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sábado, 2 de maio de 2020
segunda-feira, 24 de junho de 2019
espelho do tempo
Quem de nós falará aos
homens que hão de vir quando o grande clarão encher de luz e pasmo as nossas
bocas?
António Gedeão, in Poemas Póstumos
António Gedeão, in Poemas Póstumos
dois espelhos
esperam por mim. frente a frente. não sei qual será o meu. nem sei, tão pouco,
se são gémeos um do outro. mas tenho a certeza de que o tempo estava bom. e o
empedrado das ruas ajudou-me imenso a decifrar os pensamentos que tinham
perturbado o sonho e o sono das últimas noites.
o som da noite,
aquele som quase sem som, de final de dia e com o tom preso à melancolia de
partidas, ficou, de repente
(assim
à velocidade inventada para fugir das coisas duras),
totalmente
filtrado pela luz. uma luz forte, intensa e branca. que já desce, percorrendo
devagarinho e com pés de lã, os espaços pequenos que se esvaziam em pequenas
partículas brancas que rodeiam os espaços sem cor e capazes de esconderem os
nossos corpos.
–
o meu, estava completamente nu. tinha tanta vontade de pôr cá fora os desejos
que me minam a vontade!
mas é sempre o
mesmo compromisso: aceitar os corpos é aceitar a morte! palavra! e faz tão mal
ao (nosso) desejo de crescimento e à (nossa) calma interior.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Tá ruim!
A liberdade não tem tamanho
Manuel Alves, E, 15.09.12
“No âmbito académico, alunos da
Universidade do Minho realizaram um estudo com a orientação e supervisão de
professores do Departamento de Matemática e Aplicações, do pólo de Azurém –
Guimarães. O objectivo do trabalho foi conhecer a intenção de voto, nas
eleições legislativas de 2015, no distrito de Braga”.
Deste trabalho da equipa liderada por Arminda Manuela
Gonçalves, Paulo Alexandre Pereira e Susana Faria registo a resposta à pergunta
“se as eleições legislativas fossem hoje, qual seria o partido que votaria?”.
E a resposta foi:
PAF 34,47%
PS 33,56%
CDU 4,76%
BE 3,85%
Outros 3,40%
Não gosto; nada. Muito embora 16,78% não tenha respondido ou não saiba em quem votar.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Vou fechar a loja
A ideia
dos publicitários, pois estes passaram a comandar a política, como se os
candidatos fossem produtos ou mercadorias à venda, é a técnica de criar imagens
sem substância.
Henrique
Monteiro, Expresso, 15.09.18
![]() |
| foto: publico.pt |
Só quem
teima em querer continuar na cegueira vazia de que não há alternativa ao que os
senhores Pedro e Paulo fizeram a mando de Bruxelas (ou fosse lá quem fosse) e
da sua fúria de estar à frente dos mandantes é que pode dar via verde à
coligação de direita. E isso eu não faço!
Só quem se
ilude com a publicidade enganosa é que vai continuar a dormir, deixando-se
esmagar. E eu, há muito que me deixei de iludir!
Obrigado
Henrique Monteiro pelo excelente “guia de política banal”.sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Conflitos adiados
O turismo,
se não for regulado, é uma máquina voraz, estúpida e cega.
Guta Moura
Guedes, E, 15.08.29
1. Vale a
pena ler (como sempre) o Jornal do Ambiente
e Energia, mas a edição de setembro tem um sabor especial. Pode
ser que se torne mais fácil perceber um eterno problema: os políticos dos
partidos daquela coisa a que alguém resolveu apelidar de arco da governação, não
saem do chapéu do cacique de sempre; eternamente dominador.
2. Um
país coeso e equilibrado, assente num ordenamento do território e numa política
ambiental que melhore as condições de vida das populações, inclui-se
entre os cinco objetivos entrais definidos pelo PCP para Portugal, pode ler-se
naquela publicação mensal especializada.
3. Ah! PS e a
coligação de direita estão de acordo em tudo!
terça-feira, 25 de agosto de 2015
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Tens mesmo a última oportunidade
Dançamos
como morremos: SOS
Rui
Reininho, E, 15.06.20![]() |
foto: brasil.elpais.com
|
Refugiados
de guerra, essencialmente, como se depreende do relatório: “prende-se com o
crescimento de recentes conflitos e guerras no mundo”.
2. Massacre de Charleston. Roof queria
desencadear uma “guerra de raças”.
