sexta-feira, 4 de julho de 2014
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Realidade no inferno
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| foto: expresso.sapo.pt |
Nicolau Santos, Expresso (Economia), 14.06.28
Será por isso que «a tesouraria do grupo Jerónimo Martins será transferida para Genebra porque a banca não dá resposta”»?
Cenas de assalto ou quo vadis PS
1. Dei por mim, um dia destes, a olhar para o que é o partido socialista a partir do momento em que o seu líder escreveu que lia “indignado” que as sondagens davam uma “queda brutal ao PS”. E para António José Seguro tal realidade, temível para quem trabalhou séria e afincadamente nos últimos três anos – com subidas permanentes nas sondagens, para além de uma vitória histórica nas autárquicas e uma vitória nas europeias – “é o resultado da irresponsabilidade de António Costa”.
Estou inteiramente de acordo com Seguro; sublinho, aliás, a sua afirmação: “o PS não merece isto”.
Lamento, obviamente, que haja quem no PS queira estar onde não está. Porque não teve coragem; porque foi incapaz de ousar, porque – pelos vistos – faz como o cuco: só coloca os ovos depois do ninho (dos outros) estar quente.
2. É claro que, a seguir vi de tudo. Senhores, como José Lelo ou João Galamba, a fazerem de conta que estavam ou tinham que estar. Ah! pelo caminho também vi Isabel Moreira (que admiro na coragem de lutar pela diferença com que as diferenças devem ser vividas) a ignorar que «se o PS caiu “brutalmente nas sondagens”», deve à indiferença com que muitos indiferentes se ficaram a olhar para o desejo de vingança.
3. Pelo meio desta estúpida mania de que “o meu é melhor do que o teu porque o meu muda de cor e de direção conforme o vento”, registo a sensatez de Miguel Laranjeiro, secretário nacional do PS: “se o líder do PS, António José Seguro, é o mais popular de todos os líderes políticos; se o governo está aflito e desorientado. Se tudo isto é verdade porque é que o PS desce nas sondagens? Porque o camarada António Costa decidiu criar uma crise política não contra o governo, mas dentro do PS”.
Claro Miguel! É assim como o Pimenta Machado, lembras-te?, ter corrido com o Jaime Pacheco do Vitória, com o Vitória numa das melhores classificações de sempre. Claro que, nós vimaranenses, sabemos bem o que aconteceu ao Vitória a seguir.
4. Por isso, e sem suma, tal como Eurico Dias e João Soares, não posso esquecer todas “as cenas tristes” – apesar de as primárias no PS terem sido votadas por uma esmagadora maioria, incluindo António Costa.
Ou seja, o que está a acontecer no PS não fica bem a ninguém; desde logo e subscrevendo Isabel Moreira, porque o PS “é um grande partido da democracia portuguesa”.
Infelizmente aquilo que um conjunto de oportunistas vem fazendo leva a que muitos militantes e, principalmente os portugueses, se questionem – e com toda a razão – se assim o PS é mesmo um grande partido da democracia portuguesa.
É que depois da vitória do PS em duas eleições o que está a acontecer (sublinho o que afirma no primeiro momento o secretário geral) “é o resultado da irresponsabilidade de António Costa”.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Rosto na cidade (e no futuro)
Já a ideia de cidadão de Guimarães é coisa para se conversar.
De qualquer modo, e definição à parte, o facto de Rui Reis – o investigador português com mais publicações cientificas – ser reconhecido da forma como foi no passado dia 24 de junho, é um ato justíssimo.
Não é só por ser vice-reitor da Universidade do Minho – uma realidade que toma conta de Guimarães e a leva nos braços do futuro –, não, é porque Rui Reis levou (leva) Guimarães para além do Toural, Santa Clara ou Azurém. Rui Reis disse ao mundo que em Guimarães não se brinca em serviço quando se trata de abrir as portas do porvir.
Lembro-me muito bem das palavras do senhor professor Rui Reis no encontro em Vila Flor no Novo Rumo para Portugal e ao lado de António José Seguro (parece que foi há tanto tempo! e só passaram cerca de quatro meses) que a única realidade aglutinadora do Minho é a Universidade do Minho.
E é.
terça-feira, 1 de julho de 2014
Visão inovadora
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| foto: cm-guimaraes.pt |
Terá sido por causa da inauguração, em Creixomil, do Laboratório da paisagem, onde em tempos funcionou uma fábrica de azeite?
Não importa. Aquele espaço (que se espera, sinceramente, seja de excelência) está no sítio certo – paredes-meias entre a agricultura (que já não é de subsistência e que é regada com água merdosa como noutros tempos e pintada das cores da moda dos tempos modernos) intensiva e o desejo de produtos quase perfeitos, tem todas as condições para mostrar que há por ali muita asneira em curso.
Justifica-se portanto que a Universidade do Minho ajude a pôr alguma ordem na intensidade agrícola e avance com incubadoras que mostrem que nem trudo é agroalimentar por aquelas bandas.
Claro que a proposta de Bragança é excelente – acredita-se que a UM ponha ordem no caos. Mas vale a pena passar para além das luzes da festa. É que não há incubadoras que resistam àquele espetáculo. E esse é visível sempre que se circula por dentro da Veiga de Creixomil. Há por ali muito disparate que vai parar aos mercados hortícolas (principalmente estes) e frutícolas que mete dó.
Festim, um festival que adora cinismos
Os jogadores da seleção nacional regressam hoje a Portugal com o moral em baixo mas com mais de 20 mil euros na carteira, pode ler-se na edição de sábado passado o Jornal de Noticias.
Como adoro títulos destes!
Ou será que o avião presidencial que viajou de África, para entrega direta e sem impostos, também deu uma ajuda aos atletas portugueses?
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