Querem-nos
mal instruídos para cumprirmos tarefas ou trabalhos mal pagos, sem levantarmos
a voz (e ai de quem o faça!), sem sabermos os nossos direitos e sem opinião
acerca da política, da economia e da sociedade portuguesa.
Nuno Granja,
Jornal de Noticias, 15.07.10
1. Então é
assim e em bom português: a tropa
fandanga que diz que governa Portugal, mas só cumpre reverencialmente o que
Bruxelas (e os seus mandantes sem escrúpulos), já não nos engana. E se insiste,
o resultado só pode ser o que Fernanda Câncio (Diário de Noticias, 15.08.14) nos mostra: «bem podem os especialistas em
“medição de pobreza como Carlos Farinha Rodrigues ou a Caritas alertar para o
facto de nos últimos anos se ter agravado brutalmente a situação dos mias desfavorecidos;
a noção de que “o pior passou” parece estar a triunfar».
2. E, tal
como David Ponte (Jornal de
Noticias, 15.08.14) – o que aconteceu nos últimos anos no mercado
de trabalho é talvez a maior “reforma” que este Governo fez, ao alertar as relações
de podere entre empregador e empregado, com claro beneficio para o primeiro
–, aqueles senhores que dizem querer Portugal à frente só querem estar mesmo
no caminho certo dos dominadores de Bruxelas.
3. Se
dúvidas pudessem existir, e não podem, reparemos neste pormenor que Margarida
Fonseca (Jornal de Noticias, 15.08.15) nos transmite: é simples: um telefonema, palavras vagas
quanto a pagamentos e a folgas (que nunca chegam a existir), aviso que será
trabalho temporário. E é. A nova “moda” no setor da restauração é colher jovens
em férias escolares.
E assim
vai Portugal! Um Portugal que Passos, Portas e o outro senhor que abandonou a
câmara de Lisboa (como é mesmo o nome dele?) nos querem impingir.
E nós,
pacóvios adormecidos pela falta de coragem, a dar troco a tanto fandango desta
tropa. Que parvos nós somos!