A pessoa (ou pessoas) dela dependente(s), a relação familiar ou o elo que (era) é suposto unir os animais e, muito mais (diremos nós, seres civilizados), os seres humanos?
Um irmão que espeta uma faca nas costas do outro irmão é o quê – na afirmação da família e da sociedade?
Não, não falemos em cobardia ou falta de princípios, mas no essencial da sobrevivência.
Há irmãos (a tradição judaico-cristã traz até aos nosso dias a história de Caim e Abel) que por raivas que a razão humana tem dificuldades em explicar, que, sorrindo sempre, batendo nas costas (sempre) e divisando o chão do outro, levam sempre na mão a faca do corte definitivo.
Mesmo fora das religiões há imensos e violentos casos de ódios viscerais que marcaram para sempre a história da Humanidade.
Nas famílias políticas, religiosas e económicas (principalmente nestas) não faltam exemplos de facadas que desfizeram realidades boas na construção da História.
Sinais – infelizmente certeiros – de como a estupidez humana supera, tantas e tantas vezes, os dias.
Pensar no que um companheiro de partido, por exemplo, faz ao outro, pode, portanto, ser apenas um pedaço de história. Violenta, com certeza. Desumana, pois claro. E parva; porque se esmaga a dignidade.
Daí até à destruição do elo familiar e consequente fim da família vai um pequeno passo. A não ser que os partidos sejam agremiações sem sentido.