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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Desculpa, quem és tu?

À noite bebo água quieta, durmo as chamas desatam-se. E é com isso que sonho.
Herberto Helder, in Do Mundo
foto: esquerda.net
21 de janeiro. José Bastos, vereador da cultura da câmara de Guimarães, recorda – e muito bem – os três anos que já passaram sobre o estrondoso sucesso que foi a Capital Europeia da Cultura (CEC 2012) em Guimarães.
Nesse dia, o vereador da cultura vimaranense não teve dúvidas em referir, vincando-o como tinha que ser, que, graças à CEC 2012, Guimarães continua a produzir “mais e melhor cultura”.
E nem vale a pena, por tão óbvio, vincar o que o vereador disse na sua intervenção na reunião do executivo do dia seguinte – “Guimarães estimula o crescimento da sua economia criativa” – porque isso está à vista de todos (mesmo de quem insiste em inventar cenários catastróficos do fim da cultura em Guimarães), mas fundamentalmente porque, como José Bastos, sou dos vimaranenses que não tem dúvidas de que Guimarães é, indiscutivelmente, “uma cidade expandida económica, simbólica e convivialmente” assente na indústria, comércio locais, nas indústrias criativas e uma nova realidade cultural, cientifica e educativa que é mais reconhecida fora de Guimarães
Não? Olhe-se à volta e veja-se as imitações vizinhas do que de bom se vai fazendo por cá. 
Pena que os parceiros locais dos vizinhos digam o contrário, por cá.
Lamentavelmente eles insistem que não é por cá que se faz o futuro!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A razão do tempo

foto; acgonca.org/
Continuo a olhar com a mesma atenção de sempre para Gonça e para os cidadãos que lá fazem a sua vida.
Continuo, cada vez mais, a apreciar a forma empenhada e persistente como pais e encarregados de educação dos alunos da escola daquela terra simpática, lutam contra a cegueira de um governo que não sabe onde fica Gonça.

Continuarei a acreditar que Crato sairá derrotado pelo S. Miguel de Gonça.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Olhar (local) do silêncio

Com O Trabalho, podemos ver o papel central do trabalho na vida de Guimarães, na transição do século XIX para o século XX.
Samuel Silva, 2 (Público), 14.08.03

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Realidade ganhadora

foto: josé caldeira
Há trabalho muito sério a ser realizado em Guimarães ao nível da formação desportiva.
Eliseu Sampaio, editorial mais guimarães, julho 2014

sábado, 19 de julho de 2014

Importante indústria que é criação


Bordar acaba por ser uma forma de afirmação.
Cindy Steiler

No âmbito da Contextile 2014, a norte-americana Cindy Steiler está numa residência artística em Guimarães; mais concretamente na Oficina.
E, diz que, agora que está a aprender o bordado tradicional de Guimarães, se está a ligar a eles, como no passado se ligou à família (avó e mãe).

Mas foi assim que cresceu a indústria têxtil?

Em suma: a reflexão sobre a importância da arte têxtil nas diversas formas de expressão e representação artística aí está.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Mão à palmatória

1. Dou a mão à palmatória. Sem receios das consequências. Enganei-me. O “5º império ou a história de Pedro, Inês e Sebastião”, da responsabilidade do grupo de teatro do Convívio não merecia ganhar a Mostra de Teatro Amador de Guimarães. Não foi teatro. Não se viu interpretação. Nem o cruzamento “entre corpos e palavras” foi capaz de mascarar essa realidade. Fraquinho. Sem conteúdo. Como dança? Mas…, não era bem isso que estava em causa!
2. Os outros dois finalistas – “Acordar”, do Grupo de Teatro CCD Coelima, e “abril em Portugal”, do TERB, eram (de muito longe) muito melhores propostas. Quer um, quer outro, mostraram que há uma nova realidade a cruzar o teatro amador vimaranense. Vale a pena, aliás, destacar dois belos textos; grande interpretação – quão diferente é já a qualidade dos atores dos dois grupos. Esta nova realidade do teatrão amador vimaranense merece um outro olhar.

