sábado, 26 de dezembro de 2020

Curiosidade vimaranense


O humor é exigente, esgotante, difícil de encontrar. Porque é muito denso equilibrá-lo com a seriedade, com a verdade e a realidade da vida.

Spoke Lee, E, 18.09.01

 

Há atores com raça; atores do momento e atores que adoram a palavra – o seu significado e o que está visível no desenho do seu som.

Daí que, tentando brincar com as palavras, as palavras que marcam muito a sério Guimarães, ouse perguntar:

quando estou a queixar-me das minhas costinhas; gastas pelo tempo e por um clima destruidor, estou a fazer publicidade às tortas de Guimarães?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

atestado de vitalidade


lugares de memória; expôs-nos

a contextile 2020 – olhar

de firmeza

olhar relevante;

 

ação certa numa cidade posta

em elite; tão intensa! sempre

no lado da felicidade

dos dias – eternamente lugares de memória.

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Olhar da semana

Os jornais, televisões só se lembram do poder local quando o covid ataca instituições locais ou quando sobem os números de casos e de mortes numa dada autarquia.

Wladimir Brito, Mais Guimarães, 20.12.16

 

Balanço crítico

 

O que leva um primeiro-ministro a tentar tirar autoridade a um ministro que a tem e a defender um ministro que a perdeu?

Daniele Oliveira, Expresso, 20.12.18

 

Dúvida

Este Governo anda estranho. U ministro adianta-se ao primeiro-ministro que o atropela, enquanto segura outro ministro. Um chefe de polícia atropela o ministro que foi salvo pelo primeiro-ministro e mais ninguém.

Gente, Expresso, 20.12.18

 

Preocupação

O pior é termos a consciência que o Governo e o PS são hoje um vulcão ativo de instabilidade politica e de atoleiro funcional. Todos desconfiam, e poucos são os que tentam salvar as aparências.

Manuel Pinto Teixeira, Jornal de Noticias, 20.12.18

 

Falta o quê?

As mudanças de titulares de cargos no segundo Governo de António Costa revelam um projeto de poder esgotado num regime cada vez mais dependente de uma elite partidária.

Manuel Carvalho, editorial, Público, 20.12.16

domingo, 20 de dezembro de 2020

apelo à calma

 

eu? estou aqui – e o meu pensamento

divide-se

acompanha as palavras;

as redes são tão voláteis!

 

eu? a calma sempre foi apelo

nos dois sentidos; aparição do desejo

anúncio abusivo.

 

eu? abuso vermelho

com incidência no umbigo;

a prominência da barriga conceberá

todas as calmas.

sábado, 19 de dezembro de 2020

Chegada calorosa


 Todos os bárbaros têm uma religião, não é a do sagrado, é uma prática social, o dogma.

Eugène Green, Ípsilon, 19.11.29

 

Um novo nó na autoestrada A7 “entre Fradelos de Balazar para chegar ao novo santuário da Beata Alexandrina e às empresas da região envolvente”?

Ui!

As empresas que por ali laboram são importantes, mas para chegar ao santuário da beata Alexandrina?

Ele há cada uma! Alexandrina; beata!?

 

Na outra autoestrada para ligações muito, muito importantes, que atravessa terras do vale do Ave, a A11 ficou, deixou ficar pelo caminho, algures, por Brito. E não havia promoções económico-religiosas em causa, as razões eram bem mais realistas, mas Durão Barros mandou tudo para outras ligações com pessoas bem mais pesadas.

 

Mas pronto! O PSD, seja em Famalicão – bem sei que Jorge Paulo Oliveira não está só –, seja em S. Torcato, no território vimaranense, vê cada vez menos as dores dos portugueses e fica siderado com banalidades promocionais, tenham elas cariz religioso, bolandas ou simplesmente desejos saídos de sonhos nascidos em noites sem dormir!

Porquê?

Ora… Pela simples razão de que há cada vez mais portugueses barricados em ‘santuários’ feitos à medida dos senhores que se empoleiram no altar supremo da nação. Ou será, apenas, populismo?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Caminhos da tolerância

O extremismo político nunca fez nada de bom pela raça humana.

