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terça-feira, 10 de novembro de 2020

Arte da violência?

 na foto: uma das maravilhas de Portugal; Sistelo. Cada vez com mais agitação. 

 
Temos – penso – dificit agravado de atenção e de escuta. Apaixonados pela técnica, dependentes de um telemóvel, facilmente deixamos de estar presentes nos sítios onde estamos.

João Aguiar Campos, Igreja Viva, 18.09.13

 

Ele há coisa que me não entram na cabeça. Na minha cabeça; pelo menos.

Ele há coisas que só acontecem mesmo no mundo alucinado de certos detentores de poder.

Sem alongar mais, importa perguntar por que carga de água há autarquias que gastam milhares de euros em chamadas de valor acrescentado?

Para promoverem os seus territórios?

Não haverá outra forma de o fazer?

Se for verdade que a autarquia trofense “efetuou inúmeras chamadas telefónicas ou de valor acrescentado na candidatura de que era promotora [Santeiros de S. Mamede de Coronado] para Maravilha de Portugal, efetuando uma despesa de 75 mil euros em telefonemas”, é uma anormalidade.

E, portanto, é uma coisa que não me entra na cabeça.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Anjo do pensamento

sede (?) do PS Monção, por estes dias

A esfera mediática, em Portugal, determinada pela obesidade patológica da opinião, transformou-se num mundo timótico.

António Guerreiro, Ípsilon, 19.07.12

 

António Costa, o crítico dos “joguinhos políticos” que o levaram ao poder, é o mesmo dirigente que noutros tempos – não muito distantes – fez o mesmo com o seu “poucachinho” a um outro dirigente?

Senhores à esquerda do PS, tenham cuidado! 

Ou não! 

Na verdade, basta olhar com atenção para o receio que um tal de César derrama sobre os vossos desafios! Sempre ele a fazer de escudo para tantas malvadezes de bastidores! 

Só mudaram as palavras, não foi?

 

sábado, 29 de agosto de 2020

A imagem cresceu *


 O afastamento dos eleitores dos partidos é um sinal grave que devia preocupar muito PS e PSD. À sua volta está tudo a mudar.

Ricardo Costa, Expresso, 20.02.22

 

1. Os portugueses identificam-se cada vez menos com um partido politico, dando espaço a que a decisão quanto ao voto em eleições conjunturais, como o contexto económico ou a popularidade dos lideres partidários. Esta afirmação é a entrada de uma peça – Costa falhou maioria absoluta no “melhor contexto” possível – que Leonete Botelho assina no jornal Público (20.02.21).

É um trabalho que analisa o estudo que uma equipa do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e onde fica claro o cada vez maior afastamento dos partidos e das pessoas, seja qual for a direção de afastamento assumida. 

2. É uma realidade que já não oferece dúvidas a ninguém. Pessoalmente – e já fui militante partidário – nos dias que correm, preocupa-me muito mais causas que a todos dizem respeito do que o caminho seguido pelos partidos.

Uma nota de rodapé: o facto de o senhor Costa ter falhado a maioria absoluta, no “melhor contexto” só fortalece a democracia portuguesa; mormente a ação diária da sua casa mais importante: a Assembleia da República.

E sim!, esta realidade mostra como os portugueses, apesar de pouco participativos, estão atentos às realidades políticas, ou melhor, à forma como são ignorados pelos políticos que os mandam às malvas – Muitos dos parlamentares alienaram a lealdade para com o povo que os elegeu e transformaram-se em fiéis servidores dos grupos económicos. (Paulo Morais, Público, 20.03.02).

 

* Retardado, mas não esquecido.

Infelizmente desatualizado na discussão na casa da democracia e na pressa que o senhor Costa resolveu fazer de conta que pode voltar a geringonçar.

Outras notas de rodapé: se não houver acordo, é simples: não há orçamento e há uma crise politica, António Costa, SIC, 20.08.29

Marcelo esvazia dramatização de Costa, título do Expresso (20.08.29) ou Cenário de crise politica é uma ficção, avisa Marcelo. (Cristina Rita, i, 20.08.28)

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Esgotou-se a paciência

 O pragmatismo mais pérfido é o que legitima uma prática anormal.

Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 20.08.15

Voltando à atitude assumida e defendida mesmo contra os seus, vale a pena voltar a olhar para o corte com a reflexão, discussão e clarificação pretendido pelo atual líder dos laranjas portugueses.

Começando pelo olhar de Marcelo Rebelo de Sousa (Público, 20.08.15): os democratas devem ser muito firmes nos seus princípios e ser sensatos na defesa dos princípios e dando corpo às palavras da jornalista do Público (20.08.15), São José Almeida: tirar voz aos cidadãos é negar o mandato representativo para que [os deputados] foram eleitos. Substituir os debates temáticos com os titulares da pasta setorial no Governo não tem o mesmo patamar de escrutínio, depressa percebemos de que há um rei que vai nu; algures pela liderança partidária em Portugal.

Em suma, se o senhor Rio se convenceu de que sozinho pode mudar os dias da democracia em Portugal, fica claro que não faltam democratas a quererem mudar os dias cinzentos do antigo presidente de câmara do Porto.

Em jeito de rodapé: Ao mesmo tempo que liberta o eleitorado mais à direita, Rui Rio legitima a extrema-direita com promessas de alianças, escreve Daniel Oliveira no semanário Expresso (20.08.15). Na mesma edição o antigo diretor daquele semanário, Pedro Santos Guerreiro, afirma que Rui Rio, que diz que não é de direita, mas admite aliar-se à extrema-direita, está tão só a ser ingénuo.


sábado, 15 de agosto de 2020

o inimigo público

 

Ventura pediu a suspensão de mandato, suspensão da Constituição e suspensão da democracia parlamentar, leio em o Inimigo Público, na sua edição de ontem (20.08.14)

E se o Inimigo Público não fosse um suplemento com humor e de humor semanal do jornal Público o senhor Ventura avançaria com uma ação judicial contra esta publicação?

sábado, 15 de agosto de 2015

Cuidado com as aparências

Não pergunteis ao agonizante que paisagem
via para além dos pés da cama
Pedro Tamen
O programa eleitoral do PSD é uma inexistência, escreve Pedro Santos Guerreiro (Expresso, 15.08.08).
O programa do PSD, confesso, não conheço, mas o da coligação Portugalà frente sim. E não, não é uma inexistência. É um perigo. Uma enorme pedra no caminho dos dias felizes que desejamos; todos.
É o fim da Segurança Social.
É o fim da Caixa Geral de Depósitos.
É o fim do Serviço Nacional de Saúde.
Em suma, está ali tudo: é a entrega a privados, de tudo o que é essencial e fundamental para as pessoas poderem (sobre)viver.
Exagero meu? Reparemos nisto:
Ou não entendo português ou não tenho dúvidas nenhumas.
Adoro a coisa “consórcios”, mas não escondo: já temo pelo futuro dos meus netos!

Gosto da visão do alto

A tela está pronta. Branca. Deito-a à chuva que
cai. Espero do cinzento das nuvens segredos
escondido, no vento que aí vem
Adelino Ínsua, Bumerangue 1
foto: wort.lu
Odeio as últimas sondagens; divulgadas na semana passada.
Porquê?
Dois dados: Jerónimo de Sousa (+ 5 pontos) e Catarina Martins (+ 1,4 pontos) estão muito longe de António Costa (+ 20,4 pontos). Eu queria ver esta distância reduzida; muito mais curta.
Preocupante: Passos Coelho tem um saldo de -1,1 pontos. O que me tira o sono.
Paulo Portas (+ 10,7 pontos) está logo a seguir a António Costa. Isso mata-me. Ó se mata!
Espero, mas espero mesmo; que Portas não se lembre da facada final e esteja no próximo governo com Costa.
Seria terrível!
Mas não pode ser esquecido esse cenário tremendo, pois não?

terça-feira, 11 de agosto de 2015

É preciso agarrar o essencial

O pensamento pode ter elevação sem ter elegância, e, na proporção em que não tiver elegância, perderá ação sobre os outros.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
Escreve António Guerreiro na sua habitual crónica do Ípsilon (15.08.07) que «sempre que o Presidente da República se dirige à Nação e faz apelos aos “agentes políticos”, ecoa nessa nomeação burocrática a mais despudorada ideologia da antipolítica».
É uma afirmação basilar; melhor, uma verdade – por que raio?! – nos passa (demasiadas vezes) ao lado.
Porquê?
Ora, ora! Reparemos na observação de António Guerreiro:
«Como é óbvio, ninguém consegue imaginar que um governo de “agentes políticos” seja baseado num projeto de sociedade ou numa ideia de alternativa de Estado».

