segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A viver também se aprende

Outra vez André Lima, o líder laranja em Guimarães a ser chamado à atenção por alguém que sabe muito mais do que o líder social-democrata em Guimarães de democracia: a Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Caramba!
Desta vez a CNE diz ao líder da coligação de direita em Guimarães que não tem nada que ir a assembleia(s) de voto “com outros elementos da lista de candidatura ou seus apoiantes”. Isso os democratas deste país sabem de cor.
O que aconteceu foi nas últimas autárquicas, mas o aviso é atual e deve estar sempre presente a quem lidera um partido.

Já tive oportunidade de, pelas mesmas razões, emitir a minha opinião sobre aquilo que André Lima fez em 2013. Por isso hoje limito-me ao óbvio: há líderes partidários que são lideres; há outros dirigentes partidários que andam à deriva a ver se alguém repara neles. Coitados! A democracia também tem que os aguentar.

Pessoalmente sempre apreciei os verdadeiros líderes. Esses estão sempre no sítio certo; na hora certa.

O contacto SVD tem olhares para além do silêncio


domingo, 7 de dezembro de 2014

Agora exijo respeito

Só uns quantos afortunados, especialmente os que combinam pensamento inovador com mestria financeira, é que conseguem captar os lucros da revolução financeira.
J. Bradford DeLong, Público, 14.06.17
E vaidades estampadas em letras garrafais!
Exato! Por isso é que gosto mais dos que vivem; simplesmente. Em harmonia com o que os rodeia e os outros.
Sim, tens razão! Infelizmente quem vai sobrevivendo é quem, sobrepondo-se aos que – fazendo de conta que vivem dominando os acontecimentos diários –, se sobrepõe aqueles que tardiamente percebem que também caem ao peso dos seus umbigos, mas que, entretanto, vão espezinhando com sorrisos que rasgam as praças mais centrais.
É isso! E não é que são esses que fazem do poder o pior pesadelo da Humanidade?
Claro! Abusando, são mais terríveis ainda!
Eles sabem que há um caminho para as vitórias; para a purificação dos exageros da vaidade.
Temos toda a razão! Eles só desejam outro crucificado. Outra vez!

sábado, 6 de dezembro de 2014

O segredo do toque

Há uma mensagem que não percebo nos camiões da Vitrus.

Será “para uma cidade mais limpa” ou para um concelho mais limpo?

Há dias frios

Num estado laico como é o português sou incapaz de perceber por que carga de água tantas santas casas que, dizem, fazem misericórdia onde o estado devia fazer o que é sua obrigação, veem crescer a crista do seu domínio sobre as dores dos dias. Ah! dizem-me que há cada vez mais misericórdias que vendem serviços baratos – explorando quem nelas se empenha – a um estado que explora, mortifica e mata em nome de uma certa forma de disciplinar o dito.
Que horror!
Será que são estas misericórdias que, a seguir, virão explorar os albergues?
Afinal as peregrinações estão cada vez mais nas ruas da salvação das pessoas que, depois de pintarem as pernas na lama atirada pelos destruidores do estado social, se apressam, de seguida, em vir apregoar aos sete ventos: na noite há variações; uma oportunidade para ligar corpos e almas.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Saber olhar o futuro

A indústria têxtil no vale do Ave está bem e recomenda-se. Há (já não são apenas sinais, mas) realidades muito boas que garantem que a região continuará a ser uma referência no que à indústria têxtil diz respeito. Em Portugal. E na Europa.

Em face desta realidade feliz; excelente e motivadora, não restam dúvidas de que o regresso pelo interesse na licenciatura em engenharia têxtil no minho não me surpreende. Mesmo contra a correte nacional.

Bairrismos à parte, confesso, não apenas uma grande respeito pessoal pela diretora do departamento de engenharia têxtil, como manifesto a grande admiração pela teimosia e certeza que o minho tem em promover e continuar a apostar no curso de engenharia têxtil.

Aposto que, não falta muito tempo, alguns dos atuais licenciados sem emprego voltarão à UM para pegar no têxtil.

Mergulho para o futuro

As regiões não são um devaneio fútil para os tempos de prosperidade e abundância. Pelo contrário, a regionalização pode ser um poderoso instrumento para suprimir as disfuncionalidades criadas pela multiplicação de órgãos desconcentrados dos ministérios. 
Pedro Bacelar de Vasconcelos, Jornal de Noticias, 14.10.24
Numa moção setorial apresentada no último congresso federativo de Braga do PS um conjunto de militantes, encabeçados por José Ribeiro, antigo presidente de câmara em Fafe, defendeu a regionalização para o nosso país. Desde logo, porque as “comunidades intermunicipais e as áreas metropolitanas não resolvem” o problema do atraso, “a vários níveis, e de irracionalidade na afetação de fundos comunitários”; é que a “existência de uma entidade legitima e intermédia entre os municípios e o poder central é fundamental para uma maior racionalidade, na distribuição de recurso pelo nosso território”. E também porque as CCDR “não preenchem essa necessidade”.
Daí que, e segundo aquele texto, seja “hoje muito consensual na classe politica autárquica nacional, em todos os partidos, a necessidade da criação das regiões”, bem como “o seu mapa e recorte, cumprindo” a Constituição.
Recorde-se que ainda recentemente Luis Valente de Oliveira defendeu que “terão que ser os autarcas a liderar a luta pela regionalização”, desde logo porque ela será possível “se houver uma vaga de fundo que tenha os autarcas como intérpretes”.
O que foi aprovado no encontro distrital socialista foi uma recomendação da federação bracarense à direção do PS “que inscreva no programa do governo a apresentar no próximo ano, como objetivo da próxima legislatura, a criação das regiões”.

Assim se espera. Apesar de José Ribeiro não ter sido apoiante de António Costa

Realidades feitas Epopeia IX

  Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  ( Relógio d’ Água )