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terça-feira, 10 de novembro de 2020

Arte da violência?

 na foto: uma das maravilhas de Portugal; Sistelo. Cada vez com mais agitação. 

 
Temos – penso – dificit agravado de atenção e de escuta. Apaixonados pela técnica, dependentes de um telemóvel, facilmente deixamos de estar presentes nos sítios onde estamos.

João Aguiar Campos, Igreja Viva, 18.09.13

 

Ele há coisa que me não entram na cabeça. Na minha cabeça; pelo menos.

Ele há coisas que só acontecem mesmo no mundo alucinado de certos detentores de poder.

Sem alongar mais, importa perguntar por que carga de água há autarquias que gastam milhares de euros em chamadas de valor acrescentado?

Para promoverem os seus territórios?

Não haverá outra forma de o fazer?

Se for verdade que a autarquia trofense “efetuou inúmeras chamadas telefónicas ou de valor acrescentado na candidatura de que era promotora [Santeiros de S. Mamede de Coronado] para Maravilha de Portugal, efetuando uma despesa de 75 mil euros em telefonemas”, é uma anormalidade.

E, portanto, é uma coisa que não me entra na cabeça.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Carta aberta a um ex-camarada de redação

Consideramos que o jornalismo é um bem público e deve ser acessível a todas as pessoas. Não o vemos como um negócio. Se assim fosse, daria lucro. E não dá.
Pedro Miguel Santos, Fumaça, 20.06.04

Caro José Eduardo Guimarães,
quem privou diariamente na redação de um jornal como nós privamos pode escrever sobre realidades nem sempre visíveis aos olhos dos leitores. Sem medos, tal como era apanágio noutros tempos; nos tempos em que existia jornalismo por terras vimaranenses.

Tiveste entre mãos projetos jornalísticos lindos e bem desenhados, infelizmente deixaste-os perder pela forma como não foste capaz de os gerir, deixando demasiadas marcas negativas no tempo. Mas eras e, pelos vistos, ainda continuas, um convencido de que eras jornalista. Não foste – percebeu-se logo que deixaste de ser correspondente do Público – tu fazes tudo para sobreviver; tu inventas ‘amigos’ para que te paguem as tuas loucuras de ocasião.

Hoje, parece que voltas a fazer de conta que tens – outra vez – um projeto jornalístico. Não tens, Zé; tal como há mais de vinte anos não paras de, vincadamente, provar como há uma certa forma de escrever a que alguns, entre os quais te incluo, fazem questão de chamar jornalismo. E tu não sabes o que é jornalismo!
O jornalismo, às vezes e em alguns sítios, pode parecer que o é; não é – porque o jornalismo não faz fretes ao patrão. Jornalismo não é, nunca foi, destilar palavras encantadas sobre incapacidades pessoais ou necessidades vaidosas. Ou favores direcionados que, dizem, permitem estar na crista da onda.
Jornalismo nunca foi – sei muito bem que em vinte anos tudo mudou no jornalismo e na sociedade; no mundo – exibir umbigos; por mais prominentes que eles possam ser.

Jornalismo, sabes Zé?, é uma ação séria, uma atitude formidavelmente séria!
Jornalismo não é só usar palavras lindas (quase sempre parvas e vazias) com desejos de pedestal.
E, assim, Zé, se para os vimaranenses tu já estavas esquecido – alguns recordar-te-ão com uma máquina fotográfica pelos corredores do poder; ali por Santa Clara , hoje olham-te com pena.

Zé, meu caro ex-camarada de redação, temo que nunca tenhas entendido a importância que os jornais e os jornalistas sempre tiveram e, hoje mais do que nunca, têm nos modelos de sociedade.
Zé, meu caro ex-camarada de redação, a vida na nossa idade, ensina-nos a ser ponderados, moderados e discretos. Às vezes, até fico tentado em tentar perceber certas coisas que vão acontecendo por aí; entre necessidades pessoais, verdade e desejos de afirmação. Mas depressa desisto, convencido de que nunca podemos pagar as nossas contas – tenham elas a dimensão que tiver – com valores que jamais pagamos; porque não os temos.
Termino esta missiva como um desejo muito forte: espero que não queiras, agora, ressuscitar fantasmas do passado. E o passado não te é nada favorável. Pelo menos no que ao jornalismo diz respeito.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Da cidade para o bairro

