domingo, 29 de março de 2015
sábado, 28 de março de 2015
Quotidianos
O mal em
queda chega num segundo, o bom deus desce como quem flutua, sem pressas. Quando
chega cá abaixo: o caos, a desordem e a violência instalada.
Gonçalo M.
Tavares, in animalescos
![]()
foto: comumonline.com
|
É muito
bom!
Desde
logo, e como muito bem salientou Gomes do Vale, comandante daquela policia, no ato
público de assinatura de protocolo entre as duas instituições, porque “a
vulnerabilidade dos estudantes tem a ver com o facto de transportarem com
frequência aparelhos eletrónicos”.
Gosto
muito da decisão da polícia. E, claro!, vinque-se a teimosia de Carlos Videira.
Aposto que
os estudantes da academia minhota agradecem imenso.sexta-feira, 27 de março de 2015
Inventar mudando
Peço
silêncio e peço que confirmem se o meu coração ainda funciona.
Gonçalo M.
Tavares, in animalescos
![]() |
foto: maiortv.com.pt |
É forte!
Não, não estou a pensar no que disse na mesma altura – “tenho a sensação” de
que o pontificado “vai ser curto” –, mas na razão que impede um homem de poder
ser o que é; ser referência numa sociedade cada vez mais à deriva.
Comer
pizza, obviamente num espaço público, não é um ato social?
2. Há dias
ouvi esta afirmação na rua: as religiões são importantes na ajuda que dão na
organização social. São perigosas pela cegueira e conduta de muitas pessoas.
É uma
afirmação e pêras! Forte e intensa. Como as palavras do papa Francisco.
3. Paulo
Terroso, no suplemento do diário bracarense Diário do Minho, igreja viva (15.03.05)
escreve que a realidade que ensanguenta os nossos dias; sejamos ou não
religiosos. A da altura afirma: concorde-se ou não com a possibilidade da
criação de uma ONU das religiões, os acontecimentos dos últimos meses
conduziram-nos a um ponto onde todas as religiões são chamadas a tomar, em
conjunto, uma atitude concreta e expressiva, contra a denominada “violência
religiosa”. é um ponto de partida
fundamental para que todas as pessoas têm uma religião possa comer em paz e
sossego um pizza em espaço público.
As frases [Para o futuro do Avepark] II
Gostaria que fosse um debate para os cidadãos.

Este canal tira trânsito à estrada 101.
A câmara municipal de Guimarães receberá de braços
abertos o que o governo fizer na estrada 101.
Qualquer estrada que estrague os parques de [S. João de] Ponte e Caldas das Taipas é má.
Nós em Guimarães discutimos todos.
Se não fizermos alguma coisa – acessibilidade – há
empresas que saem de lá e vão para Braga [para o Instituto de Nanotecnologia]
Domingos Bragança, presidente de câmara de Guimarães
As frases [Para o futuro do Avepark]
A encomenda que a câmara
nos fez foi esta.
Esta estrada não precisa
de estudo de impacte ambiental nos termos da lei; nós recomendamos que seja feito
o estudo de impacte ambiental.
A UM acha que há um défice
de competividade no Avepark e tem a opinião que se devia melhorar a acessibilidade.
José Mendes,
vice-reitor da Universidade do Minho e responsável pelo estudo de ligação ao
Avepark; do canal ou via dedicada.
quinta-feira, 26 de março de 2015
A frase [Para o futuro do Avepark]
José
Mendes, responsável pelo projeto de ligação ao Avepark para José Cunha, presidente, da direcção da Ave – Associação Vimaranense Ecologia.
Para o futuro do Avepark
Um helicóptero
que caia, por avaria ou medo, no meio de uma manada de homens primitivos será
desmembrado.
Gonçalo M.
Tavares, in animalescos
![]() |
foto: antónio magalhães |
Foi um
momento alto de discussão que, natural e democraticamente, tem que ser
enaltecido.
Houve um
pouco de tudo na noite de ontem, mas essencialmente ficou claro que, também no
território que compõe uma zona importante do concelho vimaranense, as
diferenças na atitude ou na aceitação do novo, são iguais a todos os sítios onde
o individual se sobrepõe ao interesse da comunidade.
