domingo, 26 de outubro de 2014

fogo dos dias que correm

a chama cresce, o fogo ateia
a dor. crepita
salta de pranto em pranto
a dor arde; em cada chama
madura saída dos braços
das labaredas. vamos deixar
que as chamas cresçam?

se a tua voz destoa das vozes
do todo
por que teimas em morar
no todo?

ah! as partes do todo
são toda iguais. e as chamas
purificam-no queimando
pedaços impuros!

sábado, 25 de outubro de 2014

Ontem já sabíamos

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) disse ao candidato pela coligação de direita “juntos por Guimarães”, André Lima, que se devia “abster de na véspera do dias das eleições publicar conteúdos propagandísticos”.
Até que enfim! Tardou, mas os senhores que deviam fiscalizar tudo o que às eleições em Portugal diz respeito, foram contundentes: o líder laranja tem que ouvir; ler, sentir, acalmar e esperar.

Mais comentários? Agora eles não importam nada, os eleitores de Guimarães já disseram tudo. E muito antes da CNE.

É curioso a forma como os eleitores leem as coisas mais simples. E não arquivam nada, por via das dúvidas.

O jogo dos jogos

Sites de informação postam título para terem mais cliques: “Este professor foi colocado em apenas UMA escola. Não vai acreditar no que acontece a seguir”.
O Inimigo Público, 14.10.24

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Olhar (local) do silêncio II

[A gestão de Domingos Bragança] Instituiu a descentralização, implementando reuniões públicas nas freguesias, desconstruindo o modelo herdado, muito mais fechado, laboriosamente urdido.
Torcato Ribeiro, Mais Guimarães, outubro de 2014

Execução sumária

Faz sentido beneficiar as famílias que ganham mais e as empresas que lucram no mesmo orçamento em que se corta metade dos apoios aos pobres?
Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 14.10.18
foto: www.ntgospel.com
Que pergunta!
E quando, infelizmente, nos dá tudo para vincarmos estas palavras de Fernando Madrinha (Expresso, 14.10.18) – “a mais importante reforma do Governo é o sorteio dos automóveis das Finanças” –, nos leva a perceber bem depressa que há no governo de Pedro e Paulo quem faça de conta que sabe governar; que naquela espécie de governo onde até a estúpida estupidez que coloca professores onde, de seguida, o engano os atira para as cercanias de uma outra terrinha deste país, sem “rei nem roque”, onde até uma criança da primária – ainda será assim que se diz depois de tantas e tantas alterações de Crato? – percebe que o que ontem era uma bela realidade, hoje é uma valente dor de cabeça; estamos falados.

Com as dores que não param da matar a alma, até me perdi no raciocínio.
Perdão!
Socorro-me, por instantes, das palavras de Manuel Carvalho da Silva (Jornal de Noticias, 14.10.18):”a União Europeia impõe-nos graves condicionalismos, mas o OE 2015 não tinha que ser seguidista”.

A seguir, havemos de perceber que “basta o orçamento para ficarmos deprimidos”. Mesmo que, afinal, o OE ”seja uma pequena gota num mundo carregado de tempestades e com promessas de algo assustador” (Henrique Monteiro, Expresso, 14.10.18).

E quando lemos Manuel Carvalho da Silva (Jornal de Noticias, 14.10.18) “o OE para 2015 é, sem dúvida, o Orçamento da continuidade de estéreis políticas de austeridade e da confirmação de que este Governo impôs e continuará a aprofundar”.
Ou o Editorial do Público, 14.10.17: “numa altura em que a carga fiscal suportada pelos portugueses está em máximos históricos, é quase de mau gosto subir mais impostos, sejam verdes ou de outra cor qualquer”.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Silêncio, por favor! Está aí a RUM

foto: comumonline.pt
Das notícias que mais gostei de ver estampadas em letra de forma, nos últimos dias, confesso sem medo das palavras, esta foi uma das que mais me animou:
RUM inaugura estúdios na cidade de Guimarães”.