Woody Allen, E, 19.10.19


Em declarações ao Jornal de Noticias, Rui Vieira de Castro, reitor da Universidade do Minho, garantiu que a UM foi “surpreendida” pela informação veiculada nas redes saciais sobre uma estapafúrdia coisa com que, alguns estudantes, fizeram para denegrir a praxe estudantil. Por isso, o reitor da UM vê “com profundo desagrado e veemente condenação” este tipo de iniciativas, ofensivas da dignidade humana, leio na edição do passado dia 10 no JN. Um trabalho com assinatura de César Castro e Delfim Machado.

É um trabalho que nos conta que “vários caloiros do curso de Biologia e Geologia da UM estão a ser acusados de racismo por se terem caraterizado de negro (“blackface, uma prática na qual pessoas negras são ridicularizadas para entretenimento de brancos).

Contra racismos, fascismo e estupidezes continuarei a lutar; consciente de que estou cada vez mais cerceado dos meus limites interventivos!

O que, naturalmente, não me impede de estar em sintonia com o reitor da UM. Também vejo parvoíces desta natureza “com profundo desagrado e veemente condenação”.

 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Destruição de um jardim


Damos cabo das outras espécies, da energia, da água. Há um esgotamento óbvio do planeta.

Manuel Sobrinho Simões, jornal i, 19.07.13

 

1. Das minhas memórias de infância há dois ou três momentos que se cruzam com água; fugindo da escola. Um era, logo a seguir à escola primária – pelos vistos agora é a escola de Pardelhas!, na minha meninice era bem mais simples: escola nova, em contraponto com a ‘escola velha”, mais acima e só com paredes. Mas dizia que dos momentos de brincadeiras e baldas à escola, nós os putos reguilas da escola (e modéstia à parte, éramos e fomos os cincos candidatos ao prémio da Sociedade Martins Sarmento) íamos até ao regato;

hoje um fio de água subornado por donos feitos à pressa e oportunitas das  construções nas suas margens. Com a agravante de vedaram o acesso às qued de água! Basta descer a ribeira que, para que se pudesse chegar à Somelos (nessa altura tinha uma designação bem maior) era uma beleza de percurso rústico e verde.

Deve ser por coisas destas que cada vez tenho menos saudades da terra onde nasci!

 

2. Mas o que, de facto me tira o sono por estes dias, é o que vi por estes dias, na verdade!

Basta olhar para a foto que ilustra este texto.

Lá em cima, também um local de brincadeiras na água da minha infância (esta com menor intensidade de presenças; era mais distante da escola), onde, mais um pouco à frente, hoje está localizado um dos sítios mais belos que conheço (deve ser das memórias do moinho): a quinta da Carpas, começou a destruição

(O meu pai dizia que por ali se chamava de Ribeirinho, mesmo ao lado de Pedra Furada, mas tudo muda tão rapidamente!)

 

3. Tal como já acontece em pelo menos dois sítios lindos da minha memória – perdão!, na minha terra de nascimento – há trabalhos em curso que vão avisando que o “ribeirinho” vai deixar de ser público. Se calhar é só impressão minha, ou da lente do telemóvel!

 

4. Assim espero!

Se assim não for, alguém terá que responder por este atentado (a minha memória pouco importa), contra a memória dos britenses; os britenses, não os atuais moradores de Brito! Frios, distantes, insensíveis e completamente a leste das memórias lindas de Brito.

 

5. Por mim, um britense assustado com o futuro da sua terra e sem rodeios de qualquer espécie, estou totalmente disponível a lutar pelos lugares belos da minha terra de nascimento. Dos sítios da (minha) memória; sítios onde a beleza não se faz de fortalezas ou moinhos, mas da memória coletiva.

 

Nota de rodapé: se for necessário dizer à senhora presidente de junta de Brito que alguém está a destruir a beleza de Brito eu estarei lá. Tal como o farei junto do senhor presidente de câmara de Guimarães, ou dos senhores do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Centro de poderes

foto: Leonardo Negrão (Global Imagens)
 

A palavra “elite” entrou em regime de inflação, no nosso espaço público.