E quando
cheira à possibilidade de grandes indemnizações tudo se complica!
Apesar das
diferenças (aparentes porque suportadas só em realidades pessoais; empresas
muito individualizadas) a discussão foi interessante. Intensa, em alguns
momentos, mas importante para que tudo fique claro numa obra da importância
como a que é a abertura de uma nova via.
Fica claro
que se a União Europeia disponibilizar os fundos necessários, chegar de Barco
ao aeroporto Sá Carneiro vai ser muito mais fácil. E isso é excelente.
O que se
disse, sendo muito importante, vai ficar por ali; pelo caminho da discussão.
Uma nota
importante para vincar a forma como Domingos Bragança liderou o debate.
Quem deveria
ter ponderado algumas palavras seria seguramente José Mendes e Filipe Fontes. Por enquanto é tempo
A
civilização do consumo é, antes de qualquer coisa, uma tentativa gigantesca
para exorcizar a morte, o limite, o envelhecimento.
Luigino
Bruni, in Avvnire, 15.03.03
1. Lendo o
editorial do Jornal de Noticias do primeiro dia da primavera – Afonso Camões
escreve que um estado que vota metade do seu chão ao despovoamento e ao abandono é
uma nação inteira que abdica de si própria – leva-se um murro no
estômago; um murro que nos diz que brincamos sempre (com políticos por perto ou
não; isso pouco importa) com o futuro. O da Terra; o nosso (já ninguém repara
nisso, caramba!) ou coletivo – então esse!
2. O texto de
Afonso Camões leva-nos a Ian McEwan (E, 15.03.21) – para mim, as mudanças
climáticas são como a morte. Sabemos que vão acontecer-nos, mais tarde ou mais
cedo, mas não queremos pensar no assunto. Sim, sei que são realidades
diferentes, mas também sei que o resultado final é o mesmo.
3. Por
mim, morrendo de medo com o amanhã com “chão despovoado e ao abandono”, só
recordo uma frase que não para de circular em grande velocidade pelo meu
silêncio: as guerras do século XXI já não são motivadas por fronteiras,
religiões ou poder politico”.
Já estamos
no século XXI e continuamos a agir como se o amanhã fosse ontem. E as guerras,
cada vez mais silenciosas, mas incisivas, não param de delimitar o futuro. E quem
o vai ocupar.
quarta-feira, 25 de março de 2015
Relíquia futura
A prudência manda que no passado só se deve tocar com pinças, e mesmo assim desinfetadas para evitar contágio.
José Saramago, in Alabardas
![]() |
foto: cm-guimaraes.pt |
Sublinhe-se: “uma equipa da Universidade do Minho”.
Olhando para aquela equipa há um denominador comum: José Mendes, vice-reitor da UM, responsável por UM Cidades (uma plataforma da Universidade do Minho), e até à alteração da situação anterior, ou seja, da mudança funcional daquela estrutura de referência em Guimarães, no país e no mundo, presidente do conselho de administração do Avepark.
Coincidências. Seguramente.
Uma nota de rodapé: habituei-me a ter o maior dos respeitos pelo excelente trabalho desenvolvido pela Universidade do Minho; hábito que, óbvia e naturalmente, manterei.
O diabo anda à solta *
Há os
preguiçosos e há os de boa vontade, boa coragem e músculos, que assuem que a
força não é uma coisa que vem, mas uma coisa que se faz.
Gonçalo M.
Tavares, in animalescos
As boas
intenções que levaram à criação da Cresap [comissão de recrutamento e seleção para a
administração pública], escreve Nicolau Santos (Expresso, Economia,
15.03.21) está a ser subvertida – seguramente porque, como diz o ditado, de
boas intenções está o inferno cheio. E o diabo adora.
Ai a Cresp,
a Cresp! Que deixa no mesmo sítio barreiras que matam tantos desejos!
