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quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Aventura gélida


Se quisermos tirar partido da vida, é bom ouvir quem já viveu.

Miguel Esteves Cardoso, Público, 20.11.10

 

1. O que quererá dizer o atual líder vimaranense do PSD quando fala de “unidade vimaranense politica”?

Confesso que não sou capaz de entender.

Sim!, percebo – todos vimaranenses percebem – que os tempos pandémicos que vivemos exigem de todos nós serenidade e unidade; caso contrário a luta contra um inimigo comum e altamente perigoso não terá sucesso.

Mas unidade politica, não! Não percebo.

 

2. Recuando no tempo encontrei algo parecido com o desafio do presidente da Comissão Politica do PSD vimaranense. Foi “um contrato com os vimaranenses”, no ano de 2013. Era um contrato que pretendia “repensar Guimarães” que, como se viu, os vimaranenses ignoraram.

Recuei ainda mais no calendário e achei um slogan quase, quase a desmentir a ideia de unidade – “mudar de vida já!” –, num desafio provocador: para quê mais quatro anos? Só que já em 2009, o PSD não colheu as simpatias dos vimaranenses.

 

3. Daí que por mais que procure sinto-me incapaz de perceber se de facto “somos todos Guimarães” ou se queremos mesmo uma “unidade vimaranense politica”.

Mas é, seguramente uma falha minha. Acredito que Bruno Fernandes terá uma explicação convincente. E se assim for, os vimaranenses entenderão as suas palavras e os seus desafios.

 

PS – Ah! No ano de 2017 o PSD queria manter os vimaranenses juntos por Guimarães. Também não foi capaz de fazer passar a sua mensagem.

Será que “unidade vimaranense política” vai ser o slogan laranja em 2021?

sexta-feira, 10 de julho de 2020

A (nossa) crise voltou *


O que se espera dos governantes, pois são os líderes, é que saibam liderar e que informem as populações.

Alfredo Oliveira, editorial, Reflexo, junho 2020

 

Realidades de que não gosto; não gosto mesmo: entre os anos de 2011 – ano dos últimos censos em Portugal – e 2019 o território vimaranense perdeu 3,63% de população.

Caramba! É um bocado, não é?

As explicações serão muitas; não duvido, mas não entendo que o antigo território vimaranense – ou uma parte significativa do atual município de Vizela tenha aumentado a sua população.

 

Nota de rodapé – a motivação para o crescimento populacional bracarense não me importa. Já a forma como os bracarenses pagam a fatura de um certo exagero, preocupa-me.

 

* Ou nunca terá desaparecido?


sábado, 8 de fevereiro de 2020

E quando é, quando?

foto de outubro de 2016; e já havia tantas promessas!
Prefiro ser rude e apontar com o dedo a ser acusado de conluio com qualquer dos falecidos filósofos franceses dos últimos anos.
Manuel S. Fonseca, E, 17.12.01


Emídio Guerreiro, o deputado vimaranense na Assembleia da República, voltou à carga – e muito bem – e questionou o governo do senhor Costa sobre o atraso na construção do novo quartel da Guarda Nacional Republicana (GNR) na vila vimaranense de Lordelo.
Há tempo e tempos e o tempo das constantes – e adiadas – promessas para as novas instalações da Guarda em Lordelo; uma história que começa a ter barbas mais compridas que as obras de S. Torcato.
Mas enfim!, há quem considere normal este fazer de conta…
A Guarda e os cidadãos de Lordelo é que não, estou convencido.

Realidades feitas Epopeia IX

  Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  ( Relógio d’ Água )