segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
Manual de operações
Por onde andam os sábios? E como reconhecê-los? Pelo silêncio?
Ana Cristina
Leonardo, E, 16.11.19
Capital Europeia [das
Cultura (CEC 2012] levou Guimarães a assumir-se como polo cultural,
escreve em título o jornal bracarense Diário do Minho, (20.01.30). Gostando
desta afirmação, não tenho dúvidas de que, sendo como foi marcante para um país
á deriva, para uma região que se ia perdendo sem referências, foi,
fundamentalmente para um território resiliente e excelente como sempre foi:
Guimarães, uma ousadia. Do querer, da aposta no fazer e no sentido de responsabilidade
*.
Daí que esta
afirmação – a CEC 2012 foi “um oásis” para a cidade em tempo de crise financeira
– diga tudo.
Tudo não;
infelizmente! É que não podemos deixar de ter bem presente que era o senhor
Pedro Passos Coelho o primeiro-ministro de um país sem rumo. Um senhor que,
pelos vistos, começa a dar sinais de que quer voltar a reinar no caos que tanto aprecia.
* Por estes dias passaram oito anos sobre
o momento histórico do arranque da CEC 2012, sabiam senhores? Não há nenhum
surto de amnésia por terras de D. Afonso, pois não?
domingo, 16 de fevereiro de 2020
Violência gelada
Não devemos sentir-nos
obrigados a assumir os estereótipos femininos, mas sim exploramos tudo aquilo
que uma mulher pode realmente ser em vez aquilo que nos dizem que ela deverá
ser.
Ana Calvi, E,
18.09.01
Há uma virgem
que foge de um pateta de vistas curtas. Vejo-a correr em lágrimas; em tantas
lágrimas. Violência espantosa!
Ouço, depois,
uma voz de medo; voz de um canto sem vontade de proximidade e contando com medo
do silêncio provocado pela vocação perdida.
Depois fico em
silêncio.
Lendo, numa
citação de António Rodrigues (Público, 20.02.07) no seu texto longos
silêncios, estas palavras:
ainda hoje, quando saio
de casa, tenho medo. Tenho pavor de ir a lugares que não conheço. O
desconhecido é necessariamente sinónimo de perigo. Não posso viajar sozinha.
Conduzir um carro sem ninguém ao lado foi para mim impossível durante multo
tempo,
escreveu Sarh
Abitobol antiga campeã francesa de patinagem artística, no seu livro un si long silence (um silêncio tão longo) onde denuncia os abusos
sexuais que sofrei entre os 15 e os 17 anos, às mãos do selecionador francês
Gille Beyer.
sábado, 15 de fevereiro de 2020
Ziguezagues da vida ou zero de ação?
A entrega do poder em
mãos eleitas está nas mãos de quem elege.
Pedro Santos
Guerreiro, Expresso, 19.02.23
Na manhã do
último sábado, dia 8, quando
descia eu da cidade em direção a casa fui obrigado a encostar-me, de forma apressada,
ao muro que separa a ecovia dos terrenos onde em breve nascerá a escola de
hotelaria de Guimarães. Simplesmente porque tive que fugir de um carro – em velocidade
muito para além das bicicletas – que subia do pavilhão multiusos para o
cruzeiro da Cruz de Pedra.
Fiquei assustado;
tremendamente assustado naquele momento, mas isso passou logo a seguir.
Permanece, no
entanto, a dúvida: como é que passam por ali automóveis?
Recuei um pouco,
voltando para trás uns metros e percebi: há tempos que um dos marcos (chamam-se
pilões, não é?) está no chão. (basta olhar para a fotografia).
E há ali uma
entrada (ou saída) de ambiguidade; tão ao jeito de alguns comodismos
irresponsáveis.
Será posto no
seu sítio quando o próximo carro embater num ciclista? E se assim for – e esperamos todos que tal acidente
não venha a acontecer – de quem será a responsabilidade?
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
Voz distinta *
Os
carros continuam a ser donos e senhores da cidade. Ocupam mais de metade do
espaço público e apesar de estarem parados 95% do tempo e, em 80% dos casos,
transportarem apenas um ocupante. Querem maior usurpação de um bem escasso?
Daniel
Oliveira, Expresso, 20.02.04
*
à atenção de todas as vontades e desejos de empunhar o estandarte de capital
verde. Ou outra realidade a ver.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
ebúrneos confundidos
ambiente campestre; ambiente de exaltação!
ambiente
experimental; simples
depois do amargo
acordar
a amante
envergonhada; jamais será
alvo de
gargalhas cruéis!
(amar
é conhecer mais do outro;
amargas
diferenças!)
há dias em que
não devíamos pensar!
ficando
sobriamente no ambiente campestre;
em exaltação
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
Falta uma lufada de ar fresco; na horta
É muito difícil, senão impossível, explicar a um néscio a importância da cultura, poi ele não tem cultura para perceber a falta dela.Afonso Cruz, Jornal das Letras, 19.01.30
O mês de
dezembro último foi violento, bem sabemos, no que concerne à intensidade da
intempérie. Um pouco por todos os recantos da lusa paisagem. Guimarães não foi
exceção. Com árvores caídas e tantos outros pequenos acidentes. Na horta
pedagógica caíram ou ficaram de raízes ao alto e ao ar; quase caídas, imensas
árvores que, nos primeiros dias após a tempestade foram devidamente
acondicionadas. Infelizmente, na sua grande maioria, foram abatidas, jazendo
mortas pelo chão.
Passado mais de
um mês já não há árvores caídas na Horta Pedagógica de Guimarães, mas há
enormes quantidades de ramos amontoados em cada pequeno caminho da horta;
separadores de canteiros. Muitos deles abstruindo por completo a passagem das
pessoas, coisa bem pior quando esse caminhar (ou corrida) se faz à noite ou ao
final da tarde. Só um corpo em forma é capaz de atravessar as hortas de fio a
pavio.
Então ali no Pomar
das Maçãzinhas!
Era importante
que a tempestade ou a memória da tempestade fosse arrumada. Até porque, não
tarda, as maçãzinhas não resistirão.
Uma pequena nota
de alerta: as travessias que ajudam a passagem e embelezam o espaço, bem como
muitos separadores de canteiros, estão mortas. Há pedaços minúsculos de madeira
por todo o lado. E torna-se perigoso, por exemplo, atravessar a pequena ponte
de madeira da primeira horta.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Realidades feitas epopeias IX
Morre por queda de peso de cima , no acidente, ou por falta de solo e baixo , por velhice. Gonçalo M. Tavares, in O fim dos Estados Uni...
-
Para apanhar o comboio da mudança é preciso chegar a horas à estação. Pedro Lacerda, Expresso ( Economia ), 21.06.25 O que aconteceu ...
-
Sento-me na cidade e ouço O rumor dos ossos e não tenho medo Casimiro de Brito, in Nem senhor nem servo G uimarães aprovou, em r...