Olhar do silêncio III
Pedro Bacelar de Vasconcelos, Jornal de Noticias, 15.03.20
terça-feira, 24 de março de 2015
Uma sombra que afasta o fim de tarde
Os outros
não são para nós mais que paisagem, e, quase sempre, paisagem
invisível de rua conhecida.
Fernando
Pessoa, Livro do Desassossego
1. Há duas
discussões avançando em lume brando – quase, quase prontas a arder em altas
chamas –, fundamentais para Guimarães e para o seu futuro que têm o mesmo
sentido geográfico: Caldas das Taipas.
Não teriam
nenhuma importância, nem sentido de meta final (isto é, objetivo fundamental) e
da afirmação de Guimarães no futuro imediato (muito mais que a longo prazo) se
não fossem fundamentais.
A primeira tem
a ver com a poluição do rio Ave. O mesmo rio que, pelos vistos, só está poluído
a montante da captação da água que serve os vimaranenses. Coisas que passam pelos
olhares sempre sem explicação! É que nem todos temos sistemas-sofisticados-de-ultraqualquer-coisa
para justificar o que fazemos; e com pompa e circunstância!
2. A
segunda, que esteve abafada pela primeira, é a fundamental. Está em causa tudo.
O futuro de uma aposta que agora já o é, quando não o deveria ter sido (como é
o Avepark); o futuro de um território, que devia ter tido um nó de autoestrada
e não tem (devia ter sido contemplado aquando da discussão sobre a ligação
Guimarães Braga, mas caiu no esquecimento para dar lugar a uma via curta), mas
que, repentinamente é o cerne da questão que baliza o crescimento de Guimarães.
Vale a pena
a esse respeito recorrer à memória e a intervenções na assembleia municipal de Guimarães
para se perceber melhor tudo o que agora parece ter um valor que há anos não
teve.
Sim, hoje,
já não é possível ir pelo Arquinho até Silvares e à autoestrada, mas que, ali
em Brito, ainda é visível o local onde seria a ligação, é. Infelizmente já não
vale de nada. E falar nisso agora seria levantar fantasmas que não interessam
para um concelho que tem a certeza que sem crescimento nunca virá o futuro, por
mais verde que seja. E isso, esteve arredado das preocupações dos decisores
políticos vimaranenses durante tempo a mais. Pelo menos desde 1998.
3. Se um rio
limpo e transparente é fundamental para que Guimarães alimente condignamente a
enorme vontade de ser uma cidade verde (estou certo de que tal vai acontecer)
urge vincar que uma ribeira sem poluição também o é. Seja pelos atalhos do
desejo da ligação a um centro de excelência, seja (mesmo) pela urgência de uma cidade
limpa.
4. Curiosamente,
ou não, as grandes agitações vimaranenses do momento vão na mesma direção: Caldelas
e, mais concretamente, a centralidade que é a vila de Caldas das Taipas. Deve
ser coincidência. Ou então há coisas que passam ao lado da normal compreensão
humana. Pelo menos dos vimaranenses que, vivendo na cidade, nunca percebem por
que carga de água os cheiros pestilentos que a atravessam valem uma peva em
comparação com a grande grandeza da outra margem do Ave.
Frio lá fora
É necessário instalar o inimigo na tua melhor poltrona.
Gonçalo M. Tavares, in animalescos
Desde que me habituei a olhar para o que me rodeia, isto é, o que faz sofrer ou ficar feliz, há um nome incontornável nos meus olhares: Mário de Oliveira. A primeira vez que ouvi falar do senhor ainda vivia imbuído de uma certa carga colegial; momento solene em que deixou para trás o lado “enclausurado” da vida, momento solene que me provocou imensos desafios. Um deles era saber quem era esse tal de “padre Mário, o comunista” que agitava a igreja católica portuguesa, a partir da Lixa; aqui mesmo ao lado.
Obviamente a curiosidade daqueles verdes anos ia muito para além da realidade teológica-qualquer-coisa-com-que-se-sai-do-seminário. Ouvi, li e aprendi a respeitar Mário de Oliveira.
