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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Temos que sentir; o silêncio da ausência

No silêncio, os dias têm a cor
amarelada do papel.
Al Berto, ritos do 11 de janeiro, Bumerangue 1
Tive a oportunidade de estar presente no primeiro dia da feira de artesanato de Vila do Conde deste ano.
Fiquei tão bem!
Recordei outros tempos, vi coisas lindas; criação e vi Guimarães. Curiosamente, uma Guimarães (ali em Lordelo) que não conhecia. De todo.
Mas vi uma realidade que, a um vimaranese com memória, deve trazer saudades: a feira de artesanato de Guimarães (não tendo o âmbito nacional da de Vila do Conde) era assim uma coisa tão má que não justifique o seu regresso?

sábado, 25 de julho de 2015

O lugar ideal

Haverá alguma ordem que mande estragar a água do semelhante?
José Cardoso Pires, in O Hóspde de Job
foto: ominho
O Plano Diretor Municipal (PDM) de Guimarães já está em vigor, na sua nova versão. A revisão do PDM vimaranense já foi publicada na edição do último dia 23 de junho do Diário da República.
Sendo um ato normal deveria até passar despercebido não fosse o longo percurso de discussão pública e as cerca de 700 participações formais.
Por mim, considero importante neste documento a redução – em cerca de 20% -, da área de contração e o aumento da área verde.
Claro que ele também “privilegia a atividade económica”.

Nota de rodapé: José Cardoso Pires é um extraordinário leitor do social num país à deriva. Sim!, Portugal. E O Hóspede de Job é um belo romance.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Caminhante que faz perguntas

Comunicamos cada vez mais depressa, mas dizemos cada vez menos.
Joana Pereira Bastos, E, 15.06.27
Bem me parecia que havia “mouro na costa”!
Agora, Braga quer uma “melhor coordenação” das agendas culturais do Quadrilátero minhoto.
Quem o diz é Ricardo Rio, o edil bracarense, para quem “não é muito defensável que possam existir duas iniciativas no mesmo âmbito em simultâneo”.
Também concordo que essa coisa de espetáculos à medida da gaveta de cada município não é lá grande espingarda!
Mas a “melhor coordenação” não estará a olhar noutras direções; com olhares vazios?

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Afronta aos taipenses

No fim-de-semana das festas da vila e S. Pedro fomos diversas vezes abordados pela questão destas festas coincidirem com a Feira Afonsina na cidade de Guimarães. Uma “afronta aos taipenses” e a “prepotência da Câmara de Guimarães” dominaram as afirmações produzidas pelos diferentes interlocutores.

Alfredo Oliveira, editorial, Reflexo, julho 2015

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Os anjos ainda abalam os céus?

Quem está no canto da sala dança com todas as dançarinas. Vê tudo, e porque vê tudo, vive.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
A Feira Afonsina, em Guimarães?
Excelente!
Sabes?, por mim, só lamento mesmo é que nem todos tenham podido ver tudo; a confusão era tanta nas ruas! O que, em boa verdade, percebo!
Por mim, tirando uns coicezitos (isso não se diz, pois não?) e uns empurrões na rua de Santa Maria, adorei fotografar coisas lindas. Diferentes – num parêntesis discreto – vi profissionalismo sério nas ruas. E então ali junto ao Arquivo municipal!
Claro que lamento a tremenda confusão nas ruas, mas isso faz parte da festa! (A propósito: será que demorar vinte minutos da alameda - ainda é S. Dâmaso, não é? - à estátua do rei Fundador, a do Senhor Cutileiro, é bom? Mas pronto!, é da vida!)
E, verdade, verdadinha, quem viu o que quer que seja? Ver o que quer que seja num evento destes é um autêntico milagre. Pois! bebe-se uns copos, come-se umas coisas (será que era assim que se fazia na idade média?) e apreciam-se petiscos. Ah! A seguir vem a noite branca. Já no próximo fim-de-semana.
Que bom! Entro de férias na quarta!

sábado, 27 de junho de 2015

Tempo a esgotar-se

Cansei-me de tentar o teu segredo:
no teu olhar sem caos
Camilo Pessanha, in Clepsydra
A boa notícia: as obras na via intermunicipal que liga Joane, no concelho de Vila Nova de Famalicão, a Vizela, começam brevemente. Há quem diga que “arrancam antes do verão”.
A má notícia: Já ontem era tarde e o verão vai até setembro. É muito tempo.