Desabotoaram a camisa, abandonaram o corpo, e cada qual, cismando em suas coisas, olha as galinhas que rapam em volta do pescoço, à sombra da barriga dos cavalos.
José Cardo Pires, in O hóspede de Job
Na terça-feira, dia 15, o jornal bracarense Correio do Minho dava conta de que “há uma grande predisposição das quatro câmaras [dos municípios] que constituem o Quadrilátero Urbano para trabalhar em conjunto” e que, por isso mesmo, os estatutos do Quadrilátero até já foram revistos como forma de “garantir a continuidade temporal” da coisa. Ups!
Eh pá! “projeto importante”!
Peço desculpa, Patrícia Sousa, mas não acredito. Não, nada tem a ver com a peça jornalística; bem construída, objetiva e clara, mas quem é Ricardo Rio para falar pelos que estão calados; dizendo o que (aparentemente) lhe vai no coração, sem que outros digam o que quer que seja?
E vindo de Ricardo Rio a afirmação de que aquela coisa dividida em quatro ideias para receber dinheiro mais rápido de Bruxelas “deve ser o motor de vários projetos de colaboração nas mais diversas áreas entre municípios”, cheira-me a coisa estranha; a coisa assim a uma coisa à espécie de…
Por mim, cada vez mais incrédulo em artistices feitas promoções politicas, só digo: vale a pena tentar perceber o que pensa o senhor presidente da câmara de Braga no próximo dia 5 de outubro.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Perfume(s) de futuro

O algoritmo é um predador do sucesso que existe em cada um de nós e vende os nossos dados a quem pagar.
Clara Ferreira Alves, E, 15.09.19
A boa notícia para vincar e, quiçá, estampar no rosto de uns desnaturados incrédulos: a partir de ontem a direção da Associação Académica da Universidade do Minho assegura o “transporte de estudantes da universidade do Minho e os campis de Gualtar e Guimarães”.
Natural!
Estranho mesmo é a existência da dúvida de que não haveria transporte para o campus de Couros que – sejamos justos –também integra os campis da UM.
Portanto, como diria um certo senhor: qual é a dúvida?

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Velhos caminhos não abrem novas portas

Frequentemente, os partidos portugueses não escapam a esta tendência de desconfiança generalizada por parte dos eleitores, e razões, lamentavelmente, não faltam.
António José Seguro, in Compromisso para o Futuro
À exceção do cabeça de lista Manuel Caldeira Cabral, por quem nutro uma enorme admiração (recorde-se que foi um dos homens de confiança de António José Seguro) – que, infelizmente, estou convencido, não será deputado -, a lista do partido socialista no distrito de Braga não presta; é a pior de sempre da democracia portuguesa.

sábado, 27 de junho de 2015

Esquecer a distância que vai da terra ao céu

Guimarães está a ganhar um peso crescente nestes anos.
Xoan Vásques Mao, secretário do Eixo Atlântico, Correio do Minho, 15.06.13
foto: bragatv.pt
Ena! Vindo de cima, onde, agora, Ricardo Rio é rei e senhor, é excelente!

sábado, 13 de junho de 2015

Homem de afetos

Encontro-me aqui
neste lugar óbvio
para alguém
Marta Duque Vaz, in Aclive
foto: observador.pt
1. Miguel Laranjeiro, os vimaranenses – todos os vimaranenses, mesmo os que militam (ou simpatizam) noutros partidos –, o sabem, é um cidadão vimaranense; também um político que ama Guimarães. Uma pessoa que respira e vive, de muito perto, as realidades de todos aqueles que residem num distrito que precisa – como pão para a boca –, de quem os defenda no areópago onde tudo se decide em Portugal.
Miguel Laranjeiro, pela grande experiência parlamentar que tem, é uma enorme mais-valia para Guimarães; que os vimaranenses não podem ignorar. Nem ignoram.

2. Talvez por isso, Eliseu Sampaio, diretor da mais Guimarães, tenha decidido conversar com o deputado socialista, publicando essa conversa na edição de junho 2015.

