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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Tempo (que) volta para trás

Trabalhamos entre as certezas. Sem nunca deixarmos apanhar pela ilusão de que estamos no caminho certo. É um lugar com que o poder tem muitas dificuldades em se relacionar.
João Fiadeiro, Ípsilon. 15.06.19
E o estacionamento aqui na minha rua; mesmo ao lado do multiusos de Guimarães? Um espanto!
Há carros em segunda, terceira linha; sei lá que mais linhas. É só passar e analisar!
Há quem queira sair de casa e o faça com dificuldade; há quem queira passar na rua e fique obstruído; parado.
E isto todas as noites; mas à sexta e sábado à noite…
É verdade que, algumas vezes se vê a polícia por cá; já vi quando saio de casa para a minha corrida, mas isso é ao fim de tarde, quando só um ou outro carro (quase sempre de passagem rápida para uma compra ou um café) está fora do sítio.
Mas, sejamos clarinhos, como há de ser o futuro: também nisto temos que ser uma cidade que se quer verde.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Realidade tão crua; o valor de nós

As memórias são náufragos
que regressam
Vasco Ferreira Campos, in A voz à chuva
foto:pedraformosa.blogspot.pt
Já perdemos todas as memórias; se, ao menos, fossemos capazes de olhar o futuro com olhos de futuro!
Continuamos (todos) à deriva; queremos lá saber das nossas origens. Saber como era dantes para quê?
A Sociedade Martins Sarmento e a Câmara de Guimarães até podem fazer tudo para manter vivas muitas memórias, mas ninguém quer saber. E então em Guimarães, onde a vaidade circula em topo de gama ao domingo de manhã pelo Toural!
Estas duas instituições de referência em terras de D. Afonso até podem ter gasto uns milhares de euros por ano para garantir que as pessoas possam usufruir da citânia de Briteiros, mas (só) olhar para aquele recanto histórico quando o fogo entra pela citânia dentro, faz de nós vimaranenses vaidosos e ditos eruditos uns bananas.
A sério! Às vezes questiono-me se saberei mesmo se há alguém que quer para saber para onde vamos.
Queremos mesmo as pedras da memória espalhadas pelo chão da nossa indiferença ou o fogo destruidor das nossas memórias a percorrer o antanho de nós?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Exercício de futuro

Ninguém sabe de onde pode soprar.
Herberto Helder, in Do Mundo
foto:cm-guimaraes.pt
Solidariedade em Guimarães não é retórica, é uma prática; é levada às pessoas.
Domingos Bragança, na visita de Jitsiro Yamada, vice-presidente do Lions Clube Internacional

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Que terra ruim

Queremos chegar mais longe e só se pode chegar mais longe caminhando sempre sobre o chão firme.
Gonçalo M. Tavares, in animalescos
Finalmente vou viver para Portugal!
Urra, até que enfim!
Então qual é a dúvida?

Não percebo a importância de “investir em ciência ou cultura vai dará direito a um visto gold”?
Tens razão!, peço desculpa pela minha ignorância! Investir em ciência e cultura! E para isso é preciso importar ricos?
Este país de merda, dominado por gente que faz de conta que sabe onde se abrem os espaços de emergência humana, diz que pode mandar para cá gente que com vistos dourados e mandar para lá – seja lá isso onde for; ainda que sem lógica das distâncias possíveis – quem sabe muito bem (que melhor que quem os manda para fora), o que é o futuro. Coitados!

Não têm, nem poderiam ter, obviamente, 500 mil euros em mecenato para ficar por cá. Que país vem a ser este? 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

É preciso caminhar

O olhar é um pensamento.
Herberto Helder, in Do Mundo
foto: maisnorte.pt
O conselho geral da Universidade do Minho (UM) já deu luz verde a António Cunha para que possa iniciar conversações com o governo de Pedro e Paulo, com o objetivo de que a UM passe a ser uma fundação pública de direito privado, isto é, para que a universidade minhota possa ter maior autonomia, e não fique presa diante de quem faz que não faz e não faz.
Não imagino o que o senhor Crato fará, mas imagino (muito bem) o que o reitor António Cunha pretende para a ‘sua’ universidade.
Nós, os que por cá sentimos no dia-a-dia a importância do maior empregador da região, também.
E será impossível não estarmos com António Cunha.
Por mim estou, com certeza.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Com papas e bolos se enganam os tolos?

