quarta-feira, 30 de abril de 2014

Palavras sérias

O meu conceito é que a gestão pública deve ser feita de forma austera e rigorosa, é nesse registo que devem ser geridos os recursos financeiros da câmara.
Domingos Bragança, presidente de câmara de Guimarães, no decurso da penúltima reunião do executivo a que preside.

Quem fala assim, sabe do que fala. Estará a enviar mensagens mais sérias?

Que mortes se espalham a meus pés?

Francisco Assis, o cabeça de lista do PS ao parlamento europeu, escreve (mais um; são tantos!) um texto no jornal Público (14.04.17) que tem que estar ao lado do teclado de quem vai escrevendo (e, obviamente, pensando) sobre a tristeza do país de Pedro e Paulo, os senhores Coelho e Portas que fazem de conta que nós somos uns laparotos que nos esbarramos em qualquer cancelo (não, não escrevi portas) por onde vão fugindo os coelhos que não prestam.

A qualidade de um governo mede-se, em grande parte, pelo nível intelectual e politico dos secretários de estado que o integram”, escreve Assis, que acrescenta: “é como o teste do algodão: nunca engana”.
Pedro Lomba, foi o que disse Francisco Assis ao falar do secretário de estado no atual governo?
Ah! acrescentou também Bruno Maçãs…

Percebo as suas palavras ”são o espelho do executivo que temos: ideologicamente primário”.
Aposto que por cá há um qualquer pedro lomba (ou será delfim de qualquer machado sempre à mão para destruir o que certos chefes querem?) onde a vontade pouco importa, desde que…

terça-feira, 29 de abril de 2014

Bem feito

A câmara de Guimarães promete efetuar obras de requalificação (já) na via intermunicipal (VIM) que liga os concelhos de Vila Nova de Famalicão e Vizela.
Já vai um pouco tarde, mas mais vale tarde e bem feito do que aquela ilusão que a câmara de Famalicão criou entre Riba de Ave e Joane. Mesmo que a coisa tenha tido uma promoção pública de fazer inveja a qualquer líder da oposição em Guimarães.

Que a obra de Guimarães fique, pelo menos, igual à que Vizela e Santo Tirso fizeram entre a cidade termal e a ponte sobre o rio Vizela – ali no limite de Lordelo –, é o que se deseja.

Dias de mudança

O grupo anticorrupção Transparency Internacional publicou um relatório na última quinta-feira, dia 24 – Sistema de Integridade de UE – onde fica claro que os riscos de corrupção são sério; elevados.

Vem aí eleições europeias. Um bom momento para se discutir assunto tão sério.



Bom momento para, pelo menos nós portugueses, percebermos muitas das cosias que nos vão enfeitiçando o olhar por cá.
Terão os candidatos portugueses essa vontade de esclarecimento?

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Almoças comigo? não receies

 
Segundo o Instituto Nacional de Estatística a “área geográfica liderada pelo eixo Famalicão-Guimarães” – com um índice de competitividade de 101,25 – lidera o vale do Ave como área mais competitiva. E esta sub-região com maior índice de competitividade ultrapassa o índice nacional.

Sou minhoto. Do vale do Ave. E de Guimarães. Gostaria de ir muito mais além. Até porque, já sabemos, o minho já não existe. Daí a felicidade com que olho esta realidade que o INE nos mostra.

É por estas e por outras que me faz uma tremenda confusão ver que existe quem esteja incomodado, por exemplo, com a existência do Quadrilátero Urbano.

Olhar no silêncio

A economia é hoje quase tudo porque a política é quase nada.
Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 14.04.25

Comentários?

domingo, 27 de abril de 2014

quem é o anjo?

hoje a noite arde
mastiga os desejos; fecha as portas da redenção
hoje não quero morrer sem a chama da beleza
a noite aproxima-nos

hoje aprendi a matar
o medo que apaga
todos os desejos: abri as portas
que nos levam para além de nós.

hoje a noite arde e aprendi.

tenho a mão aberta
para todos os desejos. e não será a noite
a fechar-me a mão. branca; branca.