Título do
i, 15.06.20
É “impensável
que, na sociedade de hoje, alguém entre numa igreja onde está reunido um grupo
de pessoas para rezar e as mate, diz o chefe da policia local” lê-se no
jornal i. e com dor imensa, dá-se razão às palavras.
Escreve a
jornalista Ana Gomes Ferreira que o que aconteceu em Charleston “foi num crime
de ódio, motivado por racismo e cometido num lugar simbólico, numa das mais
antigas (e mais importantes) igrejas da comunidade negra dos Estados Unidos.
3. Refugiados: ódio, guerra, destruição e fuga da morte.
Massacres:
ódio, destruição e fuga para a morte.
4. José Saramago continua atualíssimo: o homem não tem
remédio.
E não é
que hoje o mundo acorda outra vez com medo. Em França. Na Líbia e no Koweit?
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Viver um tempo que ainda há de vir
O populismo
é como o Inferno. São os outros.
Luís M.
Faria, E, 15.13
Prémio aquele de quem se volta a falar: Seguro é
muito jovem para deixar a política, Miguel Laranjeiro, ex-dirigente do PS. Pode
ler-se no semanário Expresso (15.06.20).
1. Leio – e
registo; só isso – estas palavras da jornalista Cristina Figueiredo na última
edição do semanário Expresso: [António José Seguro] «ao dar de caras com o seu
nome na edição do “DN” de
segunda-feira, ligou para Miguel Laranjeiro a “agradecer”».
2. Li e rio com Gente (Expresso, 15.06.20):
“A publicação de uma sondagem da Universidade católica, ontem, que dava a
Coligação Portugal à Frente à frente do PS foi recebida com sentido de humor
por algumas tropas socialistas. Dizem estes: com as temperaturas de PSD e CDS a
aproximar-se dos 40, houve quem temesse consequências de um incêndio no Largo
do Rato – é que desde setembro que estão sem seguro”.
3. Li e gosto da pergunta do diretor do i (15.06.20) Vitor Rainho; uma pergunta gira: quem diria
que António José Seguro estava mais bem posicionado que o atual líder?
4. O politólogo Carlos Jalali afirma no Jornal de Noticias (15.06.20 que “o desafio de
António Costa faz cair o PS nas sondagens, depois de o PS pós-primárias deu um
salto, mas a partir daí tem estado sempre em declínio. Não são boas noticias
para o PS. Até porque toda a gente no partido deve ainda lembra-se da expressão
vitória de Pirro [afirmação de Mário Soares
sobre o resultado das europeias].
5. Domingos Andrade escreve no Jornal de Noticias da última sexta-feira: “sobra
ainda a António Costa um pequeno equívoco que lhe pode ser fatal. Não estamos
em tempo de se herdar o poder. Ele conquista-se. Com tenacidade, ideias,
carisma, luta, honestidade, voto a voto.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
O futuro? Jamais será memória ferida
Vê-te ao
espelho antes de ser candidato outra vez.
Juan
Vicente Herrera, presidente da região de Castela e Leão, para Mariano Rajoy
Escreve
José Fontes no Jornal de Noticias (15.06.13) que “seguramente [os partidos
tradicionais] algum dano vão sofrer, sobretudo os que dão origem a
dissidências, cujos novos lideres gozam de grande empatia na imprensa sem que,
alguns, tenham ido a votos ou exercido poder”.
É um olhar
muito interessante.terça-feira, 16 de junho de 2015
Caminhar faz bem à alma
Cultura não
quer dizer economia, e só vamos sobreviver se desenvolvermos a ideia de uma
unidade cultural.
Umberto Eco,
E, 15.04.18
A vereadora
da Educação na câmara de Guimarães, Adelina Pinto, afirmou, na apresentação do
programa Pegadas, no passado dia 25
de maio, que todos (digo eu) “queremos crianças que olhem o mundo e escolas que
formam cidadãos”.
É atrasado o
olhar?
É sim
senhor! Mas as palavras de Adelina Pinto não são; pelo contrário, são tão
atuais, tão atuais que têm que ser levadas a peito. Quem fizer de conta que as
ignora (ou ignora mesmo, porque também há disso por cá) só pode ser lambe-botas
de alguém, assim tipo um senhor que antes de ser ministro até parecia (tal era
a voracidade das suas palavras) que sabia de Educação.
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Há muitos exemplos de destruição
Duas coisas
são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas no que respeita ao
universo ainda não adquiri a certeza absoluta.