Não cito a fonte porque ela esteve na imprensa nacional. Repito, na imprensa que importa valorizar, porque é a única que valoriza o que alguns teimam em ignorar ao nível local.
Nas bodas de prata (mais alguns anos de uma coisa linda com um nome todo pomposo – Centro Experimental Radio Universitário –, ou seja, 30 anos de Rádio Universitário do Minho), só posso dizer: obrigado.

Ah! foi bom ver aquele espaço maravilhoso e poder conhecer os donos das vozes que ouço há tantos anos.

Olhar do silêncio III

Há de existir um país que não é feito de fortes contra fracos, de funcionários públicos contra privados, de velhos contra novos e agora de solteiros contra casados.
Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 14.10.18

Ecorâmicas a vibrar

Quinta-feira. Em Guimarães é (quase) sempre dia de cinema. Hoje também. Com uma ligeiríssima diferença. O filme em exibição não é um qualquer filme (e desde quando o Cineclube de Guimarães passa um qualquer filme?), mas é o filme que abre as Ecorâmicas 2014.
Ecorâmicas? Que treta vem a ser isso?
Ora; ora! Quem é que anda suficientemente distraído para não ser capaz de ver o lixo ao espelho?
Lixo ao espelho ou o espelho do lixo?
Tretas; tretas. A realidade do espelho de cada um de nós é o lixo que empurramos para debaixo do tapete; para bem longe do nosso comodismo.
Ai é isto o Ecorâmicas?!
Não; era o que faltava!, mas elas fazem-se de muito cinema. De hoje até domingo não faltam filmes que nos dão murros no estômago; naquele estômago com que alimentamos a nossa indiferença.
E depois?
Bom, são tantas as coisas lindas que o melhor é passar pelas oficinas temáticas, pela ecofeira ou tão só, pelas exposições. Ah! há muita música e tantas intervenções!
Outro ah! As Ecorâmicas são uma teimosia da AVE (que nome estranho numa cidade que se farta de atirar tudo para o rio!).

Nota final: quem não for capaz de passar pelo auditório da Fraterna, ali em Couros, ou pelo jardim da Alameda, sim, sim, no coreto, tem medo de confessar os seus pecados ambientais diários.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Olhar do silêncio II

foto: diariodigital.sapo.pt
As condenações de Portugal pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem por os nossos tribunais negarem aos portugueses o direito à liberdade de expressão já quase não são notícia. São um hábito. Triste, é certo, mas rotineiro.
Francisco Teixeira da Mota, Público, 14.10.17

Coragem assumida

[a casa mortuária] Vai-se fazer com a ajuda da câmara. Tenho esse compromisso da câmara. Se não cumprir, não terei coragem de continuar por cá.
António Carvalho, presidente de junta da União de Freguesias de Airão Santa Maria, Airão S. João e Vermil, Repórter Local, outubro 2014

Comentários?
Apenas um. A capacidade de fazer o que se promete só está ao alcance de alguns!
Boa António Carvalho.

Ligações intestinas

Médicos obrigados a picar o ponto esquecem a máquina do ponto no interior de pacientes.
O Inimigo Público, 14.10.17

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Reitor dos reitores

foto: lusonoticias.com
Escreve Samuel Silva (Público, 14.10.15) que “nos próximos três anos [António Cunha] será o reitor da Universidade do Minho e líder” do conselho de reitores das universidades portuguesas (CRUP).
E como se reage a coisas lindas como esta?
Por mim, limito-me a ser o mais direto e natural possível: gostei muito de o conhecer. Cumprimentos magnifico reitor! E felicidades.

Ah!, sabe senhor reitor que sou dos que acredito que tem toda a razão quando afirma que “o nosso problema não é ter instituições a mais, mas estudantes a menos no ensino superior”. (Expresso, 14.10.18)

Energia dos outros

O Cineclube de Guimarães foi fundado em 1958, numa época de particular fulgor associativo vivido na cidade de Guimarães. A cultura e a arte, popular e erudita, conheceram então um momento invulgar.
Editorial, Boletim de outubro do Cineclube de Guimarães.
Outros tempos!
Tempos em que a motivação que fazia milagres estava muito atrás das luzes da ribalta, dos dias que se perdem em vaidades e foguetórios.