3. Desse diálogo interessante, vinco três ideias que considero a marca e a identidade de Miguel Laranjeiro.
A primeira: “faz-me mais impressão que os jovens que ainda estão no sistema de ensino, a única coisa em que pensam, porque o país não lhes dá oportunidade, é em sair”, é bem o olhar do Miguel Laranjeiro. Por isso, afirma: «como diria o professor Marçal-Grilo, “a educação é como um porta-aviões, pode-se mover mas move-se devagarinho”. É uma estrutura muito grande, mas tem movimentos que depois ficam». E, em jeito de remate perfeitamente conclusivo: “os níveis de empobrecimento voltaram a subir nos últimos anos ao contrário da tendência que estava estabelecida de descida”.
Estas palavras de Miguel Laranjeiro são um murro na indiferença e vazio que vão matando Portugal, não são?

4. E, sem medo das palavras, o deputado eleito pelo círculo eleitoral de Braga, mostra por que é tão querido junto dos cidadãos; daqueles que, antes dos partidos, sabem olhar para as pessoas: “não havendo círculos uninominais em Portugal, tento ter uma atividade política de proximidade e faço-o com grande gosto porque acho que é assim”.
Pena não existirem círculos uninominais, não é? Porque, tal como defende o deputado socialista, é “importante que haja uma ligação entre o eleitor e o eleito. Isso só se faz conhecendo o território, estabelecendo ligações e creio que isso é que pode aumentar a confiança”.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Caminhar com o ar na mão

O tempo das suaves raparigas
é junto ao mar ao longo da avenida
Ruy Belo, in orla marítima e outros poemas
Realidades que importa guardar: “produção científica coloca Uminho entre as melhores do país” (Diário do Minho, 15.05.24) ou a Universidade do Minho ocupa “posições de liderança entre as universidades portuguesas” no ranking que mede a qualidade e o impacte da produção científica, o CWTS Leiden Ranking.
Mas, pensando bem, qual é o espanto?
Sim!, para quem tem a mania de olhar só para Lisboa pode ser que esta realidade passe ao lado. Mas ela é extraordinária
É nestes momentos que sinto uma vaidade que passa muito para além de Guimarães e Braga; vaidade de quem sente vaidade em estar numa região que produz realidades cientificas muito para além do umbigo alfacinha, afirmações ribeirinhas ou elogios que voam pela ria.
Ah! As próximas apostas da Universidade do Minho são nos cursos online. É o futuro. Confirmação da universidade (escola) global que aí vem.
Excelente!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Há um túnel escuro

O exercício da representação exige um prestar de contas permanente aos eleitores, por contrapartida á ideia ultrapassada de que deverá ser feito, apenas, no final do mandado.
António José seguro, in Compromissos para o futuro
foto: publico.pt
 Já todos sabíamos que Lisboa – sim, a Lisboa centralista, onde cada vez mais se borrifam para o que é, de facto, um país.
Daí que ao ler que “autarcas queixam-se das dificuldades de acesso aos fundos comunitários”, título de um excelente trabalho jornalístico de Margarida Gomes no jornal Público (15.05.14) percebamos a urgência da convocação do Conselho Regional do Norte.
Desta vez, espero (esperamos todos) que o também presidente do município famalicense olhe mais além. E tenha coragem de bater o pé ao seu chefe partidário.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Competências certas

A luz é uma parte tão grande do nosso dia-a-dia que já foi deus, conhecimento, sol, nascimento, lâmpada e o caminho certo.
Vítor Cardoso, 2, 15.03.22
foto: greensavers.sapo.pt
Notícia do ano: a Universidade do Minho ocupa a 64º lugar do ranking TimesHiher Education 100 under 50.
E, vinque-se muito bem vincado, subiu onze – outra vez! – onze posições em relação ao último ano.
Ena!
Não direi mais nada (por agora) a não ser Parabéns.
Parabéns senhor reitor e à excelente equipa que o acompanha; na reitoria e na universidade.

sábado, 18 de abril de 2015

Contra o esquecimento

Que ele se erga
um hóspede de pedra
numa terra inóspita
Charles Tomiliuson, in Poemas
O presidente da câmara municipal de Guimarães diz estar disponível para “trabalhar com um conjunto de municípios do norte de Portugal na tentativa de reivindicar à ANA o pagamento da mesma taxa turística que aquela operadora concorda pagara ao município lisboeta”.
Será que chega só disponibilidade?
O exemplo vindo da capital obriga a um norte mais unido contra certas motivações centralistas (e dominadoras).