E respeito-o tanto que ainda hoje – tantos anos depois de seguir outros caminhos – sigo religiosamente o que escreve. Dá tanto prazer! Faz crescer. Alimenta as raízes interiores e avisa sempre: não podemos dormir na direção do altar da crucificação!
Pronto! Já chega. Reproduzo uma parte da sua crónica 165, de 15.03.18:
segunda-feira, 23 de março de 2015
O caos também se constrói?
Havia um
fiscal no paraíso
não se sabe
o que determinou que fosse um anjo.
Regina
Guimarães, in voo rasante
![]() |
imagem: crosstraining.pt
|
Na peça de
Joana Pereira Bastos fica a saber-se ainda que funcionários exigem presença da
policia nas Finanças, Segurança social e Centros de Emprego.
Ups!
Assim vai um
“país de brandos costumes” chamado Portugal!
Até quando,
senhores?Olhar do silêncio
![]() |
foto: dinheirovivo |
Pedro Bacelar de Vasconcelos, Jornal de Noticias, 15.03.20
domingo, 22 de março de 2015
bem sabes, sempre foi o meu vício
rasga-se
nos olhos. leva
atrás desejos segredos
sempre
debaixo do convés mais discreto
em frente!
portas abertas
pelo
caminho fora. amanhã
outros
caminhos vão atrás. rasgando
desejos.
segredos. sempre debaixo do convés
mais
discreto
o caminho
para. tantos olhares rompendo
portas!
sem o romper. em frente?
o caminho
rasgando o silêncio doido:
futuro sem
corpo.Quem decide os teus futuros?
Tenho vontade de erguer coisas de uma selvajaria ignorada, de dizer palavras aos mistérios do alto.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
Foi preciso o presidente vimaranense ir a Braga para que Ricardo Rio não tivesse as luzes que o Quadrilátero Urbano lhe parece querer dar (mas não dá).
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
![]() |
foto: cm-guimaraes.pt |
Repararemos então. Domingos Bragança quer que seja transferido para as empresas “o conhecimento que se produz no ensino”; desde logo, porque “quanto mais qualificados forem as pessoas, mais valor vai ser criado”.
Mas atenção, o presidente de câmara de Guimarães não se limita (apenas) a pedir transferência de conhecimento, quer a “reindustrialização” da indústria, da economia, da agricultura e dos serviços. Até porque, sublinha o edil vimaranense, “temos do melhor que se faz no mundo e isso torna cada vez mais atrativa a nossa região para se fazer aqui a formação”.
Ah! Estas palavras foram proferidas no parque de exposições daquela cidade. Onde também estiveram António Cunha, reitor da Universidade do Minho e o homólogo bracarense de Bragança.
Parece que há por aí (ou por ali, naquelas palavras estridentes de Bragança) formação em ação. Por lá e por cá!
sábado, 21 de março de 2015
O ar sempre ocupou espaço vazio
Walt Whitman, in Cálamo
O pacote de 55 medidas prévias que o secretário-geral do Partido Socialista apresentou há dias em Santarém parece mais uma daquelas obras redondinhas e inócuas com que os políticos gostam de entreter a opinião pública.
Manuel Carvalho, Público, 15.03.15
para que (tudo) fique bem claro
Sem rodeios direi o que tenho de dizer.
Walt Whitman, in cálamo
Quem é o meu candidato a presidente da República?
É tão simples: Manuel Carvalho da Silva.
E por agora só digo que é, diga o que disser, a seguir e à pressa, um senhor feito líder partidário à pressa.
Walt Whitman, in cálamo
Quem é o meu candidato a presidente da República?
É tão simples: Manuel Carvalho da Silva.
E por agora só digo que é, diga o que disser, a seguir e à pressa, um senhor feito líder partidário à pressa.
sexta-feira, 20 de março de 2015
Choque inevitável
O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.
Martin Luther King
No texto que o jornalista Joaquim Martins Fernandes assina no Diário do Minho (15.03.12) – Autarca de Guimarães defende subida de ordenados no têxtil – podemos ler que Domingos Bragança, o edil do território vimaranense, defende “um modelo de competitividade para o têxtil e vestuário assente numa subida compatível com as qualificações dos trabalhadores do setor e que permita aos jovens qualificados terem condições financeiras que lhe permitam fixarem-se” por cá.
