a motivação para o crescimento populacional bracarense não me importa. Já a forma como os bracarenses pagam a fatura de um certo exagero, preocupa-me.

 

* Ou nunca terá desaparecido?


quinta-feira, 9 de julho de 2020

À sombra da montanha


O investimento na cultura deve duplicar ou quintuplicar quando a missão e a urgência é salvar o humano.
Mário Lúcio Sousa, escritor, músico e antigo ministro da cultura de Cabo Verde, Público, 20.07.01

Num documento que a Prodata tornou público recentemente são analisados um conjunto de indicadores sobre Guimarães e a sua realidade em diferentes vertentes. De entre esses olhares diferenciados sobre a terra de D. Afonso, há um dado que merece destaque; pelo menos para mim: “o número dos espetáculos culturais registou um aumento considerável”. Vinque-se que no período em análise passou de 104 espetáculos para 372.

Segundo aqueles dados – de 2018 e 2019 – o projeto da Fundação Francisco dos Santos, mostra também realidades de que não gosto. Como por exemplo a diminuição da construção. É pouco animador e permite perceber o custo do arrendamento que por aí anda.

E pronto, o silêncio!; outra vez


 Foto: dinheirovivo.pt
Foto: dinheirovivo.pt
Rui Rio propôs e, claro, os socialistas agradeceram: os debates quinzenais com o primeiro-ministro vão acabar. (…) Há retrocessos que dizem muito.
Editorial, Expresso, 20.07.04

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Olhares na vizinhança


O apontar de um telemóvel tem-se demonstrado o grande defensor dos afro-americanos.
 Luís Pedro Nunes, E, 20.06.06

Porque será que quando estamos a falar ao telemóvel andamos de lado para lado em caminhadas sem sentido; feitos turistas das novas tecnologias?

Nota de rodapé: aos microfones da Rádio Renascença (20.06.11) afirmou Tolentino de Mendonça que o que nos está a acontecer e nos encontrou impreparados é uma metáfora estupenda do que é vida.

terça-feira, 7 de julho de 2020

território desconhecido

e eles de tronco curvado
sobre o telemóvel; numa mesa cheia
pessoas curvadas em espelho subjetivo
sobre o telemóvel. retrato assombroso!

eis o preço da cura desconfinada: dias duvidosos
a hora de saída;

eu sou a noite? serei somente um canto
de sereia com vontade de desfazer realidades
que teimam em viver de coluna curvada
sobre a tecnologia dos dias.

domingo, 5 de julho de 2020

Olhar (ainda) de junho


É também nas grandes crises que se fazem grandes fortunas. Esperemos que esses líderes [governantes] também estejam atentos aos oportunismos sem controlo, escreveu Alfredo Oliveira no seu texto de editorial do jornal Reflexo de junho 2020.

Será por isso que Clara Ferreira Alves (E, 20.06.06) escreveu que o atavismo faz de nós sobreviventes medrosos e clandestinos.