3. Como membro do júri desta mostra de teatro amador de Guimarães, estou triste.
Os responsáveis pela mostra de teatro amador já conhecem a minha opinião sobre as escolhas da mostra deste ano. Acredito que haverá mudanças. Uma hipótese que pode estar em cima da mesa para novas realidades passa por algo parecido como o programa Salto – Mostra de teatro nas escolas.
Talvez que se o júri visse, em vídeo, o que eram as propostas a concurso, as escolhas tivessem sido mais abrangentes.
E não levariam a algumas desilusões nas escolhas. E fundamentalmente no vazio no palco.

Post scriptum: Este texto é (intencionalmente) publicado de forma retardada.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Falando a sério

Teatro Oficina 2014 Guimarães é uma publicação bela!
Com textos excelentes.
E com marcas dos momentos altos do Teatro Oficina.
Os reparos jornalísticos estão muito bons.
O papel (nos dias que correm começa a ser uma raridade) é excelente e o formato (não é o Expresso, não senhor!) dá um certo jeito na mão.


Em suma, e ficando sem palavras perante uma realidade tão bela, quem tem a ousadia de afirmar que em Guimarães não se valoriza as coisas boas da Cultura?

sábado, 31 de maio de 2014

Assim não II

Joaquim Martins Fernandes escreve no Diário do Minho (14.05.26) que “metade dos desempregados inscritos nos centros de emprego do distrito de Braga deixou de receber qualquer prestação social por conta do desemprego”. Ou seja, “o número de subsídios de desemprego processados pelo centro distrital, no final do primeiro trimestre, corresponde ao valor mais baixo dos últimos 12 meses”, como vinca o jornalista.

Vale a pena pensar nesta realidade. E, muito mais do que pensar, agir sobre esta dor que mata cada vez mais gente em Portugal. E no minho, claro!

Infelizmente os senhores que fizeram isto (e continuam de forma violenta a fazer) continuam por aí. Impunes. Parece que vão continuar, dada a agitação bacoca que outros provocam.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

É só um recadito


Ia assistindo a um acidente na rua de Camões; melhor, na entrada da rua Bento Cardoso na rua de Camões.
É verdade!
Um automobilista, chegado ao fim da rua Bento Cardoso, virou à sua direita, em direção à rua da Liberdade. Pode parecer muito estranho para quem por ali passa todos os dias, mas para quem vem de fora e não conhece a cidade, a coisa não é assim tão estranha.
Na verdade, não custaria nada colocar ali sinalização que impedisse a saída à direita, pois não?

sábado, 3 de maio de 2014

O governo que mata Guimarães tem a cor de André Lima

1. O governo fez uma reforma destas [portaria que classifica os hospitais de norte a sul de Portugal] através de uma portaria, mas a verdade é que o mal está feito. (…) fez-se uma reforma destas por portaria sem ouvir rigorosamente ninguém. (…). Revelador da maneira de estar deste Governo.

2. O que a oposição PSD/CDS mostrou com este episódio, com mais este episódio, é que não está minimamente preparada para governar os destinos deste concelho.

José João Torrinha, na última assembleia municipal de Guimarães.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O desagrado é opção pouco etérea

Não percebo – sinceramente que não percebo! – o desagrado que o estudo encomendado pela câmara de Guimarães, sobre as festas nicolinas, causou ao PSD.
E nem sequer é por ter ouvido da boca de Domingos Bragança, na Plataformas das Artes, que a câmara a que preside tudo fará para inscrever as festas dos estudantes de Guimarães no Inventário Nacional de Património Imaterial; é mesmo porque não sou capaz de encontrar conteúdo nas palavras do líder laranja vimaranense: “aquele não era o momento nem o modo adequado para se fazer a divulgação das possíveis dificuldades”.
Não? Ouvi com muita a atenção a intervenção de André Lima na Plataforma das Artes no dia da apresentação do estudo e não lhe ouvi nem uma palavra nesse sentido. Terá havido alguém que ouviu?