Foi uma (grande) resposta à Associação do Têxtil e Vestuário de Portugal que – mais uma vez, caramba! – veio a público dizer que há “várias empresas que não encontram no mercado profissionais qualificados para os quadros superiores e intermédios que pretendem contratar”.
Lugar de aflitos
A vida é
curta para que me ensodes misérias várias pela goela abaixo.
Ruy
Cinatti, in antiguidades burlesco-sentimentais
Andas
mesmo distraído, não andas?
Talvez,
quando ouço que a senhora Merkel foi uma segunda escolha; uma escolha
conveniente…
Pois tens
razão. O tempo e a pressa de viver fazem-nos esquecer as coisas simples. Dizias
tu que…
Que a
Europa está no fim. Coisa que não nos deve espantar, obviamente! Desde logo,
porque aquele senhor alemão que manda na Europa, o senhor que, infeliz e
lamentavelmente, vive numa cadeira de rodas, só pensa no seu país.
Achas?
Não acho,
tenho a certeza. Por isso, aquilo que Manuel Carvalho da Silva (que belo presidente da República portuguesa
podia ser!) escreve no Jornal de
Noticias (15.03.14)
Pouco a pouco, a União Europeia (UE), ou a Zona Euro, está transformar-se
numa estranha espécie de federação – uma federação do poder financeiro e
económico, construída à margem das opiniões e interesses dos cidadãos, uma UE
desprovida de instituições realmente democráticas.
É
oportuníssimo!
Talvez tenhas
razão! Já agora olha para o que Nicolau Santos escreve na última edição do Expresso (Economia):
A produção industrial na Europa, com exceção da Alemanha, está em colapso.
O que quer dizer
1)
Que a moeda única favoreceu o modelo alemão (exporta a
preços mais competitivos do que se o fizesse com base no marco alemão
2)
A crise rebentou com a indústria na generalidade dos
países europeus.
Esperar
que isto não tenha consequências é uma ilusão perigosa.
Estás a ver?
Só quem não quer é que não vê…
quinta-feira, 19 de março de 2015
Morte anunciada
O tempo é
isto: não se vê, não ocupa lugar, é imaterial, mas faz apodrecer, envelhecer a
madeira e os homens.
Gonçalo M.
Tavares, in animalescos
A AMAVE vai ser extinta.
Era
inevitável!
E agora que
o município que a suportava – a sede era lá em cima na capitão Alfredo
Guimarães – decidiu que já chega, morre de vez.
Uns diriam
paz à sua alma! Por mim, constato a confirmação de uma realidade que já tem
anos.
Uma pedra no caminho e o passado
Isto está
tudo ligado. Quando o povo se farta deles, normalmente eles estão fartos do
povo.
Ângela
Silva, E, 15.03.14
Na habitual
rubrica do semanário Expresso, Sobe e desce, fica sempre claro como
anda a realidade politica e político-partidária em Portugal. Raramente a coisa
bate errado.
Na última semana,
mais uma vez, caramba!, é o PS que desce. Pela mão de Bernardo Ferrão o líder
parlamentar socialista, Ferro Rodrigues, vai de cabeça para o chão. Porquê. Simplesmente
porque
No debate quinzenal foi evidente o que muitos dizem na bancada do PS.
Faltou-lhe habilidade política no confronto com o PM. Aliás, tornou a passagem
de Passos Coelho pela AR um confortável passeio.
Que
tristeza! O PS sem capacidade de dizer o óbvio: o primeiro-ministro de Portugal
não presta. O povo que sofre há muito que sabe isso. Infelizmente!
Será por
isso que Ana Gomes afirma (E, 15.03.14)
que o PS
“tem
de trabalhar mais, ser mais interativo e há questões em que precisa de ter uma
estratégia”?
De certeza
absoluta.
