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terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Balanço crítico

 

O que leva um primeiro-ministro a tentar tirar autoridade a um ministro que a tem e a defender um ministro que a perdeu?

Daniele Oliveira, Expresso, 20.12.18

 

Dúvida

Este Governo anda estranho. U ministro adianta-se ao primeiro-ministro que o atropela, enquanto segura outro ministro. Um chefe de polícia atropela o ministro que foi salvo pelo primeiro-ministro e mais ninguém.

Gente, Expresso, 20.12.18

 

Preocupação

O pior é termos a consciência que o Governo e o PS são hoje um vulcão ativo de instabilidade politica e de atoleiro funcional. Todos desconfiam, e poucos são os que tentam salvar as aparências.

Manuel Pinto Teixeira, Jornal de Noticias, 20.12.18

 

Falta o quê?

As mudanças de titulares de cargos no segundo Governo de António Costa revelam um projeto de poder esgotado num regime cada vez mais dependente de uma elite partidária.

Manuel Carvalho, editorial, Público, 20.12.16

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Regresso da violência ou o fardo lírico da morte?

Encontro na natureza humana uma espantosa igualdade; nas retaliações humanas, uma violência inevitável, inerente a todos a ninguém.
Georg Büchner (criador de A morte de Danton), in carta a Minna Jaeglé, 1834


Com a diminuição – aguardamos todos, ansiosamente, o seu afastamento definitivo – da presença agressiva do monstro com nome de código estranho – covida-19 – esperamos todos regressar à normalidade democrática.
Em Portugal e no mundo; sendo certo que os populismos americanos – de norte a sul do continente, com sotaques da Escócia ou do minho –, e de uma certa Europa parva, louca, sem valores e princípios humanos e democráticos (Hungria, pois claro!) é a hora de voltar a olhar para as (outras) coisas importantes. Que, na verdade não (nunca) deixaram de ser fundamentais.

Em Portugal – o meu país, um estado democrático –, uns donos das correntes, das mocas e da estupidez criada em ginásios da moda e muita injeção, mataram um cidadão ucraniano. Terá sido no aeroporto da capital mais centralista que conheço, mas isso pouco importa. O que importa é que uns estupores com fardas, credenciais e CU do meu país mataram uma pessoa de forma violenta. Espancando-a “durante 20 minutos” e “em cima” dessa pessoa, o senhor Ihor Hommenyuk; “sentados, esmagando-lhe o tórax contra o solo”.

É muita agressividade! Muita maldade.
Demasiada falta de humanidade.

Acredito na Justiça portuguesa; sempre acreditei. Espero que, mais uma vez, Portugal mostre ao mundo que não se brinca com a vida das pessoas. Seja onde for e em que circunstâncias for.

Realidades feitas epopeias IX

    Morre por queda de peso de cima , no acidente, ou por falta de solo e baixo , por velhice. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Uni...