Os cerca de seis quilómetros que cruzam as vilas de Serzedelo, Moreira de Cónegos e Lordelo e a freguesia de Guardizela não podem com mais buracos. E quem por ali passa diariamente também.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Bandeiras do fim

Do outro lado de mim, lá por trás de onde jazo, o silêncio de casa toca o infinito.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
foto: guimaraesturismo.com
Não deixa de ser irónico como, apesar do desenvolvimento da Arqueologia científica nas últimas décadas, por entre os meios académicos portugueses, grande parte das informações que conhecemos sobre a época romana das Taipas não provenham de intervenções atuais, mas de informações anteriores, referências dos séculos XIX e XX, sobretudo. Irónico mas recorrente.
Gonçalo Cruz, reflexodigital, 15.06.18

E Taipas sempre a surpreender!
É verdade que nem sempre pelas melhores razões; mas isso já não é novidade.
Taipas, é muito, muito antigo, sempre quis ser diferente.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Taipas em festa II

Nas comemorações dos 75 anos da elevação de Taipas a vila, podemos e devemos conhecer o mau e o bom do passado, numa perspetiva de compreensão do presente; assumir o futuro como algo que a todos nos diz respeito.

Manuel Ribeiro, Reflexo, junho 2015 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Taipas em festa

Para o bem e para o mal (em que o bem domina claramente), a vila de Caldas das Taipas tem, como é reconhecido de uma forma geral, um grande espírito e uma forte vivência associativa.

Alfredo Oliveira, editorial, Reflexo, junho 2015

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Olhar (local) do silêncio

foto: pedro carvalho
Quando era mais novo, escrevia umas crónicas para o jornal do Vitória e a dada altura o Pimenta Machado quis conhecer-me. Então fui conhecer a sede, o estádio, vestiram-me um equipamento, estive a jogar com os juvenis e conheci alguns jogadores – o Osvaldinho, o Tito, o Jeremias…

João Reis, Ataque, 15.05.02

terça-feira, 17 de março de 2015

Manhãs de sol em Guimarães

Não há nada de tão absurdo que o hábito não torne aceitável.
Erasmo de Roterdão
É manhã de sábado. Como sempre, a azáfama à volta do antigo mercado municipal de Guimarães é grande. Muita gente estaciona sem o poder fazer. Ali na Paio Galvão (o presbítero que terá começado a sua carreira eclesiástica no mosteiro de Santa Marinha da Costa). Chegam dois polícias municipais. Há gente que mete, à pressa e de forma bem atabalhoada, o que tentava vender no carro, em malas cheias de coisas rápidas e desanda dali. Mais carros se afastam. Discretos. E os polícias observam.
O espaço – o lado da rua que abraça o antigo mercado – fica com o espaço que tem que ter: paragem para autocarros.
Eis, senão, quando um carro da Vitrus estaciona. O condutor faz um sinal mais ou menos discreto. Os dois polícias caminham, lentamente, em frente; em direção à Sociedade Martins Sarmento. O condutor demora pouco, é certo!, mas o carro esteve ali uns minutos; enquanto, dentro do quiosque, ali existente, se passavam coisas.
Já tenho as botas engraxadas. Pago e sigo em frente.
Que saudades que eu tinha das manhãs de sol na minha cidade!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A espera aumenta

