terça-feira, 30 de junho de 2015
Há um urso em palco; olhar sombrio
Um dos malefícios
de pensar é ver quando se está pensando. Os que pensam com raciocínio estão distraídos.
Os que pensam com emoção estão dormindo. Os que pensam com a vontade estão
mortos.
Fernando
Pessoa, in Livro do Desassossego
Como adoro
ver um país que se verga, levanta e volta a vergar!
Ui! Que
foi? Que disse eu?
Transcreverei,
somente, o título do semanário Expresso
(15.06.27): MNE reabre embaixada para chefe de gabinete de Passos.
Ui! Será
aquela embaixada (era UNESCO, não era?) encerrada à pressa, porque não
interessava aos senhores do governo?
É?
Porque raio
tenho que continuar em Portugal, um país que não sabe o que quer para si?Olhar do silêncio III
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foto: ww.blopsi.pt |
Ana
Cristina Leonardo, E (Expresso), 15.06.27
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Os anjos ainda abalam os céus?
Quem está
no canto da sala dança com todas as dançarinas. Vê tudo, e porque vê tudo,
vive.
Fernando
Pessoa, in Livro do Desassossego
Excelente!
Sabes?,
por mim, só lamento mesmo é que nem todos tenham podido ver tudo; a confusão
era tanta nas ruas! O que, em boa verdade, percebo!
Por mim,
tirando uns coicezitos (isso não se diz, pois não?) e uns empurrões na rua de Santa
Maria, adorei fotografar coisas lindas. Diferentes – num parêntesis discreto –
vi profissionalismo sério nas ruas. E então ali junto ao Arquivo municipal!
Claro que
lamento a tremenda confusão nas ruas, mas isso faz parte da festa! (A propósito:
será que demorar vinte minutos da alameda - ainda é S. Dâmaso, não é? - à estátua
do rei Fundador, a do Senhor Cutileiro, é bom? Mas pronto!, é da vida!)
E, verdade,
verdadinha, quem viu o que quer que seja? Ver o que quer que seja num evento
destes é um autêntico milagre. Pois! bebe-se uns copos, come-se umas coisas
(será que era assim que se fazia na idade média?) e apreciam-se petiscos. Ah! A
seguir vem a noite branca. Já no próximo fim-de-semana.
Que bom!
Entro de férias na quarta!domingo, 28 de junho de 2015
Dói-me a alma; agora não direi mais nada
A vida fica
muito ruim sem caipirinha.
Dilma
Rousseff (falando numa visita oficial ao México), E, 15.06.06
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foto: flickr.com
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Não se percebe,
pois, a fanfarronice e o estrondo com que rebentam (alguns) foguetes como quem
bebe um copo de água. Sempre nos sítios onde presbíteros presunçosos consideram
(e berram) dominar o território. Como se por ali houvesse zonas de marcação
para caças malévolas. E, então no início (e no fim) do mês de maio! O ribombar,
ao fim do dia; quando a noite já rouba a luz, mesmo a mais divinal!, é tremendo.
2. Eles sabem, mesmo que as suas barrigas estejam prontas
a estourar – seja de vaidade, seja de outras coisas que só eles conhecem – que
a vida é efémera. Mas, sabe-se lá porquê, teimam em fazer festanças que entopem
as normalidades dos dias, desviam a regular regularidade da rotina das pessoas;
enfim, gostam de complicar. Seja no trânsito, seja no ruído, seja no exagero
das palavras. Que mania!
3. Mas eles gostam. São sacerdotes feitos em tempos
vazios; sem sentido prático. Regados a sabores adocicados e distantes. Sabores
que se perdem no tempo; felizmente!
4. Amanhã a sua alma estará nas mãos, como todos os
humanos, doutros seres humanos solidários com os que sofrem. E esse tempo (já)
não demora a chegar. Por mais foguetes que os presbíteros façam estoirar!
A luz, essa,
nunca entrou em janelas fechadas, escondidas ou por limpar.
E não é que
estamos mesmo no ano da Luz?Guerra de dinastias
O Cristo é
uma forma de emoção
Fernando
Pessoa, in Livro do Desassossego
![]() |
foto: Fernando Veludo (nFactos), in publico.pt
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Jaime Gama,
que fez a apresentação do livro do deputado laranja no parlamento europeu – que
diz ser preciso fazer uma leitura mais abrangente de Jesus –, parece não ter
estado lá muito em sintonia com Paulo Rangel, desde logo porque não lhe parece
“que seja fundamental ter má consciência politica em nome do Evangelho”, mas
também não lhe parece que “seja relevante ter má consciência evangélica em
termos de política”.
