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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Rescaldo de campanha


 

Muitas das forças partidárias abordam as eleições autárquicas como o terreno mais fértil para a apresentação de desculpas de mau perdedor.

 

Miguel Guedes, Jornal de Noticias, 21.09.24

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Olhar da semana


  

Os efeitos da crise climática na desigualdade entre países e regiões e entre classes sociais, ou seja no acesso futuro à água ou a outros bens essenciais, seja quanto aos recursos energéticos, começam a ser vistos como a baliza do custo e da forma de vida no nosso século.

Francisco Louçã, Expresso (Economia), 21.08.27

terça-feira, 20 de julho de 2021

Experiência da ruína


 
Já não é somente uma “pirralha” a anunciar o fim do mundo e a dizer que a “casa está a arder”. Agora, é também o Secretário-Geral das Nações Unidas que vem perguntar se queremos ser lembrados como a geração que enterrou a cabeça na areia enquanto o planeta ardia. 

José Cunha, reflexodigital, 19.12.12

 

Reflexões dispersas sobre as duras realidades dos dias que nos vão matando:

1. Segundo um estudo – ver Expresso (Economia), 21.07.16 –, a covid reduziu o consumo de energia fóssil e fez cair as emissões de CO2, mostrando que os impactos deste vírus podem – e devem – servir para ensinar ao mundo aquilo que pode ser, conforme escreve Ana Baptista.

 

2. As empresas mais responsáveis por emissões continuam a ser financiadas pelos programas europeus e protegidas pelos seus governos, no transporte ou na energia, escrevia na mesma edição Francisco Louçã.

 

3. No dia anterior o diretor do jornal Público, escrevia no seu texto de editorial que quanto mais sabemos sobre a dimensão da crise climática, quanto mais reconhecemos que é precisa uma revolução na economia e nos hábitos quotidianos para evitar a catástrofe que se anuncia, mais constatamos que o que nos espera não será feito sem turbulência política, sem choques sociais e sem ameaças à sustentabilidade do atual modelo económico.

 

4. E quando acordaremos nós para estas realidades?

Ou será que já estamos suficientemente anestesiados para continuarmos a fazer de conta que há um outro planeta para vivermos?


quarta-feira, 2 de junho de 2021

Estranha estranheza


Foi em estado de felicidade que António Costa entregou a sua moção de estratégia ao Congresso do PS. Não é para menos: foi o maior vencedor do “congresso das direitas”.

Ana Sá Lopes, Público, 21.05.28

O mal e o bem à cara vêm, dizia o avô, olhando desconfiado para as asneiras que nos faziam correr no chão térreo onde arquivávamos os dias. Lembrei o avô ao olhar para o que o vocalista dos Blind Zero escreve no Jornal de Noticias (21.05.28): há uma fragância a obituário nos derradeiros momentos do MEL, congresso no qual – apesar da omissão ao “Ergue-te” (ex-PNR) – desfilaram as várias tendências da direita e da extrema-direita portuguesa.

E não tem razão Miguel Guedes? Como, aliás, Pedro Santos Guerreiro (Expresso, 21.05.28): a convenção do MEL mostrou que não há vento nem casamento e que a direita não tem ideia do seu futuro, quanto mais do futuro do país.

Por que teria sido?

Eles é que sabem, mas o diretor do Público (21.05.29) resumiu muito bem o que se terá passado: o debate sobre o futuro da direita caiu na armadilha do vinil riscado: um determinado momento do tema, cai na repetição.

Pois é! José Mendes (Diário de Noticias, 21.05.30) alinha pelo mesmo diapasão. Repara nas suas palavras: a semana que hoje finda poderia ter sido o canto do cisne da direita portuguesa. Mas não foi. O encontro do Movimento Europa e Liberdade, também conhecido por Convenção das direitas, foi um rotundo fracasso.

O mal e o bem à cara vem, dizia o avô, olhando desconfiado para as asneiras que nos faziam correr no chão térreo onde arquivávamos os dias. E a cinza do cigarro sem filtro do avô ia caindo em magotes cinzentos, mostrava um cigarro sem filtro que ia morrendo lentamente.

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Estranhos parceiros

As ditaduras não são só assassinas, também são cobardes. Têm receio do julgamento da história; sabem que a sua sanha contra os ditos “inimigos” da pátria se poderá voltar contra ele assim que se restitui a legalidade.

António Rodrigues, Público, 21.03.12

 

Para quem ainda pudesse ter dúvidas sobre o avanço aceleradíssimo no sentido da coerção total da liberdade de imprensa, só pode olhar para os dias parvos que correm. 

Para a China e a sua proibição de emissões da BBC World em terras mandarins. O que leva o Reino Unido a proibir emissões de TV ao canal chinês CCTV, “o principal meio de exposição internacional” da China. E para a Inglaterra que, pela mão do senhor Boris, não para de limitar o acesso à informação. 

Por isso um conjunto de diretores dos maiores meios de comunicação britânicos já pediu uma investigação ao Governo por suspeita de obstáculos à informação.

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Olhar da semana II


Foi um rodopio nos últimos dias, cronistas e influencers levantaram-se para anunciar a sentença definitiva: os hospitais públicos são mais bem geridos pelas parecerias público-privadas. Tiveram apenas de esperar pelo fim da emergência sanitária, elogio a sua contenção.

Francisco Louçã, Expresso (Economia), 21.05.21


domingo, 23 de maio de 2021

Filhos da terra

 

Se deus existe porque é que o mundo e a vida estão organizados em cima do sofrimento?

Frederico Lourenço, E, 16.09.10

 

Ontem enquanto via o filme Febre, escrito e dirigido por Maya Da-Rin e com atores indígenas do Alto Rio Negro, pertencentes aos Desanos, Tucanos e Tarianas, numa organização da associação vimaranense Capivara Azul e integrado no ciclo Terra, lembrei-me de algumas realidades dolorosas que me tiram o sono e fazem aumentar o descrédito nas religiões – ou supostas religiões; sempre mais perigosas:

As equipas médicas de imunização das aldeias remotas indígenas do Brasil contra o coronavírus encontraram forte resistência em algumas comunidades onde os missionários evangélicos alimentam o medo da vacina, dizem os líderes religiosos”, leio no jornal Público (21.02.13)

No filme não vi missionários de qualquer grupo religioso, mas senti que as dores das famílias eram enormes.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Olhar da semana


Por onde andou esta Europa 40 anos depois de Mitterand ter instituído a reforma aos 60 anos, a quinta semana de férias pagas, aumento substancial dos subsídios de solidariedade (velhice, invalidez, desemprego), a diminuição do tempo de trabalho entre outras medidas?

Paula Ferreira, Jornal de Noticias, 21.05.11

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Reflexão da semana


 Não pode ser admissível o Ministério Público investigar fora das regras constitucionais e legais vigentes, travestindo de lícito e admissível o que desde a raiz é ilícito.

Editorial, Expresso, 21.01.22

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Olhar da semana

Os jornais, televisões só se lembram do poder local quando o covid ataca instituições locais ou quando sobem os números de casos e de mortes numa dada autarquia.

Wladimir Brito, Mais Guimarães, 20.12.16

 

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Olhar da semana

Hoje, 8 meses depois, começo a ter muitas dúvidas que esta pandemia traga ao de cima o melhor de nós! Basta abrir qualquer rede social para ver o pior de nós.

Adelina Pinto, Mais Guimarães, 20.12.02

 

Realidades feitas Epopeia IX

  Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  ( Relógio d’ Água )