António Guerreiro, Ípsilon, 19.06.28

 

1. Desde que votei pela primeira vez (e integrei a comissão concelhia de Guimarães da candidatura de Maria de Lurdes Pintassilgo) habituei-me a olhar para uma eleição presidencial e de uma forma diferente para os díspares candidatos presidenciais; diferença no que concerne à forma como se é sem deixar de ser, sem ser o que as máquinas políticas tanto desejam. E diferença na simplicidade e frontalidade dos olhares; seja para as realidades políticas, seja, principalmente, para as realidades sociais.

Neste ano, um ano dominado por Marcelo; comentador, chefe do governo, populista e presidente, tinha desistido de pensar nas eleições presidenciais do próximo mês. Mas os últimos avanços rumo à última semana de janeiro agitaram-me, levando-me para o sítio onde, na verdade, nunca nenhum de nós devia sair: a participação cívica.

 

2. Sendo certo que não olharei (agora) para Marisa Matias, por mais que aprecie o seu trabalho como deputada no parlamento europeu, restam-me dois candidatos: Ana Gomes e João Ferreira.

 

3. Aprecio imenso João Ferreira, que não para de mostrar como é um político com todas as janelas de futuro abertas. Considero-o o homem do horizonte de esperança. Estarei muito atento aos seus próximos passos.  

 

4. Só que neste momento solene de decisões, e sendo certo que o atual inquilino de Belém só a espaços se lembra que é presidente de todos os portugueses – seja no silêncio premeditado sobre atitudes pouco dignas no que à justiça diz respeito, seja nas provocações para fazer de conta que não existe em Portugal um governo livremente escolhido pelos portugueses –, continuo a ser fiel à aprendizagem que fiz aquando da candidatura de Maria de Lurdes Pintassilgo.

 

5. Ana Gomes é um sobressalto muito importante contra a apatia reinante; uma apatia que tem duas bases principais e perigosamente complementares: António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa.

O primeiro porque quer continuar a ‘dar-se’ com o segundo; e este segundo, tal como o primeiro, só olha para os interesses defendidos, desde sempre pelo centrão (como dizem os brasileiros), uma zona cinzenta do espetro politico que não é nada meiga no que às dificuldades dos mais necessitados diz respeito.

 

Nota de rodapé: há (supostos) dirigentes políticos dos dias que correm que só lhes falta (mesmo) mostrar a ferida aberta na coluna para inserção da mola que já não os suporta publicamente; tal é o seu fracasso liderante. Com a sua curvatura incapaz de os conduzir ao devir. Porque se agitam com a menor movimentação de ar.

O pior é que eles estão mesmo ao nosso lado!

sábado, 12 de dezembro de 2020

uma história imoral


a força do destino; os dias

que correm. nunca é exagero: mãe

é a palavra que opera; sempre

mesmo no livro das ausências

das redes sociais

 

gosto de supor o que oculta o horizonte eterno

e seco das redes sem alma

gosto – num gosto distante e apático. só.

 

é devassidão a mais; sim!

mas são os dias que correm

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Bola de espelhos

 

A grandeza hoje está no pequeno gesto que pode ajudar a reciclar o mundo.

Vitorino Silva (Tino de Rans), Diário de Noticias, 19.02.09

 

Quando o medo nos conduz a uma qualquer luz, até pode ser a luz pálida de um pirilampo, cheira-nos a salvação; vai daí seguimo-la. Aos trancos e aos mancos, mas seguimo-la, porque nos sentimos perdidos. Não, não estou a olhar para as palavras de Luís Pedro Nunes (E, 20.12.04) – os especialistas em história de pandemias estão em grande. Ainda há um ano ninguém sabia sequer que existiam e hoje são convidados de luxo em programas de televisão internacionais onde bebemos as suas palavras.

Mas por muitas (outras) razões, muito embora as palavras de Luís Pedro Nunes sejam bem claras e objetivas.

