A reforma da igreja vai muito além da mera atualização das suas estruturas. Ela concretiza-se numa fé e numa espiritualidade que demonstra o amor de Deus pela humanidade escreve Redovino Rizzardo, bispo de Dourados, Brasil (conferência nacional de bispos do Brasil) que salienta que “as criticas dos padres” [contra palavras do papa Francisco] “que deixaram alarmados os católicos de sólida formação, não cínicos antipapas de ontem nem fanáticos papistas de hoje”.
O bispo Redovino tem toda a razão. Afinal, ao mesmo tempo que se generaliza a simpatia por Francisco, o papa cada vez mais o líder de referência mundial, há pelos lados da cristandade que veste a pele oportunista de católica, olhares assustadoramente ameaçadores. Por perceberem que há quem já tenha desmascarado algumas das suas ortodoxias. Daí que, mais um vez o bispo de Dourados tenha acertado na muche: só “uma igreja que atrai, motiva e converte pela compreensão e benevolência dos seus pastores, jamais pela imposição e prepotência” pode estar em sintonia com o papa Francisco.
Por isso, “a reforma da igreja exige que os seus filhos saibam viver a espiritualidade na normalidade da vida“.