O texto, com
a assinatura da jornalista Margarida Gomes, está no jornal Público (16.06.19). Nele pode ainda ler-se a opinião de João
Gama: “mau samaritano é o que não salva. Todo o político é um bom samaritano,
senão não era político. Em política não há maus samaritanos”.
Caramba! E não
é que estou em completa sintonia com o deputado laranja!
Com quem
estou em total desacordo é com João Gama. Nem todo o político é bom samaritano;
infelizmente; portanto não salva.
Paulo Rangel
revela-se um bom samaritano.sábado, 27 de junho de 2015
Tempo a esgotar-se
Cansei-me
de tentar o teu segredo:
no teu
olhar sem caos
Camilo
Pessanha, in Clepsydra
A boa notícia: as obras na via intermunicipal que liga
Joane, no concelho de Vila Nova de Famalicão, a Vizela, começam brevemente. Há
quem diga que “arrancam antes do verão”.
A má notícia:
Já ontem era tarde e o verão vai até setembro. É muito tempo.
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Tens mesmo a última oportunidade
Dançamos
como morremos: SOS
Rui
Reininho, E, 15.06.20![]() |
foto: brasil.elpais.com
|
Refugiados
de guerra, essencialmente, como se depreende do relatório: “prende-se com o
crescimento de recentes conflitos e guerras no mundo”.
2. Massacre de Charleston. Roof queria
desencadear uma “guerra de raças”.
Título do
i, 15.06.20
É “impensável
que, na sociedade de hoje, alguém entre numa igreja onde está reunido um grupo
de pessoas para rezar e as mate, diz o chefe da policia local” lê-se no
jornal i. e com dor imensa, dá-se razão às palavras.
Escreve a
jornalista Ana Gomes Ferreira que o que aconteceu em Charleston “foi num crime
de ódio, motivado por racismo e cometido num lugar simbólico, numa das mais
antigas (e mais importantes) igrejas da comunidade negra dos Estados Unidos.
3. Refugiados: ódio, guerra, destruição e fuga da morte.
Massacres:
ódio, destruição e fuga para a morte.
4. José Saramago continua atualíssimo: o homem não tem
remédio.
E não é
que hoje o mundo acorda outra vez com medo. Em França. Na Líbia e no Koweit?
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Empregadores de sonho
Enlouquecer
assim
sem mais À
dor cingir o brilho externo
Vergílio
Alberto Braga, in Sequências de Pêgaso
A
confirmar-se o que nos vão dizendo de Santa Clara, “as políticas de incentivo fiscal aos investimentos empresariais que criam
empregos líquidos nos concelhos de Guimarães deverão saldar-se na criação de
900 novos postos de trabalho e na concretização de um investimento global de
120 milhões de euros até 2017”.
Não faço a
mínima ideia se tal virá a acontecer; acredito que sim, e tenho a certeza
absoluta que Ricardo Costa não anda só a fazer de conta ou a viajar pela Europa, isto é, o vereador vindo da vila termal não anda a brincar em serviço.
O que vou
sabendo (para já em surdina) é que não tarda teremos novidades de investimentos
– e que investimentos – por terras de D. Afonso.
E,
confirmando-se o que por aí se vai ouvindo, Guimarães só poderá (estou certo
que vai) festejar. É claro que só se festejam coisas boas, inovação; vida.Atitude litúrgica
Quanto
mais alto o homem, de mais coisa tem que se privar. No píncaro não há lugar
senão para o homem só.
Fernando
Pessoa, in Livro do Desassossego
![]() |
foto: sol.pt |
Ah! Calgary
é “a cidade mais limpa do mundo”.
Que belo
exemplo a seguir por todas as cidades com pretensões verdes!quarta-feira, 24 de junho de 2015
Final de ciclo
Todos nós
temos um deus que amamos.
sempre. Às
vezes. Nunca
nunca,
quando o amamos o podemos ter.
Marta
Duque Vaz, in Aclive
![]() |
imagem: catoliscopio.com
|
1. Com um
estrondo que ninguém esperava, Francisco, o líder católico mais aberto e com
olhar muito para além dos dias, apresentou Laudato Si, uma encíclica, como tantas outras com que os papas vão
marcado os seus pontificados. Só que este olhar sobre o cuidado da Casa Comum
não é uma encíclica qualquer.
