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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Evolução da motivação

Quase esquecimento esta brancura
Carlos Poças Falcão, in O Número Perfeito
Para além do anúncio do arranque – espera-se que para (muito) breve – das obras de recuperação na igreja romana de Serzedelo, Domingos Bragança, o presidente da câmara de Guimarães, foi à vila de Serzedelo dar conta de uma outra grande novidade: a ponte do Soeiro, uma travessia medieval sobre o rio Selho, mesmo junto da foz no rio Ave, vai ser requalificada. Pela câmara de Guimarães. Até que enfim! Boa malha a de Torcato Ribeiro!
Grandes notícias! As duas, pois claro!
Pessoalmente, acredito que a ponte do Soeiro ficará em ordem, depressa. Já a igreja vai ter que fazer uma longa travessia pelos corredores de um estado centralista; de uma coisa estapafúrdia que tem um nome estranho que nem recordo agora.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O gajo do canto

É preciso agitar esta desordem
beber a turbulência que há dentro da paz
Carlos Poças Falcão, in O número perfeito
foto: reflexo.pt
José Nobre é responsável pelo futuro da Casa da Memória.
Grande notícia! Grande pontapé no marasmo instalado. Garantia de trabalho sério.
Ah! E é já em março! Que dia escolhido para a abertura de portas! não sei porquê, mas 19 de março não foi nada inocente.
De qualquer forma, sou dos que nem hesitam um segundo:
com José Nobre haverá uma Casa da Memória em Guimarães.

domingo, 27 de setembro de 2015

Descoberta do mundo

O Pantagruel imaginado pelo Teatro Experimental do Porto e pelo Teatro Oficina é um delírio à mesa (…) para pensarmos sobre o poder e violência.
Samuel Silva, Ípsilon, 15.09.18
foto: diogo baptista (publico.pt)
1. Celebrar dez anos de vida é importante. Olhemos para a alegria das crianças quando atingem a primeira maioridade! Ficam extraordinariamente felizes, não é?
E então as instituições? É sinal de vitalidade!
E se for um centro cultural? Dez anos é vitalidade; criatividade e certeza de barriga cheia, exagero meu, não é?
Que importa ter a barriga cheia se ela só lá tiver pó bafiento?
Pronto; já chega de introdução.

2. O espetáculo Pantagruel, que estava pensado para o jardim do Centro Cultural Vila Flor, mas que o tempo que esteve no início da semana obrigou a que o espectáculo tivesse que migrar (que palavra!) para os bastidores do palco do grande auditório, é um espetáculo. Oh! Se é!
Tudo se passa em 2050, num tempo que, não estando longe, vai ser o que já e e sempre foi, mesmo que Pantagruel seja da autoria do senhor Rebelais (que viveu de 1494 a 1553).

3. Excelente adaptação de Rui Pina Coelho que “respeita – tanto o teatro pode respeitar o excesso pantagruélico – a estrutura narrativa de Rabelais”.

4. As interpretações de Ivo Alexandre e Marcos Barbosa são, assim, a cereja no cimo daquele centro; uma bela refeição servida enquanto nos brindavam com interpretações excelentes. Que mania que vocês têm de trazer o senhor Karl Marx para ali, tão discretamente, isso é descoberta de (outros) mundos. E que coisa estranha ouvir o senhor Pedro Passos Coelho a querer fazer-nos comer! Isso não descoberta de outros mundos; não, é realidade que estrangula. Ver Marcos Barbosa a distorcer sons melómanos em certos concertos não lembraria ao diabo! Mas a verdade é que se o responsável pelo Teatro Oficina faz isso e muito mais numa excelente interpretação.
É extraordinário; este Pantagruel.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O sucesso atrai sempre aves de mau agoiro

