sábado, 14 de fevereiro de 2015

Ai os santos que não se entendem *

imagem: zankyou.pt
Um macaco que fala porque está perdido é um macaco que deve ser abatido.
Gonçalo M. Tavares, in animalescos

É dia de santo António de Lisboa, o famoso casamenteiro. Tónio devastado pelas inesperadas notícias, dirige-se ao São Torcatinho. Conta-lhe tudo. Espera um milagre.
Paulo César Gonçalves, mais guimarães, fevereiro 2015

De São Torcato a Lisboa (ou será Pádua?) não há casamento que resista; caramba! Ou então não e nem, um nem outro fazem milagres. E nos dias tesos que por aí circulam, quem o quererá fazer? O de S. Torcato nem a fonte (poluída) preserva; o de Lisboa – quem sabe de Pádua! – também não é capaz de calar todas as inesperadas noticias que de lá nos dizem que tipos tesos (leia-se de carros velhos na mão) não podem entrar no festim.
Em suma! Há tantas histórias de embalar. Portanto, toninho, desculpa desiludir-te, o estrugido está estragado.

* no fim do mundo; ou no céu.

Hospital com lucros?

Apelamos a que o Ministério da Saúde, rapidamente, dote o hospital de Guimarães das condições físicas e dos recursos humanos necessários.
Miguel Guimarães, Ordem dos Médicos, JN, 15.02.14
Ordem dos médicos arrasa Hospital, título do Jornal de Noticias de hoje.
Jornal onde se pode ler: “doentes nos corredores, macas velhas, sem protecção, e necessidade de obras".
E ainda: Administração só admite falta de médicos.

Ui! E o hospital de Guimarães que dava lucro!

Não, foi propaganda?

Como há gente que faz tudo para enganar todos. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A dor ensina muito

foto: correiodominho.com
O dia meteu-se para dentro: a água
enche o meu sono
e transborda
as obscuram-se.
Herberto Helder, in Do Mundo

Como britense, nascido e criado, não tenho a menor dúvida em dar razão a Miguel Laranjeiro e dizer-lhe que também considero que é mais do que a hora de o Centro Social de Brito já ter feito protocolo com a Segurança Social.
Como quase taipense – sublinho o quase, para vincar o carinho que tenho desde que vivi em Brito, pela vila termal – também digo o mesmo a Ricardo Costa sobre o Lar Alcides Felgueiras.
Como vimaranense que já viu coisas que nunca imaginei e concidadão entristecido com o que Rui Barreira (não) faz direi apenas: Tomara!, meus caros Miguel e Ricardo, que sejam concretizados os protocolos com as instituições de Brito e de Caldas das Taipas com a Segurança Social.
Tomara!

Que terra ruim

Queremos chegar mais longe e só se pode chegar mais longe caminhando sempre sobre o chão firme.
Gonçalo M. Tavares, in animalescos
Finalmente vou viver para Portugal!
Urra, até que enfim!
Então qual é a dúvida?

Não percebo a importância de “investir em ciência ou cultura vai dará direito a um visto gold”?
Tens razão!, peço desculpa pela minha ignorância! Investir em ciência e cultura! E para isso é preciso importar ricos?
Este país de merda, dominado por gente que faz de conta que sabe onde se abrem os espaços de emergência humana, diz que pode mandar para cá gente que com vistos dourados e mandar para lá – seja lá isso onde for; ainda que sem lógica das distâncias possíveis – quem sabe muito bem (que melhor que quem os manda para fora), o que é o futuro. Coitados!

Não têm, nem poderiam ter, obviamente, 500 mil euros em mecenato para ficar por cá. Que país vem a ser este? 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Há dias que marcam um antes e um depois

A confiança e o diálogo constituem o cimento que pode ajudar a unir pessoas em torno de causas comuns.
António José Seguro, in Compromissos com o Futuro
Não tenho nada a dizer sobre a decisão da autarquia vimaranense de recolocar o horário de trabalho dos seus colaboradores nas 35 horas semanais, a não ser congratular-me pela decisão.
E não é porque alguém diz que “o presidente de câmara e os vereadores não são empregados do estado” – era o que faltava! (nem me espantava que muita gente que vai às reuniões quinzenais o desejasse) –, mas porque considero, tal como o vereador da CDU, Torcato Ribeiro, que a passagem para as 40 horas semanais foi “um retrocesso civilizacional. Situação ou desejo (escondido) que, pelos vistos, tem seguidores; seja em Braga, onde o discurso mudou do antes para o agora. Seja noutros locais onde a pretensão de mudança ainda é sonho distante.

Mesmo que aqui, dentro de portas, o esforço por dizer o contrário seja enorme.

Os bons, os maus e o vazio que aí vem

Os movimentos do pensamento atiram-se às partes débeis do outro, não têm prioridade física nem moral.
Gonçalo M. Tavares, in animalescos
Já tive a oportunidade de transmitir pessoalmente a alguns amigos (militantes comunistas) que o PCP – o novo PCP com gente que me faz inveja, pelo charme com que se apresenta em frente às câmaras e dá a cara nos debates mais importantes sobre o futuro do país – é capaz de levar muitos portugueses atrás de si.
E depois da proposta – bem inteligente, muito mais oportuna do que a de alguns pretensos donos do futuro, que, saindo por detrás da moita acenaram com uma mão vazia e outra cheia de silêncio, de apertar a malha “à riqueza ilegal” – acredito que, não são só as camisolas negras, sob casacos negros, convencerão os portugueses; principalmente as portuguesas, encantadas pelo charme jovem. Como é importante olhar com mais atenção para a nova realidade comunista em Portugal. Há tantos portugueses fartos de colarinhos brancos por outras bandas que a límpida escuridão, vindos de jovens comunistas portugueses pode fazer mais pela esperança de um futuro melhor do que um certo vazio divisionista mais à esquerda.

Ah! E aquele texto de João Ferreira no Público de domingo passado é uma realidade que tem que ser discutida. Pelo menos devia! Por todos aqueles que dizem ter contratos a celebrar com os portugueses ou agendas para muitos anos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Alavancar vontades

Parece-me que para mim, ou para os que sentem como eu, o artificial passou a ser natural; o natural passou a ser diferente.
Fernando Pessoa, in O Livro do Desassossego
Depois de defender a discussão pública do projeto de ligação ao Avepark – porque “não existe informação disponível suficiente para avaliar em plena consciência as propostas apresentadas” –, José Cunha, presidente da Associação Vimaranense Ecologia (Ave), recomenda, em entrevista ao jornal Reflexo (edição de fevereiro 2015) que essa discussão comece “pelo início: é ou não necessária a construção de uma nova via de ligação ao Avepark?”.

É um bom princípio, até porque e desde logo, e como muito bem vinca o presidente da Ave, [há] “um património ambiental e paisagístico de grande valor paisagístico que ficará irremediavelmente comprometido com a construção da via”.
Curioso que depois do comunicado conjunto de hoje desta associação e da Quercus já haja novidades para a discussão. Felizmente!
Ou seja, a ligação ao lugar de futuro que é o Avepark, está quase no adro da discussão essencial. Que é urgente que entre nos olhares vimaranenses; de todos. Antes que o futuro se estampe por canais – com duas vias ou sem espaço – onde a lucidez se turva a cada instante.

Realidades feitas epopeias IX

    Morre por queda de peso de cima , no acidente, ou por falta de solo e baixo , por velhice. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Uni...