Outros tempos!
Tempos que eram capazes de desmentir em absoluto o pensamento de António Pinto Ribeiro (Ípsilon, 14.10.10): “no atual ambiente global, a propaganda é o meio de surfar o mundo em direção a um futuro para o qual só existe uma via: consumir (ou desparecer)”.

António Pinto Ribeiro sabe bem do que fala. Já vimos isso em Guimarães, não vai há muito tempo, escutando a sua leitura sobre o que resta da CEC.
Mesmo que, na altura, um senhor, de seu nome Eduardo Meira, fizesse de conta que fazia inflexões sobre realidade associativas para dizer o que ninguém entendeu; para justificar o injustificável.

Peço desculpa! Estava a olhar atentamente o editorial do boletim do Cineclube; associação onde não se brinca, nunca com o futuro.

Olhar do silêncio

Bem pode Stephen Hawking dizer que Deus não faz falta; não tem razão. Faz falta algo em que possamos acreditar de forma a ter esperança, esse sentimento imaterial que nem Hawkins nem ninguém explicou o que é.
Henrique Monteiro, Expresso, 14.10.18
foto: dn.pt
Nota de rodapé e contra o meu habitual: “os alemães adoram estar perto da porcaria, mas não se querem sujar”. (Michael Lewis, Revista, 14.10.11)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Olhar (local) do silêncio

O que marca o primeiro ano da gestão municipal de Domingos Bragança e do PS é a mudança de estilo.
Torcato Ribeiro, Mais Guimarães, outubro de 2014

Borrifemo-nos, pois?

Há 1.193 idosos em Guimarães sinalizados depois de 809 visitas sociais depois do primeiro ano do programa 65 +”, diz-nos alguma imprensa – outra vez só alguma!
E, segundo essa mesma imprensa, o programa Guimarães 65+, da responsabilidade da câmara de Guimarães, é um sinal claro de que a autarquia vimaranense não faz de conta – ou está à espera de levantar bandeiras sobre placas vaidosas ou gravatas compradas à pressa para as fotografias –, como certos donos dos dinheiros públicos que estão sempre prontos a sorrir à pobreza e às necessidades dos mais fracos. Mesmo, mesmo aqui à porta!

Acredito que, depois da sinalização dos mais idosos de Guimarães, e principalmente das suas dificuldades, estes terão dias bem melhores. Dias com menos solidão. Dias onde a vontade de viver seja uma vontade feliz.

Importa-se de repetir

Eu sei que a esmagadora maioria das pessoas acha que o dinheiro da câmara não é de ninguém ou que pertence a uma entidade que não lhes diz nada respeito.
Manuel Ribeiro, Reflexo, outubro 2014

domingo, 19 de outubro de 2014

Desfazer um mundo de rituais

Só será verdadeiro revolucionário aquele que vende o último dos medos: o da morte.
Soeiro Pereira Gomes, in Mais um herói
Paciência de santo e nervos de aço, dizia-me uma pessoa de quem não duvido nem um pouco, é um excelente amigo, são os argumentos principais para suportar, compreender e estar ao lado dos políticos.

             (Às vezes, muitas vezes, voltar a estar integrado ou por dentro do fenómeno                      político lembra-nos que nem todos temos nervos de aço e muito menos paciência              de santo.)

Escutar (não, não é ouvir) alguém ao nosso lado inquietando-se com o que se passa à nossa volta; tentando antecipar-nos que podemos voltar ao sítio onde fizeram questão de nos ignorar, não é uma boa experiência de alma. É algo que não entra na forma mais humanista de estar na vida.

E por uma razão de lana-caprina: quem está connosco está sempre e não quer peões para momentos muito concretos.