Houve um tempo em que vivi obcecado
Pela acumulação dos objetos.
Casimiro de Brito, in Nem senhor nem servo
José Bastos, o vereador responsável pela Cultura em Guimarães, resolveu – em boa hora, vinque-se –, lançar uma certa “arte para sonhar”. Uma realidade (que já não é apenas um olhar, mas um olhar inteligente) sobre a realidade de que se faz a Guimarães cultural.
Essa excentricidade, confesso que me surpreendeu, mas é muito interessante; algo que só pode merecer (todo) o apoio de (todos) os vimaranenses.
Se é verdade que Guimarães é uma cidade de cultura – disso só alguns estranhos acicatados do desejo cinzento de outros tempos (ou, quiçá, desejosos desses tempos)  duvidarão –, torna-se fundamental espalhar a boa realidade por todo o território concelhio. E isso, caramba!, é bom. E, estou certo, não porá (nunca) em causa uma identidade cultural vimaranense; reforçá-la-á. E ver isso só para quem tem olhar de lince.
Acho excelente a ideia, senhor vereador. Sim, Guimarães, cidade de cultura, (também) gosta de eXcentricidades (bela ideia esta!).

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Esquecer a distância do céu

E os céus parecem desertos e vazios
sobre as cidades escuras
Sophia de Melo Breyner Anderson, in o Homem (Contos exemplares)
1. “O Centro Cultural Vila Flor começa hoje a comemorar uma década de vida, condicionado por constrangimentos financeiros que o têm fragilizado nos tempos mais recentes. O lugar que colocou a cidade no mapa é hoje motivo de preocupação”. Começa assim, o excelente texto que o jornalista Samuel Silva assina no Ípsilon de sexta-feira, dia 4.
Trata-se, infelizmente para todos os vimaranenses que gostam de Guimarães, de uma realidade triste para Guimarães. Para mim, vimaranense sempre preocupado com as coisas cá terra, faz-me doer por dentro; muito, saber que há quem queira apagar Vila Flor.

2. Ao ler as palavras do diretor-executivo de Vila Flor, Frederico Queiroz - é aqui que entra o problema criado pela lei 50/2012” -
constantes do trabalho jornalístico, percebe-se a razão de ser da preocupação. Logo vi que tinha que existir um corpo estranho na dinâmica daquela casa de excelência na minha terra. Ui! É aquela treta do setor empresarial do estado? Então já se percebe quase tudo.
Que raio de lei esta, saída das mãos do governo de Pedro e Paulo – que, curiosamente, nem uma palavra merece dos seus correlegionários em terras de D. Afonso – é esta? (ou então merece; como sempre; sabendo - porque sabem -, gostam do espectáculo das perguntas para jornalista nas reuniões de câmara, sobre o que disse o governo.

3. E se a dissolução das cooperativas lançar no desemprego tantos trabalhadores? Ainda bem que Domingos Bragança, na última reunião do executivo municipal, foi claro: “não contem comigo para isso; não farei isso”.
Lendo com atenção a peça jornalística do Ípsilon importa reter – porque continua a ser verdadeira – a afirmação de Rui Dias, responsável da editora vimaranense Revolve!: “há uma Guimarães antes do Centro Cultural Vila Flor e outra Guimarães depois do Centro Cultural Vila Flor”.

4. Ou seja, dez anos de vida em Vila Flor são uma excelente celebração da novidade, da criatividade e da promoção em terras vimaranenses. Algo, que terá produzido pruridos em pessoas da mesma área de umas outras que, noutros tempos, punham em causa, por exemplo, o estádio do Vitória. Alguém se lembra?

5. Parabéns Vila Flor! Obrigado. Imensas horas de prazer cultural por ali já pude usufruir.
Claro que quero mais; faz favor!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Realidade tão crua; o valor de nós

As memórias são náufragos
que regressam
Vasco Ferreira Campos, in A voz à chuva
foto:pedraformosa.blogspot.pt
Já perdemos todas as memórias; se, ao menos, fossemos capazes de olhar o futuro com olhos de futuro!
Continuamos (todos) à deriva; queremos lá saber das nossas origens. Saber como era dantes para quê?
A Sociedade Martins Sarmento e a Câmara de Guimarães até podem fazer tudo para manter vivas muitas memórias, mas ninguém quer saber. E então em Guimarães, onde a vaidade circula em topo de gama ao domingo de manhã pelo Toural!
Estas duas instituições de referência em terras de D. Afonso até podem ter gasto uns milhares de euros por ano para garantir que as pessoas possam usufruir da citânia de Briteiros, mas (só) olhar para aquele recanto histórico quando o fogo entra pela citânia dentro, faz de nós vimaranenses vaidosos e ditos eruditos uns bananas.
A sério! Às vezes questiono-me se saberei mesmo se há alguém que quer para saber para onde vamos.
Queremos mesmo as pedras da memória espalhadas pelo chão da nossa indiferença ou o fogo destruidor das nossas memórias a percorrer o antanho de nós?

