sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Viajando em transportes públicos

Abandonarei o ruído a mandíbula
Das cidades
Casimiro de Brito, in Nem senhor nem servo
1.Como seria o cenário de municipalização dos transportes se eles fossem colocados ao serviço da sustentabilidade social, económica e ambiental?
2. Poderia garantir a articulação da rede de transportes públicos, criaria uma tarifa única suportável pelos utentes e aumentaria o envolvimento dos munícipes?

Estas duas perguntas que Carlos Gaivota coloca no seu trabalho – desenvolvimento sustentável e transporte público urbano – publicado na edição de agosto do jornal le Monde diplomatique, devem fazer-nos (a todos) pensar. Mas, a nós vimaranenses, abertos à extraordinária realidade que será a capital verde, muito mais. Desde logo, porque, como se pode ler neste trabalho: “as estatísticas de saúde comprovam o aumento do número de óbitos por doenças respiratórias, e outras causadas pela excessiva carga dos elevados volumes de circulação automóvel nas cidades”.
Daí que, como também é vincado, as “cidades habitáveis e saudáveis” são a grande prioridade.
Do futuro; do presente e, portanto, das politicas de proximidade que os dirigentes políticos têm que ter entre mãos sem medo de as implementar.
Em suma, e é isso que – por aqui e agora –, importa valorizar: “Para haver sucesso e concretizar esta política pública de sustentabilidade, a vontade política é um fator preciso e objetivo. Está nas mãos do governo da autarquia”.
Sim! Eu acredito inteiramente que isso será uma realidade vimaranense.

Sempre presente

É preciso tonificar os músculos para manter saudável a coluna vertebral. Os princípios essenciais não admitem piruetas.
João Paulo Baltazar, E, 15.05.01
foto: publico.pt
Deve ser defeito meu – até já me dizem que não tenho emenda –, mas não serei daqueles que ficarão à espera do dia 5 de outubro; mesmo que, mais à esquerda outras decisões sejam diferentes. É que eu nunca fui dos que se deixam limitar por timings partidários ou outros com dimensões que escapam à minha leitura dos dias.
Escrevo – assumindo já, pública e definitivamente –, que a anterior presidente do PS, Maria de Belém, é, para mim, uma pessoa de confiança; uma mulher que merece todos os apoios de quem acredita que o futuro nem sempre se faz de jogos baixos ou cedências da coluna que compõe o esqueleto humano.
Sempre gostei de olhar no passado e esmiuçar o trabalho desenvolvido por quem sabe o que faz: Maria de Belém Roseira conhece o que é Portugal e como esta nação deve rumar ao futuro.
Como gosto de Maria de Belém e não dependendo de calendários políticos, Maria de Belém é a minha candidata à presidência da República. Com toda a naturalidade. Eu sei que PCP e BE estão com Sampaio da Nóvoa, mas isso não me fará mudar.
Ah! Considero fundamental dizer que é um prazer estar com a segunda mulher candidata à presidência da Republica em Portugal. Adorei, há uns anos, o facto ter participado – ativamente e muito próximo – na candidatura de uma outra mulher extraordinária: Maria de Lurdes Pintasilgo.
São realidades diferentes, bem sei!, mas são mulheres de armas; as duas. E quando assim é!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Futuro promissor

Toda a nudez é de olhar a prumo
Vasco Ferreira Campos, in A Voz à Chuva

A semana europeia da mobilidade volta a ser vincada, isto é, levada a sério, em Guimarães. Aleluia!
Esta iniciativa que decorrerá entre os dias 16 e 22 do mês em curso – caramba! – terá a promoção e apoio da candidatura de Guimarães a Capital Verde.
Já sei que a minha memória já não é o que era, mas ainda recordo de ter andado, como responsável pelo departamento de ambiente da Junta de núcleo de Guimarães do CNE, com um grupo de jovens escuteiros no apoio a técnicos municipais [foi um prazer trabalhar com Rui Castro] na última semana da mobilidade europeia celebrada na minha cidade.
Mas que posso mais dizer? Sei lá!, já abandonei os escuteiros há tanto tempo!
Bem, dir-me-ão, mais vale tarde do que nunca! Com toda a certeza!; com certeza.

