quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Ai se o meu pai ouvisse Passos Coelho!

O meu pai bem me avisava: filho, tu não a credites em tudo o que ouves. Cuidado com quem te fala ao ouvido! E eu com aquela mania que os filhos têm de que os pais são sempre uns cotas (ou será com q, por causa do custo de crescimento? achava que o meu pai só queria chatear-me.
Puro engano! O meu pai sabia o que é a vida.

Ai se o meu pai fosse vivo e tivesse ouvido aquela coisa sobre “o que já conseguimos” que o primeiro-ministro de Portugal exibiu com a mão esquerda suavemente a segurar na lente esquerda dos seus óculos – que raio terá o lado esquerdo de Passos Coelho que o agita tanto? – “finalmente começamos a colher os frutos das transformações que os senhores do FMI, pela mão americana de Obama (manietado por interesses que estão muito para além da politica que ele tanto apregoa e não é capaz de impor), e dos seus aliados de mãos dadas com os senhores de um banco central europeu, impuseram.
Tenho a certeza que não gostaria de ouvir o chefe do governo do seu e meu país na exibição de consoada feita moda eleitoral e diria: tu não acredites, filho. Olha que nem tudo o que luz é ouro!

Olhar do silêncio II

foto: publico.pt
Há crimes arquivados que salvam os suspeitos de condenações políticas e Paulo Portas sabe disso melhor do que ninguém. (…) Quem fez o que fez no caso dos submarinos já não tem nada a fazer no país.

Manuel Carvalho, Público, 14.12.28

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Fretes comerciais

Adoro jornais que destacam (na sua agenda é certo!) os torneios de sueca e esquecem outras realizações que pululam por aí. Belas realizações, diga-se.
É nestas alturas que perco todas as dúvidas: há meios de comunicação que até nas coisas mais insignificantes exibem a sua tendenciosa vontade mercantil.


Que realidade tremenda!

Crise? Qual crise?

Organismos públicos já gastaram este ano mais 63% nas festas de Natal e no ano novo do que em 2013.
Título do i, 14.12.27/28
Ok! O Governo da Madeira é que lidera a tabela dos custos, mas saber-se que as “iluminações decorativas são a rubrica com mais encargos, acima de 3,4 milhões” é gozar com a cara de uma grande maioria de portugueses sem pão na mesa, não é?

Ou será um desejo sarcástico de iluminar quem dorme na rua?

Olhar do silêncio

foto:expresso.sapo.pt
Passos tomou os desejos por realidades. E quem o faz costuma erigir as necessidades em virtudes. Se com a troika evitou a bancarrota, não resolveu a maioria dos problemas estruturais do país.
Henrique Monteiro, Expresso, 14.12.27

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O segredo do rio das Taipas

foto: dinheirovivo.pt
1. Miguel Oliveira, CEO da Edigma, aquela empresa que declarou guerra ao comando de televisão – lembram-se? –, e que respondeu, sem rodeios e, principalmente, sem medos e uma grande vontade de triunfar, à Samsung, ‘dando-lhe o "táctil do futuro" pela mão da tecnologia Skin Ultra,  é um antigo escuteiro no agrupamento 666 de Caldas das Taipas. E um bairrista que sabe olhar para o futuro das Taipas e tudo à volta. Com os olhos de quem sabe inovar!
Concedeu uma entrevista ao jornal Reflexo, na sua última edição. Que tem que ser lida com toda a atenção. Pelo seu olhar e pela forma como defende as Taipas. E também porque, vai lá saber-se porquê, por Guimarães ninguém quer olhar para o excelente trabalho do Miguel Oliveira.
(Eis um exemplo de como Miguel Oliveira se posiciona no dia-a-dia: “só com trabalho se conseguem as cosias que mais valorizamos. Isso eu aprendi nas Taipas desde muito cedo”).

