domingo, 4 de maio de 2014
sábado, 3 de maio de 2014
O governo que mata Guimarães tem a cor de André Lima
1. O governo fez uma reforma destas [portaria que classifica os hospitais de norte a sul de Portugal] através de uma portaria, mas a verdade é que o mal está feito. (…) fez-se uma reforma destas por portaria sem ouvir rigorosamente ninguém. (…). Revelador da maneira de estar deste Governo.
2. O que a oposição PSD/CDS mostrou com este episódio, com mais este episódio, é que não está minimamente preparada para governar os destinos deste concelho.
José João Torrinha, na última assembleia municipal de Guimarães.
O caminho da misericórdia
Deus é um tapa buracos e os seres humanos paus mandatados de forças obscuras.
Bento Domingues, in o mundo que falta nascer
1. Falar da realidade igreja católica nos dias que correm (ainda) é falar de uma realidade distante; cheia de luzes de que não conhecemos os seus interrutores e de pessoas que se passeiam pomposas?
Não sei; mas muitas vezes até parece que assim é, dada a distância com que os seus principais – seja a que nível for! – gostam de se colocar.
Aliás, olhando para as palavras de Bento Domingues (Público, 14.02.23) – “ao longo da história da igreja houve muito zelo mal esclarecido, a ponto de entregar à perdição quem não pertencia à igreja ou dela era excluído. Hoje com o zelo por certas tradições eclesiásticas, por certo tipo de exegese bíblica e respeitos dogmáticos, carregamos os católicos com fardos absurdos” – ficamos com uma das leituras que chega à maioria das pessoas. o que não abona em nada para aa afirmação de um trabalho sério como aquele que vem sendo desenvolvido pelo papa Francisco.
2. Em face desta realidade importa olhar para o que diz, James Martini diz, um jesuíta que cita o sociólogo Andrew Greeley – “às vezes a questão não é a de saber porque é que há tantos católicos a deixar a igreja, mas porque é que ficam” – “aqueles que trilham o caminho tomaram a decisão consciente de se separar da religião organizada, mas continuam a acreditar em Deus. Talvez consideram que as celebrações e serviços oferecidos nas igrejas não fazem sentido, são ofensivos, maçadores, ou tudo ao mesmo tempo”. É, aliás, a mesma pessoa que afirma: “ouvi muitas homilias que me puseram a dormir, por vezes literalmente”.
3. Vale, portanto, a pena voltar a Bento Domingues, e ao o mundo que falta nascer: “a forma como o papa Francisco acaba de evocar a figura de São João Batista mostra que não entende a figura da igreja como o sol do mundo. A igreja é apenas a lua. Não é a fonte de Luz, precisa de ser iluminada”.
Não é este o caminho da misericórdia?
Que tal a maioria dos responsáveis católicos meditarem na cegueira com que dois homens seguiam para Emaús?
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Aposta do silêncio
Temos centros de produção de saber, temos pessoas talentosa, agora é preciso que se transforme esta saber para que se possam criar novas empresas, ou para que façamos acrescentos nos vários setores, principalmente no calçado e nas cutelarias.
Domingos Bragança, presidente de câmara de Guimarães, na sessão de abertura da conferência Building Global Innovators
Lisura politica
Os políticos não têm má-fé. Nós é que vamos ficando sem fé e descrentes com as voltas que o mundo dá, escreve hoje Pedro Sousa Carvalho no jornal Público.
É verdade que a saturação das coisas más nos torna desesperadamente descontentes com os dias que nos esmagam; principalmente quando eles são dirigidos por quem ontem disse o contrário do que hoje faz. Mas, é urgente acreditar na mudança; não só porque uma mudança é sempre bem-vinda – seja em que circunstância for –, mas porque ela é premente.
E ainda há políticos que valorizam a boa-fé.
Tenhamos nós fé na mudança.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Luz intensa e a escuridão que é já ali
Mas também, dir-me-ão, que nem tenho que perceber. Claro, claro. Mas que me questiono: o vereador eleito na coligação Juntos por Guimarães, mas militante do CDS, pretende o quê com a sua ideia de “propostas mais transparentes”?
É claro que sei muito bem que é muito confuso discutir alguns assuntos quando, sobre a mesa se cruzam o político, o construtor, o organizador imobiliário ou o promotor de uma qualquer novidade que mexa com interesses, sejam eles de natureza política, estratégico-empresarial ou partidário-qualquer coisa.
Mesmo assim volto a confessar a minha agnosia, ainda que o desejo de perceber melhor o que pretende o vereador Monteiro de Castro seja muito, mas mesmo muito grande.
Domingos Bragança, o presidente de câmara de Guimarães, vai dizendo que “se pode melhorar a gestão, na perspetiva do custo-benefício”.
Pode ser um caminho. Mas reconfesso a minha ignorância sobre o que será isso de “propostas mais transparentes”.
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