A insignificância é a essência da existência. Está connosco sempre e em toda a parte. Está presente mesmo onde ninguém a quer ver.
Milan Kundera, in A Festa da Insignificância


Diz que é uma espécie de aumento, escreve Sónia M. Lourenço, que acrescenta (Expresso/Economia, 15.01.24): Função pública e pensionistas começaram este mês a receber salários com menos cortes.

E pronto! É bem verdade que começou a campanha eleitoral.

sábado, 11 de outubro de 2014

E o respeito pelos profissionais dos TUG?

foto 1
Já na passada semana tinha reparado na falta de respeito que grassa na cidade de Guimarães à noite. Se olharmos para a foto 1, percebemos como, na Alameda S. Dâmaso, andam carros à solta, sem ordem, sem respeito e a gozarem com as normas estabelecidas. 
foto 2
foto 3
Confesso que, na semana passada, pensei: bom, fim-de-semana; noc-noc, muita gente, enfim a policia até nem quer olhar para este chinfrim.
Claro que me enganei. Basta só olhar para as fotos 2, 3 4 tiradas há momentos.

Ponto de ordem ou prévio, nem sequer importa: de certeza absoluta que eu perdia a cabeça se estivesse no lugar do motorista dos Tug que às 22H37 olhava atónito para tantos carros no lugar que deveria ser do ‘seu’ autocarro.

Ah! Andei uns minutos pela cidade. Nem PSP nem policia municipal à vista.

Até quando este abuso vai continuar na minha cidade?
foto 4

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Mania de manter as convicções acesas

Tenho em mim os meus rostos anteriores, como a árvore tem os anéis da sua idade. O que sou é a soma de todos esses rostos. O espelho só vê o meu rosto mais recente, mas eu conheço todos os anteriores.
Tomas Tranströmer
1. Eu, pelo menos, fui assim educado; sempre estive convencido de que – no mínimo – é falta de educação invadir um espaço privado. Tenha ele e forma ou caracterização que tiver.
Daí que, não duvidando nem um pouco de que o futuro se orienta para nós, sou peremtório: há momentos em que temos que sair do palco; não nos deixarmos empurrar. Afinal, a arte do eterno só pode ser uma ilusão para quem não conhece as portas da redenção. Por isso, o importante mesmo é ser-se! Se percebemos isso, não só não andamos por aí a arrastar-nos em cenas tristed – feitos cavaleiros da salvação – como amanhã a porta de saída será solene.

2. Podemos percorrer caminhos novos, mas o que importa é sair de nós; em busca de uma estrada nova – aventura forte através da rota do nosso olhar.
Morto. Antes de avançarmos.

3. Ainda há muitas pedras no caminho e vamos continuar a caminhar com a indiferença? Não te parece que chegou a hora de entramos na estrada da ousadia?

4. Nunca escreverei para adolescentes, nem para políticos que avancem à deriva!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Portugal a morrer

A democracia exige um espaço público vivo.
Miguel Laranjeiro, Revista Politica (dezembro 2013)
A ONU avisa que Portugal pode regredir no índice de Desenvolvimento Humano – uma escala/índice que avalia o desenvolvimento humano em 187 países.
A ONU alerta que os cortes nos rendimentos dos portugueses “estão a levar a uma transferência de parte das despesas para os cidadãos o que, na opinião dos responsáveis daquela organização mundial, acaba por “aumentar de forma contraproducente a despesa com prestações sociais e por gerar iniquidades”, que são obstáculos ao crescimento sustentável ao mesmo tempo que aumentam o risco de crises económicas e financeiras.

Espero que só seja impressão minha, mas parece-me estar a ver tanta gente a esfregar as mãos de felicidade. Então nos partidos que sustentam o governo de Pedro e Paulo… sim, mesmo em Guimarães.

Não seria má ideia para estes fazer uma boa leitura do livro de J. Rentes de Carvalho “Portugal, a Flor e a Foice”. Bem sei que é de 1975 (muito embora só este ano tenha sido editado por cá) mas é tão atual.

sábado, 21 de junho de 2014

Contas de cabeça

Segundo o Tribunal de Contasa grande maioria das câmaras municipais do distrito de Braga” entrou no bom caminho (pelo menos nos últimos três anos) no que à elaboração dos seus orçamentos diz respeito.
Pelos números revelados no seminário “as autarquias, as empresas municipais, os grupos públicos autárquicos e a estabilidade financeira” que decorreu nas instalações da Universidade do Minho, as câmaras de Amares, Barcelos, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vila Verde, Guimarães e Celorico de Basto foram as que tiveram maior “aproximação dos seus orçamentos à realidade”.

