sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Ainda pensas que és uma joia em bruto?

É ainda mais difícil encontrar lixo debaixo de um tapete se o tapete for voador.
Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 19.02.23

Parece que “os bracarenses perdem 89 horas por ano nas filas de trânsito” leio no Diário do Minho (20.01.20). Talvez tal realidade, má com toda a certeza, tenha a ver com o facto de Braga ser a terceira cidade portuguesa com mais congestionamento no trânsito.
Bolas! Braga com tantas horas perdidas nas suas ruas pelos seus cidadãos! Com os bracarenses perdidos no trânsito – três dias só em 2019?
Será por isso que a cidade dos arcebispos é a terceira cidade portuguesa?
Ah! Braga “regista o maior aumento de preços na habitação”.
E é, agora, a dona do terceiro lugar – depois de Lisboa e do Algarve.

Está difícil ser bracarense, não está?

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Agora soltem-se os medos



O homem português é perdoem-me os biólogosum ecossistema. E evolui. Aparece e desaparece na força condutora da seleção natural.
Rui Vítor Costa, O Comércio de Guimarães, 20.02.12

Cemitérios: espaços de memória


Cidadãos exigentes fazem decisores políticos mais competentes. Cidadãos acomodados fazem decisores políticos exigentes.
José João Torrinha, Mais Guimarães, 18.12.19

O jornal Público faz título na sua edição da passada sexta-feira, dia 14 – um data feita altar do consumismo; o tal dia feito dia dos namorados à custa de tantas promoções comerciais e americanices! – com a novidade de haver um novo diretor-geral do Património.
Não seria nada do outro mundo; muito menos uma americanice à dia dos namorados, não fosse o pequenitote detalhe de o senhor Bernardo Alcobaça ser um gestor cuja área de especialização é o imobiliário!
Não conheço o senhor, nem isso importa, na verdade! O que, pelo menos para mim, e me obriga a pensar sobre o devir das realidades patrimoniais em Portugal é dizer que conheço alguns promotores imobiliários, pessoas que trabalham nesta área de negócio que só não vendem a mãe se não der dinheiro. E conheço, de facto e com mágoa!
E o governo do meu país está nas mãos do senhor Costa, um socialista dos sete costados! Ai se não estivesse...
Ah! Espero não ver nunca nenhuma placa, tipo placa das imobiliárias – por aí à solta ou dependurada nos mais belos espaços do Património Cultural Português.
Que cena do efémero!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Agente (imobiliário?) invulgar



A forma como se está a naturalizar a cedência de património público a privados é muito preocupante.
Ana Mesquita (deputada do PCP), Público, 20.02.15

A força do culto

Este culto, não da morte, mas da imortalidade, inicia e conserva as religiões.
Miguel de Unamuno, in Do sentimento trágico da vida

1. Pensando na normalidade do ato cívico dos portugueses na escolha dos seus representantes, tinha decidido não olhar para a deliberação que os eleitos do meu país tomarão amanhã na casa da democracia, a Assembleia da República. E tinha tomado essa decisão pela simples razão de que a eutanásia, sendo algo do mais íntimo do ser humano, deve estar no patamar das decisões que implicam confiar em quem, democraticamente, foi responsabilizado para dar diretrizes políticas e de gestão dos dias difíceis. Sejam os cidadãos que resolvem terminar as suas vidas de sofrimento e apagamento, sejam os cidadãos que, por vida da sua ação profissional, colaboram – a medo – na decisão dramática.

2. Mas, depois de ouvir na RTP Luís Miguel Marques, um cidadão português há décadas preso à dor e à máquina, mudei de opinião. Olhando para o cansaço e saturação deste cidadão tetraplégico e para esta dependência da máquina e do vazio do seu corpo, assumi quebrar o meu silêncio. Desde logo, porque Luís Miguel Marques não tem a menor dúvida em dizer aos decisores políticos e líderes religiosos de um país que teima em ser um barco à deriva entre as dores reais do ser humano que, após o discurso circunstancial vão para casa quentinhos e sossegadinhos e ele continua ali; em sofrimento.

3. Chegado aqui importa olhar com toda a atenção para a opinião deste senhor – Alexandre Quintanilha (Expresso, 20.02.12): é perfeitamente concebível que para muitos (em que eu me incluo), não é só a dor física que é intolerável. É também a ideia de que a “quantidade de vida” adicional não compensa a “qualidade de vida perdida”. Argumento, para mim, sem discussão. E então junto deste – atualmente, em Portugal, a decisão de terminar a nossa vida é solitária e frequentemente angustiante. Continua a ser punível na lei a assistência por parte de outrem, em particular por um profissional de Saúde – está tudo clarinho.

Ah! estas palavras de Daniel Oliveira (Expresso, 20.02.15) – Viver é um direito, não é um dever. Ninguém pode ser aprisionado no seu corpo, condenado a uma agonia aviltante e dolorosa para satisfazer as convicções de terceiros – também não me deixam quaisquer dúvidas.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Águas chocas



O futebol parece mais um mundo à parte do que uma parte do mundo. Tem a regra própria de não ter regras. Um código de conduta que se julga à margem do código penal.
Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 20.02.15

Cedências com benefícios?

Quem não tem vergonha não tem consciência.
Thomas Fuller, médico e orador

Aumento de 7 euros na função pública leva milhares de funcionários públicos a desistir de pedir a reforma antecipada, pode ler-se n'o Inimigo Público da passada sexta-feira, dia 14.

Vítor Andrade faz descer Siza Vieira, o ministro da Economia do governo do senhor Costa, na última edição do semanário Expresso pelo sistemático não acordo, perdão!, adiamento de acordo para aumentos de ordenados no setor privado.
Vítor Andrade, coordenador de economia no Expresso, termina assim o seu texto em que faz descer Siza Vieira: quando se tenta dar um passo maior que a perna, muitas vezes acaba por se dar trambolhão.
O jornalista está certo ou está errado?
Se olharmos para os aumentos de sete euros na Função Pública parece mesmo que está certo. E como os senhores de o Inimigo Público dizem: assim muitos portugueses não querem ir para a miséria.
Perdão, para a reforma!

Que Portugal quererá o governo do senhor Costa?

Realidades feitas epopeias IX

    Morre por queda de peso de cima , no acidente, ou por falta de solo e baixo , por velhice. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Uni...