sábado, 12 de abril de 2014

Antes do sonho

Hoje em dia vivemos um período que é muito a marca desta câmara que se carateriza muito mais pela publicidade do que pela ação politica.
André Lima, O Comércio de Guimarães, 14.04.02
Por via de algumas dúvidas, do tipo “para quem, com uma postura inenarrável escreveu em tempos”, que só pretendem colocar poeira onde se vê a normalidade dos dias, importa ir direto ao assunto:
O líder atual do PSD de Guimarães era líder da câmara de Guimarães (não vai ser, mas não faz mal ficcionar). Fazia umas coisas – logo, logo a começar os seus dias autárquicos (assim do tipo do seu congénere bracarense), deitava uns foguetes e, com risinhos enfezados, chamava os jornalistas para lhes mostrar tudo. Em troca, dava-lhe umas prendas que poderiam passar por um lugar num sítio belo, todo vestidinho de belas condições de trabalho, ou simplesmente, normalidades noticiosas feitas exclusivos em primeira mão só para os escolhidos.
Ou não seria assim com a ‘sua’ câmara, senhor dr. André Lima? Ou quando fala de “mais publicidade do que ação politica” estará a olhar para o que se passa em Braga onde toda a gente que faz comunicação está central e simpaticamente alojada?

Voltemos aos nossos dias para perguntar, assim de caras, a André Lima: do senhor, dr. André Coelho Lima, ninguém esperará tal coisa, pois não? Porque o senhor é certinho, quer lá saber dessas coisas de comunicação ou de imagem. Por isso, de si, dr. André Coelho Lima, os vimaranenses só esperam certezas concretizadas. Até lá, obviamente, importa que o líder dos social-democratas vimaranenses ganhe. E não seja mais um dos líderes laranjas que sempre perdeu por terras vimaranenses.

Nota de rodapé: que dirão os responsáveis ”pela publicidade” do governo – que não param de matar Portugal e que são irmãos siameses da coligação vimaranense – à morte de serviços de qualidade do hospital de Guimarães?

terça-feira, 8 de abril de 2014

Grande a grande e fica-se mais pequeno

1. O que é Guimarães nos dias que correm?
Nada. E tudo.
É uma cidade que, como todas as cidades, vilas e freguesias deste país à deriva; segue à procura de ultrapassar os tremendos entraves que Passos, Portas e seus pares no distrito não param de colocar; aposta, investe e ousa.
O que é Guimarães no norte nestes dias que nos esmagam?
Uma aposta séria no desenvolvimento, na diferenciação criativa e na abertura de novas realidades que possam – temos que começar, infelizmente!, a usar termos destes – minorar as dores das pessoas.
O que é Guimarães aqui; no seu contexto territorial?
Ora, ora; é Guimarães. Sempre solidária; sempre pronta a dar a mão. Uma realidade que tudo faz para contrariar os entraves de Passos, Portas e seus pares.

2. Há tempos, que já lá vão, uma realidade sempre olhada com outros olhos, era Guimarães; era só Guimarães.
Hoje é uma das belas realidades do minho, do norte e de Portugal.
Há alguém que ouse dizer o contrário?

3. Será por isso que Ricardo Rio faz tudo para imitar Guimarães?
Ricardo Rio sabe muito bem – sejamos práticos – que a realidade minhota já não existe porque o minho já não cabe no desenvolvimento que se faz a norte do Douro. E isso faz doer umbigos; vaidades, tentativas de centralidades forçadas – ainda que suntuosamente centralizadoras de outras vontades e ações.
Viva, portanto Guimarães.