                    (Às vezes, muitas vezes, voltar a estar integrado ou por dentro do fenómeno                      político lembra-nos que nem todos temos nervos de aço e muito menos                              paciência de santo.)

corpo da verdade

foi rápida a noite; não senti
o ritmo quente da escuridão. o calor
evaporou-se
sem passar no corpo. madrugada
bem alta. corri em frente. um chão
escaldante. viagem rápida.

no regresso ao leito
a espera. ainda quente. o sono
evapora-se. também. o corpo
ilude o relógio: descansa.

foi tão rápido o corpo
já ressuscitado entre seitas
usurpadoras da verdade absoluta.

sábado, 18 de outubro de 2014

Vamos lá


A Comunidade Intermunicipal do Ave (CIM do Ave) trabalha numa plataforma (go.Business) com o objetivo de “promover e divulgar estabelecimentos de modo a dinamizar o território e colocar à disposição de potenciais empreendedores e empresários informação comercial”.

Gosto da ideia.
Muito embora a rede já vá tendo muita informação nesta área, é sempre bom que alguém, ao nível local, vá dando conta das realizações boas que povoam um território que nunca se rendeu ao imobilismo.

E quando assim é todos temos razões para continuar a sonhar; perdão!, para acreditar no futuro.

Realidade das grandes coisas

O vimaranense António Joaquim Oliveira não tem dúvidas sobre a cidade de Sarajevo, a maior cidade e a capital da Bósnia Herzegovina: “custa-me a acreditar que há cerca de 20 anos esta cidade estava debaixo de fogo”.

E porque trazer António Joaquim Oliveira para aqui? Ora porque o taipense que saiu “das Taipas para o mundo” estava há cerca de dois meses naquela cidade para “ajudar a promover os museus da capital” da Bósnia Herzegovina.

Como gosto de pessoas decididas!

Pena que só o Reflexo mostre aos vimaranenses estas coisas belas de que se faz Guimarães!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Olhar (local) do silêncio

foto: reflexodigital.com
Este mês também fica marcado pelo relançamento da questão da ligação entre a cidade, Caldas das Taipas e Avepark. Monteiro de Castro e André Coelho Lima regressaram à vila termal para voltar a colocar esse assunto em cima da mesa. Infelizmente a discussão passou demasiadamente para o patamar politico e não para discutir aquilo que mais interessa.
Alfredo Oliveira, editorial, Reflexo, outubro 2014

Brincar à caridadezinha

Os livros que eu te dei, sendo necessários para os que os não tinham, são muito mais importantes que os livros que os outros – também necessários para os outros que os não tinham – também deram.
Isso é lançar pedaços de liberdade no lugar dos aflitos!
Sempre a fragilidade da falta de argumentos a beber na fragilidade humana, familiar e social.
E quando assim é, o melhor é ficar a olhar as flores que continuam a tapar o arame farpado.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Gosto tanto da democracia

foto: radiofundacao.net
Confesso que cada vez percebo menos do que é a realidade autárquica; ou melhor do funcionamento dos órgãos autárquicos, mormente a assembleia municipal.
Tudo o que eu conhecia (e tinha letra de forma) parece ultrapassado. Deve ser do passar dos anos.

Guimarães, desde a segunda sessão da última assembleia municipal, tem uma nova realidade: o vereador da oposição na câmara local, André Lima, pode (pelo menos pôde) intervir em defesa da (sua) honra.
Mesmo que a noite já vá alta!

Aposto que nas próximas reuniões daquele órgão - que deve ser de referência e ordem democrática - outros vereadores vão querer usar os microfones da Plataforma das Artes. Pelas mais diversas razões.
Eu, se estivesse no lugar de qualquer um deles, faria exatamente assim.

PS – A culpa do que aconteceu na segunda reunião da última sessão da AM não é do Pedro Roque, que nessa noite presidia à mesa da AM.
O Pedro, como sempre, foi coerente com as realidades que encontra.

Arte de ocupar

No estádio actual, o capitalismo tende a impor uma sociedade de consumo e a criar uma globalização de cidadãos que devem estar predispostos a consumir, abdicando da reclamação e do confronto de interesses ou posições.
António Pinto Ribeiro, Ípsilon, 14.09.12
Há imensas coisas que não sou capaz de entender nos dias frios, evasivos e cada vez mais violentos que correm. E então se as coisas vierem do meu país?

E se essas coisas surgirem das grandes visões por cima das azinheiras iluminadas que se passeiam entre o fim de um dia agitado num restaurante de luxo e a parcimónia de um gabinete onde os donos das visões milagrosas não são reconhecidos?

