sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Que cristãos?

foto: www.vita.it 
É decisivo que os cristãos experimentem hoje, mais do que nunca e juntamente com os outros homens, buscar caminhos em que a paridade dos direitos e da dignidade das pessoas, a justiça económica, seja qual for a fé ou a ética a que pertençam, se possa realizar na polis.

Que cristãos? Os católicos de ao pé da porta que vivem em foguetórios, encenações (ditas bélicas e com dignidade) e exageros dos púlpitos, ou os cristãos que, como cidadãos, se realizam na polis; sem esquecer a sua legitimidade?

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

De volta ao passado

No guia do mercado do Expressoemprego do último sábado, Paulo Batista escreve que “a atração e retenção de talento será o grande desafio das empresas para 2014”.
Que bom seria!

Assim, Nicolau Santos (Expresso, 14.01.25) já não precisava de se preocupar nem teria que escrever palavras como estas: “uni-vos contra uma política que considera que temos demasiados investigadores – e que condena mais de 5.000 deles a desistir das suas carreiras ou a emigrar!

Mas os tempos por Portugal não param de nos surpreender pela desilusão permanentemente emanada de S. Bento.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

chega a vez de dar a voz

chove como chove e a noite. espera
mais um beijo. o abraço sempre
adiado. chove como chove

a noite. um abraço. o beijo

chove. gomos de saudade
e nós quando vamos
entrar na noite?
agora? respeito às palavras, sabes?

de que estamos à espera
para regressar à terra?

estrelas verdes à noite? como é importante
saber ouvir os lugares! têm cores tão belas!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Fazer o impossível

Peço-vos que vos esforceis para que a Humanidade se sirva da riqueza e não seja governada por ela.
Papa Francisco, na mensagem ao Fórum Económico Mundial
Na mensagem que o papa Francisco enviou ao 44º Fórum Económico Mundial vincou que as pessoas que trabalham nas áreas da política e da economia “têm uma responsabilidade para com os demais, especialmente com os mais frágeis, débeis e vulneráveis”.
Palavras sábias que, temo, tenham entrado a grande velocidade pelos ouvidos dos decisores do futuro do mundo e de cada um de nós e saído em flecha como os gráficos das bolsas onde dominam.

O responsável máximo dos católicos, de certeza, que também pensou na indiferença com que muitos olhariam para a suas palavras. Daí ter sublinhado que está convencido de que “uma abertura ao transcendente” possa “dar forma a uma nova mentalidade politica e económica” que possa “reconduzir toda a atividade económica e financeira dentro de uma prerrogativa que seja verdadeiramente humana”. Espera-se que sim, obviamente, mas quem passou por aquele Fórum, há muito que se vendeu a outros deuses muito pouco transcendentes.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Preocupação da semana

foto:publico.pt


Da tão apregoada melhoria da economia já chegou algum cêntimo ao bolso do povo? Não. Nem migalhas lá chegarão tão cedo.

Manuel Carvalho da Silva, Jornal de Noticias, 14.01.25

domingo, 26 de janeiro de 2014

Palavras certeiras



foto:agencia.ecclesia.pt

O que gastamos em ciência é investimento e é sempre bom investir. (…) Cedo ou tarde, Portugal terá de investir em ciência, consumindo menos ciência.
Daniel Bessa, Expresso, 14.01.25

José Cordeiro, que já esteve em Braga como bispo auxiliar, é desde 2011, o bispo mais jovem do episcopado português na diocese de Bragança-Mirandela.

Há muito que me habituei a olhar com atenção para a forma como olha, observa e age. É a mesma pessoa que sai do conforto de casa episcopal para percorrer a sua diocese, uma região cada vez mais deserta e sofredora, para ver e estar de perto das dores das pessoas.

Agora o bispo bragantino veio a público alertar para a estúpida estupidez que são os cortes na ciência; na educação. E não tem medo das palavras: “estamos a decapitar o melhor que temos em Portugal, depois lamentamo-nos e a fatura vem aí de seguida”. Ou “as universidades não podem ser só para o ensino, têm de ser também para a investigação”.

olhando a cidade III

  O que ainda falta em Portugal é a presença vegetal. As cidades são muito cinzentas , especialmente na periferia. Sónia Lavadinho, consulto...