2. Sem medo das palavras conclui Miguel Oliveira “que as Taipas é um excelente local para desenvolver o espírito empreendedor”. Mesmo tendo consciência de que “as Taipas e a região norte em geral, atravessam uma situação grave de incapacidade de gerar e reter valores”.
Daí o apontar de um caminho: nos dias que correm “as regiões, as cidades e as vilas, como as Taipas, têm de ter capacidade de se reinventar em permanência, como se fossem um ecossistema de vida”.
E a vila termal “tem, neste momento, a enorme vantagem de estar integrada numa região que tem uma das mais ativas e dinâmicas universidades do país e que tem formado gerações de jovens”. Ou seja, o também fundador do jornal Reflexo, aponta o dedo para o caminho de futuro que tem que ser trilhado a partir das Taipas.
Claro que mostra o que permite abrir esse caminho: “a boa notícia é estarmos no meio, equidistantes dos dois polos da Universidade do Minho de Braga e Guimarães e já aqui temos instalado o Avepark, o 3B’s – o único centro de excelência em Portugal”.
Ah!, “a outra boa notícia é que isto pode ser feito das Taipas para o mundo”.

foto: dn.pt
3. Sobre a criação do Avepark, o antigo escuteiro do agrupamento da Caldelas, também não tem dúvidas: “foi uma excelente iniciativa e é uma parte integrante do organismo vivo que poderá contribuir ativamente e decisivamente para colocar as Taipas e a região na economia do conhecimento”.

Curiosa esta sua afirmação: “o Avepark, no fundo é um “segundo rio”, que passa aqui nas Taipas e cabe-nos a todos nós rentabilizar ao máximo o investimento efetuado”. E justifica: “Esse rio a que chamo Avepark pode contribuir decisivamente para nos levar para mares nunca antes navegados, gerar riqueza e criar novos empregos”.

Nora final – Como presidente do Gabinete de Imprensa de Guimarães tive o grato prazer de conhecer o Miguel Oliveira no 10º aniversário do jornal Reflexo. Desse belo momento que decorreu no parque das Taipas, não só gostei do (novo) sítio de internet do jornal, apresentado nesse momento festivo pelo Miguel Oliveira, como admirei o seu olhar no futuro. Confirmado pelo sítio da internet da CEC 2012.

O presente está a (re)confirmar o olhar atento do Miguel Oliveira.

Coincidências?

Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho e Trofa fugiram da Associação de Municípios do Vale do Ave (AMAVE).

Nada que possa surpreender.

O que pode surpreender (ou não, não é?) é a coincidência dos três municípios.

Não?
E se Famalicão também tivesse feito o mesmo era mais claro?

Mandar em Guimarães?

Bruno de Carvalho garante Marco Silva em Guimarães.
Título Jornal de Noticias, 14.12.27
Afinal quem é que manda na cidade de Guimarães?
E no Vitória?
Ai Bruno de Carvalho, Bruno de Carvalho!

Em, Guimarães mandam os que cá estão. E não brincam com coisas sérias.

domingo, 28 de dezembro de 2014

O futuro quando foi?

André Lima nunca será o que, publicamente não para de dizer o que quer ser. O líder social-democrata em Guimarães, por mais voltas que faça de conta que dá (o povo vai-lhe chamando piruetas), jamais será capaz de se afirmar para além da vaidade pessoal – a que chama vontade de liderança de um partido.
Porquê?
Muito simples: os grandes lideres olham o futuro; preparam-no (e os caminhos que a ele conduzem) junto das realidades. Jamais com palavras – sempre tão circunstanciais e hipocritamente intensas quando há um microfone por perto! –, como as que terá pronunciado, sublinhe-se muito bem, terá pronunciado, o líder laranja sobre as capitais verde e do voluntariado em Guimarães; melhor, projetos que Guimarães já abraçou para concretizar brevemente.
Não direi que o atual líder laranja vimaranense anda à deriva, mas que sou dos vimaranenses que começam a olhar para lideranças inteligentes, muito muitas viradas para a ousadia de olhar muito para além do Toural, sou.
Até porque a maioria dessas lideranças (apesar de não terem chegado a Santa Clara) deixaram marcas indeléveis na política local vimaranense.
E já agora: os vimaranenses, não tarda, farão a André Lima o que tem de ser feito por quem fala para dar a impressão que acompanha os dias que correm: afastá-lo do caminho onde não se desenham futuros.