Albert
Einstein
![]() |
| foto: publico.pt |
Claro que a
questão das pensões “é um tema que queima. Respeita a todos os potenciais
eleitores: atuais ou futuros”.
E ver o PS igual (ou pior) que a direita só dá vontade de dar razão – seguindo-lhe o exemplo – à líder da APRe! que “pondera sair do PS”.
E ver o PS igual (ou pior) que a direita só dá vontade de dar razão – seguindo-lhe o exemplo – à líder da APRe! que “pondera sair do PS”.
sábado, 16 de maio de 2015
Sempre será a essência
As
mentiras são mais fascinantes do que a verdade.
Há uns
dias atrás, numa “conversa improvável” que decorreu em Braga (nas IV
jornadas de economia que tiveram lugar no auditório da escola de economia
e gestão da Universidade do Minho), o antigo presidente de câmara de Braga,
Mesquita Machado, afirmou que Portugal “perdeu muito por não se ter avançado
com a regionalização”, acrescentando que o nosso país seria “muito mais
desenvolvido, se tivesse regiões”.
Nem sempre
estive em sintonia com Mesquita Machado, mas neste particular, não só subscrevo
as suas palavras – palavras de quem sofreu o centralismo de Lisboa, não duvido!
– como considero que Paulo Cunha, o senhor presidente do município dormitório
do Porto, quando afirma que se tivéssemos regiões, Bruxelas olharia para
Portugal de forma diferente, só está a falar para o umbigo do seu partido. Caso
contrário vincaria, como tenho a certeza que muito bem sabe que Portugal seria
outro com a regionalização. Não fosse, claro!, o bloqueio de quem tem medo de
perder domínios.
sábado, 2 de maio de 2015
Amanhã, hoje e o vazio que matará
No
apodrecimento
há
fermentação.
Fernando
Pessoa, in Livro do Desassossego
![]() |
foto:planetasustentavel.abril.com.br
|
Peço
desculpa pela derivação!
Vamos à
realidade: segundo a OCDE, “a economia mundial” será “quatro vezes maior em
2050”, ano em que haverá sobre este planeta, à deriva, “mais dois milhões de
pessoas”. Ou seja, “haverá um aumento de 55% no consumo de água”.
Cum catano!,
diriam alguns.
Ah! Nos dias
que correm, à volta de 350 milhões – que número! – de pessoas, no continente
africano, nem sabem o que é a água ou, sabendo, nem lhes tocam. A não ser que
seja em pocinhas conspurcadas. E 200 milhões no médio oriente que deixam a s
suas vidas para ter água nas mãos, isto é, 950 milhões de pessoas no mundo procuram
água para sobreviverem.
Poderia
escrever que o Homem sabe contornar exageros, estupidezes e vaidades, mas –
sendo verdade – não posso. Porque a água nunca vai além de si. Seja por cá –
onde também vai desaparecendo – seja onde a morte tem a nudez da seca.
terça-feira, 28 de abril de 2015
Herói da derrota
Descobri
que uma coisa que me contaram a vida inteira era uma enorme mentira; que eu
fazia parte de única espécie racional do mundo.
Sebastião
Salgado, E, 15.03.28
Já todos tínhamos
reparado que Mota Soares (e seus pares) quer dar (ainda mais) poder às (a
certas) IPSS. Nem é preciso sair de Guimarães para entender na perfeição o que
os responsáveis da Segurança Social pretendem. Aliás, basta subir uma rua
antiga da urbe vimaranense em direção ao centro para tudo ficar clarinho; clarinho.
Como os fretes para certos encamisados; de preferência com batina a preceito!
Como se
isso não bastasse eis que agora o senhor ministro da mota quer que estas
instituições privadas sejam ‘donas’ das comissões de protecção de crianças e jovens.
Mais uma
porta aberta para certos (por que raio será que são sempre os mesmos?)
poderosos fazerem a caridadezinha de outros tempos! Sim, mesmo a bater no
peito; depois de sabe-se lá o quê!
Apesar de
Mota Soares não ser o ministro das Instituições de Solidariedade Social (IPSS),
como muito bem lembrou há dias, na Assembleia da República, Mariana Aiveca,
deputada do Bloco de Esquerda, temo mais este golpe de misericórdia no estado
social; perpetrado por um governo que para além da parvoíce da deriva, tem a
sebenta toda sublinhada no que concerne às destruições que ainda faltam.
sábado, 25 de abril de 2015
Cunho de um tempo
Por detrás
das árvores não se escondem faunos, não.