Estou mesmo a olhar com preocupação para as palavras de André Lamas Leite, na edição do passado dia do jornal Público, 20.12.01: a pandemia é uma lança apontada ao coração da democracia e a prostituição dos valores rule of low * bem pode despertar Victor Hugo do sono eterno. 

Se temos memória das nossas infâncias, não é verdade que íamos atrás dos pirilampos quando estávamos à deriva, perdidos dos pais e a fugir das sombras?


* estado de direito


quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Barbas a arder

Não desejo uma vida difícil a ninguém, pois as dificuldades, a pobreza e a dor não faz ninguém melhor pessoa.

Joacine Katar Moreira, E, 19.12.28

 

Como adoro este título do Jornal de Noticias do passado dia 4: greve de fome de sete dias termina com piza e croquetes. Não, não estou a brincar. Gosto mesmo!

A peça de Rui Pedro Pereira atira os meus olhos para as câmaras televisivas. Onde vi ali muito gozo; tanto escárnio e tanta vontade de fazer dos espetadores verbos de encher.

Registo no texto do jornalista do JN que os transeuntes pediram para tirar selfies com o chef. Só que, o chef terá reagido ao nível de “isto parece mesmo um zoo*, entre dentes, para que não ficasse registado.

Não, senhor! Não falta atirar amendoins. Mas há quem considere heróis em gente assim.

 

Sem mais palavras sob a minha pena, importa vincar este ponto de vista do músico Miguel Guedes (Jornal de Noticias, 20.12.04): sabes se a presença em frente ao Parlamento de nove empresários em greve de fome, habitualmente bem nutridos nas suas vidas normais garbosa e luxuosamente exibidas nas redes sociais), faz mais ou menos pelas reivindicações do setor da restauração, hotelaria e diversão noturna é algo de muito questionável.

 

* minha senhora, estou muito fragilizado! Respondeu entre chã, água e pilhas de jornais do dia, uma bandeira de Portugal e muitos cigarros, Ljubomir a uma mulher que lhe pedia para tirar uma selfie. (JN, 20.12.04)

 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Batalha sem futuro


Estamos a usar a cultura como uma forma de melhorar a vida dos jovens. Estamos a usá-la também na regeneração urbana – quando novos grandes projetos urbanísticos são lançados, a cultura tem que fazer parte.

Justine Simons, vereadora da Cultura e Indústrias Criativas de Londres, Público, 19.11.12

  

o pai e eu sentados na esplanada ao fim de tarde. sem nada para dizer um ao outro. sem nenhum olhar para trocar. estamos distantes? não;

quando estamos cansados ou com vontade de afogar a agressividade dos estupores dos dirigentes,

é só um fim de tarde. muito calmo…

(não é pai, é coisa que se perde nos dias parvos e brancos que nos levam)

porquê este confinamento cego?

 

leste as palavras de José Ornelas, presidente da conferência episcopal portuguesa (7margens, 20.11.27 sobre o futuro de todos nós?

não;

pede ao Tiago que me traga um copo de água. para acalmar a separação que vai crescendo entre o velho e o novo, entre a realidade boa e as realidades assustadoras que por aí circulam.

os olhos do pai são transparentes, de uma transparência que leva à ausência da cor. olhemos as palavras do líder católico português que mais tem agitado as águas do comodismo:

Essas atividades [culturais] são altamente penalizadas, mas são fundamentais para sairmos da crise com uma sociedade bem organizada.

e acrescenta: No campo da cultura nem tudo pode ser feito à distância, o público faz parte da própria festa. O público faz falta. Tem de ser a sociedade no seu conjunto a dar a mão aos artistas.

 

de frente, mesmo na diagonal dos olhos azuis do pai, está uma moça linda; toca

o telefone no meu bolso esquerdo

a diferença entre a calma de agosto e o início da agitação de setembro mede-se no movimento de automóveis na rua.

e a cidade torna-se mais fluida. Vivendo à vez, em distanciamentos parvos e segregadores. E a segregação é fria. E mata com tanta solidão

 

outra certeza pai:

o chefe do governo não sabe do que fala; está sempre a sair da cidade sitiada….