Eu sei, eu sei!, que nem todos os vimaranenses são militantes do PSD.

Metafisica dos dias que matam

Toda a metafisica do mundo está nos chocolates, quanto da teoria estará nesta questão que me anda a encamitar: com as crianças a deixarem de acreditar no Pai Natal cada vez mais cedo, porque continuam os adultos a acreditar na ficção científica?
Ana Cristina Leonardo, atual, 14.12.13
Sabendo, como muito bem vinca Jorge Lourenço Figueira (Ípsilon, 14.12.12), que “o teatro português está a trocar o discurso pelos gestos, as palavras pelas ações, os efeitos pelos afetos; de repente, fico com a ideia de que José Luís Nunes (i, 14.12.13) não tem razão quando diz que “há gente que pisa os outros para lhes ser superior. Na verdade, faz-se ainda pior. Porque se já lá em baixo, agora mais se nota”.
Em Portugal há tanta gente que usa palcos para pisar esmagar! Gente que cultiva o desejo que está por baixo da vaidade que esmaga o sonho. Em Portugal há tantos líderes que o não são porque não prestam; cultivam a mania da superioridade que impede de olhar o semelhante.

(Ainda não ganhei para apagar nada da minha memória. Nem espaço para desenhar novos futuros)

No dia em que aquilo que quero dizer (ou o meu amigo) seja posto em causa pela estupidez de alguns artistas feitos donos do futuro, perceberei que anda alguém a brincar com a liberdade; como algo sério. Muito sério! Algo que não se alimenta de metafisicas. Nem dos chocolates de natal.

No dia em que os hipócritas que se endeusam como fazedores de futuros deixem de esmagar os outros, como quem pisa uvas num lagar de outono, saberei que a metafisica é mesmo a nossa realidade.

(Ainda não ganhei para apagar nada da minha memória. Nem espaço para desenhar novos futuros)

sábado, 27 de dezembro de 2014

Ensejo para a criação portuguesa

foto: circusnext.eu
A Oficina está a “lançar as bases para uma nova realidade e também para que os artistas sintam essa urgência de continuar a criar, porque se sentirem falta de apoio vão desaparecendo”.
E já há algumas pistas: aproveitar o CircusNext, um projeto europeu que aposta no novo circo e que “apoia autores emergentes graças a instituições culturais” de vários países.
Ah! A Oficina é a única representante portuguesa.

Ficaremos todos à espera de novas criações. Por mais que certos garrotes tentem sufocar o que de bom se faz em Guimarães.

País gordo de tão pobre

O país está gordo” é o título do jornal Público para uma excelente peça jornalística de Alexandra Lucas Coelho, a propósito do relatório “Portugal – Alimentação saudável em Números”, onde fica claro que há no nosso país uma população “a perder anos de vida saudável por causa da forma como se alimenta”.
Faz lembrar outros tempos!
Tempos em que o pão de cevada alimentava mulheres inchadas que enganavam a forma com que vestiam os campos de sol a sol.


Ah! Nem de propósito este título do Expresso (14.12.20): Crianças comem 20 pacotes de açúcar por dias. Título para um texto de Vera Lúcia Arreigso e onde se pode ler que unidade públicas não têm nutricionistas para responder à procura crescente. Lucra o sector privado.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Olhar presente

Foto: afreaka.com.br
A cultura, sempre tão menorizada quando se trata de conter despesas e corta orçamentos, tem um papel transformador da própria economia. 
Inês Cardoso, Jornal de Noticias, 14.12.21

Sim, Guimarães tem que ser

Guimarães deve integrar a rota do românico?
Não sei se deve, mas pode, com toda a certeza.
É verdade que há muitos exemplos (como o de Conde) escondidos pelo betão, mas não deixa de ver verdade que no concelho de Guimarães – desde a ponte do Soeiro (foto), em Serzedelo (a precisar urgentemente de ajuda) a Roldes, em Fermentões, ou Selho S. Lourenço – há belos exemplos do que de bom os romanos deixaram na Península Ibérica.. Ah! e a ponte de Campelos então!
Acredito que se já se fala no assunto, vem aí proposta seriamente fundamentada.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Olhar do silêncio II

