domingo, 5 de setembro de 2021

cidade morta


a cidade gelou na geometria de edifícios

mortos para a estética da beleza

procura o sonho nos bastidores de silêncios

e favores emocionados; à flor da liberdade

a cidade está silenciosa nos pedaços

 

da úlcera do porvir de um tempo livre

onde a vida inaugura as pedras tombadas

sobre as mazelas douradas que buscam

o saber maldito da modernidade na cidade

edificada em catedrais de ilusão

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Realidades feitas Epopeia IX

  Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  ( Relógio d’ Água )