domingo, 27 de setembro de 2020

Tantos?


 DGS teme que festa de aniversário do INIMIGO PÚBLICO quebre o máximo de 10 pessoas juntas caso a rusga seja feita por sete policias.

o Inimigo Público, 20.09.25


sábado, 26 de setembro de 2020

ambição maior que ação

 


Guimarães é um concelho com enorme potencial e os vimaranenses demonstraram ao longo dos séculos capacidade de se superarem, tornando-se em muitas alturas exemplos em diversas áreas, para o país e para o mundo.

Eliseu Sampaio, editorial, Mais Guimarães O Jornal, 17.09.29

 

Tanta lambreta em Guimarães!

Até numa rotunda mora uma; estranha e vermelha como o fogo que ela não apaga.

Para quando uma rotunda do peão, ainda tão esquecido?


quarta-feira, 23 de setembro de 2020

os últimos dias do futuro


unidos no silêncio; lá vamos

fabricando novo espelho de urbe – cidade indiferente

aos nossos olhares; nas lajes do isolamento

vamos morrer!

vida inútil na cidade que nos escapa; mesmo

 

procurando na sua identidade!

a cidade existe por camadas; encontro

entre modelos que possam ser

molde de devaneios vivos nas lajes

 

do isolamento vamos morrer!

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Será mesmo?


 foto: Adriano Miranda (Público)

André Ventura preocupado com protagonismo de Nuno Melo no Twitter que está a conquistar o eleitorado mais radical que acha o Chega demasiado ao centro.

o Inimigo Público, 20.09.11

domingo, 20 de setembro de 2020

mais do que um silêncio


 As máquinas partidárias impuseram a sua lei. Cada dia que passa um deputado é mais dependente. Com a perda de poder, o Parlamento sente-se ameaçado e fecha-se. O Governo acompanha-o.

António Barreto, P2 (Público), 20.08.16

 

quando queres calar, abafar; ignorar quem te faz sombra

recorres aos baixos jogos da comunicação: mentes; iludindo

atacas, assustando – recorres à mentira.

 

sejam divulgadas elas (as ‘verdades’) onde forem.

pode até ser em meio quente; assanhado de parvoíces

dos convencidos e de supostos donos de diplomas – ou então não!

pode ser mesmo aí. onde tu estás; morrendo sem saber.

 

depois; não! não és porque já cedeste, deste o que era só teu.

e eles – máquina infernal – vão dizer-te que também tudo podes lá estar.

ilusão destruidora!

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

dúvida da semana

 

foto: luís barra (tribunaexpresso.pt)

O que leva António Costa a inscrever o seu nome numa comissão que, pelo seu propósito, se destina a enaltecer alguém que é percebido por muitos cidadãos como uma das faces do país minado pelo favor e pela corrupção?

Manuel Carvalho, editorial, Público, 20.09.14


Anjo do pensamento

sede (?) do PS Monção, por estes dias

A esfera mediática, em Portugal, determinada pela obesidade patológica da opinião, transformou-se num mundo timótico.

António Guerreiro, Ípsilon, 19.07.12

 

António Costa, o crítico dos “joguinhos políticos” que o levaram ao poder, é o mesmo dirigente que noutros tempos – não muito distantes – fez o mesmo com o seu “poucachinho” a um outro dirigente?

Senhores à esquerda do PS, tenham cuidado! 

Ou não! 

Na verdade, basta olhar com atenção para o receio que um tal de César derrama sobre os vossos desafios! Sempre ele a fazer de escudo para tantas malvadezes de bastidores! 

Só mudaram as palavras, não foi?

 

domingo, 13 de setembro de 2020

cevada, miséria e solidão

Foto: de homem para homem, centro cultural Vila Flor *


Sensatez é o que se pede, mas não é com tanto silêncio e passadeiras vermelhas que se é sensato.

Teresa Villaverde, Público, 20.08.18

 

olha, olha: as palavras regressam. tão bom!

hoje dormi tão mal! fotografias horrendas passaram na cabeceira da minha cama em ondulação constante.

foda-se! tantos racistas; parvos de máscaras brancas. não, não estou em frente à sede do sos racismo, estou mesmo na minha cama. só. às voltas nas imagens que me atormentam.

