Quinta-feira. Em Guimarães é (quase) sempre dia de cinema. Hoje também. Com uma ligeiríssima diferença. O filme em exibição não é um qualquer filme (e desde quando o Cineclube de Guimarães passa um qualquer filme?), mas é o filme que abre as Ecorâmicas 2014.
Ecorâmicas? Que treta vem a ser isso?
Ora; ora! Quem é que anda suficientemente distraído para não ser capaz de ver o lixo ao espelho?
Lixo ao espelho ou o espelho do lixo?
Tretas; tretas. A realidade do espelho de cada um de nós é o lixo que empurramos para debaixo do tapete; para bem longe do nosso comodismo.
Ai é isto o Ecorâmicas?!
Não; era o que faltava!, mas elas fazem-se de muito cinema. De hoje até domingo não faltam filmes que nos dão murros no estômago; naquele estômago com que alimentamos a nossa indiferença.
E depois?
Bom, são tantas as coisas lindas que o melhor é passar pelas oficinas temáticas, pela ecofeira ou tão só, pelas exposições. Ah! há muita música e tantas intervenções!
Outro ah! As Ecorâmicas são uma teimosia da AVE (que nome estranho numa cidade que se farta de atirar tudo para o rio!).
Nota final: quem não for capaz de passar pelo auditório da Fraterna, ali em Couros, ou pelo jardim da Alameda, sim, sim, no coreto, tem medo de confessar os seus pecados ambientais diários.
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