terça-feira, 31 de agosto de 2021

Há motivos para acreditar?

As cidades têm exploração e despotismo, mas é nas cidades que temos liberdade. Aliás, a liberdade é urbana.

António Rocha e Costa, Mais Guimarães, 20.04.15

 

António Amaro das Neves publicou um texto muito interessente sobre os dias de Guimarães; os dias passados, os de hoje e o que terão que ser os dias que aí vêm.

Do seu texto, primeiramente publicado na edição em papel relativa ao mês de agosto do jornal de Guimarães (JdG) e hoje republicada na edução online daquela publicação saída das terras de Trajano, importa começar por olhar para estas palavras: Fernando Távora tinha uma visão para cidade, que classificava como a glória do homem, assente numa ideia que seria o fio condutor do processo de requalificação urbana que traria a Guimarães o reconhecimento como Património da Humanidade.

E registar de forma bem vincada esta afirmação: por muito que se afirme o comprometimento com a sustentabilidade ambiental, vertida em discursos voláteis e em candidaturas a cidades verdes e outros galardões ecológicos, a exaltação do verde acaba quase sempre por ser esmagada pelo fascínio do betão, aqui e ali disfarçado com verduras.

 

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Presente de luxo; e o devir?

Cidades nas quais as pessoas reportam um elevado nível de confiança social e relações positivas têm também os níveis mais elevados de satisfação.

Charles Montgomery, Smartcities, julho 2019

Leio no Diário de Noticias (21.07.12) um texto de Paulo Cunha, presidente de câmara de Vila Nova de Famalicão de onde registo estas palavras: o paradigma urbano das cidades está a mudar, e isso é uma boa notícia para os cidadãos. Os espaços para as pessoas estão a ganhar terreno aos automóveis e a materialização deste modelo via induzir uma nova cultura de fruição do espaço citadino.

Como gosto destas palavras! E, parece-me que pela primeira vez, estou em sintonia com o futuro ex-presidente da câmara de Famalicão.

Mas, caramba! As palavras e os atos andam sempre tão distantes!

 

domingo, 29 de agosto de 2021

Estranhos prazeres


 

Temos visto noutras cidades que um grande aumento no número de visitantes pode resultar num aumento dos preços e numa exaustão dos recursos, portanto é crucial que cada cidade tenha preparada uma estratégia sustentável. A cultura é a chave para o fazer.

Justine Simons, vereadora da Cultura e Indústrias Criativas de Londres, Público, 19.11.12

 

Perder-me na cidade? Que bom!

Eu quero conhecê-la. Entrar e sair nos seus pequenos recantos, nas suas ruas esquecidas.

Sentir os silêncios impulsionados pela agitação e os ruídos entremeados no meio dos sossegos quentes.

Que grande emoção! A cidade agitada. E eu à deriva.

 

O que é que na noite da cidade pertence ao domínio do possível?

Os ruídos do quotidiano? Que alteram a cada momento?

A cidade do jogo. Está deserta?

É mais uma máscara que cai no rasto do voo sobre a cidade. Uma cidade inchada de gente.

Há tantos estranhos sonhadores.

sábado, 28 de agosto de 2021

testemunhas de angústia


 

há um corpo escondido na cidade

ninguém vê. a cidade ignora os silêncios

as presenças além de si e dos promotores

 

uma lufada do campo? certeza absoluta:

esta casa recorda que caiu uma estrela

numa cidade em efervescência

controla os danos da gestão da rábia

 

há um corpo escondido na cidade

ninguém o vê; vive nos silêncios dos engenhosos

de tempos novos: ilusão de urbanidade!


sexta-feira, 27 de agosto de 2021

como se liberta a poesia?


 

caminhada pela periferia da cidade

à sombra do pai; a cidade – vazia

– pronta a mudar o nosso medo

 

guerra de tempos; na carne

magoada dos humanos feridos

por tantas ausências

a liberdade ainda é uma quimera?

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

cair do cavalo


 

as ruas da minha cidade são inalteráveis

alcatroadas – com linhas pintadas estilosas

ao jeito do domínio – todas iguais.

fonte do imaginário perdido

 

cheiro a pobre? o segredo está na escrita

por onde se cruza a nova realidade: uma realidade

em forma de via; de correnteza

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

clamor do vazio


 

caos generalizado: cidade afogada; clamor

no vazio. cidade perdida – cidade assentida

cidade sem saída – cidade tóxica

uma cidade irracional

 

cidade que não existe; cidade que perdeu

a glória. abalos tectónicos por detrás!

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Vamos medir a sustentabilidade II


 

Não podemos resolver a pandemia ou o aquecimento global se não retomarmos a inter-relação ecológica e não olharmos de forma séria para o modelo insustentável de habitar o planeta.