Aí está o “Portugal moderno” que o Governo PSD/CDS tem estado a construir com a politica de austeridade e á boleia destas: um modelo de caridade assistencialista para cuidar do Portugal dos pobrezinhos. (…) é a criação de toda uma teia, como as de filantropia, que o Governo incrementa para consolidar politicas de miserabilismo.
Manuel Carvalho da Silva, Jornal de Noticias, 14.12.20

Sempre a mesma história

O ministro das Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, faltou à verdade ao dizer que os colaboradores que iam ser requalificados não estavam a exercer funções. Ninguém está de braços cruzados.
Nuno Sá, coordenador dos deputados socialistas eleitos pelo distrito de Braga, a propósito dos 51 trabalhadores ‘escolhidos’ no centro distrital de Braga da Segurança Social, in Correio do Minho, 14.12.16

Olhar do silêncio

Gravura: gopixpic.com
Não aguento nem mais um guizo irritante, nem mais um floco de neve de algodão ou esferovite e nem mais uma rena de plástico sorridente. Desculpem o desabafo, mas chegou aquela altura do ano em que tudo soa a falso, mas quase todos fingimos gostar. Que bom, chegou o Natal.
João Adelino Faria, Dinheiro Vivo, 14.12.20

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O PSD e a Universidade do Minho


1. Da última assembleia municipal (AM) de Guimarães recordo uma intervenção. Importante. Para Guimarães. Para a região. Foi José João Torrinha, líder parlamentar do PS, que a fez. A propósito dos 40 anos da Universidade do Minho (UM).
Começando pela bela realidade que é a UM na cidade – “Guimarães pode orgulhar-se de ter a funcionar no seu território uma universidade que, sendo ainda jovem entre os seus pares, lidera os rankings nacionais das melhores universidades do país e os internacionais das portuguesas no mundo” – José João Torrinha mostrou as dores que lentamente vão tentando destruir esta instituição: apesar de ser um caso de sucesso, existem “algumas nuvens” que “ensombram o futuro” da UM.
É que, corte atrás de corte, o governo de Passos e Portas, para além dos “cortes aplicados nos últimos anos” e da instituição liderada por António Cunha cumprir “com os garrotes orçamentais que lhe são impostos”, o governo de direita faz tudo para que sejam das “novas voltas no garrote” e se aperte “mais um pouco o pescoço de quem já tem falta de ar”.

2. Depois Torrinha, lembra que “durante anos” os vimaranenses ouviram “a oposição mais à direita a criticar” a autarquia de Guimarães, “dizendo que vivia de costas voltadas para a UM”. Recordou o que Ricardo Rio, ali ao lado, em Braga, e durante a última campanha para as autárquicas, criticou “o executivo bracarense por ter uma relação distante da UM, dando o exemplo da atitude contrária” o município de Guimarães.
E recordou o que o PSD disse numa das últimas AM de Guimarães: “cuidado, senhor presidente, que com tanta parceria a UM está a aproveitar-se da câmara”.

3. Felizmente que quem está sempre a criticar porque sim, não está onde tanto diz querer estar. Muito menos com os pés no futuro.
Felizmente que na câmara de Guimarães e na UM há tanta gente a agarrar o futuro todos os dias!
Felizmente que, como muito bem recorda o líder parlamentar do PS na AM vimaranense, “a pareceria com a UM é estratégica e não se desvia do caminho” que foi escolhido por Domingos Bragança para o concelho de Guimarães.

4. Ah! Recordo um título recente do Correio do Minho (14.12.16): “UM vai sofrer corte de 1,2% na dotação do Estado”.

Que dirá o PSD de Guimarães?

