sábado, 20 de junho de 2015

Um dia, talvez um dia destes, vou celebrar-te

Por definição constitucional, o Presidente da República (PR) representa a República Portuguesa, é garante da independência nacional e da unidade do estado. Nessa perspetiva, o PR deveria presidir, anualmente, às cerimónias do 24 de junho, em Guimarães, no cumprimento da mais importante função do estado.
Narciso Machado, Público, 15.06.10

Eu, vimaranense (quiçá distraído) que não acredita, nunca acreditei, em centralismos, e correndo o risco de ser lírico, só posso perguntar: agregar para dominar?
Não? Não foi sempre esta disparatada ideia centralista nascida depois de o senhor Afonso ter entrado em Lisboa ainda vestida de chusmas de vontades mouriscas?

sexta-feira, 19 de junho de 2015

A realidade é sempre muito mais simples

Há qualquer coisa de macabro nos ex-votos de cera; com bracinhos e perninhas, olhos e corações de cera. É a representação física da doença  curada pela divindade.
Luís Pedro Nunes, E, 15.05.09
imagem: dn.pt
Há uma ano o PS estava - com António José Seguro na liderança – no limiar da maioria absoluta das intenções de voto em Portugal.
Hoje, com António Costa, o PS, não só perde 12% nas mesmas intenções de voto, como se vê (pela primeira vez) ultrapassado pela direita; por uma coligação que matou todas as esperanças de futuro em Portugal.
É nestes momentos que recordo tudo o que ouvi numas primárias onde não esperava ouvir o que ouvi.
A integralidade de Seguro levou-o para longe desta realidade nada abonatória de um partido que já esteve com uma mão na maioria dos votos.
Por agora ficarei por aqui, mas outubro é já ali. E, como diria um amigo meu, depois falamos.

O futuro? Jamais será memória ferida

Vê-te ao espelho antes de ser candidato outra vez.
Juan Vicente Herrera, presidente da região de Castela e Leão, para Mariano Rajoy
Escreve José Fontes no Jornal de Noticias (15.06.13) que “seguramente [os partidos tradicionais] algum dano vão sofrer, sobretudo os que dão origem a dissidências, cujos novos lideres gozam de grande empatia na imprensa sem que, alguns, tenham ido a votos ou exercido poder”.
É um olhar muito interessante.

Tudo é tão parvo

Uma rua deserta não é uma rua onde não passa ninguém, mas uma rua onde não passa ninguém, mas uma rua onde as que passam nela como se fosse deserta.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
imagem: protense.com.br
Ponto prévio: ler o livro do Desassossego ou ver o filme do Desassossego (grande realizador este senhor João Botelho; grande interpretação de Cláudio da Silva) pode não ser para todos (há por aí quem o vá dizendo).
Sigamos então, com toda a normalidade em frente lendo os dias. Começando pelo jornal Público (15.06.12): “discriminação de imigrantes no mercado laboral “é invisível” mas existe.
Ai é? E nós que vamos lendo o senhor Bernardo Soares sabíamos! Por isso, ao lermos o trabalho do jornalista Camilo Soldado – detetados processos que dificultam a entrada de cidadãos de fora da UEU no mercado de trabalho português – só podemos voltar ao contabilista Bernardo Soares e às suas incidentes farpas nos dias.

Ah! como afirma Pedro Gois “os que chegaram mais recentemente são sujeitos a outro tipo de pressões, conjunturais que também têm a ver com o facto de a taxa de desemprego em Portugal ser muito elevada”.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Ninguém ouve

Ilha sobre ilha; uma camada de ar quente de permeio
um sopro leviante no drama de conhecer o mundo
Firmino Mendes in Ilha sobre ilha
Rui Moreira aponta baterias ao “centralismo objeto” do Governo, titula o jornal Público (15.06.10) que acrescenta que o presidente da câmara do Porto, defendendo a “verdadeira autonomia”, na conferência do Jornal de Noticias, Por Portugal, afirmou que a “região que queremos é uma região com autonomia verdadeira, capaz de decidir sobre o seu território e capaz de criar políticas ativas de emprego, desenvolvimento e económico e qualidade de vida, sem depender da visão macrocéfala do estado que, a partir de Lisboa, vê Portugal como um mapa plano, todo com a mesmo tonalidade e sem ter em conta as realidades sociais de cada região”.
Portugal? Qual Portugal? O dos senhores de Lisboa ou o Portugal dos portugueses?

Olhar do silêncio II

Há tanta gente que tem longe mas não tem perto. É melhor inventar os artistas ao nível da nossa admiração por eles porque na sanita… somos todos iguais. É horrível, não é?
Júlio Isidro, E, 15.06.13

Conforto e bem-estar

António Costa promete a Portugal ‘um caminho diferente’ e uma ciclovia paralela a esse caminho.
O Inimigo Público, 15.06.12
foto: infoescola.com
Que olhar com ambiente! Será por isso que, pode ler-se na gente (Expresso) do último dia de santo António, “no PS reina algum nervosismo com as sondagens, onde o partido não descola, por mais que o líder dê voltas ao país?”
Ou será que António Costa, antecipando o futuro, vai mesmo pela ciclovia – muito mais vagarosa, é certo!, mas muito mais salutar, convenhamos – paralela aos caminhos destruídos pela falta de visão?

Realidades feitas Epopeia IX

  Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  ( Relógio d’ Água )