Timothy Morton, filósofo do Antropoceno, Ípsilon, 20.05.15

 

Domingos Bragança, presidente de câmara de Guimarães subiu no “sobe e desce” do Jornal de Noticias (20.06.15). E na mesma edição daquele diário Delfim Machado escreve que Guimarães quer travar expansão da “favela dos ricos.

E porque sobe Bragança? Porque o autarca vimaranense assumiu publicamente que já era tempo de impor regras na construção que não para de subir a montanha da Penha. Tal como o JN vinca: depois de anos de alerta, a autarquia desenhou um plano de pormenor com regras apertadas para travar a escalada de habitações.

 

Sendo certo que é uma boa medida, ela já vem tarde, nas palavras de Carlos Coimbra, presidente da junta da freguesia da Costa. Já para Roriz Mendes, da Irmandade da Penha, a vontade é classificar a Penha como paisagem protegida, o que vai impedir algumas condições do urbanismo.

Tardia ou não esta decisão da câmara de Guimarães é uma boa notícia. É que mais vale tarde o que nunca, apesar de as águas já escorrerem montanha abaixo numa pressa destruidora.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

A cidade é nossa


 

Devolver espaço à cidade significa convidar as pessoas a andar a pé.

José Mendes, Smart Cities, 20.01.16

 

 

No ano de 2030 está prevista a utilização da bicicleta por parte de 10% da população; ou seja daqui a dez anos. É muito? É pouco? É, seguramente, um passo importante.

Desde logo, para acabar com o tormento dos carros nos sítios das pessoas. E então em Portugal, onde segundo dados da Pordata (relativos a 2017) havia 491 número de automóveis existente por cada mil habitantes…

 

Talvez, por isso, valha a pena olhar com atenção para as palavras de Fernando Nunes da Silva, professor catedrático no Instituo Superior Técnico, Expresso (Economia), 20.02.22: Damos demasiada primazia ao automóvel. Vivemos uma situação particular em que partimos para soluções antes de identificarmos objetivos e enquadrá-los.

 

Não deixará, pois, de ser importante vincar que a cidade é o que cada um faz dela. (Tiago Oliveira, Expresso, 20.02.22)

domingo, 22 de agosto de 2021

o futuro na palma da mão

Cidades para o automóvel são passado.

Jornal de Noticias, 20.02.17

 

Muito mais do que as palavras bonitas ou circunstanciais importa olhar, com toda a atenção, para as realidades dos dias que já s fazem de concretizações; não de promessas vãs:

1. Um estudo de 2017 concluiu que o ruido do tráfego provoca tantas doenças quanto a poluição atmosférica e tem prejudicado a evolução cognitiva das crianças, diz José Manuel Palma, antigo perito da Comissão Europeia para as diretivas do Ambiente e Qualidade do Ar. (Expresso, 20.02.15)

2. A cidade de Oslo, leio no semanário Expresso (20.02.15), alargou as ciclovias até os carros não terem praticamente como passar.

Que bela iniciativa! –“mais de 700 lugares de estacionamento foram eliminados e a construção de linhas de metro foi acelerada”.

 

sábado, 21 de agosto de 2021

Inquietação da semana II


 

A entrada dos supermercados onde o cliente podia depositar as garrafas de plástico é a via de acesso ao templo da religião do plástico. Mal acabámos de depositar no recipiente apropriado uma dúzia de garrafas e embalagens vazias, já estamos a encher o saco de toda a espécie de garrafas e embalagens cheias. Tudo muito bem embrulhado e sobre-embrulhado de plástico.

 

António Guerreiro, Ípsilon, 21.08.20

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Inquietação da semana


 

Como mostra a história das garrafas de plástico * , é uma utopia acreditar que o combate à maior ameaça dos nosso tempos se pode fazer apenas com apelos à boa vontade. Custa dizê-lo, mas a realidade é o que é.

Manuel Carvalho, editorial, Público, 21.08.13

 

* Devolver garrafas em 23 supermercados deixou de dar descontos e entregas caíram 70%, título de uma peça com assinatura de Patrícia Carvalho, na mesma edição do jornal Público.

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Mobilidade VI - epílogo


 

Conclusão desta passagem apressada pela mobilidade: É interessante ver como a nossa imobilidade afeta a perceção do tempo.

Gonçalo M. Tavares, JL Jornal das letras e ideias, 2 a 15 de junho 2021

 

Reflexões para ter em cima da mesa dos dias, principalmente nos tempos decisórios.

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Falando de mobilidade V


 

  • A ecovia devolve-nos à harmonia com a natureza, no respeito pela biodiversidade e pela proteção do habitat de todas as espécies.

Domingos Bragança, presidente de câmara de Guimarães na apresentação da ecovia do Ave, no dia 12 de janeiro do ano em curso

  • Esta ecovia vai dar uma visão completamente diferente da imagem e da paisagem que estamos habituados a ver.

