sexta-feira, 13 de março de 2026

no silêncio não há inocentes

desaparecido no carácter sombrio da noite; esbanjo
as palavras
(sempre prontas a propagar ideais – mesmo vindos
de afinidades improváveis)
todas as palavras; feitas serenos fulgores:
a linguagem da noite desfaz-se nas imensidades de factos
(do soalho à floresta há vida; há morte: veracidades sem filtro
ruídos discretos; inquietos – ordem abrindo as portas do fim
a sonoridade das palavras; som com outra profundidade – quando as memórias
mais antigas)
sobem ao palco dos dias cinzentos. onde nenhum silêncio é inocente.

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no silêncio não há inocentes

desaparecido no carácter sombrio da noite; esbanjo as palavras (sempre prontas a propagar ideais – mesmo vindos de afinidades improváveis) t...