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Olhar da semana

Hoje, 8 meses depois, começo a ter muitas dúvidas que esta pandemia traga ao de cima o melhor de nós! Basta abrir qualquer rede social para ver o pior de nós.

Adelina Pinto, Mais Guimarães, 20.12.02

 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Chama de emoção


Não houve nenhum outro campo em que Guimarães se tenha posicionado internacionalmente ao mesmo nível que foi capaz de fazer na Cultura.

Samuel Silva, reflexodigital, 19.12.19

Guimarães Cidade Natal é uma iniciativa lançada pela câmara de Guimarães há três anos. Desde logo, olhei para esta realização como uma mais-valia muito interessante e capaz de animar quem, por terras vimaranenses, tem coisas lindas para mostrar. Mas também como um espaço de fruição, com luzes e animação, de fazer crescer água na boca aos mais pequenos.

Esta Guimarães Cidade Natal cresceu; sempre no acolhimento à bonita realidade que é a mostra de coisas lindas que se desenvolvem em território vimaranense.

Só que – porcaria de vírus! – há sempre um todavia nas coisas lindas da vida, este ano a Guimarães Cidade Natal não vai ser, porque não poderá acontecer.

Perdão! Vai ser e vai acontecer, mas de uma forma diferente, mas não menos motivadora. E a ideia de os artistas vimaranenses – e há gente tão criativa em Guimarães – fazerem as suas coisas lindas; criando encantamentos em árvores de natal para “angariar alimentos, roupa, livros e brinquedos para oferecer a seis instituições” que trabalham no território vimaranense é uma coisa linda. Muito interessante. Não só porque aumenta a solidariedade – sim é um veículo muito bom com os criadores vimaranenses! – e leva prendas a quem lhes dará o melhor uso.

E isto é solidariedade! Sim! Ativa e sincera.

Ah! E as árvores de natal farão a delícia dos vimaranenses nos diferentes espaços citadinos.

Ou seja, sendo certo que a “magia do natal é para todos”, importa muito enaltecer – para além da possibilidade de travar um consumismo desenfreado que, antes, nestes tempos ditos natalícios, provocavam nas pessoas (escrevi no pretérito perfeito porque o espero sincera e ansiosamente que da pandemia possa nascer a alegria da fraternidade) esta novidade de mostrar os encantos natalícios como eles sempre deviam ser: a harmonia solidária e o espanto pela luz que desce na noite.

domingo, 6 de dezembro de 2020

Caiu o meu ídolo


Os cães é que são fiéis aos donos. Homens e mulheres não são fiéis. Ninguém é fiel a ninguém, porque a palavra não faz sentido.

José Gabriel Pereira Bastos, psicanalista, E, 19.07.13

 

Rui Rio quer matar António Costa.

Perdão! O líder do PSD quer que a legislatura de António se fique pelo caminho.

Só que Rui Rio, sempre acelerado em Chegar primeiro, esquece o essencial: à parte a estúpida estupidez dos confinamentos feitos a régua e esquadro, já nada liga o PSD e o PS.

O PCP de Jerónimo de Sousa sabe bem disso. Sempre soube! Sabe melhor do que muitos (considerados) senhores políticos deste país à beira-mar plantado das verdades políticas.

E o PCP não vai alinhar em antecipação de eleições.

Não vai.

Há dúvidas?

Basta um pouco de bom senso e leitura de números. Seja de militantes, seja de contas. Em suma, tenham eles a dimensão ou orientações que tiverem!

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Sinais dos tempos que correm

Nunca houve, desde abril de 74, tanto afunilamento informativo como o que hoje vivemos. Fizeram-se ao longo deste ano várias iniciativas culturais e políticas, mas apenas foram contestadas aquelas que se identificam com Abril e a liberdade. Tudo começou com as comemorações do 25 de abril que alguns pretendiam que não se fizessem. Depois foi o 1º de maio e logo de imediato começou o folhetim da Festa do Avante!.

Torcato Ribeiro, reflexodigital, 20.11.26

 

olhando a cidade III

  O que ainda falta em Portugal é a presença vegetal. As cidades são muito cinzentas , especialmente na periferia. Sónia Lavadinho, consulto...