4. E, já agora, nunca fui pessoa muito boa a acreditar em milagres. O trabalho tem dado muito melhores resultados que todas as velas no altar das nossas insignificâncias. Mesmo que eles tenham ares encantadores. E pareçam sorrir em certos fóruns pomposos!

sábado, 5 de abril de 2014

O PSD de Guimarães

PS é fã do PSD por executar as nossas propostas, diz André Lima (O Comércio de Guimarães, 14.04.02), após a sua reeleição como líder dos social democratas vimaranenses.

Não vejo necessidade de nenhum comentário a tal afirmação do último candidato laranja a engrossar a lista dos candidatos autárquicos derrotados em Guimarães, não fosse ela uma tentativa bombástica de dizer aos militantes laranja que está vivo. O que não significa que todos os militantes do PSD de Guimarães concordem com André Lima, obviamente. Ou que queiram saber para alguma coisa das suas palavras; sejam elas proferidas em que circunstâncias for. Pelo menos a julgar por aqueles – e são alguns (há até um ou outro com responsabilidades profissionais fortes na administração pública) – que questionam, para já em surdina, “para onde vai” o PSD local, que é como quem diz, qual será o rumo que os social democratas de Guimarães terão com André Lima.

E acredito que um ou outro – mais por cá – se mantém muito atento ao que aí vem; brevemente.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O tempo sabe como é

Grande Prémio Fundação EDP Arte 2013 consagra artista cuja obra tem contribuído para a afirmação da arte portuguesa: Ana Jotta
Ah! e o júri não teve dúvidas: “a sua constante inventividade que lhe dá um sentido contemporâneo marcante”.

Eu sabia! Por isso é que sempre olhei com outro olhar para o varandim do Toural. Só não entendo a razão por que alguém – sabe-se lá com que intenções comerciais ou promocionais biggerianas coloca por lá flores. E aina por cima artificiais! Com o pretexto de saudar a primavera?

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Diferenças nicolinas

Entre o trabalho jornalístico que Abel Coentrão assina na edição de segunda-feira, dia 31 de março, no jornal Público e aquela coisa que o Jornal de Noticias publicou no passado dia 24 de março, os nicolinos, os vimaranenses e as pessoas que gostam de acompanhar de perto as coisas boas de Guimarães, depressa percebem o que é o jornalismo.

Ah! e o antropólogo Jean-Yves Durand, sente, de certeza absoluta, publicada a justiça ao trabalho que a equipa que liderou, em prol das festas dos estudantes de Guimarães e os vimaranenses.
E, claro, todos nós ficamos com a certeza absoluta de que nem sempre quem escreve pode ser chamado de jornalista.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Cidade aberta? Claro. Sempre


Cada cidade tenta criar para si mais isto ou aquilo, mas temos que dar cabo destes pequenos muros que às vezes construímos.
Domingos Bragança
1. Na inauguração da exposição comemorativa dos 40 anos da Universidade do Minho (UM), uma mostra patente em frente aos claustros de Santa Clara, ou seja, da câmara de Guimarães, podem ser vistas as cores de que cores se fará o futuro universitário a norte de Portugal, um futuro que não para de sorrir, como escreve o jornalista Joaquim Martins Fernandes no Diário do Minho (14.03.19): o número de alunos que frequenta, o polo de Guimarães da UM “está a crescer acima da média.

2. Para além destas palavras do reitor da UM, António Cunha, ficamos a saber, em dia de aniversário, que um novo campus da UM em Couros é uma realidade é “para consolidar a internacionalização” daquela instituição de referência em Portugal. Ah!, e salientou o reitor da UM, que o culpado desta “universidade sem muros” que será “um exemplo mundial” é Guimarães, mais concretamente o seu presidente de câmara.

3. Será isso que o presidente de câmara, Domingos Bragança, quer dizer: “Temos de olhar a região como um espaço de coesão territorial e de qualidade de vida”?

Realidades feitas Epopeia IX

  Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  ( Relógio d’ Água )