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Olhos públicos num céu vazio

Morrer é um truque
como tudo o mais
Adília Lopes, in Bumerangue 1
foto: dn.pt
Agora que estou distante – e a distância ajuda-nos a perceber tantas coisas! –, das coisas partidárias estou a adorar a forma como a direção de António Costa faz que faz que tem um candidato presidencial.
Nem mesmo com tanto ‘peso pesado’ e da sua confiança pessoal o senhor ex-presidente de câmara em Lisboa olha para Sampaio da Nóvoa. Que coisa!
Não deixo de apreciar o crescendo em volta de Maria de Belém que, pasme-se!, não disse nada sobre presidenciais e já vai onde vai.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Foi tão bom o que já não existe

A terra arde no olho do tigre. A mão do assassino
consome-se na fissura do sono. Ergue-se a boca da vítima.
Al Berto, in Bumerangue 1
Portugal, diz-nos o Instituto Nacional de Estatística (INE), não cumpriu a meta europeia para o abandono escolar; ficando mesmo muito acima da média comunitária.
Lendo a quarta edição do Retrato Territorial de Portugal que o INE divulgou na sexta-feira, dia 31 de julho, ficamos sem dúvidas: Portugal, o Portugal de Cavaco, Passos e Portas e Costa vai de mal a pior.
Importa acordar! Ou será mesmo o adormecimento que eles querem, como forma de abandonar o essencial da cidadania?

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Ai o tempo!

Somos o que somos, e a vida é pronta e triste.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
foto: oje.pt
Deixa ver se percebo:
PSD e CDS defendem uma renovação na continuidade, o PS aposta em alguma descontinuidade, pode ler-se no editorial do semanário Expresso (15.08.01)
Não, não percebo! Ainda que me digam que “as diferenças fazem diferença”.

Em suma, o PS de Costa e a coligação de Passos e Portas, não sendo o que dizem ser ou não parecendo o que querem esconder, são iguais.
Paz às suas almas!
Almas? Esta gente sabe lá o que existe para além do umbigo das máquinas partidárias e dos favores ao amigo!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Desejo-te coisas sublimes

A vida é mais forte do que a morte, porque a vida alimenta-se da morte.
Milan Kundera, in A Festa da Insignificância
Domingos de Andrade (Jornal de Noticias, 15.08.01) escreve que “não há milagres. Sem ideias, vota-se nas pessoas. Resta a Costa inspirar. E a Passos acreditar”.
Não concordo; de todo. Desde logo porque, felizmente, há quem, tendo ideias, tem programa e, sabendo o que é melhor para o meu país, não faz parte daquele estúpido 'centrão milagroso' que – teima – em deixar ficar tudo na mesma. Ou pior! 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Ninguém ouve

Ilha sobre ilha; uma camada de ar quente de permeio
um sopro leviante no drama de conhecer o mundo
Firmino Mendes in Ilha sobre ilha
Rui Moreira aponta baterias ao “centralismo objeto” do Governo, titula o jornal Público (15.06.10) que acrescenta que o presidente da câmara do Porto, defendendo a “verdadeira autonomia”, na conferência do Jornal de Noticias, Por Portugal, afirmou que a “região que queremos é uma região com autonomia verdadeira, capaz de decidir sobre o seu território e capaz de criar políticas ativas de emprego, desenvolvimento e económico e qualidade de vida, sem depender da visão macrocéfala do estado que, a partir de Lisboa, vê Portugal como um mapa plano, todo com a mesmo tonalidade e sem ter em conta as realidades sociais de cada região”.
Portugal? Qual Portugal? O dos senhores de Lisboa ou o Portugal dos portugueses?