Frederico Meireles, docente da Universidade de Trás-os-Montes, idem

 

Reflexões para ter em cima da mesa dos dias, principalmente nos tempos decisórios.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Falando de mobilidade IV


Domingos Bragança, declarava ao jornal Mais Guimarães (20.12.16) que o eixo fundamental (da mobilidade em território vimaranense) será a ligação entre Moreira, Lordelo, a cidade e as Taipas com uma linha dedicada ao longo das nacionais 101 e 105, por metrobus, um autocarro rápido e elétrico.

Ah! toda a mobilidade passará a ser elétrica, pelo que Guimarães dará um salto enorme.

 

Reflexões para ter em cima da mesa dos dias, principalmente nos tempos decisórios.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Falando de mobilidade III

A antiga deputada municipal Ana Amélia Guimarães eleita pela CDU tem toda a razão quando afirma que “a mobilidade é um fator de coesão do território e da qualidade de vida. Volta e meia este problema, ignorado há m ais de 30 anos pela autarquia, volta às páginas dos jornais”.

Basta ler a edição do Mais Guimarães (20.01.29). 

Pois bem! Não há que duvidar: “a mobilidade é um fator de coesão do território e da qualidade de vida”.

 

Reflexões para ter em cima da mesa dos dias, principalmente nos tempos decisórios.

 

domingo, 15 de agosto de 2021

Falando de mobilidade II

 

Numa entrevista à edição de dezembro de 2020 ao jornal com sede na vila termal de Caldas das Taipas Reflexo, o atual presidente (e candidato a um novo mandato) de câmara de Guimarães afirmava que “o que pretendemos é tudo elétrico, metrobus ou tramway, é tudo sem combustíveis fosseis, será uma autêntica revolução na mobilidade e uma referência histórica para Guimarães”.

Reflexões para ter em cima da mesa dos dias, principalmente nos tempos decisórios.


sábado, 14 de agosto de 2021

Falando de mobilidade


 

Rogério Mota, num debate organizado pela Associação de Jovens Empresários de Guimarães (AJEG) (in Mais Guimarães, 20.01.13) afirmou que a classe politica e decisora de Guimarães não tem, ainda, visão, rasgo ou coragem para discutir esta solução [sobre o tramaway como possível solução de mobilidade].

E continuou: Não é para adotar no presente nem para implementar em quatro anos, mas o futuro será pela ferrovia.

De que vale ter uma ligação entre Guimarães e Braga, se, quando chego aqui, não tenho como me deslocar.

 

Reflexões para ter em cima da mesa dos dias, principalmente nos tempos decisórios.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

vamos medir a sustentabilidade

como se fosse a minha casa; como se fosse

a última noite

como se fosse verdade! companheiro

 

de passeio; companheiro de vida

companheiro indispensável! companheiro

da melhor liberdade urbana. sim!

 

resistência

a todas as facilidades tentadoras

cidade estéril; cidade nervosa em paralelismos

 

domingo, 8 de agosto de 2021

Recuperação de Ecossistemas


O Antropoceno é essa época que teria começado a partir do momento em que o ser humano se teria tornado uma força geológica, uma força geomorfológica, uma força capaz de impulsionar os movimentos fundamentais a partir dos quais se desenha o rosto da Terra.

Fréderic Neyrat, filósofo francês, Ípsilon, 18.08.10

 

 

De acordo com a Assembleia Geral das Nações Unidas a degradação dos ecossistemas causou um impacto direto no bem-estar de cerca 3,3 mil milhões de pessoas. A pensar nesta situação aquele órgão da ONU declarou 2021-2030 a Década das Nações Unidas para a Recuperação dos Ecossistemas. É uma iniciativa conjunta entre o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP) e a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) que pretende acelerar a promoção global da recuperação de ecossistemas degradados. E um contributo importante para as metas do combate à perda de biodiversidade, mitigação e adaptação às alterações climáticas e, por esta via, o assegurar, de forma mais justa e equitativa, o aprovisionamento, a segurança alimentar e a disponibilidade de água.

 

Na nossa região existe uma realidade incontestável e incontornável: a biodiversidade está cada vez com mais saúde. A prova deste facto foi a criação de parques de lazer, em que foi realizada arborização, introduzindo-se novos indivíduos que deram nova vida em diferentes locais da região; a criação das várias pistas de pesca ao longo das margens do rio, onde aliás, se vêm realizando campeonatos internacionais é a consequência do aumento do número de peixes. Mas também têm sido avistadas ao longo destes anos, espécies de animais que regressam ao vale do Ave, com especial destaque para lontras, e para as garças.