Percebe-se,
portanto, que o semanário Expresso titule Papa
contra o ‘depósito de porcaria’ (15.06.20), acrescentando que “Francisco
defende o ambiente e critica submissão da politica à finança”.
Ou que o
diário Público, também em título, escreva (15.06.19) que o “papa coloca
igreja no centro do debate ambiental e climático”. Aliás, em editorial, o mesmo
jornal vinca: “volta a fazer-se história no Vaticano”.
2. Para se perceber o que está em causa neste texto da
responsabilidade do papa Francisco, ou melhor, do impacto que ele trará aos
dias que correm, recorro a Isabel Varanda (Igreja Viva, 15.06.18): “sendo ainda a questão ecológica uma questão
marginal de preocupação da maior parte dos nossos contemporâneos, não se
estranharia que o anúncio da encíclica do papa suscitasse uma relativa
indiferença. O facto é que se verifica o contrário”. O que, no mundo consumista
e tremendamente destruidor é extraordinário. Recordo aqui o que escrevi sobre apoluição nas cidades.
3. Por que será? Importa voltar ao jornal Público e ao texto de Ricardo Garcia. A terra, o planeta onde
todos nós habitamos, está a transformar-se “num imenso depósito de lixo”. Daí
que, diz o texto papal, os países ricos têm que pagar a “dívida ecológica” aos
mais pobres. Muito bem, mas não chega. A Terra, assim, vai-se; para pobres e
ricos.
4. O texto
Laudato
Si é um documento com 192 páginas que “junta a fé e a moral à razão e
ao engenho”. Mas, é verdade!, não é um texto qualquer. Para além dos habituais
destinatários dentro da igreja católica, desta vez, a igreja de Roma, saiu do
seu habitual resguardo vaticanista e olha para a Casa Comum. Ótimo. Afinal, a
Terra é universal.
5. O que
importa mesmo vincar por ‘culpa’ desta ousadia do papa Francisco é que é
urgente a Humanidade perceber que tem que mudar “o seu estilo de vida, de
produção e de consumo”. Mas será que vamos entender? Aqueles que se limitam aos
altares chegarão a toda a Terra?
6.
Felizmente que a encíclica foi bem recebida e saudada por líderes religiosos,
ambientalistas, investigadores e dirigentes de organizações internacionais. O que
se pode ser um excelente sinal de que haverá mais acções para além da excelente
iniciativa do Vaticano.
Bandeiras do fim
Do outro
lado de mim, lá por trás de onde jazo, o silêncio de casa toca o infinito.
Fernando
Pessoa, in Livro do Desassossego
![]() |
foto: guimaraesturismo.com |
Gonçalo
Cruz, reflexodigital, 15.06.18
E Taipas
sempre a surpreender!
É verdade
que nem sempre pelas melhores razões; mas isso já não é novidade.
Taipas, é
muito, muito antigo, sempre quis ser diferente.Sinais giros
Cada um
tem a sua vaidade, e a vaidade de cada um é o seu esquecimento de que há outros
com alma igual.
Fernando Pessoa,
in Livro do Desassossego
Até Vila Nova de Famalicão!
“Câmara
regressa às 35 horas e ‘devolve’ tarde de sexta-feira (depois de outubro manter-se-á?)
Pode
ler-se no Correio do Minho (15.06.17)
A seguir é
Braga?
terça-feira, 23 de junho de 2015
Um corpo que quer o silêncio
Quando
avançamos para a morte, não nos preocupamos com o que deixamos pelo caminho.
Milan
Kundera, in A Festa da Insignificância
![]() |
foto: publico. pt |
Sim, eu
também acredito que as pessoas mudam. Há sempre tempo, dirão alguns!
Sim, a
ideia da sopa, pão, prato de peixe/carne e sobremesa é excelente. Hoje. E
ontem. Sempre.
Sim,
também espero que, depois de outubro próximo as cantinas sociais continuem – e
utilizando as palavras do presidente do centro regional de segurança social de
Braga – a dar “garantias, profissionais e muito cuidado” aos mais necessitados.
Sim, as
noves cantinas sociais existentes em Guimarães continuarão a assegurar a
“cobertura de todo o território” vimaranense.
