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sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Caminhos da tolerância

O extremismo político nunca fez nada de bom pela raça humana.

Woody Allen, E, 19.10.19


Em declarações ao Jornal de Noticias, Rui Vieira de Castro, reitor da Universidade do Minho, garantiu que a UM foi “surpreendida” pela informação veiculada nas redes saciais sobre uma estapafúrdia coisa com que, alguns estudantes, fizeram para denegrir a praxe estudantil. Por isso, o reitor da UM vê “com profundo desagrado e veemente condenação” este tipo de iniciativas, ofensivas da dignidade humana, leio na edição do passado dia 10 no JN. Um trabalho com assinatura de César Castro e Delfim Machado.

É um trabalho que nos conta que “vários caloiros do curso de Biologia e Geologia da UM estão a ser acusados de racismo por se terem caraterizado de negro (“blackface, uma prática na qual pessoas negras são ridicularizadas para entretenimento de brancos).

Contra racismos, fascismo e estupidezes continuarei a lutar; consciente de que estou cada vez mais cerceado dos meus limites interventivos!

O que, naturalmente, não me impede de estar em sintonia com o reitor da UM. Também vejo parvoíces desta natureza “com profundo desagrado e veemente condenação”.

 

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Caminho difícil


 É mais fácil viver no presente quando não há futuro.

Phocbe Bridgers, E, 20.06.13

 

Após dois anos de greves climáticas de Greta Thumberg, o mundo continua a negar a crise, é o título de uma peça de Patrícia Carvalho inserida na edição do dia 20 de agosto do jornal Público. Um texto curto, na verdade!, mas que merece reflexão.

Daí que importe destacar esta afirmação da jornalista: as mudanças do nosso modo de vida são inevitáveis para travar a crise em curso.

Subscrevo em absoluto esta afirmação, consciente de que, quando puser os pés na rua outra vez, mais uma vez!, os males do costume nos hábitos de cada um estarão por lá. A começar por uns putos que deixarão, outra vez, mais uma vez e tantas vezes, os restos indestrutíveis de uma comida rápida de uma multinacional na minha rua. E são cada vez mais,

Como seria se estes putos não tivessem tido ações de sensibilização para as dificuldades ambientais nas suas escolas?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Medo da união?

foto: portocanal.sapo.pt
As universidades do Porto, Minho e Trás-os-Montes e Alto Douro oficializaram, hoje, a constituição do primeiro consórcio de instituições de ensino superior, escreve Samuel Silva no jornal Público de sexta-feira passada.
E acrescenta o jornalista que “esta iniciativa pretende também demonstrar às empresas e instituições que este entendimento é possível”, ou seja, pelo teor da notícia fica claro que todos podem dar as mãos numa união frutífera para o futuro da região que luta desesperadamente contra o centralismo lisboeta.
Na mesma peça, Samuel Silva acrescenta que “o exemplo do norte deverá ser seguido, em breve, pelas três universidades do centro do país”. Assim esperamos.
Estou certo que os portugueses agradecerão.

Nota de rodapé:
Passos compromete-se pouco em parceria com universidades do norte.
Título de Jornal de Noticias de sábado
Num texto de Eduardo Pinto ficamos a saber que o primeiro-ministro de Portugal elogia a iniciativa, mas quer saber “que ovos tem para esta omeleta”.
Ui! Que primeiro-ministro centralista!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

E o OP dá barraca

1. Não sei se houve ou não um sindicato de votos no Orçamento Participativo de Guimarães. Uma coisa eu sei: tive dificuldades em votar, mas pensei que o problema seria da minha memória, por não me lembrar da password.

2. Em Guimarães o Orçamento Participativo terá tido um sindicato de votos, nas palavras de alguns. Em Braga, segundo escreve Samuel Silva no Público (14.10.08) terá tido o apoio de um pároco que distribuiu 15 mil panfletos “em todas as ruas e todos os carros da paróquia”.
Entre tantos votos entrados à pressão e a pressão para tantos votos venha o diabo e mande às malvas esta pretensa participação democrática.

3. ”Votos comprados no orçamento participativo de Guimarães”, pode ler-se na imprensa. Só alguma, é verdade, mas está escrito.
O que terá acontecido?
Ao que consta os números fiscais da alguns cidadãos terão sido usados indevidamente. O que é tremendamente grave.
Quem fez isso, se o fez, o que fará com os NIFs noutras circunstâncias?

4. Isto é, o que aconteceu com o Orçamento Participativo em Guimarães – e se lhe juntarmos o facto de que no ano passado muitas das propostas vencedoras até estavam nos programas eleitorais de algumas localidades -, faz pensar muito. Descredibiliza em absoluto quem tem as melhores intenções de abertura às pessoas, aos cidadãos.

5. E sendo grave impõe-se que os responsáveis por esta aberração sejam devidamente castigados. Severamente punidos e sem paninhos quentes. Sob pena de, a seguir, se começar a não acreditar nas instituições.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Quem sabe…

Ponto prévio: até muito perto das últimas eleições autárquicas, eu não conhecia Adelina Paula. Foi Domingos Bragança, numa noite importante para Brito, que, no parque daquela vila, me disse quem era a atual vereadora responsável pela Educação na câmara de Guimarães.
Felizmente que depois dessa conversa com o atual presidente de câmara, Adelina Paula e eu já nos cruzamos e nos conhecemos.

Não quero falar da simpatia irradiante de uma professora que marcou/marca pelo trabalho desenvolvido no seu agrupamento escolar. Apenas e só da vereadora responsável, na câmara de Guimarães, pelo trabalho em prol da educação no concelho. É uma pessoa que sabe do que fala. Conhece (tão de perto que até assusta quem pensa que sabe do que fala quando tenta falar de cima da cátedra) a realidade do ensino, das escolas e dos alunos que por mais que possam ‘pegar’ com a senhora fica-se sempre desarmado.

O que Adelina Paula diz a propósito do encerramento parvo e sem escrúpulos e sem princípios e totalmente precipitado por razões que nada têm de ligação às escolas, de escolas, mormente em Guimarães, mostra isso mesmo: “é preciso fazer um trabalho de enquadramento antes de pensar encerrar escolas a régua e esquadro”. Uma afirmação que mostra, na perfeição, a forma como a vereadora olha para o seu trabalho de responsabilidade politica.
Nem vale a pena estar a olhar para uma declaração de voto de uma oposição que na última reunião de câmara pretendeu desviar para si luzes que não merece; estou mesmo a enaltecer o trabalho da vereadora Adelina Pinto.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Paisagem humana; viva e com sentimento

Eu sei que o povo de Gonça detesta parvoíces; odeia contumélias e ignora quem lhes bate nas costas para, de seguida, o tentar esfaquear.
Eu sei, muito bem, da humildade, simplicidade e carinho com que as pessoas de Gonça recebem quem vai até elas.
Mas sei também que em Gonça se odeia ou ama.

Não fico espantado, por isso, com a manifestação na última semana no Porto. E, estou certo, que o povo de Gonça não vai cruzar os braços á espera que certos iluminados façam de conta que olham o futuro. À custa da tentativa de fragilização de pessoas como os habitantes de Gonça.


Quem disse, em Santa Clara, que Crato, o ministro da destruição de uma parte de Portugal, estava certo?
Talvez não fosse má ideia subir até S. Miguel de Gonça e pedir desculpa.

Realidades feitas epopeias IX

    Morre por queda de peso de cima , no acidente, ou por falta de solo e baixo , por velhice. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Uni...