Muitas das forças partidárias abordam as eleições autárquicas como o terreno mais fértil para a apresentação de desculpas de mau perdedor.
Miguel Guedes, Jornal de Noticias, 21.09.24
Muitas das forças partidárias abordam as eleições autárquicas como o terreno mais fértil para a apresentação de desculpas de mau perdedor.
Miguel Guedes, Jornal de Noticias, 21.09.24
Os efeitos da
crise climática na desigualdade entre países e regiões e entre classes sociais,
ou seja no acesso futuro à água ou a outros bens essenciais, seja quanto aos
recursos energéticos, começam a ser vistos como a baliza do custo e da forma de
vida no nosso século.
Francisco Louçã,
Expresso
(Economia),
21.08.27
Já não é somente uma “pirralha” a anunciar o fim do mundo e a dizer que a “casa está a arder”. Agora, é também o Secretário-Geral das Nações Unidas que vem perguntar se queremos ser lembrados como a geração que enterrou a cabeça na areia enquanto o planeta ardia.José Cunha, reflexodigital, 19.12.12
Reflexões dispersas sobre as duras realidades dos dias que nos vão matando:
1. Segundo um estudo – ver Expresso (Economia), 21.07.16 –, a covid reduziu o consumo de energia fóssil e fez cair as emissões de CO2, mostrando que os impactos deste vírus podem – e devem – servir para ensinar ao mundo aquilo que pode ser, conforme escreve Ana Baptista.
2. As
empresas mais responsáveis por emissões continuam a ser financiadas pelos
programas europeus e protegidas pelos seus governos, no transporte ou na
energia, escrevia na mesma edição Francisco Louçã.
3. No dia
anterior o diretor do jornal Público, escrevia no seu texto de
editorial que quanto mais sabemos sobre a dimensão da crise climática, quanto mais
reconhecemos que é precisa uma revolução na economia e nos hábitos quotidianos
para evitar a catástrofe que se anuncia, mais constatamos que o que nos espera
não será feito sem turbulência política, sem choques sociais e sem ameaças à sustentabilidade
do atual modelo económico.
4. E quando
acordaremos nós para estas realidades?
Ou será que já
estamos suficientemente anestesiados para continuarmos a fazer de conta que há
um outro planeta para vivermos?
Foi em estado de felicidade que António Costa entregou a sua moção de estratégia ao Congresso do PS. Não é para menos: foi o maior vencedor do “congresso das direitas”.
Ana Sá Lopes, Público, 21.05.28
O mal e o bem à cara vêm, dizia o avô, olhando desconfiado para as asneiras que nos faziam correr no chão térreo onde arquivávamos os dias. Lembrei o avô ao olhar para o que o vocalista dos Blind Zero escreve no Jornal de Noticias (21.05.28): há uma fragância a obituário nos derradeiros momentos do MEL, congresso no qual – apesar da omissão ao “Ergue-te” (ex-PNR) – desfilaram as várias tendências da direita e da extrema-direita portuguesa.
E não tem razão
Miguel Guedes? Como, aliás, Pedro Santos Guerreiro (Expresso, 21.05.28): a convenção
do MEL mostrou que não há vento nem casamento e que a direita não tem ideia do
seu futuro, quanto mais do futuro do país.
Por que teria
sido?
Eles é que
sabem, mas o diretor do Público (21.05.29) resumiu muito bem
o que se terá passado: o debate sobre o futuro da direita caiu na
armadilha do vinil riscado: um determinado momento do tema, cai na repetição.
Pois é! José
Mendes (Diário de Noticias, 21.05.30) alinha pelo mesmo diapasão.
Repara nas suas palavras: a semana que hoje finda poderia ter sido o
canto do cisne da direita portuguesa. Mas não foi. O encontro do Movimento
Europa e Liberdade, também conhecido por Convenção das direitas, foi um rotundo
fracasso.
O mal e o bem à
cara vem, dizia o avô, olhando desconfiado para as asneiras que nos faziam
correr no chão térreo onde arquivávamos os dias. E a cinza do cigarro sem
filtro do avô ia caindo em magotes cinzentos, mostrava um cigarro sem
filtro que ia morrendo lentamente.
As ditaduras não são só assassinas, também são cobardes. Têm receio do julgamento da história; sabem que a sua sanha contra os ditos “inimigos” da pátria se poderá voltar contra ele assim que se restitui a legalidade.
António Rodrigues, Público, 21.03.12
Para quem ainda pudesse ter dúvidas sobre o avanço aceleradíssimo no sentido da coerção total da liberdade de imprensa, só pode olhar para os dias parvos que correm.
Para a China e a sua proibição de emissões da BBC World em terras mandarins. O que leva o Reino Unido a proibir emissões de TV ao canal chinês CCTV, “o principal meio de exposição internacional” da China. E para a Inglaterra que, pela mão do senhor Boris, não para de limitar o acesso à informação.
Por isso um
conjunto de diretores dos maiores meios de comunicação britânicos já pediu uma
investigação ao Governo por suspeita de obstáculos à informação.
Foi um rodopio nos últimos dias, cronistas e influencers levantaram-se para anunciar a sentença definitiva: os hospitais públicos são mais bem geridos pelas parecerias público-privadas. Tiveram apenas de esperar pelo fim da emergência sanitária, elogio a sua contenção.
Francisco Louçã, Expresso (Economia), 21.05.21
Se deus existe porque é que o mundo e a vida estão organizados em cima do sofrimento?
Frederico Lourenço, E, 16.09.10
Ontem enquanto
via o filme Febre, escrito e dirigido por Maya Da-Rin e com atores
indígenas do Alto Rio Negro, pertencentes aos Desanos, Tucanos e Tarianas,
numa organização da
associação vimaranense Capivara Azul e integrado no ciclo Terra, lembrei-me de
algumas realidades dolorosas que me tiram o sono e fazem
aumentar o descrédito nas religiões – ou supostas religiões; sempre mais perigosas:
As
equipas médicas de imunização das aldeias remotas indígenas do Brasil contra o coronavírus
encontraram forte resistência em algumas comunidades onde os missionários
evangélicos alimentam o medo da vacina, dizem os líderes religiosos”,
leio no jornal Público (21.02.13)
No filme não vi
missionários de qualquer grupo religioso, mas senti que as dores das famílias
eram enormes.
Paula Ferreira, Jornal
de Noticias, 21.05.11
Não pode ser admissível o Ministério Público investigar fora das regras constitucionais e legais vigentes, travestindo de lícito e admissível o que desde a raiz é ilícito.
Editorial, Expresso, 21.01.22
Os jornais,
televisões só se lembram do poder local quando o covid ataca instituições
locais ou quando sobem os números de casos e de mortes numa dada autarquia.
Wladimir Brito,
Mais Guimarães, 20.12.16
Hoje, 8 meses
depois, começo a ter muitas dúvidas que esta pandemia traga ao de cima o melhor
de nós! Basta abrir qualquer rede social para ver o pior de nós.
Adelina Pinto,
Mais Guimarães, 20.12.02
Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in O fim dos Estados Unidos ( Relógio d’ Água )