terça-feira, 11 de maio de 2021

Olhar da semana

Foto: rr.sapo.pt

Como provou Luis Filipe Vieira na sessão [comissão de inquérito ao Novo Banco] desta semana, ser-se caloteiro dispensa sentimento de culpa e humildade.

Manuel Carvalho, editorial, Público, 21.05.11

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Beleza dos grandes olhares


À beira da morte, queres é viver…

Álvaro Costa, E, 17.08.05

 

No fim, mesmo à beira da defunção: nunca te rendas aos dias vazios. Nem a pessoas cavas.

Segue, existindo. Na felicidade dos concertos lindos; mesmo que ruidosos!

São atos criativos; todas as alegrias. Depois, nos outros dias, já basta a parvoíce dos arrais apressados, dos patriarcas à procura de si e dos lerdos que se julgam senhores do mundo.

Coitados!

É, pois, chegado o momento de seguir em frente.

sábado, 8 de maio de 2021

Há abismos lá no fundo, sem fundo

Terá o meu voto a candidatura autárquica que terçar armas para a proibição de circulação, exceto para residentes, pelos transportes coletivos gratuitos em rede eficiente e pelo desenvolvimento da ferrovia.

Francisco Louçã, Expresso (Economia), 21.03.19

 

Embora um bocadinho fora de tempo (há realidades que nos ultrapassam, não é?, e algumas pouco agradáveis) vale a pena olhar com toda a atenção as páginas 16 e 17 do caderno de Economia do semanário Expresso na sua edição do passado dia 12 de fevereiro.

E lançar outro olhar, mais atento e pormenorizado, para o mapa inserto na página 17. Entre o verde (da Ferrovia 2020) que cruza o país e Guimarães há uma linha cinzenta. Literalmente! Sem qualquer tipo de intervenção prevista.

 

Por favor, não falem do que não sabem!

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Peso das palavras

O nosso futuro precisa mesmo que falemos mais de comboios e menos de aeroportos.

David Pontes, editorial, Público, 21.03.19

 

Só quem não quiser – ou não for capaz de entender ou fazer de conta; claro! –, é que continuará a pensar que haverá mais comboio, mais ligações ferroviárias; em suma investimentos públicos em Portugal no que à ferrovia diz respeito.

(Culpa do senhor Aníbal de Boliqueime tudo se foi!

Agora pode haver, parece que vai haver, recuperação de material.)

 

A tal bazuca – que raio de designação para umas vitaminas! – foi uma invenção bombástica para jornalista criar manchete.

Já tínhamos percebido por estes dias com as palavras meiguinhas do senhor Costa!

                     

Nota de rodapé: “O PSD desde sempre defendeu um repensar da linha de forma a servir todas as populações e não apenas algumas”. Estas palavras são do anunciado candidato laranja à autarquia vimaranense. Se este senhor candidato fosse realista quando fala de ferrovia estaria em condições de ser candidato a Santa Clara? Provavelmente faria o que o senhor Aníbal de Boliqueime fez.


 

terça-feira, 4 de maio de 2021

Realidade ferroviária em Portugal


 

Costa inaugurou obra ferroviária por acabar em Viana do Castelo e hoje inaugura a linha TGV Campanhã-Moscovo.

o Inimigo Público, 21.04.30

domingo, 2 de maio de 2021

candura profunda


marcas livres e brancas sobem no céu do devir: referências boas

subindo as montanhas; objetiva sempre afiada

aos altares das grandes solenidades; vestidas

das identidades com memórias da infância – não podem

ser atraiçoadas!

 

prisioneiro do paradigma branco das marcas

em ascensão – talvez seja só um olhar

por entre os incêndios que iluminaram

as últimas noites tão violentas – ah! as vozes

mais altas projetam mais os sentidos.

veem mais longe os silêncios e os frutos das montanhas

no coração das ilhas.

sábado, 1 de maio de 2021

detonador dos desejos


espaço da luz; instante

inquietante dos dias. ou apenas instantâneos

transparentes?

cores que iluminam a decência; também

o pejo.

 

a lua altiva não para de ofertar dádivas

aos perdidos.

todos temos uma história; no espaço

da luz

Realidades feitas Epopeia IX

  Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  ( Relógio d’ Água )