Por detrás
das árvores escondem-se os soldados
Com
granadas na mão
António
Gedeão, in Poemas escolhidos
Aquela
amostra do que poderá ser uma acção governativa do PS do senhor António Costa
em Portugal – pelos vistos, tudo coisas que “seguem em muito a troika e as
politicas do actual governo” – é só mais uma acha na fogueira do descrédito dos
cidadãos nos atuais partidos políticos em Portugal.
Depois
ainda há quem se espante com o crescimento dos “grupos marginais” de partidos. Ou
de partidos ‘marginais’.
domingo, 8 de março de 2015
Palco moderno
Não há céu
para os animais que não levantam a cabeça.
Gonçalo M.
Tavares, in animalescos
Guimarães
vai alargar ao resto do concelho aquilo que, tendo sido uma experiência
interessante, é já, sem nenhuma dúvida, uma bela realidade: as hortas
pedagógicas.
Não só
gosto da ideia, como considero que a rede municipal de hortas comunitárias
(cujo regulamento foi aprovado recentemente) será um sucesso que tirará mais
vimaranenses de casa e das dores que certos senhores, liderados por Pedro e Paulo,
lhes impõem.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
A dor ensina muito
enche o
meu sono
e
transborda
as
obscuram-se.
Herberto
Helder, in Do Mundo
Como
britense, nascido e criado, não tenho a menor dúvida em dar razão a Miguel
Laranjeiro e dizer-lhe que também considero que é mais do que a hora de o Centro
Social de Brito já ter feito protocolo com a Segurança Social.
Como quase
taipense – sublinho o quase, para vincar o carinho que tenho desde que vivi em
Brito, pela vila termal – também digo o mesmo a Ricardo Costa sobre o Lar Alcides
Felgueiras.
Como
vimaranense que já viu coisas que nunca imaginei e concidadão entristecido com
o que Rui Barreira (não) faz direi apenas: Tomara!, meus caros Miguel e
Ricardo, que sejam concretizados os protocolos com as instituições de Brito e
de Caldas das Taipas com a Segurança Social.
Tomara!terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Achas mesmo que ainda existem almas brancas?
Só o riso global derruba o poder financeiro, ao mostrar que, também ele, vai nu.
Mário de Oliveira, Tertúlia no CAR, 15.02.05
O Brasil é o fim da organização, mostrando a estupidez humana, no seu mais puro desejo de confirmação da avareza. Pura! Violenta.
O Brasil, mesmo – e principalmente – nas cidades de maior dimensão, é o caos alimentado por (alguns) políticos, ditos de esquerda, que matam o desejo humano; porque fazem do absurdo um atentado à capacidade de pensamento, ação e organização humanas.
O Brasil – tal como já aconteceu noutros desejos pretensamente de esquerda (mas onde alguém lucrou, dizem que passando por Portugal) é uma ilusão que diz ter um governo de esquerda.
Paro aqui na evasão do pensamento e leio o título do semanário Expresso do último sábado: “oito milhões de pessoas sem água: incúria ou fatalidade?”.
Os brasileiros têm a resposta. Seguramente.
Por mim, fico sem fôlego ao pensar em tanta gente sem poder usufruir de um bem essencial. Que é de todos.
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Ideia e perfeição tão simples
Se te
inclinas nos dias inteligentes – entende-se como neles se forma a sede.
Herberto
Helder, in Do Mundo
Fundamental para que Guimarães seja uma cidade verde é a despoluição da
ribeira de Couros, sabes?
Urgente
resolver as sistemáticas descargas naquela linha de água que atravessa, quase
discreta, a urbe vimaranense, tu sabes?
Daí que falar da poluição no rio Ave, muito mais do que atirar areia sobre
os imensos milhões investidos pela união europeia, estado português e
autarquias da região do Ave, soe a discurso pouco sério…
Ui…
Não. Pensa
bem: ainda ontem no final de tarde e com um vento agreste, fiz a minha corrida
por entre as belezas da horta pedagógica; aquilo era um fedor arrepiante..
Era dos fertilizantes.
Era do que
corria no leito da ribeira. Só quem não sabe o que é saneamento é que não sabe
o que era aquilo.
sábado, 24 de janeiro de 2015
Fogo nas coisas II
![]() |
| foto: publico.pt |
João Adelino Faria, Dinheiro Vivo, 15.01.24
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