O que os meus olhos veem é um enigma.
O que os meus olhos olham passa a passo.
Ruy Cinatti, in Os castelos interiores
Em entrevista à edição de fevereiro do Reflexo, Domingos Bragança fala de si, do seu partido, de Guimarães e do seu projeto para o seu concelho.
Esta entrevista do presidente de câmara de Guimarães é uma entrevista atípica, porque natural; é uma conversa, como o diretor do jornal assume em editorial, onde Bragança diz o que lhe vai na alma. E onde, embora a espaços, se mostra desprendido. Mas sempre pronto a vincar que não está distraído – “a vida político-partidária faz-se de jogos, de manhas, de táticas e eu gostava que a vida democrática, entre os partidos políticos, fosse mais do contraditório, da explicação, da proposta alternativa e de todo esse debate”.
Tudo clarinho? Aparentemente sim, mas façamos uma segunda leitura: “a vida político-partidária faz-se de jogos, de manhas, de táticas. Ui! Gosto muito da ideia do contraditório. É linda; quase lírica, mas faz todo o sentido.
Sobre o dia-a-dia em Santa Clara, Bragança não hesita em comparações com o passado recente. Aí, sem sombra de dúvidas, está em campo o atual presidente de câmara de Guimarães; que, de forma claríssima, diz que é ele – e só ele – o edil vimaranense. Mesmo que, suavizando, vá dizendo “são [António Magalhães e Domingos Bragança] duas pessoas com personalidades diferentes e é bom que seja assim”.

Esclarecido o posicionamento de Bragança em Santa Clara, o autarca vimaranense mostra como gosta da prática política: “creio que as pessoas já perceberam a minha maneira natural de ser e de dizer as coisas”. E clarifica como se posiciona na coisa pública: “a democracia é muito exigente. Exige a aceitação do argumento, da divergência e daquilo a que chamo o contraditório. Não há democracia, nem desenvolvimento das sociedades sem contraditório”.
Haverá, agora, dúvidas da postura política de Domingos Bragança?
Fica assim totalmente claro quem ‘comanda’ o dia-a-dia em Santa Clara: “é inegável que eu abri as reuniões de câmara, que são participadas, analisadas, analisando, discutindo, dando explicações sobre o que estamos a fazer e, obviamente, ouço muito mais”. Tudo muito certinho, portanto. Ou ainda haverá quem goste de misturar o velho com o novo?

Claro que a entrevista sendo, para um jornal com sede em Caldelas, aborda questões de interesse para aquela comunidade vimaranense. Importa, por isso, destacar este desafio do presidente de câmara de Guimarães: “neste momento está a ser escolhida uma equipa externa de projetos para acompanhar o projeto [requalificação do centro das Taipas], da mesma forma que foi feito com a intervenção no Toural e na Alameda de S. Dâmaso”. É uma grande notícia para Caldas das Taipas!


Não duvido, nem um pouco, que os taipenses ficam a aguardar ansiosamente que estas obras surjam no terreno. Até porque para o presidente de câmara, com o rio limpo “e com o parque natural e as termas que são um valor indissociável das Caldas das Taipas” – a vila termal “terá todas as condições para recuperar a vocação turística”. E se lhe juntarmos a recuperação urbana…

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Padrão invariável

Como o homem normal diz disparates por vitalidade, e por sangue dá palmadas (…) sangue, e, quase sempre, paisagem invisível de rua conhecida.
Fernando Pessoa, Livro do Desassossego

A última edição do jornal Reflexo (fevereiro de 2015) é para guardar. Pelos taipenses felizes pela aposta na qualidade do trabalho que se começa a desenvolver na sua terra e pelos vimaranenses que ficarão com argumentos para se convencer que o futuro de Guimarães não está escrito só em Santa Clara (cada vez mais) ou no Toural (cada vez menos).
Os principais interventores políticos vimaranenses foram até à vila e disseram o que lhes vai na alma; o que querem para Guimarães e como encaram o futuro coletivo em terras de D. Afonso. Desse belo trabalho jornalístico destaco:

foto: planoclaro.com
1. Começando pelo vereador da coligação de direita em Guimarães, André Lima, até me apetecia dizer que as suas palavras cumprem o papel da oposição, mas, pensando melhor, não. O líder laranja vai fazendo de conta que tem ideias, mas tem sempre alfinetadas incompressíveis – “a nossa postura tem sido responsável, sem nunca abdicar da função fiscalizadora que compete à oposição”.
Claro que o papel da oposição é fiscalizar, alertar e mostrar que há alternativas! Será por isso, que André Lima afirma que “[o PS] não tem tido para com as nossas iniciativas políticas a maturidade política que nós temos demonstrado com algumas iniciativas do PS”? Não creio. Mas o tempo é bom conselheiro e faz sempre justiça. Para já é o discurso oficial do PSD é o discurso de sempre. Coisas que já ouvimos e lemos, vezes em conta. Só assim se compreende esta afirmação: “na câmara de Guimarães e no PS há um princípio de desconfiança nas juntas de freguesia. Estamos perante uma câmara marcadamente centralista”.
Há uma ideia boa a perpassar a vontade política de André Lima: “Guimarães deve ambicionar ser um concelho verde, independentemente do título”.
foto: cm-guimares.pt

2. O outro parceiro da coligação de direita, Monteiro de Castro, não diz muito, é verdade!, mas deixa uma verdade que importa reter: “[a situação vivida com o orçamento participativo 2014] é seguramente um dos momentos mais negativos destes primeiros meses do mandato”.

foto: facebook.com

3. Por fim, Torcato Ribeiro, o vereador da CDU, como sempre, foca-se no essencial. Primeiro, no que está na moda: “a despoluição das nossas linhas de água é fundamental para a nossa qualidade de vida independentemente do título de capital verde europeia”. Depois naquilo que tem que mobilizar os vimaranenses: o Avepark: trata-se “de um projeto que é essencial para o nosso concelho e, infelizmente, não está a ter a devida discussão pública”.
O resto, porque não é de somenos importância, obriga a reter duas ideias: “num executivo democrático todas as vozes contam e a minha tem contado. Gostaria é que contasse efetivamente mais” e “tendo maioria absoluta, o executivo dá prioridade na realização e aprovação das suas propostas que constam do seu programa eleitoral”.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Ausência de novo

A verdade é que estava cansado da vida de toupeira. Gostava de me mudar para lá para cima.
José Saramago, in Alabardas

Não li a coisa (na sua totalidade) porque não me interessa ver coisas onde alguns gostam de se exibir, mas sei que alguém em Guimarães escreveu que “o MPT nunca se rebaixará perante a prepotência de qualquer presidente de câmara”.
Caramba! O que será esta coisa?
Ao que sei pela imprensa é que tal afirmação consta de uma nota de um tal movimento que quer ser partido (seja lá isso o que for, depois do esvaziamento provocado pelo populismo que Marinho e Pinto levou até ao parlamento europeu) e que, à boleia de outros e sem apresentar nada de seu, entrou, há uns tempitos, na assembleia municipal de Guimarães, por exemplo.

Se eu fosse presidente de câmara, em Guimarães, fazia de conta que alguém se pôs em bicos de pé e que, portanto, só pode ficar onde está: nos bicos dos pés.

sábado, 10 de janeiro de 2015

“Um dia vamos abrir uma livraria” *

[A snob] a livraria, propriamente dito, também é despretensiosa. Uma cafetaria ajuda a fixar os clientes, que podem beber um copo de vinho ou comer uns peticos.
Joana Loureiro, sete (Visão), 15.01.01

* quando os amigos sabem o que querem, que mais podemos dizer?

Obrigado por poder ver, tocar, ler e comparar livros; sempre à mão.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

“Plástico fantástico”

foto: p3.publico.pt
Nas apostas para o ano que agora mesmo nasceu há um vimaranense em destaque. Que merece figurar num naipe de qualidade criativa.
É verdade. Trata-se de alguém que aposta na sua terra para fazer coisas boas. Bem ao seu jeito.
Mesmo que vá dizendo que “é mais caro fazer as coisas fora das cidades”, ele acredita “no potencial da santa terrinha”.
Boa!, Rodrigo Areias!
João Lopes sabe olhar no futuro. E olhou para o Rodrigo Areias.
É mesmo verdade que “plástico é fantástico”.