Em suma, a região do Ave, onde Guimarães se integra de forma bem simpática, tem, desde a primeira hora, criado condições para que o equilíbrio biológico possa ser uma boa realidade.

sábado, 7 de agosto de 2021

As dores violentas que aí vêm


 

Haverá preocupação mais humana senão aquela que teme pelo fim dos dias, não só de si próprio, mas pela aniquilação da sua comunidade ou espécie, consoante os contextos e o tempo histórico?

Tomás Sopas Bandeira, 7 Margens, 19.09.30

 

 

No desejo – temo que seja apenas um anseio meu – de que possamos, de facto, pensar (e pensar, não, não é fazer de conta que depois da eleição tudo é como sempre foi depois pontos de vista ignorados na eleição) que importa ter na mesinha de cabeceira dos dias violento que nos vão apagar.

Definitivamente:

 

1. Catástrofes naturais; sempre as houve, mas o modo como foi percebido e representado o dilúvio que devastou povoações inteiras, na Alemanha, revela que há hoje uma nova consciência, uma enorme sensibilidade às responsabilidades da ação humana na variação cosmológica em que nos encontramos.

António Guerreiro, Ípsilon, 21.07.23

2. Talvez os sobreviventes da próxima Arca de Noé possam levar para o seu recomeço algumas lições desta colossal tragédia planetária de que somos, tudo parece indicar, os exclusivos responsáveis.

Viriato Soromenho-Marques, Diário de Noticias, 21.07.24

 

Não sei quem vai ser o autor do Génesis II, mas temo que a linguagem lírica – e linda, na verdade! –, dos povos da Mesopotâmia já não seja escutada. Todos os povos nascido no Crescente Fértil, território onde a destruição já não é somente bélica.

É tarde demais!

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Olhar no Ambiente

Todos queremos uma casa confortável, dinheiro, independência e liberdade. O problema é quando isso se transforma em algo insaciável enquanto à volta o planeta se vai esvaindo e as coisas válidas e simples, os pássaros, os insetos, o ambiente, vão colapsando.

Kevin Shields, guitarrista da banda My Bloody Valentine, Ípsilon, 21.07.30

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Má sorte andar na vida

Não estamos no fim do mundo. Mas talvez um ciclo em que todos os elementos valessem o mesmo, em que o Homem não estivesse acima de nenhum deles.

Ana Deus, Ípsilon, 20.04.24

 

a noite está fria; quase gelada. ninguém circunda na rua. as luzes altas

agora são mais brilhantes e, dizem – sem o comprovar (para nos tentar convencer das suas opções menos quentes, mas cheias intenções intensas; politicamente) – mais amigas do ambiente

desenham fantasmas no nevoeiro noturno.

 

ao longe avista-se o movimento de dois vultos. caminham discretos e muito certinhos na minha direção

vamos cruzar-nos

a noite está fria; quase gelada. dois corpos serenos cruzam-se. e o frio morre na solidão da ausência de futuro

 

estou a estranhar o ambiente. não ouço vozes. não vejo ninguém. terei entrado no sítio errado? 

ambiente de absoluta decadência…

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Fim de linha

No plano das responsabilidades políticas assiste-se a uma situação paradoxal: por um lado celebram-se os novos avanços na descarbonização, por outro nada se faz e diz para que se forme uma verdadeira consciência nacional. Que corresponda ao “estado de emergência climática”.

José Gil, Expresso, 20.02.22

 

Uma sondagem revelada ontem, escreve Leonte Botelho no jornal Público (20.06.12), mostra que os cidadãos europeus não querem regressar às cidades entupidas de carros nem aos níveis de pré-pandemia.

Na peça – Europeus não querem cidades entupidas de carros, nem a poluição pré-pandemia – a jornalista salienta que uma grande maioria está disposta a fazer mudanças na mobilidade urbana, como abrir espaço público para formas mais limpas de transporte e carros poluentes de entrar nas cidades.

 

Mas será que, na prática, ou melhor, na ação politica, sentiremos as mudanças que se impõem?

Quem, em Portugal, ainda para mais em ano eleitoral, ‘ousa’ fazer o que o que Miguel Anxo Lores, alcaide de Pontevedra, ali mesmo na Galiza, fez ainda há pouco tempo?

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Olhar da semana


Ninguém se pode arrojar o direito de ter metros e metros quadrados de rua. Se lhe apetecer comprar três carros, quanto espaço ocupam? O espaço público é escasso, e deve ser para as pessoas.

.Miguel Anxo Lors, alcaide de Pontevedra, Público, 21.08.02

domingo, 1 de agosto de 2021

Guimarães ao mais alto nível


Os palavrões afetivos são domínio esplendoroso do linguajar vimaranense. Não é possível entender o abençoado da terra de Guimarães sem acudir ao garrido com que ali se definem sentimentos.

Valter Hugo Mãe, in Contra mim

olhando a cidade III

  O que ainda falta em Portugal é a presença vegetal. As cidades são muito cinzentas , especialmente na periferia. Sónia Lavadinho, consulto...