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Euforia e cautela

Regressavam às suas terras, atravessando as vilas em rebanhos do silêncio.
José Cardoso Pires, in O Hóspede de Job

Parece que o gigante da internet que domina o mundo; as nossas vidas, nós e os nossos silêncios quer dar mais visibilidade ao minho. Sim, a Google Cultural Institute (uma plataforma digital dedicada à divulgação e partilha de arte e da cultura) vai promover a sé de Braga e o castelo de Guimarães. Não importa a ordem; são referências minhotas.
Gosto (muito) da ideia.
Penso, todavia, que o minho tem a obrigação de disponibilizar outras maravilhas. Infelizmente estamos no minho; há muitos umbigos piores que a dimensão da internet.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Estar no tempo

Estou sozinho, nas estantes, restos
da minha vida.
Eugénio de Andrade, in Rente ao dizer

Aquando da visita à feira de artesanato de Vila do Conde tive a oportunidade de pegar e ler um desdobrável – certificar o artesanato valorizar a identidade portuguesa – que me deixou feliz. E vaidoso por ser vimaranense.
Lá estava Bordado de Guimarães. E um pequeno texto de onde destaco “a profusão dos motivos aliada à riqueza dos pontos utilizados confere ao bordado de Guimarães uma expressão única e marcante”.
Gostei. Ali mesmo em Vila do Conde onde os bilros se exibem em grande formação.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Ameaça invisível

A expressão “no meu tempo…” costuma ser entendida como sinal de (mau) envelhecimento.
Ana Cristina Leonardo, E, 15.05.30

Festival para gente sentada faz onze anos e “reinventa-se em Braga”, é o título de uma peça assinada por Samuel Silva no jornal Público (15.07.30).
Pelo tamanho do texto seria coisa para passar ao lado da insignificância – cada vez mais maior e insuflável – dos minhotos no panorama noticioso nacional, não fosse – e isso é que é o pior! – existirem vimaranenses que apreciam Guimarães e que ficam com dor de cotovelo com esta coisa do “festival para gente sentada” que se “reinventa” em Braga. Quer dizer, faz de nós, coitados de vimaranenses que nos limitamos a ‘comer’ pacotes bacocos de promoções de grupos de espetáculos uns coitados.
E Braga, caramba! Está a carregar (valente) sobre uma cidade que já foi cidade europeia da Cultura.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Temos que sentir; o silêncio da ausência

No silêncio, os dias têm a cor
amarelada do papel.
Al Berto, ritos do 11 de janeiro, Bumerangue 1
Tive a oportunidade de estar presente no primeiro dia da feira de artesanato de Vila do Conde deste ano.
Fiquei tão bem!
Recordei outros tempos, vi coisas lindas; criação e vi Guimarães. Curiosamente, uma Guimarães (ali em Lordelo) que não conhecia. De todo.
Mas vi uma realidade que, a um vimaranese com memória, deve trazer saudades: a feira de artesanato de Guimarães (não tendo o âmbito nacional da de Vila do Conde) era assim uma coisa tão má que não justifique o seu regresso?

terça-feira, 21 de julho de 2015

Caminhante que faz perguntas

Comunicamos cada vez mais depressa, mas dizemos cada vez menos.
Joana Pereira Bastos, E, 15.06.27
Bem me parecia que havia “mouro na costa”!
Agora, Braga quer uma “melhor coordenação” das agendas culturais do Quadrilátero minhoto.
Quem o diz é Ricardo Rio, o edil bracarense, para quem “não é muito defensável que possam existir duas iniciativas no mesmo âmbito em simultâneo”.
Também concordo que essa coisa de espetáculos à medida da gaveta de cada município não é lá grande espingarda!
Mas a “melhor coordenação” não estará a olhar noutras direções; com olhares vazios?

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Os anjos ainda abalam os céus?