Ena! E Braga? E Famalicão? E Cabeceiras de Basto? E Vizela?
Ai! Tenho a sensação de que há por aí uns autarcas com muita conversa; vazia sem resultados à vista. Não podem ter contas de merceeiro, pois não?

O jogo de máscaras

foto: radiovizela.pt
Entrando a matar (“não há um líder no distrito de Braga”) Dinis Costa, o presidente de câmara de Vizela, concedeu há dias uma entrevista ao diário bracarense Correio do Minho (14.06.07) que merece ser lida com atenção.
Conduzida pelos jornalistas José Paulo Silva e Rui Alberto Sequeira, esta conversa é um regalo para quem pensa que já viu tudo em política. Aquela entrevista ao autarca do município que já foi Guimarães – agora é apenas fonte de “um relacionamento ótimo”, desde que seja para servir a vontade vizelense (olhe-se bem: “fica-me mal dizer que o concelho de Vizela é um mundo de maravilhas”) – é um encanto para a união em que tantos dirigentes apregoam à volta de uma unificação do minho.

Repare-se bem no que o antigo deputado municipal na assembleia municipal de Guimarães diz:
porquê o Quadrilátero Urbano? A mim não me diz nada? (…) Se for para fazer um filme, também arranjamos seis municípios e sabemos como é que se chama. Se for para fazer uns passeios e umas reuniões, também arranjamos. O que é que o Quadrilátero Urbano vale? Zero”.

Com uma afirmação destas até vali a pena perguntar se Vizela não estaria melhor fora do minho! E nem é por só pelo seu presidente questionar-se “porque apareceram as comunidades intermunicipais? A do Ave não tem o peso político que tinha a associação de municípios”; é mesmo porque há identidades que ou são coletivas ou não interessam a ninguém.

Há, pelo menos, que dar a mão à palmatória numa leitura de Dinis Costa. Com palavras simpáticas para Guimarães: “costumava dizer que a maior freguesia do concelho de Guimarães era o Vitória de Guimarães”.
Mas atenção o presidente de câmara de Vizela parece só querer olhar para a pequenez e insignificância do seu município: “temos de fazer uma política intermunicipal. Se calhar, o pavilhão multiusos de Guimarães, servia também muito bem o concelho de Vizela”.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Coisas que me tiram o sono

foto: dn.pt
Dirigente da justiça vai a tribunal.
Expresso, 14.05.31

Há títulos que me assustam. Perdão!, que me despertam para o mundo real.


Daí que, voltando ao semanário Expresso, e lendo
«segundo a procuradora-geral da República, existem “apenas duas investigações no MP [Ministério Público] sobre negócios militares”»
ou seja e puxando o titulo da peça jornalística, “só há casos judiciais da época de Portas”,
só posso afirmar:

Que país! Que vergonha! Assim não! 

Quando mudamos de políticos?

domingo, 25 de maio de 2014

Por que nos dão dias assim?


O sorriso dos que nos são próximos é sempre perfeito. Vistam eles as cores, os fatos ou os olhares que vestirem. E os que nos são próximos são sempre perfeitos; seres que de tão próximos de nós, só podem ser iguais ao nosso desejo de afirmação. Ou seja, jamais os que nos estão sempre a olhar na porta e não da janela, podem ser nossos adversários, amigos suspeitos ou concorrentes.
     (o sorriso dos que nos são próximos é sempre perfeito)

Que bom seria que o mundo e os dias violentos que não param de nos espalmar fossem assim, sempre olhados na porta!
Que bom seria que a solidariedade – independentemente da cor ou do tom partidareco ou da devoção – fosse a porta que nos coloca no mundo!

Mas o mundo é uma conversa cada vez mais por acabar; uma treta com que fazemos questão de iludir os martirizados espaços violentos a que, teimosamente, chamamos os dias vindouros.
     (o sorriso dos que nos são próximos é sempre perfeito)

Não, não podemos afirmar que depois de nós não há mais nada; podemos e devemos mandar à merda os vendedores de ilusões e enganadores de sorrisos rasgadamente hipócritas, estampar na estupidez saloia dos que se vestem da moda babosa das especulações e dos fatos da moda em bolsa; gravatas vistosas e vaidades sempre sublimadas
           (Também vão morrer amanhã ainda que o seu mausoléu caminhe já em direção ao céu em pedras pomposas).

