sexta-feira, 13 de março de 2020

Olhar da semana

Uma pandemia carateriza-se pela verificação de vários fatores, entre eles o fator geográfico, ou seja, quando todas as pessoas do mundo correm riscos. E, aproveitando o termo tão falado nos últimos tempos, como seria se no contágio fossemos capazes de, numa melhor gestão do bom senso, colocar o egoísmo de quarentena.
Carla Rodrigues, advogada, Igreja Viva, 20.03.12

quinta-feira, 12 de março de 2020

Virtudes menores


O trabalho que nós, os porcos, levamos a cabo é intelectual. Toda a administração desta quinta repousa sobre os nossos ombros.George Orwell, A Quinta dos Animais

O gajo serve para vos entreter; adiando o exterior? Isso é comunicação!
O gajo não presta para mais nada, a não ser, ser o vosso desejo branco de olhar o que rodeia os desejos parvos dos decisores? Ele é o máximo responsável da comunicação!
Eles são tudo! Especialistas de sistemas que engrenam as parvas tropelias dos dias; de tudo o que tape incapacidades.
Quem os dirige nos dias que correm, tem disfarces; bem camuflados: diretor-geral, secretário-geral ou outra instância geral. Eles sentados, feitos velhotes em frente ao ecrã, julgando-se dominadores do cosmos. Às vezes, só às vezes, despertam e percebem como são parvos. É nessa altura que exigem a contratação de outros parvos (mais novos, mais inteligentes e mais capazes) que exigem ser os próximos inimigos internos do império agonizante.
O tal vil metal adora!

Como gosto do fabuloso livro; pequeno é certo, mas enorme nas ideias, de George Orwell! Aconselho vivamente a todos os decisores dos dias cinzentos que por aí abundam.

quarta-feira, 11 de março de 2020

e se não fosse natal?



hoje o que vimos foi silêncio – um exército impiedoso
de distanciamento –, a verdade deslembrada dos nossos cumprimentos
parvos e inseguros de cada manhã; entrando no escrínio?
estamos mesmo na eterna ilha do tempo de solidão!
de tantas solidões.

hoje apreciei – gostamos todos, pareceu-me! – de cuidar da morte;
à volta do cantinho do nosso amigo comum: joão de seu nome
– manipulador disforme diante do real! – foi fabuloso!

e depois? silêncio; o distanciamento de sempre!

na sala – insinuando aguentar a música agressiva e violenta
na arte de perder tempo – ficamos os de sempre. hoje;
como sempre a diferença não foi o grupo foram as vaidades individualizadas.


terça-feira, 10 de março de 2020

desvendando novos vestígios



não acato o alerta eletrónico do despertador;
as molas do devir saltam-me do aconchego antes
das disposições para o alvorecer; ordens do dia
diziam-nos, não era?

abrir janelas; despertar o silêncio do corpo
abrir o diálogo eis o invisível
tronado visível
(almas que se misturam)

não! não espero um futuro sem arestas;
conheço tão bem as águas calmas; afinal sempre
foram a mulher espantosa!

domingo, 8 de março de 2020

Estabilidade de fachada



Acredito em deus. Não acredito em nenhuma religião que me queira transmitir Deus.
Frederico Lourenço, E, 16.09.10

Há uma “proposta de alteração constitucional” em cima da mesa que perspetiva, na Rússia do senhor Vladimir Putin, algo que só alguns entenderão. Perdão! Só uma máquina cega e seguidista entenderá.
Quer o senhor todo-poderoso da Rússia que – para além da “defesa da verdade histórica sobre o papel da União Soviética na II Guerra Mundial” – ratificar a “fé em Deus” e banir casamento gay na Constituição russa (título do jornal Público, 20.03.04).
Quando leio o texto com assinatura de António Saraiva Lima, só me apetece deixar de olhar para os dias cinzentos que os líderes totalitários querem impor. Mas, diz-me o destino e a indiferença humana que tal é improvável; quase de certeza impossível.
Felizmente que – como sublinha o analista político Konstantin Kalatchov, citado na peça jornalística do Público – parece que os antepassados russos deram ao seu povo a fé em Deus e as ideias comunistas! Caramba! Fé nos comunistas e em deus!
E quando é assim, quem duvida da eficácia das doutrinas?

sexta-feira, 6 de março de 2020

desvendando novos vestígios



não aguardo o alerta eletrónico do despertador; as molas
do devir saltam-me do aconchego antes das disposições
para o alvorecer; ordens do dia
diziam-nos, não era?

abrir janelas; despertar o silêncio do corpo
abrir o diálogo eis o invisível
tornado visível
(almas que se misturam)

não! não espero um futuro sem arestas;
conheço tão bem as águas calmas; afinal sempre
foram a mulher espantosa!

Realidades feitas epopeias IX

    Morre por queda de peso de cima , no acidente, ou por falta de solo e baixo , por velhice. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Uni...