Quem está no canto da sala dança com todas as dançarinas. Vê tudo, e porque vê tudo, vive.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
A Feira Afonsina, em Guimarães?
Excelente!
Sabes?, por mim, só lamento mesmo é que nem todos tenham podido ver tudo; a confusão era tanta nas ruas! O que, em boa verdade, percebo!
Por mim, tirando uns coicezitos (isso não se diz, pois não?) e uns empurrões na rua de Santa Maria, adorei fotografar coisas lindas. Diferentes – num parêntesis discreto – vi profissionalismo sério nas ruas. E então ali junto ao Arquivo municipal!
Claro que lamento a tremenda confusão nas ruas, mas isso faz parte da festa! (A propósito: será que demorar vinte minutos da alameda - ainda é S. Dâmaso, não é? - à estátua do rei Fundador, a do Senhor Cutileiro, é bom? Mas pronto!, é da vida!)
E, verdade, verdadinha, quem viu o que quer que seja? Ver o que quer que seja num evento destes é um autêntico milagre. Pois! bebe-se uns copos, come-se umas coisas (será que era assim que se fazia na idade média?) e apreciam-se petiscos. Ah! A seguir vem a noite branca. Já no próximo fim-de-semana.
Que bom! Entro de férias na quarta!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Bandeiras do fim

Do outro lado de mim, lá por trás de onde jazo, o silêncio de casa toca o infinito.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
foto: guimaraesturismo.com
Não deixa de ser irónico como, apesar do desenvolvimento da Arqueologia científica nas últimas décadas, por entre os meios académicos portugueses, grande parte das informações que conhecemos sobre a época romana das Taipas não provenham de intervenções atuais, mas de informações anteriores, referências dos séculos XIX e XX, sobretudo. Irónico mas recorrente.
Gonçalo Cruz, reflexodigital, 15.06.18

E Taipas sempre a surpreender!
É verdade que nem sempre pelas melhores razões; mas isso já não é novidade.
Taipas, é muito, muito antigo, sempre quis ser diferente.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

De braço dado com o futuro

Uma pátria tem algum sentido
quando é a boca
que nos beija a falar dela
Eugénio de Andrade, in Rente ao dizer
Em maio passado (dia 20) o museu de Alberto Sampaio recebeu o certificado de excelência – TripAdvisor – no setor de turismo e hotelaria.
Isabel Fernandes não tem dúvidas: ganhar o certificado “é um orgulho para toda a equipa” do museu, mas “é sobretudo uma distinção que premeia os nossos visitantes”.
Como gosto desta forma de assumir prémios!
Parabéns.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Génesis criativo

É uma coisa estranha este verão
e no entanto ia jurar que estive aqui.
Ruy Belo, in orla marítima e outros poemas
Mais de 51 mil euros vão ser distribuídos pelo território vimaranense por quem é capaz de “valorizar, reconhecer e incentivar a cultura e os agentes culturais”.
É muito? Será muito pouco? O tempo dirá.
Uma coisa é certa: sendo verdade que “o território de Guimarães como referência cultural europeia” terá que ser feito com as “entidades e agentes culturais” que, por terras de D. Afonso, “produzem e difundem cultura”, como defende Domingos Bragança, presidente de câmara em Guimarães, a verdade é que nem tudo o que é cultura em Guimarães passa por Vila Flor (grande slogan do João Paulo para a TSF!); nasce, cresce e afirma-se pelo território vimaranense. Não foi por acaso este uso abusivo de ‘território’!
E aí está muito da pureza cultural. Mas sei muito bem que é preocupação da vereação de José Bastos.
Com sei muito bem que o orçamento é curto. Daí que, caro vereador, também sou um grande apreciador de quem ousa olhar para além dos palácios.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Não pode haver heróis da derrota