Ah! Faltou dizer que quem olha assim é a Noticias Magazine de há duas semanas.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Realidade bela em Guimarães

Aquela coisa parva, barulhenta e sem sentido que há tantos e tantos anos entrava pelas casas dentro e entupia os ouvidos dos vimaranenses a que, pomposamente alguns chamavam de animação de natal, morreu.
Finalmente!
Sinto-me um pouquinho ‘culpado’, mas extremamente feliz. Afinal, já não há ruídos parvos e coisas a que chamam música a sair dos cantos, recantos e esquinas da urbe vimaranense.
E fico ainda mais feliz com a novidade deste ano: música, teatro e dança dizem aos vimaranenses que a animação de natal só tem que ser inteligente e tocar no essencial: as pessoas.
Obrigado ao dono da ideia de “sons com tons em Guimarães”.
Há tanta coisa linda por cá. Até o silêncio e o sossego criativos.
Esperamos todos pelas surpresas que darão outro colorido na cidade.
A não ser que iluminações atropelem as pessoas.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Uma questão de fé

foto: planoclato.com
Um ministro do governo de Pedro e Paulo veio até Guimarães “aproximar o estado do cidadão”. E, convencidíssimo de que em Guimarães só o PSD é que é senhor absoluto do futuro, o senhor ministro anunciou coisas em sede de PSD (eu sei que não foi na sede). Coisas que fizeram sorrir os militantes social democratas vimaranenses. Coisas que, pela sua importância e impacto mereciam a presença de um senhor ministro do governo de Portugal. Coisas que um dirigente partidário até pode transmitir aos seus apaniguados, mas não num espaço público, e com a presença de jornalistas. ou, pelo menos, achava eu que em nome de alguns valores, não devia.

Ó Casimiro deixa o senhor ministro em paz!
Não, não deixo, é que Poiares Maduro veio a Guimarães, ainda há pouco tempo, e ali em Couros, fez questão de agradecer à autarquia vimaranense as “diligências efetuadas pela Universidade do Minho e a Câmara de Guimarães para a instalação da unidade operacional das Nações Unidas”.

É por estas e por outras que considero uma chatice a presença de ministros em festas partidárias. Confundem tudo. Baralham as pessoas. E põem alguns a transportar bandeiras que não sabem como se transportam.

Post scriptum – Perante simpatizantes e militantes laranja Poiares Maduro tem uma ousadia que quase sobe a serra de Santa Catarina e abraça o Pio IX. Essa de considerar que as reformas do Estado têm sido benéficas para Guimarães só mesmo para quem tem muita fé. E acredita em tudo. E ainda há quem diga que estas palavras vêm de “figuras de manifesta relevância nacional”! Caramba! Se não tivesse a coisa devia chegar ainda mais alto.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Que vergonha a pobreza envergonhada

foto: oconquistador
Há mais pobreza em Guimarães?
A realidade social dos tempos que correm é igual, pior ou melhor do que (pelo menos) há 80 anos?
A mim parece-me pior. Mas não vivi nesses tempos. E apoio-me nas palavras de José Castelar, presidente da valência da rua de Donães, do Lar de Santo António, que com a crise vêm-se mais pobres envergonhados.
A verdade é que se continua a existir uma casa dos pobres é por que ela faz sentido.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Olhar (local) do silêncio

foto: upmagazine-tap.com
“Desejos de abril” de Graça Morais “foram feitos à mesa do café Óscar, um estabelecimento histórico de Guimarães.
Jornal de Noticias, 14.10.25

Realidades feitas epopeias IX

    Morre por queda de peso de cima , no acidente, ou por falta de solo e baixo , por velhice. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Uni...