Voltamos a aprender que a democracia é preciosa. Que a democracia é frágil. E nesta hora, a democracia prevaleceu.
Joe Biden, na tomada de posse como presidente dos EUA, 21.01.20
Voltamos a aprender que a democracia é preciosa. Que a democracia é frágil. E nesta hora, a democracia prevaleceu.
Joe Biden, na tomada de posse como presidente dos EUA, 21.01.20
O futuro será pela ferrovia.
Rogério Mota, num debate organizado pela AJEG, Mais Guimarães, 20.01.13
Entre a realidade e a ilusão dos políticos existe uma realidade incontestável: Só 5%dos quilómetros previstos no Ferrovia 2020 estão concluídos. *
Este título do
jornal Público que mostra pela mão do senhor Carlos Cipriano – ninguém
mais em Portugal conhece a realidade da ferrovia do que este jornalista – como
em Portugal tudo serve para fazer de conta.
Um tal de… como
era mesmo o nome do senhor?
Ah! Pedro
Marques largou o governo do senhor Costa e foi para Bruxelas – pelos vistos era
para ser comissário! Ora toma!
Sem um centímetro de novidades. Mas é assim que se endeusam certos políticos de trazer ao ombro (do parceiro)!
Infelizmente a
realidade que Carlos Cipriano conta com todos os números (e palavras, claro!)
não deixa ilusões.
Muito mais
aqueles que ainda acreditam numa ligação ferroviária entre as duas principais
cidades de entre o Ave e o Cávado.
Ah! Para todos
os políticos convencidos e encantados pelas quimeras aconselho vivamente a
leitura da página 24 do jornal Público do passado dia 30 de
dezembro.
* Em Ano Europeu do Transporte Ferroviário, vale a pena lembrar que só três capitais europeias não têm comboios internacionais. Lisboa é uma delas.
Vitorino Silva (Tino de Rans), Diário de Noticias, 19.02.09
Comemos em excesso,
importamos demasiado e desperdiçamos muito.
Começa desta forma a peça que Carla Tomás – Mais de 70% dos alimentos que
comemos vêm de fora – assina na edição do semanário Expresso
(20.10.17).
Já sabíamos; ou
pelo menos já tínhamos sido alertados. Quer por pessoas ligadas à Saúde,
mormente na área da nutrição, quer pelos responsáveis da Organização Mundial da
Saúde.
E comemos demais
– nós portugueses, em particular – porque somos gulosos, é verdade, mas porque
na hora de ir às compras perdemos o discernimento e vamos na onda das promoções
que nos mergulham no exagero das aquisições a mais.
O pior é que o
fazemos sem pensar em pegada ecológica, destruição de espaços verdes, maiores
ou menores, ou consumos excessivos de água.
No caso
português a peça da jornalista do Expresso traz uma preocupação
tremenda: importamos 73% dos alimentos, e só o peixe e a carne que comemos ocupam
cerca de um quarto do peso da “pegada alimentar nacional”.
Estamos mesmo à
beira do fim!
E este
pais à beira-mar instalado a fazer de conta.
A natureza não nos pertence, nós é que pertencemos à natureza. Isto é o que sempre pensaram os indígenas das américas ou os camponeses da África.
Boaventura de Sousa Santos, i, 20.08.28
Segundo um
estudo relativo à sustentabilidade publicado no caderno de Economia do semanário Expresso
(20.10.10) a faixa etária entre os 18 e
os 24 anos é, “a par com os mais idosos, a que menos recicla” os equipamentos
elétricos e eletrónicos.
Porque será?
A peça, com
assinatura de Fátima Ferrão – que sublinha a importância da “entrega
premiada” como possível
solução – aponta o caminho de “mais informação sobre o impacto ambiental e
na saúde.
Mas será só a
falta de informação?
E o desinteresse
da Escola não terá uma palavra nesta
má realidade ambiental?
Já ninguém está sozinho, estamos demasiado ocupados com os nossos telefones. É uma toxicodependência cósmica.
Ian Svenominus, Ípsilon, 20.09.11
1.
Na Horta Pedagógica de Guimarães é proibida a entrada a animais. Está bem clara
a sinalização em mais do que um local daquele espaço fabuloso.
