quarta-feira, 12 de março de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
PSD e PP querem mesmo destruir-nos II
A enorme descida salarial conduz o país ao equilíbrio externo mas também a um gravíssimo desequilíbrio social e à incapacidade de resposta das instituições – coisas completamente irrelevantes para o atual Governo.
Nicolau Santos, Expresso (Economia), 14.02-08
Não é sustentável ter pessoas qualificadas em funções pouco qualificadas.
Um salário reduzido significa ter alguém desmotivado e certamente não contribui para aumentar a produtividade.
José Miguel Leonardo, líder da Randstad (Portugal), uma empresa de recrutamento de recursos humanos, Expressoemprego, 14.02.08
Sem comentários. São palavras de quem conhece.
segunda-feira, 10 de março de 2014
PSD e PP querem mesmo destruir-nos
Os responsáveis pela política da educação em Portugal dispõem-se a imolar crianças a partir dos dez anos, para as transformar em cabeças brilhantes, mesmo quase amputando a sua educação e formação básicas.
Manuel Pinto, pagina 1, 14.03.04
Estas palavras do professor da UM – infelizmente totalmente vestidas de realismo e de verdades dolorosas que nos atravessam todos os dias – são (mais um) exemplo daquilo que a direita portuguesa (com a ajuda dos amigos europeus e silêncios e conivências terríveis pelo país) nos quer fazer.
Infelizmente estas palavras de Manuel Pinto não ficam nada atrás – por outras razões, mas nada menos humanas – destas outras de Fernando Madrinha (Expresso, 14.02.08): “a um reformado sem mais rendimentos além da pensão com que contava para enfrentar a velhice, e à qual acedeu nos termos que a Lei estabelecia, cortam-se-lhe as pernas sem apelo em agravo, comprometendo-se o equilíbrio precário de uma sociedade em que as reformas já são, em muitos caos, o único sustento de três gerações”.
Seria importante que a direita do PSD e do PP nos dessem um sinal – por mais ténue que fosse – em como quer o professor da UM quer o jornalista do Expresso não estão a exagerar.
Não?
Só no Minho, vá…
Também não?
domingo, 9 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
voluntários do tempo
rumo à destruição. o que está a faltar à nossa frente?
quero ver a morte – desejo comunicante com o lugar
sagrado onde se escuta o mundo. e se toma na mão a vida
dos protestos mais dinâmicos e coloridos.
celebrar a noite por aí? é sempre um olhar
em frente. a morte sai à rua; em confrontos
com heróis improváveis. e eu vou; em frente
há um acordo de tréguas – dizem-me
que de mente aberta! – para celebrar a noite
por aí. estou pronto a voltar à feira do passado
e fintar a meta. amanhã. desejo para escutar
o mundo à minha frente.
(os heróis nunca morrem; são carisma
incontornável de artesãos do amor.)
e avançar. sempre destruindo
o lugar incómodo do silêncio. onde vivem os heróis.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Apagar o presente com medo do futuro
A esquerda ainda hoje encara a sociedade de forma voluntarista como se para a criação de riqueza houvesse limites e as leis económicas não fossem lamentavelmente contornáveis.
Augusto Abelaira, in Outrora Agora
Miguel Sousa Tavares (Expresso, 14.02.22) afirma que “a esquerda tem de estar preparada para defender a Europa contra os seus carrascos e, em caso de derrota, para começar a pensar numa alternativa fora da UE”.
Esperando que o “em caso de derrota” esteja a mais nesta bela ideia de Miguel Sousa Tavares, o que os europeus, os cidadãos da velha Europa (cada vez mais na mão de uns barrosistas seguidistas, cegos e sem princípios orientadores, ou melhor, sem saber a quantas andam) e aqueles que, desde os tempos da velha Lusitânia, acreditam que a exploração do outro há muito morreu, isto é, os cidadãos europeus, só podem mesmo querer uma Europa sem massacre, venham os carrascos de onde vierem.
É claro que, como cidadãos atentos, os cidadãos que se preocupam com o futuro, também sabem que uma esquerda em Portugal que – consciente de que jamais será poder, como muito bem escreveu Abelaira há décadas atrás – é a mesma esquerda que adora fazer folclore sobre coisas sérias. Sejam Pec salvadores ou desejos de emancipação que se perdem em guerras intestinas.
E não estou a falar de montagens digitais sem dirigentes importantes; apagados à pressa da história. Isso é demasiado trotskista para meu gosto.
A esquerda assim é uma treta! Talvez um dia – tarde e a más horas – se perceba como a direita se arvoa em salvadora. De tudo o que a esquerda abandonou.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Os tempos estão estrábicos
Os 15 minutos de fama do jovem deputado da bancada do PSD chegaram ao fim com o chumbo brutal e unânime pelo Tribunal Constitucional da sua ideia de colocar a referendo a adoção e a coadoção por casais homossexuais em Portugal.
Martim Silva, Baixos (Altos e Baixos), Expresso, 14.02.22
1. Sim, esta afirmação já tem uns dias.
Sim, a coisa parece já ter passado à história.
Sim, o senhor deputado gosta tanto de sorrir com um braço a tocar na mesa para disfarçar o nervosismo que lhe vai na alma.
Sim, o que este jovem (e não é que foi eleito no meu círculo eleitoral!) fez não foi um frete ao seu líder, foi o – cada vez mais óbvia e tristemente lamentável realidade da juventude que milita nas jotas deste país – retrato fiel da incapacidade que nos vai destruir. O país; os políticos e a confiança dos cidadãos.
2. Para entrar na cabine do poder vale tudo. Até a perda de integridade; princípios e identidade.
3. Vale a pena, por isso (mas não só porque o assunto é demasiado sério) olhar para estas palavras de Fernanda Câncio (Diário de Noticias, 14.02.28): “realmente, não se imagina melhor forma de comemorar 40 anos de um partido que faz uma paródia da social-democracia se não esta espécie de Estado social por equivalência, em que as prestações sociais existem para ser anuladas e a lei para certar contas”.
4. Um dia alguém nos irá explicar por que razão funcionários partidários pontapeiam jornalistas dentro de portas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Realidades feitas epopeias IX
Morre por queda de peso de cima , no acidente, ou por falta de solo e baixo , por velhice. Gonçalo M. Tavares, in O fim dos Estados Uni...
-
Para apanhar o comboio da mudança é preciso chegar a horas à estação. Pedro Lacerda, Expresso ( Economia ), 21.06.25 O que aconteceu ...
-
Sento-me na cidade e ouço O rumor dos ossos e não tenho medo Casimiro de Brito, in Nem senhor nem servo G uimarães aprovou, em r...