Sim?
Esperemos pelo
próximo outubro. Que não será vermelho!Olhar do silêncio
![]() |
foto: tamegasousa.pt |
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Viver um tempo que ainda há de vir
O populismo
é como o Inferno. São os outros.
Luís M.
Faria, E, 15.13
Prémio aquele de quem se volta a falar: Seguro é
muito jovem para deixar a política, Miguel Laranjeiro, ex-dirigente do PS. Pode
ler-se no semanário Expresso (15.06.20).
1. Leio – e
registo; só isso – estas palavras da jornalista Cristina Figueiredo na última
edição do semanário Expresso: [António José Seguro] «ao dar de caras com o seu
nome na edição do “DN” de
segunda-feira, ligou para Miguel Laranjeiro a “agradecer”».
2. Li e rio com Gente (Expresso, 15.06.20):
“A publicação de uma sondagem da Universidade católica, ontem, que dava a
Coligação Portugal à Frente à frente do PS foi recebida com sentido de humor
por algumas tropas socialistas. Dizem estes: com as temperaturas de PSD e CDS a
aproximar-se dos 40, houve quem temesse consequências de um incêndio no Largo
do Rato – é que desde setembro que estão sem seguro”.
3. Li e gosto da pergunta do diretor do i (15.06.20) Vitor Rainho; uma pergunta gira: quem diria
que António José Seguro estava mais bem posicionado que o atual líder?
4. O politólogo Carlos Jalali afirma no Jornal de Noticias (15.06.20 que “o desafio de
António Costa faz cair o PS nas sondagens, depois de o PS pós-primárias deu um
salto, mas a partir daí tem estado sempre em declínio. Não são boas noticias
para o PS. Até porque toda a gente no partido deve ainda lembra-se da expressão
vitória de Pirro [afirmação de Mário Soares
sobre o resultado das europeias].
5. Domingos Andrade escreve no Jornal de Noticias da última sexta-feira: “sobra
ainda a António Costa um pequeno equívoco que lhe pode ser fatal. Não estamos
em tempo de se herdar o poder. Ele conquista-se. Com tenacidade, ideias,
carisma, luta, honestidade, voto a voto.
Construtor de ações
É muito
importante estar aberto para os inimigos, foi isso que aprendi com a minha
cadela. Só que, ao invés dela, eu não procuro marcar território, mas justamente
o inverso: atacar aqueles que erguem muros, muralhas, muretes e morais.
André E.
Teodósio, E, 15.06.06
Famalicão,
Braga e Guimarães contribuíram com 6.488 unidades para a redução de 45 mil
desempregados nos 86 concelhos da região norte, pode ler-se no Diário do Minho,
edição do dia 18.
É um texto
do Joaquim Martins Fernandes que nos diz também que “os números avançados pela
Comissão de Coordenação colocam Guimarães no ranking dos que mais combatem o
desemprego”.
Claro que
fico contente por ver a minha região em crescimento, mas o crescimento de
Guimarães…domingo, 21 de junho de 2015
Cuidado com o futuro
Quando as
centrais a carvão lançam fumos em Pequim, a Califórnia tosse.
O tema de
capa da Courrier internacional de junho, edição
portuguesa, é a poluição; a poluição nas grandes cidades.
O título um
planeta sufocado, numa capa a negro e uma foto com tubos a exalarem
montanhas de fumo diz tudo. E dixsa bem claro que a Terra está cada vez mais
escura; o seu futuro está negro, até.
É um dossiê
que reproduz textos dos principais títulos mundiais – The Guardian, International New York Times, Courrier internacional,
The Indian Express, Jinggi Guacha Bao e Take Part.
Lendo os
diferentes trabalhos, assusta ver a torre Eiffel, em Paris, “envolta numa nuvem de partículas” ou
perceber que em Cracóvia, a cidade “do ar imundo” e “enquanto os residentes da
histórica cidade se queixam de tosse e hemorragias nasais, há uma nova lei que
proíbe a combustão de madeira e carvão nos lares”. Ou que Lagos, “a maior
cidade do continente africano, sufoca com partículas mortais, amianto, dióxido
de enxofre e protóxido de azoto”.
Paris já proibiu
(já a partir do próximo dia 1 de julho) os carros a gasóleo, “podendo o diesel
ser proibido em 2020”.