terça-feira, 14 de abril de 2015

Rajada de palavras

A crítica é saudável e ajuda a que as coisas tenham uma existência.
Rui Massena, E, 15.02.22

A comissão permanente do caminho cultural do Atlântico vai promover, ao longo do ano em curso – já estamos no quarto mês do ano da graça de 2015, para quem não tenha reparado! –, “encontros profissionais de setores culturais e identificar programas de ajuda europeia a fim de conseguir financiamento”.
Caramba! Ainda não estão identificados os programas? E, quiçá, as ações…
Os profissionais do setor cultural sabem muito bem de que falam, o que fazer e o que querem; caramba!

Será por isso que nalguns municípios (antes, grande referências da ação cultural) a oferta e a qualidade culturais caem a pique?

quarta-feira, 25 de março de 2015

Relíquia futura

A prudência manda que no passado só se deve tocar com pinças, e mesmo assim desinfetadas para evitar contágio.
José Saramago, in Alabardas
foto: cm-guimaraes.pt
Uma equipa da Universidade do Minho (UM) considera que a melhor forma de melhorar o acesso rodoviário ao parque de ciência e tecnologia de Guimarães, Ave Park, é a criação de uma nova via rápida dedicada”, pode ler-se no jornal Público do passado dia 16 .
Sublinhe-se: “uma equipa da Universidade do Minho”.
Olhando para aquela equipa há um denominador comum: José Mendes, vice-reitor da UM, responsável por UM Cidades (uma plataforma da Universidade do Minho), e até à alteração da situação anterior, ou seja, da mudança funcional daquela estrutura de referência em Guimarães, no país e no mundo, presidente do conselho de administração do Avepark.
Coincidências. Seguramente.
Uma nota de rodapé: habituei-me a ter o maior dos respeitos pelo excelente trabalho desenvolvido pela Universidade do Minho; hábito que, óbvia e naturalmente, manterei.

domingo, 22 de março de 2015

Quem decide os teus futuros?

Tenho vontade de erguer coisas de uma selvajaria ignorada, de dizer palavras aos mistérios do alto.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
foto: cm-guimaraes.pt
Foi preciso o presidente vimaranense ir a Braga para que Ricardo Rio não tivesse as luzes que o Quadrilátero Urbano lhe parece querer dar (mas não dá).
Repararemos então. Domingos Bragança quer que seja transferido para as empresas “o conhecimento que se produz no ensino”; desde logo, porque “quanto mais qualificados forem as pessoas, mais valor vai ser criado”.
Mas atenção, o presidente de câmara de Guimarães não se limita (apenas) a pedir transferência de conhecimento, quer a reindustrialização” da indústria, da economia, da agricultura e dos serviços. Até porque, sublinha o edil vimaranense, “temos do melhor que se faz no mundo e isso torna cada vez mais atrativa a nossa região para se fazer aqui a formação”.
Ah! Estas palavras foram proferidas no parque de exposições daquela cidade. Onde também estiveram António Cunha, reitor da Universidade do Minho e o homólogo bracarense de Bragança.
Parece que há por aí (ou por ali, naquelas palavras estridentes de Bragança) formação em ação. Por lá e por cá!

segunda-feira, 2 de março de 2015

Criar a partir do caos

Virgens são os caminhos nas escarpas do céu
Ingeborg Bachmann, in O Tempo Aprazado
Na 23ª assembleia-geral do Eixo Atlântico o presidente de câmara de Guimarães, e no decurso da sessão plenária, fez questão de tornar público que o AvePark é estratégico para a dinamização daquela eurorregião e que aquela infraestrutura de futuro, situada em S. Cláudio de Barco, é uma “âncora para a reindustrialização”.
Boa! Até me apetecia ficar por aqui, não fosse Domingos Bragança, já depois de assembleia-geral ter terminado, reforçar o seu ponto de vista, vincando que o AvePark “será uma das principais âncoras para a reindustrialização da nossa região, tal como a União Europeia a pensa”.
Ótimo!
Aguardemos então o que é que a União Europeia tem para fazer desta e nesta eurorregião; mas, peço desculpa pela incredibilidade, que trouxe a União Europeia para esta eurorregião até ao momento?