Por vida das dúvidas registo este título do semanário Expresso: “vamos pagar 721 milhões para cobrar portagens nas ex-scut”.

Tanto por tão pouco?

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Viver acima da fantasia

Em certos momentos da nossa vida é chegada a hora de enfrentar os perigos de uma viagem cheia de sombras e medos, partindo em direcção ao mais profundo de nós.
José Luís Nunes, i, 14.09.13
Na última assembleia municipal de Guimarães, a primeira reunião que teve lugar logo no dia seguinte às eleições no PS, houve momentos violentos de intervenção sem filtro.
Palavras a mais, exageros que fizeram as delícias dos adversários do bom funcionamento dos órgãos autárquicos.
E, claro!, ficaram portas escancaradas para todos aqueles que, mesmo vendendo ilusões, facilitismos e palavras pacóvias, se riem à fartazana de quem se arvora em paladino discreto da arte de ocupar a verdade...

Confesso que depois do que aconteceu fico com um receio enorme do que poderá acontecer no futuro com José João Torrinha, o líder da bancada socialista no hemiciclo vimaranense.
Porquê?
Porque o papel de um líder de bancada é digníssimo.

Tragédia galopante

Há momentos em que sinto vontade de mandar às malvas quem, nos jornais, diz que faz jornalismo. E há momentos em que ao ler alguns jornais tenho vontade de dar razão aos inventores do facilitismo.

De que falo?
Olhe-se para este título do Correio do Minho de 14.10.08: “obras na ribeira para evitar inondações”.

Caramba o jornalismo anda assim sem capacidade imaginativa!
Transcrevendo notas institucionais e fazendo de conta que dá noticias.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Dramaturgia vazia

É uma pena que as sessões da assembleia municipal (AM) de Guimarães, por razões que só alguns conhecem, tenham passado para a segunda-feira.
Não é por nada, mas aquela sala mete dó; nota-se tantos lugares vagos. Até dá a sensação de que se perde qualidade nas intervenções!

Quem sabe, se até é intencional.

E, do PP ao PSD, passando pelo PS, nota-se um vazio…
E um órgão daquela dimensão e características tem que funcionar muito para além da vaidade mesquinha, não pode ficar amorfo; manietado em decisões individuais. Atávicas. 
Até parece que a AM de Guimarães é assim à espécie de uma reunião paroquial, não é?

O calvário prossegue

O “desce-não desce impostos” no Orçamento do Estado, que tem colocado frente a frente o primeiro-ministro e o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, é mais um dos muitos episódios lamentáveis.
Pedro Lima, Baixos, Expresso (Economia), 14.10.11

2015
O princípio do fim da austeridade?”, perguntava o semanário Expresso na sua última edição.
Até podia ser; afinal é um ano eleitoral. É claro que, de seguida, continuamos a pagar “mais por isso”.
Mas não. vai continuar a ser violentamente condutor para o descalabro. Mesmo que, para já, nos criem uma ilusão de cumprimento naquilo onde a máquina que eles (não) dominam é incapaz.

A mentira sempre foi uma janela de tantos e tantos políticos! Infelizmente já não é só a mentira: é o descrédito total.
No fim da austeridade, cheira-me, que não haverá povo; eleitos, pessoas.
Mas isso agora não interessa nada, pois não?

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

E o OP dá barraca

1. Não sei se houve ou não um sindicato de votos no Orçamento Participativo de Guimarães. Uma coisa eu sei: tive dificuldades em votar, mas pensei que o problema seria da minha memória, por não me lembrar da password.

2. Em Guimarães o Orçamento Participativo terá tido um sindicato de votos, nas palavras de alguns. Em Braga, segundo escreve Samuel Silva no Público (14.10.08) terá tido o apoio de um pároco que distribuiu 15 mil panfletos “em todas as ruas e todos os carros da paróquia”.
Entre tantos votos entrados à pressão e a pressão para tantos votos venha o diabo e mande às malvas esta pretensa participação democrática.

