terça-feira, 20 de maio de 2014

Passos de uma união

Governo deixou cair a proposta que ameaçava reduzir os salários e apresentou uma nova proposta que ameaça subir impostos.
O Inimigo Público, 14.05.16

Ui! Que alívio!
Não, não é o que se diz! É o que vem a seguir.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Infelizmente, não é?

Na última reunião do executivo municipal de Guimarães – o segundo a sair fora de portas (na presidência de Domingos Bragança porque antes já tinha acontecido tal situação, por mais que alguns assessores não se lembrem!) – que decorreu na vila termal de Caldas das Taipas, o presidente de câmara fez uma afirmação que, muito mais do que óbvia, infelizmente, está sempre presente na memória e na vida dos vimaranenses:
o atual governo não ajuda Guimarães”.

Assinando por baixo estas palavras de Domingos Bragança, ousando apenas perguntar a André Lima:
O governo de Passos conhece Guimarães?

O outro é sempre alguém


foto: http://www.dw.de
Em 1936, a três dias de ganhar o segundo mandato, Roosevelt, o presidente que regulou o sistema bancário que causou a Grande depressão de 1929 e ergueu a América com o New Deal, disse: “sabemos agora que o governo pelo dinheiro organizado é tão perigoso como o governo da máfia”.
Fernanda Câncio, Diário de Noticias, 14.05.16

Escreve Luísa Meireles (atual, 14.05.17) que “uma das grandes ironias da crise é que a União Europeia, criada para manter sob controlo o poder alemão, acabou por colocar o poder da Europa nas mãos da Alemanha e dez da sua líder, Angela Merkel, a mulher mais poderosa do mundo”.

Ou seja, há ventos de fora que uivam nas nossas janelas muito para além das nossas realidades cognitivas (tantas e tantas artistices saídas de uma qualquer bolsa fantasma) que nos querem matar enquanto nos apanham distraídos.

Ainda há, felizmente!, um Outro que nos coloca o olhar nos sonhos que nos engrandecem. Ah! a politica não é, nunca foi a arte da fuga).

domingo, 18 de maio de 2014

Opaca linguagem

Está de volta a idade maior. Uma segunda vida bate nas costas sombrias do destino
     (não; não é no caminho da misericórdia!)
tantas e tantas vezes que faz doer o desejo de ser agora barragem enorme
    (nem sequer o maior desejo de triunfar! - não esquecerei o sorriso... - do anjo rebelde?)
na mão do amanhã; vontades controladas e o fio do amanhecer ainda húmido.

A idade maior? Perdeu-se na cidade; nas ruas sujas de vaidades e focos desfocados. A cidade?
Ora! Ora! Como era o personagem do início?
Não sabes? Vou ajudar-te a recuperar a memória.
- Acabo agora mesmo de ler: “quando as marionetas não podem dar beijos”…
- Conheces?
- Se conheço! Enquanto se espera uma novidade que nos agarre à cidade; às suas ruas belas e à urbanidade…
- …espera lá. De que cidade nos falas?
- De todos os espaços urbanos onde as pessoas são o elo de ligação fundamental às memórias, ao presente tenso ao futuro por inventar.
- Não das vaidades polidas que matam cada vez mais gente, pois não?
- Ah! a Cidade é mesmo o nosso recanto. Não desistas, por favor.
- Morrerei a seguir sabes? Já sinto o último esforço e um sabor inglório…
- Vais desistir?
- Não, da cidade, não. Deixa-me abraçar a idade maior! Há por aí muita gente que não sabe o que é isso.
- Obrigado! Há tantas misturas na cidade!
- Tens razão. Nem percebemos o que querem os que querem os que dizem que dizem querer desenhar o futuro ou os que fazem rodopios de vontades a que chamam, (outros) oportunismo da filha do chefe no gabinete de quem decide, pois não?
- Só te digo (outra vez) são uns violentos hipócritas. Perceberão quando a cidade lhes rebentar nas mãos. Nessa altura nem a montanha os acolherá.

Euforia da saída limpa

a violência não está em mim
vem do peso – traz mesmo à força a multidão?
dilatador das dores alheias.
curto episódio que fica sempre na memória!

a violência cresce. sem idade; sem medo
a idade do mundo ensanguenta-se em vontades
sempre apagadas – insuportável sufoco!

a violência não é sempre dignidade assombrada
circulando num corpo sincero; discreto, sabes?
é ferida aberta num corpo inútil

a violência morre comigo
ao peso dilatado dos meus olhares.

há tantas misturas violentas na cidade, não há?

sábado, 17 de maio de 2014

Parabéns em celuloide

O Cineclube de Guimarães celebra hoje 56 anos de vida e enérgica e atividade. “São também de histórias e de vivências que marcaram inequivocamente a cidade e os vimaranenses”. (editorial do boletim, de maio)

Numa cidade com tantas e tantas referências associativo-culturais como é (indiscutivelmente) Guimarães, não há – não pode haver – quem não fique feliz com a longevidade das suas coletividades. O Cineclube é uma das marcas marcantes (que pleonasmo! não é? mas é intencional) do associativismo de Guimarães. Merece ser destacado. Ainda para mais em tempo de festa!

É verdade que “o tempo de celebração é efémero, mas o tempo para lembrar as centenas de dirigentes e os milhares de associados deve ser permanente, já que foram eles que, contra muitas adversidades e contrariedades, carregaram e trouxeram o Cineclube de Guimarães até hoje, tornando-o numa das instituições culturais de reconhecido mérito na vida da cidade e dos vimaranenses”. Mas não é mentira que nos tempos sem tempo e sem horas de encontro que vivemos, os vimaranenses sabem muito bem que muito para além dos filmes, o Cineclube é um corpo vivo na cidade. E não para de surpreender.

Parabéns Cineclube de Guimarães.

Quem sabe faz

Câmaras acabaram com o défice e conseguiram abater um quinto da dívida.
Título do Público, 14.05.10
Numa peça da responsabilidade do jornalista Manuel Carvalho pode ler-se no jornal Público, edição da última sexta-feira, que “em matéria de ajustamento, as autarquias deram uma lição ao governo” e que “no decurso da era troika”, as autarquias portuguesas “abateram 21% da sua dívida”.

Caramba! E com as sombras de Miguel Relvas – feitas guilhotinas sobre os dias, as horas, os minutos e os segundos – sobre todos os autarcas!

Que tal Passos, Portas e os seus amigos mais de ao pé da porta das pessoas, vincarem esta realidade autárquica em Portugal?

Realidades feitas Epopeia IX

  Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  ( Relógio d’ Água )