Ociosidade forçada

Logo de manhã, por toda a colina sagrada e nos caminhos que trazem em carradas cicerónicas os turistas como cordeiros presos por uma trela, todos verão como o futuro se agita; sempre

                    (mais para baixo – mesmo baixo – há corpos violentos à espera da passagem da noite; a porta e a vaidade)

de manhã,

Guimarães tem mais encanto
                 na frontalidade de pessoas simples.

Quando as luzes – parece que a cidade desce até nós – já só se fazem de corpos esbeltos; sempre envoltos em vestidos pretos

          (mais para o centro, os corpos já não são
                            violentos; não se encontra a porta e a vaidade)

sábado, 26 de abril de 2014

Regresso festejado

Lou Reed tirou Ricardo Costa da câmara de Guimarães.
É verdade! O vereador responsável pelas finanças na autarquia vimaranense voltou a pegar no seu instrumento para, conjuntamente com os seus amigos dos Smartini, tocar em público, depois de cinco anos de silêncio.
Por isso, e à boa maneira do Reflexo, gostaria de vincar “Lou Reed morreu, mas fez renascer os Smartini”. Não – vaidade à parte – não digo assim.
Gosto mais assim: será que o baixo de Ricardo se vai ouvindo pelos claustros de Santa Clara? Sempre, sempre à procura de novos sons?

As mulheres são assim tão más?

foto: meritocat.com.br
Num papiro em língua copta – que já não é novo, diga-se, mas que só agora o Vaticano valoriza publicamente –, pode ler-se

Jesus disse-lhes: Minha esposa.
E, mais adiante,
Ela poderá ser minha discípula.

É desta – finalmente! – que as mulheres ganham o seu lugar na igreja católica?
É desta – finalmente – que os sacerdotes católicos poderão casar, se assim o desejarem? 

Ah! os caminhos do senhor têm segredos que nem todos alcançam, não é?
Ou só tempo abre esses caminhos?

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Pequeno teatro

 
Muita da minha conduta não abdica da aprendizagem militar, de um rigor e de uma disciplina excecional, de não ter medo
António Magalhães, Mais Guimarães, abril 2014

Viva a revolução

foto: jn.pt
A ideia de revolução não está nada na moda. Não está na ordem do dia, mas, mais cedo ou mais tarde, a coisa vai explodir de alguma forma.
Bruno Cabral, Revista, 14.04.18

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Em Guimarães; confortavelmente

Temos excelentes unidades industriais, de calçado, têxteis, alimentar ou metalomecânica, mas precisamos de mais, já que muitas outras desapareceram.
Domingos Bragança, in Descubra… Norte de Portugal

Ups! É desta naturalidade de que se fazem os grande líderes!
Claro!, senhor presidente da câmara de Guimarães, que importa olhar o futuro com os olhos do futuro.
Por muito que isso possa custar a alguns olh
ares mais próximos do umbigo.

Ainda é abril

A memória do 25 de abril é matéria do património coletivo que há que interrogar sobretudo em termos ideológicos e de representações.
Augusto M. Seabra, Ípsilon, 14.03.28

Dizia a escritora Lídia Jorge (Ípsilon, 14.03.28) que o 25 de abril era “algo essencial e que cobria” a sua vida literária. Gosto deste olhar. Ou dito de outra forma: adoro este enredo. Só pode dar em grande obra. É um dos lados belos olhar a revolução.

Sem pretender por em causa as palavras de Francisco Fanhais – “não, não é esta a terra da fraternidade. Por isso se impõe um combate cívico e cultural que é responsabilidade de todos e de cada um” –, muito pelo contrário, até porque a realidade que Pedro e Paulo (os senhores que servem de balcão de receção aos endominhados da troika) matam os desejos de futuro e isso não pode acontecer na terra da fraternidade, entendo que nos dias que correm; com cada vez mais elogios da guerra e dos conflitos, urge voltar ao regresso da primavera. Importa olhar o futuro pelos olhos dos que o depositaram nas nossas mãos.