É um
trabalho excelente para guardar – não porque sim, mas porque é uma realidade
séria; para discutir, pensar e, obviamente passar à ação.
Sim, é
nestas alturas que acredito em quem sonha com cidades verdes é quem sabe o que
quer do futuro. E agradeço viver numa que o será brevemente.
Sim, é
nestas alturas que fico terrivelmente assustado com o “futuro de cidades que
querem ser verdes, mas que não param de aumentar a emissão de fumos; cidades
pintadas de negro. Seja em dia de ralis, seja na promoção da combustão em
competição.sábado, 20 de junho de 2015
A realidade já não é o que foi
Maravilho-me
do que não consegui ver. Estranho quanto fui e que vejo que afinal não sou.
Fernando
Pessoa, in Livro do Desassossego
1. Na edição
de junho do le Monde diplomatique questiona-se se “será a política um desporto
de elite”, tendo como pano de fundo a derrota eleitoral “estrondosa” dos
trabalhistas ingleses.
Hoje, por
aqui, não me interessa falar senão da Grécia. Mas a pergunta sobre a politica
faz sentido quando se olha para o que está a acontecer na e com a Grécia. Começo
por Alexis Tsipras (em entrevista a um diário austríaco, mas citado pelo JN do
dia 20: “na Europa temos a ilusão de que somos o umbigo do mundo, cooperando
com os nosso vizinhos mais diretos. Mas o centro do mundo mudou de lugar”.
Realidade que não queremos aceitar.
2. Pensando calmante
sobre as duas afirmações é tremendo pensar – ainda que ao de leve – no que vai
ser a Europa já a seguir.
Esta afirmação
de Ricardo Reis (Dinheiro Vivo, 15.06.20) pode dar uma ajuda: “estamos hoje
numa situação de ver o berço da civilização afastar-se da Europa e abraçar a
influência russa”.
3. Não terá
Nicolau Santos (Expresso/Economia) razão ao escrever que “o mundo dos poderosos
uniu-se contra o governo do Syriza. Porque o Syriza ousou desafiar o status quo, e isso é perigoso”?
4. Pedro
Santos Guerreiro (Expresso, 15.06.20) parece dar razão a Nicolau Santos.
Reparemos: “o Syriza tornou-se inacreditável e Bruxelas intolerável. Fazemos ou
desfazemos a Europa?”
5. Vale a
pena ver o que pensa Yanis Varoufakis, citado pela revista E: Nós não estamos
especialmente preocupados em manter as nossas posições. Portanto, isso
destabiliza o outro lado. Eles estão habituados a políticas que fazem realmente
questão de manter as suas posições. E nós não somos assim. Não nos importa. Queremos
fazer o que é correto, e se não podemos fazer o que é correto, vamos embora”.
6. Aconteça
o que acontecer a seguir é importante ler a reportagem de Penny Bouloutz, in
Kathimerlni (Atenas) do dia 15 de março e citada pelo Courrier internacional de
junho: “na Grécia, tantos os doentes como as farmacêuticas têm de ter nervos de
aço se quiserem obter medicamentos. As farmacêuticas internacionais estão a
fornecer o mercado a conta-gotas. Resultado: faltam aspirinas, vacinas,
antidepressivos, antiepiléticos e antipiréticos nas prateleiras das farmácias”.
Perceberemos
o que é e o que será a Grécia e o caos que por ali reina.
7. Volto a
Pedro Santos Guerreiro “Sem rasgo na Europa rasga-se a Europa”.
Um dia, talvez um dia destes, vou celebrar-te
Por
definição constitucional, o Presidente da
República (PR) representa a República Portuguesa, é garante da
independência nacional e da unidade do estado. Nessa perspetiva, o PR deveria
presidir, anualmente, às cerimónias do 24 de junho, em Guimarães, no
cumprimento da mais importante função do estado.
Narciso
Machado, Público, 15.06.10
Eu,
vimaranense (quiçá distraído) que não acredita, nunca acreditei, em
centralismos, e correndo o risco de ser lírico, só posso perguntar: agregar
para dominar?
Não? Não
foi sempre esta disparatada ideia centralista nascida depois de o senhor Afonso
ter entrado em Lisboa ainda vestida de chusmas de vontades mouriscas?sexta-feira, 19 de junho de 2015
A realidade é sempre muito mais simples
Há
qualquer coisa de macabro nos ex-votos de cera; com bracinhos e perninhas,
olhos e corações de cera. É a representação física da doença curada pela divindade.