O último coveiro que conheci tinha um defeito: esmagava violentamente com a pé a terra mole. Ficava espalmadinha e sem vaidades que dava dó!

         (o sorriso dos que nos são próximos é sempre perfeito)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Manipulação que dá jeito

Temos conhecimento de centenas de casos, em muitos centros de emprego do distrito de Braga, que negaram a possibilidade dos jovens trem um emprego porque forma apagados do sistema de registo com a consequência de não se poderem candidatar aos programas, ofertas e pedidos de emprego que surgem.
Nuno Sá, coordenador dos deputados do PS eleitos pelo círculo eleitoral de Braga, em conferência de imprensa no dia 6 deste mês.

Trata-se de algo que – muito mais do que ser gravíssimo para quem desespera à espera de futuro – nos faz pensar como é tão fácil manipular realidades; usando os números que dão jeito.
Nada que a atual governação de Passos e Portas não conheça. De perto. E saiba como introduzir no canal direto que chega à Alemanha, aos mercados e se evapora nos milésimos de um segundo eletrónico das bolsas.

Estranho nisto tudo é mesmo o silêncio de Ricardo Rio e André Lima ou Altino Bessa e…quem? Orlando Coutinho ou Rui Barreira?

terça-feira, 13 de maio de 2014

Olhar do silêncio

foto:inimigo.publico.pt

No guião da reforma do Estado, o Governo compromete-se com tudo. E não se compromete com nada.
Editorial, Público, 14.05.09

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A UM está na moda *

A Universidade do Minho é a melhor universidade portuguesa com menos de 50 anos.

Samuel Silva, Público, 14.05.01


O pior é que – e como se sublinha na peça jornalística de há uma semana, o reitor da UM, António Cunha, embora reconhecendo essa (boa) realidade, não deixa de avisar: "será extremamente difícil que o nosso país não venha a perder os seus representantes nesta lista”; a lista que ordena a qualidade das universidades no mundo, a Times Higher Education.

Porquê?
Porque o governo de Passos e Portas matou tudo, a começar pelo ensino. E isso – como muito bem sublinha o reitor do Minho – “vai criar instabilidade a médio prazo.

E ainda há, quem por cá, diga que o governo da coligação é amigo de Guimarães, do minho e das coisas boas que por cá existem! 

* até ver.

E quando é a construção europeia?


A União Europeia – nos seus primórdios, nos seus objetivos – baseava-se nos três pilares que suportam as sociedades: o social, o político e o económico.
Onde param eles nos tempos que correm?

E porquê os três pilares?
Ora!
Pensemos que com o fim da II Guerra Mundial – em que a Alemanha foi derrota e estava dizimada – a Europa estava à deriva, sem rumo.



Quem saiu derrotado quererá agora derrotar os que ajudaram a crescer?

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Aposta do silêncio

Temos centros de produção de saber, temos pessoas talentosa, agora é preciso que se transforme esta saber para que se possam criar novas empresas, ou para que façamos acrescentos nos vários setores, principalmente no calçado e nas cutelarias.
Domingos Bragança, presidente de câmara de Guimarães, na sessão de abertura da conferência Building Global Innovators

Lisura politica

Os políticos não têm má-fé. Nós é que vamos ficando sem fé e descrentes com as voltas que o mundo dá, escreve hoje Pedro Sousa Carvalho no jornal Público.
É verdade que a saturação das coisas más nos torna desesperadamente descontentes com os dias que nos esmagam; principalmente quando eles são dirigidos por quem ontem disse o contrário do que hoje faz. Mas, é urgente acreditar na mudança; não só porque uma mudança é sempre bem-vinda – seja em que circunstância for –, mas porque ela é premente.
E ainda há políticos que valorizam a boa-fé.
Tenhamos nós fé na mudança.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Dias de mudança

O grupo anticorrupção Transparency Internacional publicou um relatório na última quinta-feira, dia 24 – Sistema de Integridade de UE – onde fica claro que os riscos de corrupção são sério; elevados.

Vem aí eleições europeias. Um bom momento para se discutir assunto tão sério.



Bom momento para, pelo menos nós portugueses, percebermos muitas das cosias que nos vão enfeitiçando o olhar por cá.
Terão os candidatos portugueses essa vontade de esclarecimento?

Realidades feitas Epopeia IX

  Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  ( Relógio d’ Água )