Portugal à deriva

Portugal trepa na lista dos poluidores.
Título do Jornal de Noticias, 14.12.19
Foto: http://vadebike.org/
A reportagem inserida no JN diz que “Portugal ocupa o terceiro lugar do ranking europeu das médias de dióxido de carbono por veículos ligeiros, que já liderou em 2011”. 2011? Que ano!
Será que o agora o vale tudo imediato que mata, de seguida, é que vale a salvação do planeta?
E no texto fica claro que  o parque automóvel em Portugal não tem sido renovado “devido à crise”. E a verdade é que esta obriga a menor venda de carros, manutenções o mais baratas possível.

E a seguir o que virá?
(Em termos de destruição do planeta, obviamente).

Vinquemos um pormenor importante: Portugal já liderou o ranking europeu mas médias de dióxido de carbono, no ano de 2011.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Ai se fosse sexta-feira 13

A  [destruição da segurança social] não preocupa este grupo; os mercados estão contentes: negócios fraudulentos a troco de luvas.
A esta gente o que importa é que os seus colarinhos se mantenham rigorosamente brancos.
A vossa alma estará sempre nua.
Joaquim Teixeira, BE

Há palavras que me arrepiam quando vêm dos socialistas.
Paula Damião, PSD


Vou ter que explicar bem o que quero dizer porque qualquer coisa que diga é aproveitada.
Domingos Bragança, presidente de câmara

A pergunta da noite
Como está o programa de lâmpadas no concelho?
Joaquim Teixeira, BE

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

A novidade

A última assembleia municipal de Guimarães – eu sei que ela teve lugar há mais de uma semana – foi diferente; tecnologicamente diferente.
Para além de um enorme ecrã, onde toda a gente pôde ver o tempo que os partidos gastam nas suas intervenções e a ordem de trabalhos, a grande novidade foi o uso das novas tecnologias da comunicação.
É verdade!
A gravação em telemóvel por parte de Luís Cirilo de uma declaração do presidente de câmara está muito para além das novidades que inovam. Está muito para além do que pensávamos há pouco tempo ser possível nos mais normais dos areópagos.

Foi algo que o presidente de mesa foi contundente: senhor deputado, não está previsto no regimento.

Ilusões caras

foto:dn.pt
Quando os jornais nos dizem que empresas portuguesas e brasileiras “vão procurar petróleo no Alentejo” fico feliz como português. Mas rio-me imenso.
Tal e qual como quando leio que os preços do crude não param de baixar.

Tal e qual como quando ouço o meu amigo M. a gritar: “a gasolina é cara como o c…. não percebo nada desta merda. Quem é que nos anda a enganar e nos põe uma cenoura à frente para fazer de nós animais não pensantes?”

domingo, 21 de dezembro de 2014

Separações violentas

Sábado. Dia 20 de dezembro. Estou em frente da televisão e vejo um telejornal na RTP. Uma reportagem sobre a chegada a Portugal de emigrantes.
Não tenho medo das palavras: chorei.
Tanta gente jovem a chegar ao aeroporto; completamente desterrada do seu país! Gente jovem que Pedro e Paulo não quiseram por cá. Gente jovem que não para de mostrar qualidade. Só Passos e Portas é que a ignoram.
E é este o meu país?
Infelizmente é.

Já não chorava assim há quatro anos. Eu sei que a morte de um pai é uma separação mais violenta.

Olhar realista

Enquanto todos cantam hinos, muitos meninos limitam-se a gozar com as prendas dos outros, com a alegria dos outros, com a mesa farta dos outros. Em Portugal, não nos países subdesenvolvidos, na Europa, não na África.
Cândido Capela Dias, Reflexo, dezembro 2014

sábado, 20 de dezembro de 2014

Reflexão de fim-de-semana

Se tivéssemos sido mais avisados, devíamos ter tido em conta as palavras de Joaquim Agostinho, único português a vencer a etapa mítica de Alpe d’Huez: “não se ganha o Tour comendo bifes e bebendo vinho tinto”.
Alfredo Oliveira, Editorial, Reflexo, dezembro de 2014

“A moda do pisca pisca” II




[António Costa] Depois de elogiar o Bloco Central, foi obrigado a vir a público várias vezes explicar-se e garantir que não era aquilo que queria dizer.
Martim Silva, Baixos, Expresso, 14.12.20

