sexta-feira, 27 de agosto de 2021

como se liberta a poesia?


 

caminhada pela periferia da cidade

à sombra do pai; a cidade – vazia

– pronta a mudar o nosso medo

 

guerra de tempos; na carne

magoada dos humanos feridos

por tantas ausências

a liberdade ainda é uma quimera?

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Realidades feitas Epopeia IX

  Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  ( Relógio d’ Água )