E o que se vê no horizonte augura algo de maravilhoso?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Jogos de sonhos enigmáticos

Mesmo quando se esquece a voragem das notícias, há um momento em que os problemas voltam. Não porque saiam da mancomunação de jornalistas malvados, mas porque existem de facto, porque a corda foi esticada para lá dos limites.
Domingos de Andrade, Jornal de Noticias, 15.02.14
Dos 13,7 milhões de euros que a Estradas de Portugal tem previsto investir no distrito de Braga, parece que há um milhãozito e tal que virá para Guimarães, mas (atenção) integrado “na requalificação entre a circular sul de Braga e Taipas”.
Ai Guimarães! Está na hora de acordar!
Só 1,3 milhões em 13, 7 milhões?

Há por aí quem dê uma ajuda a fazer as contas da importância de Guimarães?

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Hospital com lucros?

Apelamos a que o Ministério da Saúde, rapidamente, dote o hospital de Guimarães das condições físicas e dos recursos humanos necessários.
Miguel Guimarães, Ordem dos Médicos, JN, 15.02.14
Ordem dos médicos arrasa Hospital, título do Jornal de Noticias de hoje.
Jornal onde se pode ler: “doentes nos corredores, macas velhas, sem protecção, e necessidade de obras".
E ainda: Administração só admite falta de médicos.

Ui! E o hospital de Guimarães que dava lucro!

Não, foi propaganda?

Como há gente que faz tudo para enganar todos. 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Balões da memória

Há os preguiçosos e há os de boa vontade, boa coragem e músculos, que assumem que a força não é uma coisa que vem, mas uma coisa que se faz.
Gonçalo M. Tavares, in animalescos
Diz o PSD vimaranense que a CIM do Ave devia liderar o processo de despoluição do rio Ave.
Como?
Será possível ignorar tantos anos de excelente trabalho que a Associação de Municípios do Vale do Ave, primeiro, a Águas do Ave, a seguir, e a Águas do Noroeste, nos dias que correm, fizeram e fazem na despoluição no vale do Ave? Ou seja, ignorar o investimento feito na região por sucessivos governos é fazer de conta que se sabe do que se fala; quando se devia vincar a bela realidade que é a melhoria da qualidade das águas da bacia hidrográfica do Ave.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Fogo nas coisas

Ninguém tem o direito de criar um homem a partir de uma marionete.
Milan Kundera, in A Festa da Insignificância

Bem sei que o mal não é só de Guimarães, mas ler, quase diariamente, que os utentes do hospital que existem terras de D. Afonso não param de se queixar das imensas e tremendas demoras para serem atendidas, não abona nada em favor de quem vem a terreiro, com uma vaidade enganadora de fazer inveja aos melhores vendedores de promessas vãs, falar em lucros no Centro Hospitalar do Alto Ave. Fazendo-o até em pompas e circunstâncias que humilham as dores de quem tem que entrar e permanecer em dores agrestes e silêncios matadores naquele edifício enorme.

Ou será que as pessoas são meros peões (ou números) nos jogos de gestão tão ao jeito de quem vai matando Portugal?

sábado, 17 de janeiro de 2015

Espera-se mesmo que una

foto: acbraga.pt
Nasceu o CEDRAC, ou seja, o conselho empresarial das regiões do Ave e do Cávado.
Isso é bom.
É bom, independentemente de a sede desta instituição ser em Braga.
É bom porque permite harmonizar ações e diminuir esforços e custos.
E é bom porque prova que, quando se quer, é possível dar as mãos e seguir unido por objetivos e ideias comuns.
Tem, infelizmente!, o problema de outras associações: se não fossem alguns fundos que Bruxelas tem disponíveis, tudo e todos continuaria(m) de costas voltadas.

Pessoalmente espero que o CEDRAC queira mesmo “o desenvolvimento homogéneo e sustentado, o “estudo, defesa e promoção das empresas e instituições sediadas”, e a defesa “dos interesses socioeconómicos da região dos vales do Ave e Cávado”.

Realidades feitas Epopeia IX

  Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  ( Relógio d’ Água )