Um maluco autodidata ficou maluco sem a ajuda de ninguém, nenhum inimigo, nenhum amante, nenhuma escola de fazer amantes.
Gonçalo M. Tavares, in animalescos
foto: transartists.org
O presidente da câmara de Vila Nova de Famalicão quer que “os famalicenses tenham a oportunidade de se realizar profissionalmente em todas as áreas”.
Foi no dia nacional da juventude que o presidente da autarquia famalicense, eleito pelo PSD, anunciou a criação de um gabinete de indústrias criativas, pelos vistos “uma notícia bem recebida junto dos universitários bolseiros”; diz alguma imprensa da cidade dormitório, a jusante de Guimarães.
Esta notícia, se calhar, até passou ao lado dos vimaranenses, mas não podia, nem devia. No mínimo, obriga (devia) a pensar.
Por cá, pelo burgo afonsino, terá que se dizer que parece já nada resistir dos bons exemplos criativos que já fizeram diferença? Só pode ser impressão minha!
Em Braga, já moram alguns saídos de terras afonsinas.

domingo, 15 de março de 2015

Revolta seguinte

Sinto um fim de doçura súbito na alma.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
Assiste-se a uma dinâmica no Teatro – perdão, é com H! – Circo que começa a enervar. A enervar não, temos que ser realistas, a fazer inveja.
Com calma e sem leituras perversas (ou enviesadas), a verdade é que o Theatro Circo de Braga começa a dar sinais que vai de vento em popa.
Eu gosto de Braga, e não tenho medo de o dizer, mas como vimaranense, começo a olhar de lado para este crescimento de importância.
Sei muito bem quem o dirige, programa e faz coisas lindas. Já o fez em Famalicão!
Mas quero ver (mais) coisas lindas em Guimarães.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Olhar (local) do silêncio

foto: trendy.pt
Temos muita dificuldade de estruturar e incluir, na pirâmide do mercado de trabalho, o grande investimento que representa o ensino artístico. Deixe-me dar o exemplo de Guimarães e da Orquestra Estúdio. (…) Não é aceitável que este modelo, tendo-se revelado um sucesso não fosse mantido. (…) não podemos ficar contentes e, ter apenas a Casa da Música, o São Carlos e a Gulbenkian.
Rui Massena, E, 15.02.21

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Desculpa, quem és tu?

À noite bebo água quieta, durmo as chamas desatam-se. E é com isso que sonho.
Herberto Helder, in Do Mundo
foto: esquerda.net
21 de janeiro. José Bastos, vereador da cultura da câmara de Guimarães, recorda – e muito bem – os três anos que já passaram sobre o estrondoso sucesso que foi a Capital Europeia da Cultura (CEC 2012) em Guimarães.
Nesse dia, o vereador da cultura vimaranense não teve dúvidas em referir, vincando-o como tinha que ser, que, graças à CEC 2012, Guimarães continua a produzir “mais e melhor cultura”.
E nem vale a pena, por tão óbvio, vincar o que o vereador disse na sua intervenção na reunião do executivo do dia seguinte – “Guimarães estimula o crescimento da sua economia criativa” – porque isso está à vista de todos (mesmo de quem insiste em inventar cenários catastróficos do fim da cultura em Guimarães), mas fundamentalmente porque, como José Bastos, sou dos vimaranenses que não tem dúvidas de que Guimarães é, indiscutivelmente, “uma cidade expandida económica, simbólica e convivialmente” assente na indústria, comércio locais, nas indústrias criativas e uma nova realidade cultural, cientifica e educativa que é mais reconhecida fora de Guimarães
Não? Olhe-se à volta e veja-se as imitações vizinhas do que de bom se vai fazendo por cá. 
Pena que os parceiros locais dos vizinhos digam o contrário, por cá.
Lamentavelmente eles insistem que não é por cá que se faz o futuro!

sábado, 27 de dezembro de 2014

Ensejo para a criação portuguesa

foto: circusnext.eu
A Oficina está a “lançar as bases para uma nova realidade e também para que os artistas sintam essa urgência de continuar a criar, porque se sentirem falta de apoio vão desaparecendo”.
E já há algumas pistas: aproveitar o CircusNext, um projeto europeu que aposta no novo circo e que “apoia autores emergentes graças a instituições culturais” de vários países.
Ah! A Oficina é a única representante portuguesa.

Ficaremos todos à espera de novas criações. Por mais que certos garrotes tentem sufocar o que de bom se faz em Guimarães.

Realidades feitas epopeias IX

    Morre por queda de peso de cima , no acidente, ou por falta de solo e baixo , por velhice. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Uni...