Isto é, tal e qual como o teólogo Henrique Pinto (SNPC, 14.03.19): “se há 40 anos foi imprescindível dizer não ao fascismo e defender a vontade popular, o exercício da liberdade e da democracia, hoje, diante de um total desrespeito pelos valores de abril, urge, por um lado, dizer não às partidocracias, aos parlamentos sem povo, aos interesses de famílias e grupos instalados no serviço público”. Hoje um nome pomposo; os senhores que supostamente nos apoiam; e a seguir, nos cobram uns juros violentamente altos!

Palavras intensas! Palavras que, até prova em contrário, acredito que não entram nos ouvidos da presidente do parlamento do meu país. Daí que, ignorando por completo que a casa da democracia do país onde gostaria de continuara a ser feliz, tem a gerir os seus destinos alguém eu se esconde noutras realidades, só posso mesmo vincar as palavras de Miguel Sousa Tavares (Expresso, 14.04.12): “e pensar que tudo isto foi mesmo a sério e que vamos todos juntos celebrar o 25 de abril”.

25 de abril? Já.
A tropa continua em frente ao Tejo pronta a disparar (ainda que com uma pequena diferença entre Marcelo e Passos: Caetano teve um general que o levou para longe).

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Sentido das coisas

O município decidiu apostar e bem numa politica de atração de investimento. Ainda hoje o Jornal de Noticias aponta estas medidas como exemplo a ser seguido. Quer dizer que o município está a trabalhar bem.
Torcato Ribeiro, vereador da CDU, no final da penúltima reunião da câmara de Guimarães.
Sem comentários!
E mais não, só vê quem quer ver. E o vereador Torcato Ribeiro é capaz de ver para além de alguns interesses. 

Comédia de enganos

foto: josesaramago.org

Isto afinal terá sido um grande equívoco. (…) A memória nunca existiu. A guerra nunca existiu. A PIDE nunca existiu. Se descontarmos o facto de não se poder falar de política (e quem é que quer falar de politica?), até nem seria mau. A paisagem era paradisíaca. É verdade que muitos estrangeiros notavam as gentes de pés descalços, a falta de esgotos, a escassez de estradas, a rudez do trato. Mas que é isso comparado com a virgindade de um planalto com vista ou o bucolismo de uma praia sem ninguém, à vista?
Ana Cristina Leonardo, atual, 14.04.18

terça-feira, 22 de abril de 2014

A anarquia é sempre sedutora

Todas as forças políticas existentes na localidade defendem o mesmo para as Taipas: investimento, crescimento, desenvolvimento, qualidade de vida, atratividade.
Manuel Ribeiro, Reflexo, abril 2014

Sublinhe-se (com bold e a amarelo por cima): todas as forças politicas.
Assim a leitura completa do texto de Manuel Ribeiro fica mais simples.

O tempo põe tudo às claras

Tesoura que Passos vai usar para fazer cortes é a mesma que irá utilizar nas inaugurações antes das eleições.
o Inimigo Público, 14.04.18
O tempo, esse senhor que tudo põe na ordem, sabe como oxidar o metal. Mesmo o da tesoura que Pedro, o eleito (não o negador do salvador), vai cortar a fita – queria!, não é senhores do Inimigo? – antes do próximo dia 25 de maio (não o de abril, que é já a seguir e nem todos o querem).