Tal como,
aliás, escreve Luís Osório (editorial do i, 15.03.14):
António Costa, como diz José Gil na conversa que hoje publicamos, está a um
passo da derrota. Uma derrota impensável há meses. (…) António Costa fala como
se estivesse cansado de existir.
quarta-feira, 18 de março de 2015
Olhar (local) do silêncio II
A cidade de Guimarães é conhecida pela sua história e pelo bairrismo da sua população, orgulhosa da sua urbe ter sido o “Berço de Portugal”. Esse bairrismo estende-se ao futebol, com o incondicional apoio ao Vitória de Guimarães, quando a designação registada é Vitória Sport Club.
Ademar Costa, Fugas, 15.03.14
Mais uma noite longa
Os carniceiros sustêm, enluvados
a respiração dos despidos,
no umbral a lua cai ao chão.
Ingeborg Bachmann, in O Tempo Aprazado
Nos últimos tempos tenho dormido mal; acordo em suores frios e não me sai da cabeça o que terei de fazer para integrar uma lista VIP como contribuinte no meu país.
Gostava mesmo.
Aceito sugestões para poder dormir melhor.
terça-feira, 17 de março de 2015
Manhãs de sol em Guimarães
Não há nada
de tão absurdo que o hábito não torne aceitável.
Erasmo de
Roterdão
É manhã de
sábado. Como sempre, a azáfama à volta do antigo mercado municipal de Guimarães
é grande. Muita gente estaciona sem o poder fazer. Ali na Paio Galvão (o
presbítero que terá começado a sua carreira eclesiástica no mosteiro de Santa
Marinha da Costa). Chegam dois polícias municipais. Há gente que mete, à pressa
e de forma bem atabalhoada, o que tentava vender no carro, em malas cheias de
coisas rápidas e desanda dali. Mais carros se afastam. Discretos. E os polícias
observam.
O espaço – o
lado da rua que abraça o antigo mercado – fica com o espaço que tem que ter:
paragem para autocarros.
Eis, senão, quando
um carro da Vitrus estaciona. O
condutor faz um sinal mais ou menos discreto. Os dois polícias caminham,
lentamente, em frente; em direção à Sociedade
Martins Sarmento. O condutor demora pouco, é certo!, mas o carro esteve ali
uns minutos; enquanto, dentro do quiosque, ali existente, se passavam coisas.
Já tenho as
botas engraxadas. Pago e sigo em frente.
Que saudades
que eu tinha das manhãs de sol na minha cidade!Fim muito negro
A estupidez
é todos os pensamentos estarem à mesma distância do centro.
Gonçalo M.
Tavares, Noticias Magazine, 14.12.21
Pelo menos
os buldózeres jhiadista já entraram no seu berço.
Oito mil
anos assim, na ponta de uma pá dura, para o lixo!
Não vale
mesmo nada a Humanidade!
Não valemos
mesmo nada, nós os seus artistas.segunda-feira, 16 de março de 2015
discursos bolorentos
Sucessivas
ondas de indignação, de diferentes proveniências, trouxeram à costa o cadáver
da política.
António
Guerreiro, atual, 11.07.16
![]() |
foto: rr.sapo.pt
|
Começo pelo
excelentíssimo comendador Marques de Correia e o seu belíssimo texto (como
sempre, senhor comendador!) no E – aquela distorção miscelânica que o Expresso
criou para compilar a beleza do atual e a coisa chamada Revista, a da encenação
social!
O presidente farejador é uma raça relativamente rara mas útil. Mal lhe
cheira a eleições, aponta-as, mas nem sempre as marca.
Posso,
senhor comendador, transcrever estas palavras de Maria Helena Magalhães,
inscritas na edição de fim-de-semana do jornal i? Parece-me que darão uma
ajudinha à ideia presidenciável.
Obrigado.
(Senhor
comendador, se puder, faço-lhe um pedido: venha até terras de D. Afonso;
terá por cá grandes compinchas.)
Então cá vão
elas:
Temos um presidente da República, pensionista, que entende que pagar ou não
pagar contribuições para a Segurança Social é uma questão menor; apenas
empolada por “jogadas político-partidárias.
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