sábado, 13 de junho de 2015

Homem de afetos

Encontro-me aqui
neste lugar óbvio
para alguém
Marta Duque Vaz, in Aclive
foto: observador.pt
1. Miguel Laranjeiro, os vimaranenses – todos os vimaranenses, mesmo os que militam (ou simpatizam) noutros partidos –, o sabem, é um cidadão vimaranense; também um político que ama Guimarães. Uma pessoa que respira e vive, de muito perto, as realidades de todos aqueles que residem num distrito que precisa – como pão para a boca –, de quem os defenda no areópago onde tudo se decide em Portugal.
Miguel Laranjeiro, pela grande experiência parlamentar que tem, é uma enorme mais-valia para Guimarães; que os vimaranenses não podem ignorar. Nem ignoram.

2. Talvez por isso, Eliseu Sampaio, diretor da mais Guimarães, tenha decidido conversar com o deputado socialista, publicando essa conversa na edição de junho 2015.

3. Desse diálogo interessante, vinco três ideias que considero a marca e a identidade de Miguel Laranjeiro.
A primeira: “faz-me mais impressão que os jovens que ainda estão no sistema de ensino, a única coisa em que pensam, porque o país não lhes dá oportunidade, é em sair”, é bem o olhar do Miguel Laranjeiro. Por isso, afirma: «como diria o professor Marçal-Grilo, “a educação é como um porta-aviões, pode-se mover mas move-se devagarinho”. É uma estrutura muito grande, mas tem movimentos que depois ficam». E, em jeito de remate perfeitamente conclusivo: “os níveis de empobrecimento voltaram a subir nos últimos anos ao contrário da tendência que estava estabelecida de descida”.
Estas palavras de Miguel Laranjeiro são um murro na indiferença e vazio que vão matando Portugal, não são?

4. E, sem medo das palavras, o deputado eleito pelo círculo eleitoral de Braga, mostra por que é tão querido junto dos cidadãos; daqueles que, antes dos partidos, sabem olhar para as pessoas: “não havendo círculos uninominais em Portugal, tento ter uma atividade política de proximidade e faço-o com grande gosto porque acho que é assim”.
Pena não existirem círculos uninominais, não é? Porque, tal como defende o deputado socialista, é “importante que haja uma ligação entre o eleitor e o eleito. Isso só se faz conhecendo o território, estabelecendo ligações e creio que isso é que pode aumentar a confiança”.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Futuro assombrado pelo futuro

Não temos capacidade direta para saber aquilo que somos. Só nos conhecemos deduzindo-nos por aquilo que não estamos a ser.
André E. Teodósio, E, 15.06.06
gravura: cidadeocidental.net
Deixei de acreditar nos (chamados) programas eleitorais dos partidos. São documentos balofos; aparentemente cheios de ideias, mas tremendamente vazios; evasivos. Na prática, são (apenas) a soma de umas coisas escritas para contentar grupos de interesses das máquinas dirigentes.
Por não acreditar nos programas partidários não serei capaz de afirmar (perentoriamente) que perdi a fé nos partidos; não. Afinal só três partidos em Portugal passaram pela governação. Daí que, como diz o povo, “a cara bate com a careta”, no que à governação diz respeito (ainda) que seja apenas com alguns.

Todavia que fico com uma enorme vontade de subscrever estas palavras de Vasco Pulido Valente (Público, 15.06.05) fico: “a confusão geral das cabeças está para ficar. Não há um único partido com um programa realista e lógico que mereça a mais leve confiança”.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Parvoíces à portuguesa

O inimigo é sempre inventado, construído. Precisamos dele para definir a nossa identidade.
Umberto Eco, E, 15.04.18
E pronto! Lá se foi uma semana de paragem na minha agitação diária. Paragem simpaticamente retemperadora.
Foi bom, muito bom! Infelizmente nem tudo são boas notícias.
E então no meu país que amanhã celebra 41 anos sobre o fim de uma ditadura e de uma censura parva, estúpida, cega e castradora! Faz doer a memória, a integridade e a vontade de permanecer neste Portugal cada vez mais só para alguns.
Clarifiquemos então de que falo, quando falo da dor que percorre as veias da minha dignidade:
PSD, PS e CDS querem obrigar os media a apresentar planos de cobertura de campanhas eleitorais a uma comissão mista. Há sanções pesadas para quem não cumprir, leio no jornal Público de hoje.