Luís Pedro
Nunes, E, 15.05.09
![]() |
imagem: dn.pt |
Há uma ano
o PS estava - com António José Seguro na liderança – no limiar da maioria absoluta das intenções de voto em Portugal.
Hoje, com
António Costa, o PS, não só perde 12% nas mesmas intenções de voto, como se vê
(pela primeira vez) ultrapassado pela direita; por uma coligação que matou
todas as esperanças de futuro em Portugal.
É nestes
momentos que recordo tudo o que ouvi numas primárias onde não esperava ouvir o
que ouvi.
A
integralidade de Seguro levou-o para longe desta realidade nada abonatória de
um partido que já esteve com uma mão na maioria dos votos.
Por agora
ficarei por aqui, mas outubro é já ali. E, como diria um amigo meu, depois
falamos.O futuro? Jamais será memória ferida
Vê-te ao
espelho antes de ser candidato outra vez.
Juan
Vicente Herrera, presidente da região de Castela e Leão, para Mariano Rajoy
Escreve
José Fontes no Jornal de Noticias (15.06.13) que “seguramente [os partidos
tradicionais] algum dano vão sofrer, sobretudo os que dão origem a
dissidências, cujos novos lideres gozam de grande empatia na imprensa sem que,
alguns, tenham ido a votos ou exercido poder”.
É um olhar
muito interessante.Tudo é tão parvo
Uma rua
deserta não é uma rua onde não passa ninguém, mas uma rua onde não passa
ninguém, mas uma rua onde as que passam nela como se fosse deserta.
Fernando
Pessoa, in Livro do Desassossego
![]() |
imagem: protense.com.br |
Ponto
prévio: ler o livro do Desassossego ou ver o filme do Desassossego (grande
realizador este senhor João Botelho; grande interpretação de Cláudio da Silva)
pode não ser para todos (há por aí quem o vá dizendo).
Sigamos
então, com toda a normalidade em frente lendo os dias. Começando pelo jornal
Público (15.06.12): “discriminação de imigrantes no mercado laboral “é
invisível” mas existe.
Ai é? E
nós que vamos lendo o senhor Bernardo Soares sabíamos! Por isso, ao lermos o
trabalho do jornalista Camilo Soldado – detetados processos que dificultam a
entrada de cidadãos de fora da UEU no mercado de trabalho português – só podemos
voltar ao contabilista Bernardo Soares e às suas incidentes farpas nos dias.
Ah! como
afirma Pedro Gois “os que chegaram mais recentemente são sujeitos a outro tipo
de pressões, conjunturais que também têm a ver com o facto de a taxa de
desemprego em Portugal ser muito elevada”.
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Ninguém ouve
Ilha sobre
ilha; uma camada de ar quente de permeio
um sopro leviante no drama de conhecer o mundo
Firmino
Mendes in Ilha sobre ilha
Rui
Moreira aponta baterias ao “centralismo objeto” do Governo, titula o jornal Público
(15.06.10) que acrescenta que o presidente da câmara do Porto, defendendo a
“verdadeira autonomia”, na conferência do Jornal de Noticias, Por Portugal,
afirmou que a “região que queremos é uma região com autonomia verdadeira, capaz
de decidir sobre o seu território e capaz de criar políticas ativas de emprego,
desenvolvimento e económico e qualidade de vida, sem depender da visão macrocéfala
do estado que, a partir de Lisboa, vê Portugal como um mapa plano, todo com a
mesmo tonalidade e sem ter em conta as realidades sociais de cada região”.
Portugal?
Qual Portugal? O dos senhores de Lisboa ou o Portugal dos portugueses?Conforto e bem-estar
António
Costa promete a Portugal ‘um caminho diferente’ e uma ciclovia paralela a esse
caminho.
O Inimigo
Público, 15.06.12
![]() |
foto: infoescola.com |
Que olhar
com ambiente! Será por isso que, pode ler-se na gente (Expresso) do último dia
de santo António, “no PS reina algum nervosismo com as sondagens, onde o
partido não descola, por mais que o líder dê voltas ao país?”
Ou será que
António Costa, antecipando o futuro, vai mesmo pela ciclovia – muito mais
vagarosa, é certo!, mas muito mais salutar, convenhamos – paralela aos caminhos
destruídos pela falta de visão?
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