 

deputados ameaçados?

ui! viro-me na cama. outra vez. O corpo arrefece; totalmente. arrefeço totalmente o corpo – nem quero pensar em santa comba!

santa comba deu À luz um cadáver sedento de mulheres vestidas de negro; cadáver de jovens vestidos de camuflados que, mortos, enterravam nos cemitérios – feitos heróis –, pedras pesadas, abancado as palavras dos curas que vertiam lagrimas poluídas; quase

lágrimas de crocodilos. deputados ameaçados no meu país?

 

foda-se!

os deputados ameaçados são excelentes deputados!

quem faz questão de colar o selo do diabo? ainda há diabólicos parvos

como chefes por aí? a trazerem de volta novas ordens

de avis; resistência nacional

e saudades do lápis azul.

pai porque foste naquele mg – lembro tão bem a matrícula do carro guiado por um fascista! votar naqueles filhos da puta?

O livro de Primo Levi (se isto é um homem) é um relato de uma vivência na primeira pessoa que é um murro na nossa indiferença



 

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

à sombra do futuro


 

quando será que chove

por aqui?

do outro lado - da mancha; a água

é pura; louvor

do teu corpo em ruínas 


é verdade que as águias não comem moscas? 

será


da altura, do tamanho

do bico

ou de as moscas voarem tão baixo?

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

atenção erudita


 

sou incapaz de ser

diferente

do que sou. o que posso

eu fazer

 

para não ser o que sou?

nada!

sou eu; porque sou

normalmente não olho

 

para mim; gosto

de observar o mundo. a solidão; tudo

o que está em volta

domingo, 6 de setembro de 2020

À procura de recordações


 

Uma linha sou e desenho

Com o meu corpo

In Inscrição, de Casimiro de Brito

 primeiro livro com poesia que (me) agarrou; publicado pela Tertúlia

 

Volto com muita regularidade a Casimiro de Brito e à sua viagem na vida do mestre. Por mil razões; por nenhuma em especial e porque – leio as palavras belas deste senhor da poesia no meu país há tantos anos, caramba! – adora esbarrar-me num silêncio súbito. Subitamente o silêncio, em maio de 1991.

Por aí, fiquei preso às palavras de Casimiro de Brito; ao seu olhar sobre o País dos calhaus – tão atual, não é? E agarrei a sua poesia definitivamente com na via do Mestre, numa edição na minha cidade: a da Pedra Formosa.

Um obrigado muito grande ao Carlos, ao Adelino, ao Firmino e ao Vasco.

Em suma, voltar a Casimiro de Brito não é só voltar (sempre) à poesia, é sentir com são inadiáveis os cavalos da morte.

Continuarei a ler Casimiro a poesia de Casimiro de Brito até ao fim – gosto do nome, pois claro!, chamo-me Casimiro e sou natural de Brito! Uma terra que já foi linda, mas que se perdeu no desejo estúpido de progresso – apressado; e sempre pronto a faturar de forma imobiliariamente agressiva.

Mas, sim, com Casimiro de Brito aprendi a amar a dimensão do corpo.

Por nada em especial, na verdade

Não fossem estas palavras:

Se não nada

Além do corpo

Onde principia o corpo?

terça-feira, 1 de setembro de 2020

à medida dos sonhos

o clero abomina o corpo; dogma inferior - a liberdade

é a tua chama, não é? o artista desfaz-se no confronto

com a realidade certa! altera; desnatura o seu trabalho: criação

tão sua e medida da vontade pessoal!

    (não basta a criação para o que mundo mude?)

 os corpos

vivem prisioneiros de um mundo amorfo; sem energia

sente-se nos silêncios apáticos;

passando ao lado da liberdade!

 

a tua energia não passa entre os corpos quentes; nada católicos

livres! – sinto o teu corpo; tão solene! que religiosidade!

 

olhando a cidade III

  O que ainda falta em Portugal é a presença vegetal. As cidades são muito cinzentas , especialmente na periferia. Sónia Lavadinho, consulto...