Não, não se pode ficar em casa; em permanência.
Apaixonamo-nos por novelas enquanto almoçamos. E este país não tem atores de jeito.

sábado, 18 de abril de 2015

Contra o esquecimento

Que ele se erga
um hóspede de pedra
numa terra inóspita
Charles Tomiliuson, in Poemas
O presidente da câmara municipal de Guimarães diz estar disponível para “trabalhar com um conjunto de municípios do norte de Portugal na tentativa de reivindicar à ANA o pagamento da mesma taxa turística que aquela operadora concorda pagara ao município lisboeta”.
Será que chega só disponibilidade?
O exemplo vindo da capital obriga a um norte mais unido contra certas motivações centralistas (e dominadoras).

sábado, 21 de março de 2015

para que (tudo) fique bem claro

Sem rodeios direi o que tenho de dizer.
Walt Whitman, in cálamo
Quem é o meu candidato a presidente da República?
É tão simples: Manuel Carvalho da Silva.
E por agora só digo que é, diga o que disser, a seguir e à pressa, um senhor feito líder partidário à pressa.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Debate à porta fechada

Onde o céu da Alemanha enegrece a terra
o seu decapitado anjo procura um túmulo para o ódio.
Ingeborg Bachmann, in O Tempo Aprazado

1. Comecemos pelo jornal Público. E pelo seu olhar em editorial da última sexta-feira: «as palavras de [Jena-Claude] Junker parecem encaixar que nem uma luva na mensagem do Syriza: “não negociaremos o orgulho e a dignidade do nosso povo”, disse Alexis Tsipras na semana passada no parlamento».

2. Olhemos agora para o que Henrique Monteiro (Expresso, 15.02.21) escreve sobre a forma como a Europa faz de conta que é uma realidade democrática: “na Europa, seja Schäubler seja Varoufakis, seja Maria Luís ou Moscovici nenhum tem uma alternativa boa. Discutindo o mal menor, já perdemos liberdade”.

3. Pensemos então, agora e com muita calma e ponderação, por favor!, no que Pedro Santos Guerreiro (Expresso, 15.02.21) sublinha: “a declaração política de Junker sobre a dignidade dos gregos, portugueses e irlandeses é uma bomba contra Passos Coelho e Maria Luís, que embaraçosamente (mas não embaraçadamente) foi esta semana sentada ao lado de Wolfang Schäubler para se mostrar como um produto português made in Germany.

4. Perguntemo-nos, então e agora, por favor com toda a ponderação, serenidade e com a razão sobrepondo-se à emoção: que merda de povo somos nós, portugueses?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Devotar indígenas

Na placenta do medo
a escória procura alimento novo
Ingeborg Bachmann, in O Tempo Aprazado
foto: rr.sapo.pt
Líderes europeus fazem “mea culpa” (Título do Jornal de Noticias do último sábado), sobre a realidade que já sabíamos, mas que só agora foi valorizada porque Barroso já não é, onde se pode ler que “ninguém assume paternidade da austeridade e todos criticam Barroso.

É uma peça de Helena Teixeira da Silva sobre a realidade, cada vez mais violenta, sem sentido e desnorteada dos senhores que dizem querer salvar a Europa. Infelizmente um deles fala a mesma língua de Camões!
Naquele texto fica-se também a saber das asneiras que matam o desejo de um futuro melhor para os portugueses. Desde a carta de Vítor Gaspar – o tal “arquiteto do ajustamento” – até às palavras de Christine Lagarde que falou, há tempos, em mais tempo para Portugal pagar a sua dívida.
E agora Portugal é exemplo, tentam impingir-nos. Exemplo para quem?
Ah! É só o Portugal do PSD e do PP.

Realidades feitas Epopeia IX

  Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  ( Relógio d’ Água )