domingo, 12 de outubro de 2014

Contra o silêncio da alma

O que é que eu quero de ti?
Nada. Para além, claro, da paz e do sossego que nunca me deste. A mãe?

Caramba! Está cada vez mais distante; mesmo que esteja à mesa; na nossa mesa, já reparaste como aquele corpo não é o dela?
A mãe? Sempre que penso no silêncio dela; ela diz que é o melhor. Para não incomodar as nossas vidas. Olho sem tempo. Perco-me no tempo. E a mãe. Caramba!

Tu sabes; sempre soubeste; tenho um medo tremendo de falar de quem gosto. De quem me é próximo.
Por isso, gosto de estender o olhar. Mas, caramba!, tenho cada vez menos fôlego para tal empreitada!

Não! Não evito olhar no seu interior ou nas suas paredes finas; quero mesmo ter a certeza de que há quem veja muito mais além dos que pensam que têm o futuro na mão.
A mãe? Ora, ora!
Sempre teve o futuro clarinho naquela mão esquerda…

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