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Olhar (local) do silêncio

Neste momento, a questão que se coloca não é tanto o que o Avepark pode fazer pelas Taipas, mas sim, como as Taipas podem potenciar o Avepark para acentuar a sua ligação à universidade, incrementar a investigação, desenvolvimento e inovação que pode ser efetuada a partir daqui e contribuir para internacionalizar a economia da região.
Miguel Oliveira, Reflexo, dezembro de 2014

País justo

Até agora, para um cidadão conseguir estar a salvo de Carlos Alexandre, bastava-lhe ser presidente de um clube e colocar-se estrategicamente na manga de um avião.
O Inimigo Público, 14.12.19

Nota de rodapé: arguidos detidos em casa com pulseira eletrónica apenas podem ir passar o natal à terrinha se levarem um gerador preso à perna.
Idem

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Há lideranças e há líderes

Não conheço António Costa, presidente de câmara de Lisboa.
Conheço muito bem Domingos Bragança, presidente de câmara de Guimarães.
Feito o ponto prévio, e avançando em direção ao futuro, só posso dizer que o PSD de Guimarães anda à deriva; à procura de enquadrar André Lima numa qualquer coisa que os vimaranenses possam dizer: olha? este senhor vive, afinal, em Guimarães!

Vou avançar. Para dizer que o PSD vimaranense, ou seja, a estrutura partidária liderada por André Lima, faz de conta que sabe do que fala quando avança, imprensa dentro, a dizer que a câmara de Guimarães faz fretes à câmara de Lisboa.

Os vimaranenses nunca foram parvos. Sabem muito bem como há partidos que se esquecem de defender, ao nível mais próximo das pessoas, o que os seus congéneres de âmbito nacional, não param de destruir.

Os vimaranenses – e não venham com as tretas clubístico-partidárias – sempre foram capazes de ler os todos os sinais transmitidos por quem se propõe lidera o seu futuro.

Olhar do silêncio II

Banco de Portugal avisa que emprego pode estar a crescer mais lentamente do que parece e que uma parte importante são estágios.
João Silvestre, Expresso, 14.12.13

Olhar do silêncio

Seria triste constatar que a nossa mesa de Natal foi afinal uma oportunidade perdida, porque a abundância dos alimentos acabou por agravar a fome de afeto.
José Tolentino Mendonça, Revista, 14.12.13 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Há palcos e palcos

Aquilo que PSD e PS vão fazendo em Guimarães nos jornais (jornais? foi o que escrevi?) com conversas longas, vazias que ninguém entende – porque já não há pachorra para ler sobre coisas que um diz que sim e o outro diz que não –, é uma parvoíce do tamanho da ausência de qualidade que vai grassando por aí no que à comunicação partidária diz respeito

[eu sei, os vimaranenses já começaram a perceber isso! – e que, a seguir, alguém vai dizer que por cá (em Guimarães, pois claro!) se olha o futuro. Olha sim senhor!, mas cada vez menos nas sedes partidárias].

O PSD em terras de D. Afonso andou sempre à deriva (peço desculpa a alguns amigos que lideraram e muito bem há anos atrás este partido de referência na democracia portuguesa).
O PS, de repente, resolveu fazer de conta que pode e deve responder a tudo o que a atual liderança laranja diz em público, mesmo que – como cada vez mais se torna evidente, nada haja para dizer.
Infelizmente, cada dia se sente um turbilhão de vazios que explodirão de seguida.
Ups! Sempre ouvi que leviandade é coisa que os políticos são incapazes de utilizar; seja em que circunstâncias for!

Por mim, sem rodeios, para que não surjam dúvidas desnecessárias: continuo a defender que há momentos na vida das pessoas e das instituições em que o silêncio é a melhor resposta.

“A moda do pisca pisca” *

1. O PS está mais perto do PSD do que qualquer outro partido do espectro politico. Se olharmos para os casos realmente importantes (e não para a espuma dos dias), a ideia mantém-se.
Henrique Monteiro, Expresso, 14.12.13
Há muito, muito tempo que Henrique Monteiro coloca ordem no pensamento dominante. Há muito, muito tempo que o antigo diretor do semanário – com um estilo muito peculiar – avisa os portugueses sobre o cinzentismo que cruza os dias da política em Portugal.

