terça-feira, 8 de setembro de 2015
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Olhar (local) do silêncio
Este ano não
houve nada marcante. Para além das tradicionais paixões arrasadoras, das festas
glamorosas nas discotecas in, das separações depois de dois ou três meses de
uma paixão tórrida. (…) O Barco Rock Fest, a par do esforço e dedicação do
Movimento Artístico das Taipas (MAT), infelizmente não conseguiu ultrapassar o
cabo Bojador.
Alfredo
Oliveira, editorial, Reflexo, setembro 2015O paciente português *
A todos a
dor visita e é vento
Que fere,
devasta e transfigura
Casimiro de
Brito, in Nem senhor nem servo
Há na edição
de agosto da revista Courrier
internacional um texto extraordinário sobre Portugal. É uma visão alemã
sobre a crise lusa e os seus dramas humanos; É uma peça jornalística excelente
de George Blume que o jornal Die Zeit, editado em
Hamburgo.
Dessa prosa
escorreita e muito clara retenho as palavras do extraordinário escritor
português António Lobo Antunes: “que pensa a Alemanha fazer depois de
desfazer a Grécia, Espanha e Portugal?”
Da leitura
deste texto extraordinário não esqueço a afirmação do jornalista George Blume:
“O
país [Portugal] parece ter perdido a fé após quatro anos de austeridade.
Progressos económicos tímidos nasceram profundas desigualdades”.
Depois da
leitura atenta deste trabalho, estou certo, que mandaremos dar uma volta os
tipos que dizem que Portugal à frente.
domingo, 6 de setembro de 2015
Espera!, vou ligar-me ao mundo que passa
Tenho às
vezes saudades do futuro.
Teixeira
de Pascoaes
Há quem
diga que a religião é só para aquelas
pessoas que têm medo do inferno e que “a espiritualidade é para quem já lá
esteve”. Coisa estranha! Digo eu, ao tentar perceber estas palavras; frase
aparentemente sem sentido. Mesmo que, e por outro lado – digam outros –, o
poder seja exercido por quem é ‘casca grossa’.
Por mim, o
que me preocupa mesmo é constatar – e até prova em contrário, continuo mesmo a
constatar –, que, num e noutro caso, não há uma resposta; pelo menos eu não sou
capaz de a ver, à pergunta sempre sem respostas: onde está o Homem? Sim, aquele
ser inteligente que odeia o que não existe!
É que se o
Homem só conhece o que é humano, não consta que existam mais infernos que os
que são construídos pelos homens. Seria isso que José Saramago nos queria dizer
ao afirmar que o Homem [Humanidade] não tem remédio?sábado, 5 de setembro de 2015
Escrever depois de tudo
Um dia
Deixarei
de caminhar
Abandonarei
a ilusão do poder
Casimiro
de Brito, in Nem senhor nem servo
Há por aí
– é difícil encontrá-la e só em certos cantinhos do burgo ela se vê, para pegar
um exemplar a conta-gotas – uma revista muito bem feita. Uma revista que desfia
tantas manias à volta de um minho dominado por máquinas comunicacionais que
criam arrepios e tiram o sono.
Chama-se Guimarães
cidade visível.
Do ponto
de vista gráfico é uma peça excelente; muito bem conseguida. Está preparada
para chegar a grandes públicos. Até é bilingue e tudo!
Anda por
aí (para quem tiver a sorte de o encontrar) o número 1 da Guimarães cidade visível;
à solta. Ou não! Coitado dele, parece prender-se (ou perder-se) por certos
sítios eruditamente especiais. Tenho pena dela; é bela e com pinta!
Ah!, a capa
é muito tentadora; mas linda!
Há por ali
excelentes textos, mas caramba!, por que raio não será possível os vimaranenses
tocar-lhe, vê-la, lê-la e poderem dizer o que pensam desta Guimarães cidade visível?
Nota de
rodapé: Domingos Bragança tem razão, Guimarães é uma cidade de futuro e com
futuro, e, por isso, uma cidade mais visível.
O tempo sempre sabe o que quer
O meu gato
é um sábio
Descuidado
Casimiro
de Brito, in Nem senhor nem servo
![]() |
| foto: economico.sapo.pt |
Eis um
texto baseado numa investigação de Benoît Bréeville e publicada no jornal le Monde diplomatique de agosto.
E que texto!
Destaco (sem pensar em coisas mais próximas) uma afirmação simples: “tratariam os seus empregados com respeito”.sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Ver o sono da noite
O discurso
do poder é árido
substantivo.
Os elefantes do poder
não veem
nada
Casimiro
de Brito, in Nem senhor nem servo
![]() |
foto: ospequenosjornalistas.wikijornal.com
|
Confesso;
frontalmente e com medo do futuro: não queria estar na pele de Adelina Paula,
vereadora da Educação na câmara de Guimarães. E não é porque não tenha a total
confiança na senhora; não. É mesmo porque o governo que diz querer Portugal à
frente é parvo, cego, sem sentido de futuro e indiferente para com o que as
pessoas – sim as pessoas! – querem do futuro.
Então não
é que aquele senhor que diz que é ministro da Educação, mais o seu chefe, não querem
saber das dores; realidades locais com que as autarquias se debatem! São
atrasos nos dinheiros, nas palavras; é a falta de esclarecimentos; e de ideias
concretas. Tanta coisa! Vindo de quem, a toda a pressa; à deriva e com os pés
pelas mãos, nos vem dizer que o país está bem; porque está à frente. Tanta
coisa estúpida!
Por mim,
que odeio a forma como uma certa mania nacional feita coligação de governo do
meu país e anda por aí a desenhar futuros sem sentido, só posso sublinhar as
palavras de Adelina Pinto: “é de lamentar esta situação – contratação de
docentes das AEC – porque se o ministério tinha previsto estas alterações
deveria ter informado as autarquias dado tratar-se de uma delegação de
competências”
Tem toda a
razão, senhora vereadora!
Ah!
Desejo-lhe todo o sucesso num trabalho contra uns tipos parvos, vazios, sem
coragem e prontos a adiar sempre o essencial.
Acredito
que será uma contenda árdua; mas sei que há quem – mesmo no poder – veja bem,
muito bem.
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