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Foto: nairuz.com.br
Amílcar Correia,
editorial, Público, 20.03.07
Nota
de rodapé: aconselho vivamente a leitura das páginas 32 e 33
da edição de hoje do jornal Público. A peça de João Ruela, a partir de São
Paulo, tira todas as ilusões.
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sábado, 7 de março de 2020
A facada prometida
sexta-feira, 6 de março de 2020
desvendando novos vestígios
não aguardo o
alerta eletrónico do despertador; as molas
do devir saltam-me
do aconchego antes das disposições
para o alvorecer;
ordens do dia
diziam-nos, não
era?
abrir janelas;
despertar o silêncio do corpo
abrir o diálogo
eis o invisível
tornado visível
(almas
que se misturam)
não! não espero
um futuro sem arestas;
conheço tão bem
as águas calmas; afinal sempre
foram a mulher
espantosa!
quinta-feira, 5 de março de 2020
Espiral ascendente
Quantos Pedrógãos
Grandes serão precisos para que os portugueses acordem obrigando os
responsáveis políticos a agir?
José Gil, Expresso,
20.02.22
1.
Nos
jornais leio cada vez menos coisas boas e motivadoras. Leio cada vez menos
realidades que alegrem os dias. Apesar de aumentarem, e muito, as preocupações
com os atropelos aos dias calmos. Curiosamente, quase sempre essas preocupações
saem da pena de colaboradores de opinião.
2.
Um exemplo claro são estas palavras de Francisco Teixeira da Mota (Público,
20.02.28): até quando terão os portugueses de se deslocar a Estrasburgo para
encontrar justiça e decência?
3.
Pela mão de jornalistas vale a pena olhar para outra (má) realidade que
acinzenta os dias dos portugueses.
David Dinis faz
descer (Expresso, 20.02.28) Faria de Oliveira, presidente da Associação
Portuguesa de Bancos, por ter reagido “com uma ameaça” pelas
normas que a casa da democracia portuguesa impõe, agora, aos bancos.
João Silvestre,
fazendo baixar Faria de Oliveira, no caderno de economia do semanário Expresso,
é perentório: levar a argumentação ao ponto de dizer que a imposição de limites às
comissões provoca despedimentos e fecho de balcões é, no mínimo, exagerado. É
esquecer o que formas os anos negros da banca em Portugal durante a crise.
4.
É claro que nós portugueses, acomodados aos dias, esquecemos todas as dores provocadas
por quem tudo devia fazer em sentido contrário. E mergulhamos nos túneis do silêncio
e da indiferença.
quarta-feira, 4 de março de 2020
Esperança negra
Por substantivos se
adivinham as ideologias, as hierarquias sociais que cada um projeta para o
mundo.
Fábio Monteiro, Fumaça,
20.02.20
1.
Quando olho para os dias apressados dos políticos sedentos de protagonismos
insalubres fico sempre com dúvidas sobre o que leva o homem-politico a correr.
Contra o tempo; contra si mesmo ou contra valores que noutros tempos eram para
si substanciais. Referências; pela coragem.
2.
Quando leio do filósofo de referência que é José Gil (Expresso, 20.02.22) – as
declarações recentes do ministro Pedro Nuno Santos sobre o futuro aeroporto do
Montijo revelam a cegueira dos políticos: em nome do bom senso e da boa
consciência ecológica, justifica-se a continuação das escolhas mais duvidosas
– penso nos dias apressados dos políticos sedentos de protagonismos apressados.
3.
E tenho medo de homens assim.
Nota
de rodapé: Não foi o partido do senhor Pedro Nuno Santos que ‘impôs’
o parecer das autarquias localizadas na área dos (possíveis) equipamentos a
construir, mormente aeroportos?
terça-feira, 3 de março de 2020
Espantosa normalidade
No domingo, em Viseu, o
deputado André Ventura divertiu (*)
uma audiência de apoiantes em registo de stand-up. Fiquei espantada, ainda não
tinha visto o novo estilo.
Bárbara Reias,
Público, 20.02.28
* a politica é cada vez mais isso,
infelizmente!
Pelos vistos é
isso que o povo gosto. Pelo menos aquelas pessoas que deixaram de assumir a
verticalidade da coluna; a que suporta a vida humana.
Espelho do mundo
Qual a razão
pela qual existe a convicção de que as leis, e em especial as de natureza proibitiva,
resolvem os problemas sociais, económicos, políticos?
Teresa Pizarro Beleza,
Público,
20.02.27
À atenção de um
tal “chamado ‘Chega’ sobre castração química”.
domingo, 1 de março de 2020
Uma história humana; local
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| foto: colegioarautos.net |
Todos os fundadores de
religiões, dos partidos políticos, dos bancos, vão nus.
Mário de
Oliveira, debate no Circulo de Arte e Recreio (Guimarães), 15.02.04
1.
Tenho visto – só pela comunicação social porque já ninguém me tira de casa para
assistir a tantas exibições de vaidades perigosas –, um crescendo assustador de
presenças em eventos públicos em território vimaranense. Com umas figuras
estranhas; assustadoras e desejosas de trazer de volta outros tempos. Tempos de
má memória.
2.
Da peregrinação anual à Penha – uma marca cultural intensa na vimaranensidade e
um enorme baluarte de fé popular dos vimaranenses – a ´certas´ peregrinações
paroquiais ou procissões de padroeiros das paróquias do arciprestado de
Guimarães e Vizela há uma trupe de militares reformados, armados de lanças e
sei lá que mais!, feitos guardiões dos costumes.
E, tantas vezes
– cada vez mais – uns senhores vestidos de castanho com cruzes medievais ao peito,
calçando botas altas, tipo militares de cavalaria, que monopolizam os
pálios e as lanternas das procissões; espaços solenes de um catolicismo de rua.
3.
Sobre os militares
na reforma não direi muito mais a não ser lamentar que ao seu lado, ou na
retaguarda, sigam autarcas eleitos democraticamente num país onde o estado é
laico.
Por isso,
parece-me de elementar ato de gestão pública da política, o poder local não
pactuar com quem, na verdade, nem militar já é; apenas saudosista de outras ações.
4.
Já sobre os senhores que vestem de
castanho e que, a partir de Sezim e do colégio Arautos do Evangelho, deveriam olhar com atenção para a carta que
Francisco, o atual líder dos católicos, escreveu ao presidente daquela
organização, instando-o a aceitar a intervenção da Santa Sé naquela
instituição. Isto depois de o cardeal Raymundo Dasceno ter sido nomeado
comissário pontifico. E, obviamente, para não falar de acusações – são só
acusações – como as que a Vida Nueva
dá conta, na entrevista a José Miguel Cuevas, professor de Psicologia Social na
Universidade de Málaga.
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