quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Há palcos e palcos
Aquilo que
PSD e PS vão fazendo em Guimarães nos jornais (jornais? foi o que escrevi?) com
conversas longas, vazias que ninguém entende – porque já não há pachorra para
ler sobre coisas que um diz que sim e o outro diz que não –, é uma parvoíce do
tamanho da ausência de qualidade que vai grassando por aí no que à comunicação
partidária diz respeito
[eu sei,
os vimaranenses já começaram a perceber isso! – e que, a seguir, alguém vai
dizer que por cá (em Guimarães, pois claro!) se olha o futuro. Olha sim
senhor!, mas cada vez menos nas sedes partidárias].
O PSD em
terras de D. Afonso andou sempre à deriva (peço desculpa a alguns amigos que
lideraram e muito bem há anos atrás este partido de referência na democracia
portuguesa).
O PS, de
repente, resolveu fazer de conta que pode e deve responder a tudo o que a atual
liderança laranja diz em público, mesmo que – como cada vez mais se torna
evidente, nada haja para dizer.
Infelizmente,
cada dia se sente um turbilhão de vazios que explodirão de seguida.
Ups! Sempre
ouvi que leviandade é coisa que os políticos são incapazes de utilizar; seja em
que circunstâncias for!
Por mim,
sem rodeios, para que não surjam dúvidas desnecessárias: continuo a defender
que há momentos na vida das pessoas e das instituições em que o silêncio é a melhor
resposta.
“A moda do pisca pisca” *
1. O PS está
mais perto do PSD do que qualquer outro partido do espectro politico. Se
olharmos para os casos realmente importantes (e não para a espuma dos dias), a
ideia mantém-se.
Henrique
Monteiro, Expresso, 14.12.13
Há muito,
muito tempo que Henrique Monteiro coloca ordem no pensamento dominante. Há
muito, muito tempo que o antigo diretor do semanário – com um estilo muito
peculiar – avisa os portugueses sobre o cinzentismo que cruza os dias da política
em Portugal.
2. Enquanto
Costa se ri da discussão sobre a “esquerdização” do PS, até Ferro Rodrigues já
admite que acordos com (outra) direita não estão postas de parte, escreve
Cristina Figueiredo, na última edição do semanário Expresso, numa peça onde
fica claro o “pisca para a esquerda e pisca para a direita”.
Tudo muito
claro, portanto!
O futuro que
aí vem, depois de Passos e Portas – mas será que vem, com senhores que por aí
vão fazendo de conta que simpático é só liderar sondagens –, não augura novos olhares
na condução dos amanhãs.
3. Como
dizia o meu pai: depois de mim virá quem de mim bom fará!
E o meu pai
conhecia bem a vida.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
É urgente saber o que se passa
É verdade! O deputado eleito pelo PS no distrito de Braga quer saber “qual o citério utilizado” para definir o fim de muitos (postos de trabalho) lugares de trabalho em Braga. E, parece, que muitos por Guimarães.
Sim, Miguel Laranjeiro quer que Rui Barreira (em parceria com Mota Soares, é verdade, mas, já dizia a minha mãe que quando se faz a panela se faz o testo para ela) explique o que anda a fazer no distrito bracarense, no que ao futuro de muitos trabalhadores ligados à Segurança Social diz respeito.
Como conheço muito bem o Miguel não tenho dúvidas de que irá até ao fim nesta sua intenção de clarificar tudo e mostrar o que se anda por aí a cozinhar na destruição de amanhãs em muitas pessoas. E conhecendo-o como conheço não duvido que manterá o seu olhar atento, mesmo que possa ir sentido coisas estranhas ao seu redor.
Será a altura de se perceber muito bem o que Rui Barreira anda a fazer por aí; uma pessoa que não tarda, terá que pedir perdão ao futuro pelo que anda, no presente, a desenhar para o futuro, e – caramba! –, com uma cara angélica que não deixará de assustar os mais crentes; mesmo que faça de conta de que nada se passa.
Capitalismo selvagem e matador
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imagem: jornaldebelmonte.com.br
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Expresso (Economia), 14.12.13
Pergunta Afonso Camões (Jornal de Noticias, 14.12.13) “se o preço do petróleo cai em 40 %, como se explica que nenhum de nós sinta que essa queda se reflita, em igual medida, no preço que pagamos pelos combustíveis que consumimos?”
É uma pergunta atualíssima. Que daria resposta a muitas das dores que matam as pessoas. E que, não sei porquê, os poderes não respondem.
Daí que considere esta afirmação de Inês Teotónio Pereira (i, 14.12.13): “o capitalismo polui a alma dos meus filhos e não me deixa outra alternativa senão ser contra ele” uma (das) respostas.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Bonecos fora de mão
A rua Paio Galvão, em Guimarães, é, nos dias que correm, o melhor exemplo do que não deve ser uma cidade que aposta tudo nas pessoas e as pretende cativar para horizontes mais altos – tipo cidade verde ou apostas para a pessoas viverem harmoniosamente.
A rua Paio Galvão em Guimarães é um excelente teste à paciência dos peões, ou seja, as pessoas, os cidadãos.
É um abuso ter um boneco – do tamanho de pelo menos uma pessoa – de cinco em cinco metros, a obstruir a passagem de pessoas.
Por estes dias eu não gostava nada de passear um bebé num carrinho ou dar uma volta a um idoso com dificuldades de mobilidade. Pelo menos, na rua Paio Galvão em Guimarães não o faria.
A não ser que a rua não tivesse trânsito automóvel.
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