3. ”Votos comprados no orçamento participativo de Guimarães”, pode ler-se na imprensa. Só alguma, é verdade, mas está escrito.
O que terá acontecido?
Ao que consta os números fiscais da alguns cidadãos terão sido usados indevidamente. O que é tremendamente grave.
Quem fez isso, se o fez, o que fará com os NIFs noutras circunstâncias?

4. Isto é, o que aconteceu com o Orçamento Participativo em Guimarães – e se lhe juntarmos o facto de que no ano passado muitas das propostas vencedoras até estavam nos programas eleitorais de algumas localidades -, faz pensar muito. Descredibiliza em absoluto quem tem as melhores intenções de abertura às pessoas, aos cidadãos.

5. E sendo grave impõe-se que os responsáveis por esta aberração sejam devidamente castigados. Severamente punidos e sem paninhos quentes. Sob pena de, a seguir, se começar a não acreditar nas instituições.

Horizonte fechado

Em condições normais, num país normal, o caos instalado na Educação e os continuados “transtornos” da Justiça, já teriam provocado, pelo menos, a demissão das respetivas pastas ministeriais.
Pedro Bacelar de Vasconcelos, Jornal de Noticias, 14.10.10
Portugal? Um doce!
Portugal? Caramba está uma delícia.
Portugal?
Ah! o Portugal de Pedro, Paulo e Crato… no fim.

Eu já sabia, mas ao ler o que Ana cristina Pereira escreve no Público (14.10.07) fico sem dúvidas. E só cito o lead: “abono de família, RSI e CSI a encolher ano após ano. Tendência marca agora o subsídio especial a crianças com deficiência. Quase metade dos desempregados já não tem subsídio”.
UI! Portugal.

Será que pessoas como, por exemplo, Rui Barreira, responsável por esta realidade no distrito de Braga, dormem em paz?

domingo, 12 de outubro de 2014

Contra o silêncio da alma

O que é que eu quero de ti?
Nada. Para além, claro, da paz e do sossego que nunca me deste. A mãe?

Caramba! Está cada vez mais distante; mesmo que esteja à mesa; na nossa mesa, já reparaste como aquele corpo não é o dela?
A mãe? Sempre que penso no silêncio dela; ela diz que é o melhor. Para não incomodar as nossas vidas. Olho sem tempo. Perco-me no tempo. E a mãe. Caramba!

Tu sabes; sempre soubeste; tenho um medo tremendo de falar de quem gosto. De quem me é próximo.
Por isso, gosto de estender o olhar. Mas, caramba!, tenho cada vez menos fôlego para tal empreitada!

Não! Não evito olhar no seu interior ou nas suas paredes finas; quero mesmo ter a certeza de que há quem veja muito mais além dos que pensam que têm o futuro na mão.
A mãe? Ora, ora!
Sempre teve o futuro clarinho naquela mão esquerda…

o tempo passa

olho e não vejo
por onde vais; oiço
a agressividade das tuas palavras
percebo a apatia; o faz de conta
és cego. insensível.

não te mostrarei o caminho!

ontem o poder
era todo teu! hoje o tempo
deu razão à renovação.

sábado, 11 de outubro de 2014

E o respeito pelos profissionais dos TUG?

foto 1
Já na passada semana tinha reparado na falta de respeito que grassa na cidade de Guimarães à noite. Se olharmos para a foto 1, percebemos como, na Alameda S. Dâmaso, andam carros à solta, sem ordem, sem respeito e a gozarem com as normas estabelecidas. 
foto 2
foto 3
Confesso que, na semana passada, pensei: bom, fim-de-semana; noc-noc, muita gente, enfim a policia até nem quer olhar para este chinfrim.
Claro que me enganei. Basta só olhar para as fotos 2, 3 4 tiradas há momentos.

Ponto de ordem ou prévio, nem sequer importa: de certeza absoluta que eu perdia a cabeça se estivesse no lugar do motorista dos Tug que às 22H37 olhava atónito para tantos carros no lugar que deveria ser do ‘seu’ autocarro.

Ah! Andei uns minutos pela cidade. Nem PSP nem policia municipal à vista.