E, como “daqui a 15 dias, o Governo entregará o novo modelo de corte de pensões para substituir a Contribuição Extraordinária de Solidariedade. As pensões em pagamento continuarão a ser cortadas. Mesmo que os caminhos sejam obscuros, os resultados serão claros. As eleições de maio também” (Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 14.04.18)

Ou seja, como também Pedro Santos Guerreiro escreve, “usar software gratuito e tributar batatas fritas é capaz de não ser grande reforma do Estado”. Pois não, mas nem todas as batatas se deixam cortar por uma qualquer tesoura.

Os tempos são iguais

É curioso como a metáfora (ou mito ou fé) em que se baseia a nossa civilização parte da derrota de um homem, perante o poder e o seu próprio povo. Um homem que se diz filho de Deus acaba crucificado. Um par de séculos depois esse homem é o símbolo perante o qual reis se ajoelham, juram e prometem.
Henrique Monteiro, Expresso, 14.04.18

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O desagrado é opção pouco etérea

Não percebo – sinceramente que não percebo! – o desagrado que o estudo encomendado pela câmara de Guimarães, sobre as festas nicolinas, causou ao PSD.
E nem sequer é por ter ouvido da boca de Domingos Bragança, na Plataformas das Artes, que a câmara a que preside tudo fará para inscrever as festas dos estudantes de Guimarães no Inventário Nacional de Património Imaterial; é mesmo porque não sou capaz de encontrar conteúdo nas palavras do líder laranja vimaranense: “aquele não era o momento nem o modo adequado para se fazer a divulgação das possíveis dificuldades”.
Não? Ouvi com muita a atenção a intervenção de André Lima na Plataforma das Artes no dia da apresentação do estudo e não lhe ouvi nem uma palavra nesse sentido. Terá havido alguém que ouviu?

Mundo estranho II

O culto das guerrilhas económicas e financeiras nunca poderá ser fonte de paz.
Bento Domingues, in Um mundo que falta nascer
1. Pedro Santos Guerreiro escreve um texto fabuloso no semanário Expresso (14.04.12) que, sejamos justos, só quem não quer entender é que continua a pensar que há seriedade na ajuda a Portugal.
Querem ver? “Gente, isto não é normal. Portugal com taxas de juro das mais baixas de sempre? A Grécia financiando-se em mercado apesar de uma dívida pública de 170% do PIB? O BCE a preparar uma injeção de moeda como se não houvesse amanhã? Mas que raio se está a passar na Europa?
É muito, muito, mas mesmo muito estranho! Algo impensável há uns tempinhos atrás. Mas isso, para quem gosta de andar sempre com certas cruzes vaidosas na mão, não nos deve espantar; pelo menos se tiverem lacinhos laranjas, azuis ou amarelos.

2. Acompanhando regularmente como acompanho o que Bento Domingues escreve não acredito que este sacerdote dominicano estivesse a pensar nisso quando escreveu: “o que importa é deslocar os olhos das pessoas para o mundo dos pobres, excluídos e marginalizados, denunciando as opções económicas e financeiras que aprofundam o abismo entre os pobres e a dominação de interesses incontrolados, a nível local e global”. (in Um mundo que falta nascer)

3. Nestes dias carregados de memórias sobre o Crucificado de Nazaré, observamos que a austeridade imposta aos sofredores de hoje encontra as mesmas causas de sempre: aqueles que para não abdicarem dos seus poderes e privilégio não hesitam em sacrificar no altar dos seus interesses os mais pobres e vulneráveis. (Manuel Carvalho da Silva, Jornal de Noticias, 14.04.19)

4. E ainda há quem estapafúrdia e parvamente faça questão de exibir em campanhas que só alguns percebem o alcance as refeições servidas aos pobrezinhos…

Mundo estranho

Maioria de direita na câmara de Braga ergue estátua ao socialista Salgado Zenha.
Título do Público, 14.04.18

Curioso!
E o PS na câmara de Braga ergueu estátua ao cónego Melo…

olhando a cidade III

  O que ainda falta em Portugal é a presença vegetal. As cidades são muito cinzentas , especialmente na periferia. Sónia Lavadinho, consulto...