2. Enquanto Costa se ri da discussão sobre a “esquerdização” do PS, até Ferro Rodrigues já admite que acordos com (outra) direita não estão postas de parte, escreve Cristina Figueiredo, na última edição do semanário Expresso, numa peça onde fica claro o “pisca para a esquerda e pisca para a direita”.
Tudo muito claro, portanto!
O futuro que aí vem, depois de Passos e Portas – mas será que vem, com senhores que por aí vão fazendo de conta que simpático é só liderar sondagens –, não augura novos olhares na condução dos amanhãs.

3. Como dizia o meu pai: depois de mim virá quem de mim bom fará!
E o meu pai conhecia bem a vida.

* canção popularucha que por aí conquistou tops e agora anda esquecida.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

É urgente saber o que se passa

Miguel Laranjeiro exige “saber critérios” das dispensas na Segurança Social em Portugal.
É verdade! O deputado eleito pelo PS no distrito de Braga quer saber “qual o citério utilizado” para definir o fim de muitos (postos de trabalho) lugares de trabalho em Braga. E, parece, que muitos por Guimarães.

Sim, Miguel Laranjeiro quer que Rui Barreira (em parceria com Mota Soares, é verdade, mas, já dizia a minha mãe que quando se faz a panela se faz o testo para ela) explique o que anda a fazer no distrito bracarense, no que ao futuro de muitos trabalhadores ligados à Segurança Social diz respeito.

Como conheço muito bem o Miguel não tenho dúvidas de que irá até ao fim nesta sua intenção de clarificar tudo e mostrar o que se anda por aí a cozinhar na destruição de amanhãs em muitas pessoas. E conhecendo-o como conheço não duvido que manterá o seu olhar atento, mesmo que possa ir sentido coisas estranhas ao seu redor.

Será a altura de se perceber muito bem o que Rui Barreira anda a fazer por aí; uma pessoa que não tarda, terá que pedir perdão ao futuro pelo que anda, no presente, a desenhar para o futuro, e – caramba! –, com uma cara angélica que não deixará de assustar os mais crentes; mesmo que faça de conta de que nada se passa.

Capitalismo selvagem e matador

imagem: jornaldebelmonte.com.br
Preço do petróleo já caiu 45% desde o pico em junho. Os impactos são muito desiguais. 
Expresso (Economia), 14.12.13

Pergunta Afonso Camões (Jornal de Noticias, 14.12.13) “se o preço do petróleo cai em 40 %, como se explica que nenhum de nós sinta que essa queda se reflita, em igual medida, no preço que pagamos pelos combustíveis que consumimos?”
É uma pergunta atualíssima. Que daria resposta a muitas das dores que matam as pessoas. E que, não sei porquê, os poderes não respondem.
Daí que considere esta afirmação de Inês Teotónio Pereira (i, 14.12.13): “o capitalismo polui a alma dos meus filhos e não me deixa outra alternativa senão ser contra ele” uma (das) respostas.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Bonecos fora de mão

A rua Paio Galvão, em Guimarães, é, nos dias que correm, o melhor exemplo do que não deve ser uma cidade que aposta tudo nas pessoas e as pretende cativar para horizontes mais altos – tipo cidade verde ou apostas para a pessoas viverem harmoniosamente.
A rua Paio Galvão em Guimarães é um excelente teste à paciência dos peões, ou seja, as pessoas, os cidadãos.
É um abuso ter um boneco – do tamanho de pelo menos uma pessoa – de cinco em cinco metros, a obstruir a passagem de pessoas.
Por estes dias eu não gostava nada de passear um bebé num carrinho ou dar uma volta a um idoso com dificuldades de mobilidade. Pelo menos, na rua Paio Galvão em Guimarães não o faria.
A não ser que a rua não tivesse trânsito automóvel.

olhando a cidade III

  O que ainda falta em Portugal é a presença vegetal. As cidades são muito cinzentas , especialmente na periferia. Sónia Lavadinho, consulto...