Até quando este abuso vai continuar na minha cidade?
foto 4

Ó que grande confusão

Nuno Crato coloca Paula Teixeira da Cruz a ensinar geografia numa escola de Ermesinde e Citius limpa conta bancária de Crato.
O Inimigo Público, 14.10.10

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Só há Rio?

É essencial que se promovam politicas e projetos conjuntos de desenvolvimento sustentado da região”, defendeu Ricardo Rio no debate “Os desafios da governação local”, promovido pelo Rotary Club de Guimarães.
Curiosamente este debate teve também a participarão de Domingos Bragança, presidente de câmara de Guimarães.

Desafio os leitores dos diários, principalmente um certo diário bracarense, a mostrar as palavras do presidente de câmara de Guimarães. É que ninguém acredita que estivesse só a ouvir Ricardo Rio.

E Portugal que parece um cãozinho rafeiro!

A reação de Bruxelas ao aumento do salário mínimo em Portugal revela a pesporrência como nos vê.
Nicolau Santos, Expresso (Economia), 14.10.04
1. Enquanto alguns países europeus dão mostras da sua indignação para com a Alemanha e batem o pé aos exageros germânicos, Portugal, que há muito deixou de ser o bom aluno europeu para se tornar no fiel e cego seguidor da senhora Merkel, faz de conta que por cá se vive bem; que os seus cidadãos não passam fome e que a riqueza não para de aumentar.
Mentira!

2. Manuel Carvalho da Silva (Jornal de Noticias, 14.10.04) quando escreve que, «no caso de Portugal, como de outros países, já não haverá soluções só com os “prudentes”. Os “indignados”, com os seus princípios e programas, são tão ou mais necessários que os “prudentes”», está com toda a razão.

3. É claro que para a direita portuguesa, sedenta da destruição da República e da cidadania, vai tentando esconder que o que está a fazer é um serviço de qualidade aos grandes senhores.

4. Até quando?

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Preservar o bem precioso

foto: flikr.com
Diz Amadeu Portilha, vice-presidente da câmara de Guimarães, que a rede de transportes urbanos em Guimarães é “um bem precioso”.
Completamente de acordo. Só espero que assim continue a ser em terras de D. Afonso.

O vice-presidente da câmara de Guimarães diz que a autarquia vimaranense tudo fará para assegurar essa rede. Os vimaranenses ficam á espera que as necessidades de faturação não se sobreponham a tudo o resto.
Desde logo a servir as pessoas.

Realidade ou ficção?

Observemos o nosso primeiro-ministro, para além da contingência do cargo que ocupa e das manigâncias ocultas do seu passado (…). Observemo-lo como figura ou tipo e chamemos-lhe Pedro Manuel, como se fosse uma personagem literária. (…) É, digamos assim, um homem pós-histórico, que vive como se estivesse morto desde sempre.
António Guerreiro, Ípsilon, 14.10.03

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

E se houvesse articulação?

Às vezes, em Guimarães, há explosões. E os fins de semana ficam tão cheios, tão cheios que as pessoas nem sabem para que lado se hão de virar.
Foi o que aconteceu no último fim de semana; foram tantas, tantas as iniciativas que os cérebros quase explodiram.

Custaria muito espalhar um pouco mais as diferentes realizações?
Até porque há momentos, semana seguidas até, que o tédio arruma o desejo de sair de casa.

Obrigado por estarmos juntos

foto: economico.sapo.pt
Com a distância necessária; o bom senso no seu devido lugar e a garantia de que as minhas lentes não se deixam encandear facilmente por qualquer luminosidade saída do escuro mais escuro de um qualquer recanto, e mantendo-me fiel ao que impus a mim mesmo, não posso deixar passar em claro este título do Jornal de Noticias (14.09.29): “Costa esquece um terço do PS no discurso da vitória”.

Não gosto desta realidade!

No dia da sua retirada da cena política portuguesa, só posso dirigir-me a António José Seguro: obrigado por termos caminhado juntos.
Novos horizontes estão aí para o terço que bem sabe que “palavra dada, não volta atrás”.

olhando a cidade III

  O que ainda falta em Portugal é a presença vegetal. As cidades são muito cinzentas , especialmente na periferia. Sónia Lavadinho, consulto...