Infelizmente o
que tenho visto quando por ali vou correr, e vou com muita regularidade, é que ninguém
quer saber da sinalização existente. Ou faz de conta que a não vê. E porque
sabe que ninguém lhes chamará à atenção; não tenho memória de por ali ver a Policia.
E não estou a pensar na PSP, não!
E depois os
problemas naquele espaço de excelência de Guimarães não param de crescer.
Pessoalmente já
mais do que uma vez que tive que fugir a alguns cães com os donos a berrarem: "não faz mal, não faz mal"! Mas fazem e eu já senti.
2.
Daí que, por hoje, o que me traz outra vez ao assunto é o filme que assisti num
destes dias. Que filme!
De um lado um cão
jovem; cachorro cheio de vida; com uma cor linda (gosto de cães desta cor) e
preso numa trela que o dono se vê grego para aguentar – já tive que saltar a
uma investida deste animal! Do outro lado duas mulheres e dois cães, sem trela,
embora as trelas estivesse na mão das senhoras. O cão que já me saltou atirou- se
em salto a fazer lembrar outros voos a um dos cães das senhoras; o maior. Foi o
bom e o bonito! Perdão!, foi assustador. Terrível!
O dono do cão, ainda cachorro, berra mais do que uma vez contra as senhoras. Que os seus cães tinham que estar presos numa trela (o dele tinha trela, sim senhor!).e, vai daí não tem mais nada, enfia um valente pontapé no cão das senhoras; o maior. Foi violento o estupor do pontapé! Até a mim me doeu! Ai se uma associação de defesa dos animais visse aquilo!
2.1.
E, depois, é que foi lindo de ver três mulheres atirando tudo para cima do cão
ainda cachorro, mas já corpulento como um cavalo!; e do dono do dito.
As mulheres
furibundas – berrando em voz alta, que conhecem o dono do cão em questão; o tal
animal que foi o cerne da guerra canina na Horta Pedagógica de Guimarães (sublinho
as maiúsculas na designação institucional) – berraram bem alto, antes de se afastarem
sob a travessia da variante, que vão fazer queixa à polícia.
3.
Por mim, até parei de correr para admirar aquele momento fílmico digno do
melhor realizador do mundo.
Mas não deixei
de olhar para a placa; mesmo ao lado: proibido a entrada de animais.
Como se argumenta quando se quer dizer ao mundo que está a caminhar para o fim, mas que ainda há uma esperança?
Alexandra Prado Coelho, Ípsilon, 20.06.26
Portugal entre os piores da UE na morte de peões no espaço urbano,
é o título de uma peça com assinatura de Abel Coentrão no jornal Público
(20.07.17). É um texto que, muito mais do que informativo – e é-o, de facto –,
nos deve levar a pensar e a exigir dos responsáveis políticos ou decisores
públicos medidas urgentes.
Por via de
qualquer dúvida, importa registar uma realidade preocupante: “em
2018, do total de mortos nas estradas, 23,1% seguiam a pé”.
Se passarmos
para a página anterior da mesma edição do Público num trabalho conjunto com
assinatura de Henrique Martins com Inês da Costa, Maria José Santana e Tiago
Mendes Dias, facilmente percebemos da urgência de medidas na defesa das pessoas
que utilizam a bicicleta. Por isso se saúda a forma democrática como os
cidadãos preocupados com os atropelamentos “e em honra da jovem morta em
Lisboa” saíram à rua pedindo “que não os matem”. Mas não chega:
obviamente! Temos que obrigar os decisores políticos a tomar medidas que
retirem o nosso país de entre os piores da UE na morte de peões no espaço
urbano.
| Uma bela rua vimaranense; mesmo ao lado do parque de estacionamento de Camões, na tarde do último domingo. Até que o fim chegue! |
A consciência planetária do perigo da morte traz consigo uma certa perceção, imediata e concreta da humanidade como comunidade viva.José Gil, Público, 20.03.15
A pandemia tornou evidente o quanto precisamos de espaços de respiração e de vida.
Luísa Schmidt, Expresso, 20.05.30
Nunca imaginei a pandemia a dar cabo da vida, a minha, a vossa, a do planeta.Clara Ferreira Alves, E, 20.05.09
O horror coexiste sempre com a beleza, com o amor.
Svetlana Alexijevich (Prémio Nobel da Literatura 2015), Público, 16.04.27
Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in O fim dos Estados Unidos ( Relógio d’ Água )