abancado no seu recôndito aristocrático mira com desdém
quem circunda.
olhar ditatorial!
tremendamente
assustador. nem sabe
que o fim está
aí; depois do silêncio das águas
dançando com as
pedras sagradas da história.
quem circunda.
olhar ditatorial!
tremendamente
assustador. nem sabe
que o fim está
aí; depois do silêncio das águas
dançando com as
pedras sagradas da história.
Os curtumes, imagem de marca, os surradores que moravam ali quando subiam à cidade toda a gente sabia onde moravam; o cheiro era tal entranhado por causa do tratamento usado; havia por ali muitas pombas para o tratamento dos couros.
António Amaro das Neves, enquanto moderador na conversa O Teatro Jordão e o Bairro C no Centro do Futuro da Cidade 20.11.29
A cidade está a acordar?
É cedo. O sol espreita.
Não tivemos
todos avós republicanos? Aqui, pelo menos, na parte baixa da cidade onde os
curtumes malcheirosos, o rio pestilento e as casas sobre o curso das águas se
fez notar durante tantos e tantos tempos, toda a gente é republicana. Lá em
cima, depois do jardim mais central não sei. Talvez nem toda a gente esteja
contra o rei.
Não sei, não
senhor! Pelo menos junto ao pano da muralha onde se lê: aqui nasceu Portugal, diz
o povo que é tudo mais monárquico.
O profundo da
nossa rua é um dos recantos mais solenes da nossa cidade.
Belas paisagens
em redor da cidade?
Sei, apenas, que
amo as ruas inclinadas que povoam os fins de tarde da nossa cidade! O silêncio
é muito mais belo e seguro; os olhares são mais discretos. Quase evasivos.
Nem mais! E as
ruas ficam muito mais sedentas de nós.
A porta de casa
é um ótimo espaço para o nosso passeio. Já não há cidades que apeteçam?
mortos
para a estética da beleza
procura
o sonho nos bastidores de silêncios
e
favores emocionados; à flor da liberdade
a
cidade está silenciosa nos pedaços
da
úlcera do porvir de um tempo livre
onde
a vida inaugura as pedras tombadas
sobre
as mazelas douradas que buscam
o
saber maldito da modernidade na cidade
edificada
em catedrais de ilusão
Nada reforça mais os laços de uma comunidade do que uma causa comum.
Charles Montgomery, Smartcities, julho 2019
Cidades que
nascem de uma utopia.
De uma utopia? Se
calhar! Na verdade já chegaram os pedintes profissionais. Com cartazes e tudo! Acebei
de ver um em frente ao templo mais capitalista que conheço na cidade; o que
aprendeu com a santa sé arquidiocesana a cobrar entradas. Mesmo que de cariz
espiritual.
Já pensaste como
a economia agradece?
A Economia a agradecer
alguma coisa! Deves estar a brincar com qualquer deus!
Pois…
Como não paro de
pensar na sã convivência que devia ser o usufruto do espaço publico!
A cidade e o
tempo, não é? A verdade que vacila tantas vezes!
São 21H39 e os restaurantes
da cidade fazem fila à porta. Acabou a pandemia?
Em Guimarães
parece que sim. Pelo menos a julgar pelo número de carros feitos turistas da
alameda S. Dâmaso. São artistas de coboiadas e donos do espaço urbano…
Até parece, na
verdade! Será que a polícia lhes tem medo?
Percebes por que
razão tenho medo dos criadores de deuses que trabalham arduamente para que os
seus deuses sejam perfeitos?
Não, não percebo
nada de deuses mas tenho o desafio: e se os tipos que se borrifam para as
regras de urbanidade fossem para aquele sítio que eu não sei como se diz em
mirandês?
Os efeitos da
crise climática na desigualdade entre países e regiões e entre classes sociais,
ou seja no acesso futuro à água ou a outros bens essenciais, seja quanto aos
recursos energéticos, começam a ser vistos como a baliza do custo e da forma de
vida no nosso século.
Francisco Louçã,
Expresso
(Economia),
21.08.27
As paisagens emudecidas contam-nos a história do desmesurado sonho moderno de emancipação moderna, transformando numa arrogante separação entre nós e o resto da natureza, visando a sua submissão aos nossos exclusivos e mesquinhos fins.
Viriato Soromenho Marques, Diário de Notícias, 21.08.28
Em qualquer cenário,
escreve Mara Tribuna no semanário Expresso (21.08.13), a
temperatura global vai aumentar. Até 2040, o planeta vai ultrapassar os 1,5 º
relativamente ao período pré-industrial.
Na peça fica
claro que é inequívoco que a influência humana aqueceu a atmosfera, o oceano e a
terra.
E pronto lá se
foi a sustentabilidade!
Ah! Todas as
regiões habitadas da Terra já são afetadas pelas alterações climáticas.
E Portugal não
escapa.
Por mim, só
passo voltar a As dores violentas que aí vêm.
A questão do automóvel e da mobilidade ´se sem dúvida um aspeto crucial num novo modelo de cidade para o qual queremos caminhar.
Cristina Cavaco, integra o Ubernilab, grupo de investigação em arquitetura, urbanismo e design da Universidade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, Igreja Viva, 20.10.29
Escreve José
Cunha – Jornal de Guimarães, 21.08.14 – que
as cores com que pinto
o ambiente neste verão são:
o vermelho do alerta de
perigo para a humanidade;
o preto pelo futuro que
se perspetiva;
e o verde esperança
esbatido pela pouca fé que tenho nos dirigentes políticos.
Caro José Cunha,
também tenho o vermelho e o negro como limites para o fim.
Mas, ainda
acredito em alguns dirigentes políticos. Daí que o verde – das cores de
Guimarães, da esperança e da natureza – ainda seja a minha cor preferida.
Mas, vou
aprendendo a não dar nada por adquirido.
Morre por queda de peso de cima , no acidente, ou por falta de solo e baixo , por velhice. Gonçalo M. Tavares, in O fim dos Estados Uni...