Veneno do medo

Mas é tudo absurdo, e o sonho ainda é o que o é menos
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
foto: UNICEF/2015/Sebastian Rich
Mais de 13 milhões de crianças não poderão ir à escola no ano letivo que está prestes a começar em muitos sítios do planeta. Porque a guerra em muitos países do médio Oriente e África, por exemplo, não deixa que as crianças sejam felizes; aprendendo.
É o que se pode ler num relatório da UNICEF, publicado no passado dia 2.
Ah!, naquele documento consta ainda que “privados de escola, alguns jovens acabam por se juntar, voluntariamente ou não, a grupos armados envolvidos nos conflitos” que não param de matar seres humanos e desejos de futuro.
E assim vai o mundo! Um mundo comandado por vendedores de armas, estejam eles onde estiverem; por crápulas sem dignidade que fazem dos seus dias a total falta de respeito pela vida e dignidade humanas.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Bons sintomas

Uma resposta, mesmo uma resposta desastrada, não pode pesar para todo o sempre na cabeça de um soldado sem experiência
José Cardoso Pires, in O Hóspede de Job
A associação comercial e industrial de Guimarães (ACIG) vai organizar, entre os dias 3 e 18 do próximo mês de outubro, a quinzena de acolhimento ao caloiro. Com o apoio da autarquia vimaranense – e, pelos vistos, “em conjugação com a associação académica” da academia minhota. Ou seja, parece que faz sentido que, “a quem vem instalar-se ou frequentar” a cidade de Guimarães, se faça um acolhimento.
Um acolhimento?
Ena!, que coisa tão vaga! Mas, enfim!, é sempre difícil saltar patamares para quem nunca fez qualquer tipo de exercício.
O que importa vincar é que a realidade universitária na cidade de Guimarães (e estudantes novos) vai passando (ou começando a passar) – finalmente! –, por entre os umbigos citadinos e as vaidades com fecho de castidade para quem chega à cidade com hábitos assim à espécie de coisa estranha para os conservadorismos reinantes.
E isso é bom!
Ah! Parece que, afinal, a ACIG tem algo de novo: “descontos e promoções”. Nunca se sabe! Com a crise que grassa por aí!

Veio-me das entranhas

A credibilidade de um animal está nisto: ele come aquilo que ameaça comer ou não? Se sim, é animal credível, se só ladra, não.
Gonçalo M. Tavares, in Notícias Magazine, 13.07.14
foto: diarioatual.com
Pelos visto há um médium – seja lá o que isso for! – que, lá mais para cima nas terras do Barroso, mais concretamente em Vilar de Perdizes, “augura novas eleições dentro de dois anos” em Portugal e “segundo resgate” para Portugal. E, diz o senhor, que o PS vai ganhar as próximas eleições. Ah!, também diz o senhor médium que o Sporting não será campeão.
É um tal mestre Alves que “adivinha mais dificuldades para os portugueses”.
Está tudo no Jornal de Noticias do último sábado.
Mas ainda há quem acredite em coisas destas?
Por mim, o que me preocupa é mesmo o Sporting não ser campeão! Porra!, com o mestre Jesus!
Agora a sério: dificuldades par os portugueses? Desde que o governo dos senhores Pedro e Paulo anda por aí que a coisa piora dia após dia, será preciso consultar um bruxo para sentir isso?

terça-feira, 8 de setembro de 2015

O outro morrerá distraído

O nome falso e o sonho verdadeiro criaram uma nova realidade.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
Guimarães que ser capital verde europeia? Excelente!
Tomara que tal desejo seja realidade!
Como sugestão, só como sugestão, porque não tenho dúvidas de que há quem esteja atento a tudo, todos os pormenores esquecidos ou não valorizados antes, não será demais olhar para o texto maravilhoso que Andreia Marques Pereira publica no Fugas do último sábado. A sério!
Percebe-se ali como Curitiba – que “pode ter passado muito tempo à sombra de São Paulo” – é “paradigma do urbanismo, amante da cultura e militantemente verde”.
Ah! Há por ali uma coisa imensa, linda e extraordinária chamada cataratas do Iguaçu! Diz quem conhece que aquilo é divinal!
Do texto de Andreia Marques Pereira fico-me por uma afirmação muito simples: “Curitiba sabe o que quer. E quer progresso sem abrir mão da qualidade de vida”.
Não será exagero se disser que esta afirmação vai encaixar como uma luva em Guimarães, pois não?

Realidades feitas epopeias IX

    Morre por queda de peso de cima , no acidente, ou por falta de solo e baixo , por velhice. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Uni...