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domingo, 19 de setembro de 2021

Intervenção precoce


Quando os pensamentos, as palavras e os atos são mal usados, vão voltar-se contra nós. Ou contra o mundo.

Abel Ferrara, cineasta, E, 21.01.08

 

Hoje senti uma tremenda necessidade de tentar perceber o significado de uma palavra: ESDRÚXULA.

Porquê? Porque pela minha terra há pessoas, grupos e artistas (potenciais donos de futuros) que usam a dita palavra esdrúxula, feitos amos da palavra; infelizmente sem serem capazes de a colocar no sítio certo. No sentido correto.

 

E o que é afinal ser esdrúxulo?

Se for só o vocábulo é bem simples: trata-se de um termo com origem latina; que terá para o português de todos nós; dos nossos dias, um significado (como em italiano – sdrucciolo; na verdade!) de lúbrico.

Pela grafia ficaríamos sossegados!


E em termos gramaticais ‘esdrúxula’ é um adjetivo acentuado na antepenúltima sílaba.

Só isso! Mesmo que certos assessores de Bouro – Terras de Bouro é um território lindo, ‘dono’ da água e do verde! – lhe tentem impingir interpretações diferentes; as suas.

 

Daí que, e sendo certo que por terras afonsinas há quem – com vontades de domínio venerado e único – vá tentando vestir as palavras de roupagens oportunistas, tenha que aprender português.

 Rapidamente!

Até porque é por demais evidente que há uma falta enorme de qualidade na grafia de alguns candidatos à liderança do porvir de Guimarães. Por mais cerimoniosas e encenadas que sejam as suas energias!

 

Nota de rodapé.

Há estranhas coincidências no discurso político de uma suposta elite vimaranense com raízes no silêncio do santo!

Mas isso é o que ela gosta de exibir: ausência de identidade e vazios atrás de vazios.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Estratégias de dissimulação

Não está certo. Uma pessoa vira as costas e, de repente, faltam 213.286 portugueses. E, logo por azar, nos sectores que fazem mais falta.

Miguel Esteves Cardoso, Público, 21.07.29

 

Primeira leitura aos Censos 2021, muito a quente: o centralismo saiu reforçado em Portugal.

E o perigo de políticas centralistas, nós, os de fora de Lisboa, bem sabemos quais são.

 

Realidades feitas epopeias IX

    Morre por queda de peso de cima , no acidente, ou por falta de solo e baixo , por velhice. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Uni...